Taxonomia atualizada de Amanoa (Phyllanthaceae) no Brasil

Taxonomic update of Amanoa in Brazil

Ricardo de Souza Secco Jefferson de Melo Campos Alice de Lima Hiura Sobre os autores

Resumos

Amanoa tem distribuição pantropical, com centro de diversidade na Amazônia, e ainda não recebeu uma revisão recente. Este trabalho tem como objetivo atualizar a taxonomia deste gênero, enfatizando as espécies ocorrentes no Brasil. Analisou-se coleções depositadas em herbários nacionais e estrangeiros, pelo método de dissecção das partes vegetativas e reprodutivas em estereomicroscópio, seguido-se descrição e ilustração do material. Estudou-se as seguintes espécies: A. almerindae, A. congesta, A. cupatensis, A. glaucophylla., A. gracillima, A. guianensis, A. nanayensis, A. neglecta, A. oblongifolia, A. pubescens e A. sinuosa. Amanoa pubescens é restabelecida e ilustrada pela primeira vez. A flor pistilada e a ilustração de A. glaucophylla são apresentadas pela primeira vez, bem como a flor estaminada de A. almerindae, a flor pistilada de A. oblongifolia, e o botão e a flor pistilada de A. sinuosa. Novas ocorrências: Amanoa almerindae para o Pará, Amanoa cupatensis para o Acre, A. glaucophylla para Pernambuco e Bahia, A. guianensis para Pernambuco e Sergipe, A. neglecta para o Brasil (Amapá), A. oblongifolia para o Acre e Bahia, A. pubescens para o Brasil (Amazonas) e A. sinuosa para o Amapá e Pará. Registra-se presença de monoicismo em A. glaucophylla.

Amanoineae; Euphorbiaceae; Phyllanthoideae


Amanoa (Phyllanthaceae, Phyllanthoideae) has a pantropical distribution with its center of diversity in the Amazon Basin, but it has not received a recent taxonomic revision. This paper aims to treat the taxonomy of the genus, with emphasis on the Brazilian species. Collections in Brazilian and foreign herbaria were examined under stereomicroscopy with the dissection of vegetative and reproductive organs, and species were re-described and illustrated. The following species were studied: A. almerindae, A. congesta, A. cupatensis, A. glaucophylla., A. gracillima, A. guianensis, A. nanayensis, A. neglecta, A. oblongifolia, A. pubescens, and A. sinuosa. Amanoa pubescens is reestablished and illustrated for the first time. For A. glaucophylla the pistillate flower and illustration are presented for the first time, as well as the staminate flower for A. almerindae, the pistillate flower for A. oblongifolia, and the floral bud and pistillate flower for A. sinuosa. New locality records: Amanoa almerindae for Pará, Amanoa cupatensis for Acre, A. glaucophylla for Pernambuco and Bahia, A. guianensis for Pernambuco and Sergipe, A. neglecta for Brazil (Amapá), A. oblongifolia for Acre and Bahia, A. pubescens for Brazil (Amazonas), and A. sinuosa for Amapá and Pará. Monoecism in A. glaucophylla is registered.

Amanoineae; Euphorbiaceae; Phyllanthoideae


Taxonomia atualizada de Amanoa (Phyllanthaceae) no Brasil

Taxonomic update of Amanoa in Brazil

Ricardo de Souza SeccoI, * * Autor Correspondente: rsecco@museu-goeldi.br ; Jefferson de Melo CamposI; Alice de Lima HiuraII

IMuseu Paraense Emilio Goeldi. Av. Magalhães Barata, 376, CEP: 66040-170. Belém, Pará, Brasil. rsecco@museu-goeldi.br, jefferson_cmps@hotmail.com

IIIEPA-Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá. Rodovia Juscelino Kubitschek, Km 10, Fazendinha, CEP: 68912-250. Macapá, Amapá, Brasil. hiura_ap@yahoo.com.br

RESUMO

Amanoa tem distribuição pantropical, com centro de diversidade na Amazônia, e ainda não recebeu uma revisão recente. Este trabalho tem como objetivo atualizar a taxonomia deste gênero, enfatizando as espécies ocorrentes no Brasil. Analisou-se coleções depositadas em herbários nacionais e estrangeiros, pelo método de dissecção das partes vegetativas e reprodutivas em estereomicroscópio, seguido-se descrição e ilustração do material. Estudou-se as seguintes espécies: A. almerindae, A. congesta, A. cupatensis, A. glaucophylla., A. gracillima, A. guianensis, A. nanayensis, A. neglecta, A. oblongifolia, A. pubescens e A. sinuosa. Amanoa pubescens é restabelecida e ilustrada pela primeira vez. A flor pistilada e a ilustração de A. glaucophylla são apresentadas pela primeira vez, bem como a flor estaminada de A. almerindae, a flor pistilada de A. oblongifolia, e o botão e a flor pistilada de A. sinuosa. Novas ocorrências: Amanoa almerindae para o Pará, Amanoa cupatensis para o Acre, A. glaucophylla para Pernambuco e Bahia, A. guianensis para Pernambuco e Sergipe, A. neglecta para o Brasil (Amapá), A. oblongifolia para o Acre e Bahia, A. pubescens para o Brasil (Amazonas) e A. sinuosa para o Amapá e Pará. Registra-se presença de monoicismo em A. glaucophylla.

Palavras-chave: Amanoineae, Euphorbiaceae, Phyllanthoideae

ABSTRACT

Amanoa (Phyllanthaceae, Phyllanthoideae) has a pantropical distribution with its center of diversity in the Amazon Basin, but it has not received a recent taxonomic revision. This paper aims to treat the taxonomy of the genus, with emphasis on the Brazilian species. Collections in Brazilian and foreign herbaria were examined under stereomicroscopy with the dissection of vegetative and reproductive organs, and species were re-described and illustrated. The following species were studied: A. almerindae, A. congesta, A. cupatensis, A. glaucophylla., A. gracillima, A. guianensis, A. nanayensis, A. neglecta, A. oblongifolia, A. pubescens, and A. sinuosa. Amanoa pubescens is reestablished and illustrated for the first time. For A. glaucophylla the pistillate flower and illustration are presented for the first time, as well as the staminate flower for A. almerindae, the pistillate flower for A. oblongifolia, and the floral bud and pistillate flower for A. sinuosa. New locality records: Amanoa almerindae for Pará, Amanoa cupatensis for Acre, A. glaucophylla for Pernambuco and Bahia, A. guianensis for Pernambuco and Sergipe, A. neglecta for Brazil (Amapá), A. oblongifolia for Acre and Bahia, A. pubescens for Brazil (Amazonas), and A. sinuosa for Amapá and Pará. Monoecism in A. glaucophylla is registered.

Keywords: Amanoineae, Euphorbiaceae, Phyllanthoideae

INTRODUÇÃO

Amanoa foi estabelecido por Aublet (1775), contendo atualmente 17 espécies, das quais três são incluídas em uma seção endêmica da África (Webster 1994) e 14 distribuem-se nos neotrópicos, sendo 11 no Brasil. Webster (1994) posicionou o gênero nas Euphorbiaceae, Phyllanthoideae, tribo Amanoeae (Pax & K.Hoffmann) Webster. Segundo Hoffmann et al. (2006), Amanoa inclui-se em Phyllanthaceae Martynov, Phyllanthoideae Kostel., tribo Brideliae Müll.Arg., como único representante da subtribo Amanoinae Pax & K.Hoffm. Phyllanthaceae é um táxon segregado das Euphorbiaceae pelo sistema do APG (APG II 2003; APG III 2009), que de acordo com Hoffmann et al. (2006) compõe-se de 59 gêneros e cerca de 2.000 espécies, com distribuição pantropical.

Amanoa ainda não recebeu um tratamento atualizado para o Brasil, embora aqui seja seu centro de diversidade, especialmente na Amazônia brasileira. Isto tem dificultado a identificação de suas espécies, tornando confusa a taxonomia de gênero. Hayden (1990) forneceu uma chave de identificação para 13 espécies neotropicais, incluindo quatro como novas e fez comentários taxonômicos especialmente sobre Amanoa guianensis Aubl. Referido trabalho não cita a maioria das coleções encontradas em herbários regionais, sinonimiza Amanoa pubescens Steyerm. em Amanoa almerindae Leal, e ilustra apenas as espécies novas. Hayden (1999) fez uma sinopse de seis espécies da flora da Guiana venezuelana. Secco (2005) tratou duas espécies para a Flora da Reserva Ducke, em Manaus. Secco et al. (2013) forneceram um cheklist das espécies brasileiras. Nos herbários consultados, foram encontradas muitas amostras de Amanoa contendo apenas frutos ou com partes reprodutivas fragmentadas e, em alguns casos, mesmo completas (com flores e frutos) estavam com identificações imprecisas. Além disso, foram detectadas novidades em relação à morfologia, nomenclatura e distribuição geográfica de algumas espécies. Sendo assim, são fornecidos dados adicionais para uma atualização da taxonomia das espécies de Amanoa ocorrentes no Brasil.

MATERIAL E MÉTODOS

Foram analisadas exsicatas, incluindo alguns tipos, depositadas nos seguintes herbários, cujas siglas internacionais estão de acordo com Thiers (2012): CAY (Herbier de Guyane), CEPEC (Centro de Pesquisa do Cacau), F (Field Museum of Natural History), IAN (Embrapa Amazonia Oriental), IBGE (Herbário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), IPA (Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária), HAMAB (Herbário Amapaense), HRB (Herbário RadamBrasil), K (Royal Botanic Gardens, Kew), MG (Museu Paraense Emilio Goeldi), MO (Missouri Botanical Garden), MIRR (Museu Integrado de Roraima), NY (The New York Botanical Garden), PEUFR (Universidade Federal Rural de Pernambuco), R (Museu Nacional), RB (Jardim Botânico do Rio de Janeiro), RON (Herbário Rondoniensis), SP (Instituto de Botânica de São Paulo), UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), bem como amostras coletadas na FLONA de Caxiuanã (Pará). Analisou-se coleções depositadas em herbários nacionais e estrangeiros, pelo método de dissecção, seguido-se descrição e ilustração do material. A identificação das espécies foi feita pelos métodos clássicos da taxonomia vegetal, tais como dissecção das das partes vegetativas e reprodutivas em estereomicroscópio e consulta às diagnoses e descrições existentes na literatura. Ilustrou-se apenas as espécies que precisavam de complementação das características morfológicas ou que apresentavam pouco detalhamento nas obras consultadas. Na interpretação das estruturas morfológicas utilizou-se os conceitos de Hayden (1990), Rizzini (1977) e Secco (2005). Os comentários sobre a distribuição geográfica e período de floração e frutificação das espécies foram baseados nas informações contidas nas etiquetas das exsicatas, em Hayden (1990; 1999) e na Lista de Espécies da Flora do Brasil: Phyllanthaceae (Secco et al. 2013). Foram utilizadas as abreviaturas est (estéril), fl (flor), fr (fruto), s/col. (sem coletor), s/loc. (sem local de coleta), s/n (sem número) na citação do material examinado. Foi colocado o sinal de exclamação após as siglas dos herbários dos quais analisou-se os tipos.

RESULTADOS

Tratamento taxonômico

Amanoa Aubl., Hist. Pl. Guiane 1: 256, pl. 101. 1775.

Árvores ou arbustos monóicos, raramente dióicos, sem látex. Ramos glabros, raramente pubescentes quando jovens, glabrescentes na maturação. Folhas simples, alternas, margem inteira, plana ou revoluta, pecíolo em geral enegrecido no material seco, estípulas evidentes ou inconspícuas. Inflorescências bissexuadas ou unissexuadas, em racemo, podendo ser geminadas, algumas vezes em panícula, raque glabra, raramente pubescente, as flores estaminadas em glomérulos multiflorais, as pistiladas maiores, mais raras, em geral entre as estaminadas ou em díades, tríades ou isoladas; flores estaminadas diclamídeas, sépalas 5, maiores que as pétalas, imbricadas no botão, pétalas 5, reduzidas, estames 5, livres ou com os filetes concrescidos, formando andróforo, pistilódio conspícuo, central, disco extraestaminal segmentado, basal; flores pistiladas diclamídeas, sépalas 5, maiores que as pétalas, pétalas 5, reduzidas, ovário 3-carpelar, óvulos 2 em cada lóculo, estilete presente ou ausente, estigma espesso, disco ondulado, segmentado, segmentos achatados ou globosos, basal. Fruto esquizocarpáceo, globoso a subgloboso, mericarpos comprimidos ou dilatados, deiscência explosiva, abrindo-se em 6 mericarpos, pericarpo lenhoso, espesso ou fino, retorcido, exocarpo rugoso, mesocarpo separando-se do endocarpo na abertura, columela maciça, sementes 3, pintalgadas ou sem ornamentação, ecarunculadas.

Espécie-tipo. Amanoa guianensis Aubl.

Etimologia. De acordo com Barroso (1991), Amanoa é um nome popular na Guiana, daí a denominação do gênero por Aublet (1775).

Chave para as espécies de Amanoa ocorrentes no Brasil

1. Folhas com disposição aglomerada, ápice arredondado, discretamente emarginado, com faixa crustácea marginal bem evidente na face adaxial ..... 3. A. cupatensis

1. Folhas não aglomeradas, ápice acuminado, agudo a obtuso, não emarginado, faixa crustácea marginal discreta ou ausente na face adaxial

2. Folhas com margem plana

3. Raque da inflorescência pubescente

4. Estames concrescidos formando andróforo ... 10. A. pubescens

4. Estames livres ... 1. A. almerindae

3. Raque da inflorescência glabra

5. Folhas com face abaxial serícea, com inúmeras pontuações brilhosas, coloração pardacenta quando seca, inflorescência pouco ramificada, fruto com os mericarpos comprimidos ... 9. A. oblongifolia

5. Folhas sem face abaxial serícea, coloração avermelhada quando seca, inflorescência bastante ramificada, fruto com os mericarpos dilatados ... 7. A. nanayensis

2. Folhas com margem revoluta

6. Ramos jovens e raque tomentosos ... 8. A. neglecta

6. Ramos jovens e raque glabros

7. Planta dioica, raramente monoica, folhas com faixa marginal crustácea evidente e nervuras secundárias acentuadamente proeminentes na face abaxial, margem acentuadamente revoluta, flores estaminadas pediceladas (5-6,5 mm compr.)... 4. A. glaucophylla

7. Planta monoica, sem faixa marginal crustácea evidente, com nervuras secundárias pouco proeminentes na face abaxial, margem discretamente revoluta, flores estaminadas sésseis, subsésseis a curtopediceladas (0-2 mm compr.)

8. Folhas acentuadamente discolores, com face abaxial pardo-escura a olivácea, fruto com pericarpo finíssimo, mericarpos com finas vênulas estendendo-se além das margens ... 5. A. gracillima

8. Folhas discretamente discolores, com face abaxial pardo-clara, fruto com pericarpo espesso, mericarpos sem finas vênulas

9. Glomérulos da inflorescência bastante próximos um do outro, sem espaçamento, especialmente na parte distal da raque, estilete presente (2-2,5 mm compr.), fruto acentuadamente trígono, com os mericarpos dilatados ... 2. A. congesta

9. Glomérulos da inflorescência afastados um do outro, com espaçamento de 1,5-5 mm, estilete ausente (estigma séssil), fruto discretamente trígono, com os mericarpos comprimidos

10. Raque da inflorescência sinuosa, ovário subgloboso, fruto com pericarpo 0,2-0,3 cm na maturação, sementes pintalgadas ... 11. A. sinuosa

10. Raque da inflorescência não sinuosa, ovário piriforme, fruto com pericarpo 0,4-0,5 cm na maturação, sementes sem ornamentação... 6. A. guianensis

1. Amanoa almerindae Leal, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 11: 68. 1951. Tipo: Brasil. Amazonas: Rio Negro, abaixo da Boca do Curicuriary, 16.XII.1931, fl,A. Ducke s/n (holótipo, RB 24241!). (Figura 1)


Árvore ca. 12 m alt., monoica. Ramos glabros, seríceos, sem lenticelas. Folhas 6,5-10 cm compr. x 4-8 cm larg., discolores, com tonalidade acastanhada a olivácea no material seco, elípticas a oval-lanceoladas, subcoriáceas, glabras; face adaxial pardacenta, com nervuras e faixa crustácea marginal mais evidente que na abaxial, margem plana, base obtusa a discretamente cuneada, ápice acuminado; pecíolo 1-1,5 cm compr., discretamente canaliculado, glabro, estípulas 2-2,5 mm compr., triangulares, inconspícuas nos ramos adultos. Inflorescência 8,5-13 cm compr., em racemo, terminal, às vezes axilar, podendo estar acompanhada de uma folha de 0,5-1 cm compr., na base e meio da raque, raque pubescente nos ramos mais jovens, tricomas simples, ferrugíneos, glabrescente nos adultos, as flores envolvidas por bractéolas 1-2 mm compr., basais, pubescentes externamente. Flores estaminadas sésseis, sépalas 2-2,5 mm compr., 1-1,5 mm larg., elíptico-ovais a elíptico-lanceoladas, glabras, pétalas 1-1,5 mm compr., flabeladas a reniformes, irregularmente palmadas, ápice lacerado, estames (vistos no botão) 1,5-2 mm compr., livres, pistilódio 1-2 mm compr., ápice trilobado, disco segmentado, segmentos globosos. Flores pistiladas subsésseis, pedicelos ca. 1m compr., sépalas 2-2,5 mm compr., elíptico-ovais, glabras, pétalas 1-1,5 mm compr., flabeladas, margens franjadas, ovário ca. 1,5 mm compr., subgloboso, glabro, estigma séssil. Frutos não vistos.

Material examinado: Brasil. Pará: ilha do Marajó, Rio Anajás, mata de t. firme, 29/X/1987, fl, A.S. Tavares 285 (INPA, NY).

Distribuição e comentários. Ocorre no Brasil (Secco et al. 2013), nos estados do Amazonas e Pará, em margem de rios e mata de terra firme. Este é o primeiro registro de A. almerindae no Pará. Destaca-se das demais espécies pela inflorescência pubescente, especialmente nos ramos mais jovens, e devido a isso mantém afinidade com A. pubescens, da qual se separa pelos estames livres (vs. estames concrescidos formando andróforo). Leal (1951) ao propor a espécie ilustrou apenas um ramo com inflorescência. Considera-se aqui a ilustração mais completa de A. almerindae, pois contém detalhes das flores.

2. Amanoa congesta H.J.Hayden, Brittonia 42: 261. 1990. Tipo: Brasil. Amapá: Rio Iaué, 0,5 Km E of confluence with Rio Oiapoque near first cachoeira, 23.VIII.1960, fl, H.S. Irwin & Westra 47755 (holótipo, NY; isótipos, B, GH!, IAN!, K, MG!, MO, U, US).

Árvore 20-35 m alt. x 35-70 m dâm., monoica. Ramos glabros, lenticelados. Folhas 4-16 cm compr. x 2,5-70 cm larg., discretamente discolores, elípticas, elíptico-oblongas, elíptico-ovais, raramente elíptico-lanceoladas, coriáceas, glabras; face abaxial pardo-clara, sem faixa marginal, nervuras pouco conspícuas, face adaxial com nervuras principais e secundárias mais evidentes, margem discretamente revoluta, base levemente cuneada a arredondada, ápice acuminado; pecíolo 0,5-1,4 cm compr., fino, acentuadamente canaliculado, glabro; estípulas 2 mm compr., triangulares às vezes muito aderidas ao pecíolo. Inflorescência 8-12 cm compr., terminal, às vezes axilar, raque glabra, as vezes acompanhada de uma folha reduzida de 0,5-1 cm compr, glomérulos bastante próximos um do outro, sem espaçamento, especialmente na parte distal da raque, flores envolvidas por bractéolas naviculares a triangulares, 2-3,5 mm compr., com tricomas basais e marginais. Flores estaminadas sésseis, glabro, sépalas 3-3,5 mm compr., elíptico-ovais, glabras, pétalas 1 mm compr.., reniformes, ápice discretamente franjado, estames 2,5-5 mm compr., livres, pistilódio 1,5-2 mm compr., com ápice trímero, disco ondulado, lacerado, 2-3 mm diâm. Flores pistiladas com pedicelos 1,5-3,5 mm compr., glabros, sépalas 3,5-5 mm compr., elípticas a elíptico-lanceoladas, glabras, pétalas 1-1,5 mm compr., reniformes, ápice discretamente franjado, glabras, ovário 3-3,5 mm compr., subgloboso, discretamente lobulado, glabro, estilete 2-2,5 mm compr., estigma trímero, cada ramo bífido, reflexo. Fruto 2,5- 3 cm compr., triangular, acentuadamente trígono, os mericapos dilatados, pericarpo 0,3-0,4 cm espess. Sementes 1-2 cm compr., subcilíndricas, opacas, ornamentação inconspícua, quilha evidente, ápice cornado.

Material examinado. Brasil. Amapá: Rio Oiapoque, 4.IX.1960, fl, H.S. Irwin et al. 48006 (parátipos, MG!, MO!, NY, US); Rio Iaué near confluence with Rio Oiapoque, 23.VIII.1960, fl, H.S. Irwin & Th. Westra 47742 (parátipos, MG!, NY, R!, US); Rio Ingarai near confluence with Rio Oiapoque, 18.IX.1960, fr jov., H.S. Irwin et al. 48366 (parátipos, K!, MG!, MO!, NY, U, US). Pará: Brazilian highway Bridge, G. T. Prance & Silva 58870 (parátipos, B, F, GH, K!, NY, US); Rios Pacajá and Muirapiranga, G.T. Prance et al. 1659 (parátipos, MO, US). Amazonas: Iauareté, margem do Rio Uaupés, fronteira Brasil-Colômbia, 14/V/1975, est, B.G.S. Ribeiro 925 (IAN). Pará: Santarém, Km 35, estrada do Palhão, igapó, 19.VIII.1969, fl, fr, M.Silva & M. Souza 2328 (MG); Santarém, Km 35 da Estarda do Palhão, sítio Minha Esperança, 21/08/1969, fl, Silva & Souza 2348 (parátipos, MG!, MO!, U); BR 22, Km 64, 24/IX/1964, fl, G.T. Prance et al. s/n (RB 408.524). Guiana Francesa: upper Oyapock River, Trois Saults, P. Grenand 575 (parátipos, CAY!, U); Trois Sauts, village Wayampi, Oyapock, 20/XII/1974, fr, P. Grenand 582 (CAY!); lower Oiapock River, downstream from sault Fourmi, R.A. Oldeman b-3356 (parátipos, CAY!, P); Oiapock River, near Sault Motouki, R.A. Oldeman B-3230 (parátipo, CAY!); Yaroupi River, between Sault Ouaimicouaré and Sault Couéki, R.A. Oldeman T-595 (parátipos, CAY!, P); Camopi River (tributary of Oyapock), upstream frm Sault Yanioué, R.A. Oldeman B-1415 (parátipos, CAY!, U, US).

Distribuição e comentários. Ocorre na Guiana Francesa (Hayden 1990) e no Brasil (Secco et al. 2013), nos estados do Amapá, Amazonas e Pará, em mata de terra firme, mata de igapó e margem de rios. Pode ser confundida com A. guianensis, separando-se pelos glomérulos da inflorescência bastantes próximos um do outro, sem espaçamento, especialmente na parte distal da raque, o que lhe confere um aspecto bem peculiar. Além disso, os frutos são acentuadamente trígonos. Ilustração completa em Hayden (1990).

3. Amanoa cupatensis Huber, Bol. Mus. Paraense "Emilio Goeldi" 7: 296. 1913. Tipo: Brasil. Amazonas: serro de Cupaty, próximo ao rio Japurá (Caquetá), 24.XI.1912 (fr.), A. Ducke MG 12.296 (holótipo, B; isótipos, MG!, RB!). (Figura 2)


Arbusto a árvore 2-10 m alt. x 22 cm diâm., monóicos. Ramos glabros, enegrecidos no material seco. Folhas 2,5-8,5 cm x 2,5-4,5 cm larg., com disposição aglomerada nas amostras secas, discolores, arredondadas, ovais, elíptico-ovais, elíptico-oblongas, coriáceas, glabras, face adaxial com nervuras secundárias muito próximas, mais nítidas que na abaxial, com faixa marginal crustácea, face abaxial pardacenta, com nervura central bem evidente, margem discretamente revoluta nas folhas adultas, base subcordada, arredondada a discretamente cuneada, ápice arredondado, discretamente emarginado; pecíolo 0,2-0,7 cm compr., bastante enegrecido, às vezes pouco evidente devido às folhas aglomeradas; estípulas inconspícuas. Inflorescência (fragmentada, vista apenas com frutos), 4,5-5,5 cm compr., raque glabra, terminal. Fruto 0,7-0,8 cm compr., subgloboso, epicarpo extremamente rugoso, pericarpo fino ca. 1 mm espess.; sementes 0,4-0,5 cm compr., subtriangulares, opacas, ornamentação com estrias mais claras, quilha ausente, ápice cornado.

Material examinado. Brasil. Acre: Rio Branco, Igarapé, Caranã, 20/VIII/1951, fl, G.A. Black 51-12771 (IAN). Amazonas: serra do Aracá, caatinga, solo arenoso, 21.II.1977, fr, N.A. Rosa & M.R. Cordeiro 1566 (MG, NY); Iauareté, margem do rio Uaupés, fronteira Brasil-Colômbia, 14.V.1975, est., B.G.J. Ribeiro 925 (IAN, MG).

Distribuição e comentários. Ocorre na Venezuela (Hayden 1999) e no Brasil (Secco et al. 2013), nos estados do Acre e Amazonas, em margem de rios e caatinga amazônica. Espécie inconfundível, de fácil reconhecimento pelos ramos enegrecidos no material seco, pelas folhas com ápice truncado ou arredondado, com uma faixa crustácea marginal, bastante evidente na face adaxial, mesmo sem auxílio de lupa. Além disso, os frutos e sementes são os menores encontrados no gênero.

4. Amanoa glaucophylla Müll.Arg., Fl. Bras. 11: 11. 1873. Tipo: Brasil. Goiás, Gardner 3421 (holótipo, K; foto do holótipo, K!). (Figura 3)


Arbusto a árvore 2-25 m alt. x 50 cm, dióicos, ocasionalmente monóicos. Ramos glabros. Folhas 13-25 cm compr. x 4,5-8,5 cm larg., discolores, elíptico-oblongas a eliptico-lanceoladas, coriáceas, glabras; face abaxial pardacenta a ferrugínea, com faixa marginal crustácea evidente, as nervuras secundárias proeminentes, mais evidentes que na adaxial, a central proeminente, margem acentuadamente revoluta, base arredondada a aguda, ápice acuminado com apículo terminal; pecíolo 0,5-2,5 cm compr., glabro; estípulas insconspícuas. Inflorescência unissexuada a bissexuada. Inflorescência bissexuada 14-22 cm compr. Inflorescência unissexuada estaminada 3,5-9 cm compr., terminal, raque glabra, as flores envolvidas por bractéolas 2-3 mm compr., naviculares a piramidais, basais, glabras. Flores estaminadas com pedicelos 5-6,5 mm compr., glabros, sépalas 5-7 mm compr. x 4-4,5 mm larg., ovais a obovais, glabras, pétalas ca. 1-1,5 mm compr., flabeladas, ápice discretamente franjado, glabras estames 2,5-4,0 mm compr., livres, aparentemente sésseis no botão floral; pistilódio 1,5-2,5 mm compr., disco ondulado, lacerado, ambos mais evidentes no botão floral. Inflorescência unissexuada pistilada 8-14 cm compr., podendo ser geminada, axilar ou terminal, raque glabra, as flores dispostas aos pares, em tríades ou isoladas, envolvidas por bractéolas 2-3 mm compr., naviculares a piramidais, basais, glabras. Flores pistiladas com pedicelos 2-2,5 mm compr., glabros, sépalas 4-5 mm compr. x 2,5-3 mm larg., elípticas a ovaladas, glabras; pétalas ca. 1-1,5 mm compr., flabeladas, ápice discretamente franjado, glabras; ovário 3-4 mm diâm., subgloboso a piriforme, discretamente lobulado, glabro, estilete subséssil, ca. 1 mm compr., estigma trímero, cada ramo bífido. Fruto 1,5-2 cm compr. (imaturo) a 2,5-3 cm compr. (maduro), pericarpo 0,5-3 mm espess. (obs. Fruto: 4-5 cm diâm., exocarpo lenhoso, 5-7 mm de espessura, segundo Hayden 1999), sementes 1-3 cm compr., brilhosas, com manchas e pontuações discretas (padrão-Hevea).

Material examinado. Brasil. Amazonas: Manaus, Rio Tarumã, igapó, 10/VIII/1949, fr, R.L. Fróes 24967 (IAN); Rio Negro, próximo à foz do rio Uaupés, 05.XII.1947, fl. estam., Murça Pires 835 (2 amostras, IAN); rio Içana, 1947, fl. estam., Murça Pires 1912 (IAN). Bahia: Riachão das Neves (rio Riachão), 11/XI/1989, fl., Pereira Pinto 37 (HRB, MG); Barreiras, Rio de Janeiro, Cachoeira do Acaba-vida, 11.X.1994, fl, L.P. Queiroz & N.S. Nascimento 4090 (SP, UEFS); Barreiras, cerrado, 02.XI.1987, fl, L.P. Queiroz et al. 2094 (SP, UEFS); Barreiras, beira do rio, km 16, direção Barreiras-Brasília, IX/2009, est., M. de S.Nunes 32 (UEFS); Porto Limpo, X/1912, est, Zehnbwen 372 (RB). Mato Grosso: ca. 10 km West along the Suiá Missu Road, 24/X/1968, fl, R.M. Harley et al. 10825 (MT, RB); margem do Rio Sacre, 11.XI.1944, fl, A.S. Lima s/n (SP). Pernambuco: 18.III.1924, est, B. Pickel 630 (SP).

Distribuição e comentários. Ocorre na Colômbia, Venezuela (Hayden 1999) e Brasil (Secco et al. 2013), nos estados do Amazonas, de Goiás, Mato Grosso, Pernambuco e da Bahia, em margem de rios e cerrado. Müller (1873) informa que a coleção Gardner 3421 foi feita em Goiás e no Piauí, entretanto, na foto do tipo percebe-se a informação de que a amostra foi coletada em Goiás. Esses são os primeiros registros de A. glaucophylla para Pernambuco e Bahia. Coletores experientes da Amazônia, como Nélson Rosa e Carlos Rosário, revelam que não haviam mais encontrado essa espécie desde as últimas coletas, realizadas em 1947, por Murça Pires, cujas flores estão bastante fragilizadas, e as exsicatas encontravam-se incorporadas no Herbário IAN, entre as amostras indeterminadas. Presume-se que seja uma espécie rara na Amazônia, e segundo Hayden (1999) é conhecida a partir de poucas coleções. De acordo com a coleção Pires 853, as flores de A. glaucophylla são alvas internamente, com cálice avermelhado externamente e os estames brancos. Ao que parece, só está descrita de forma ampla na obra original. As flores pistiladas e a ilustração da espécie estão sendo apresentadas aqui pela primeira vez. Conhecida como "canudinho" (Mato Grosso); "mamoninha" (Bahia).

5. Amanoa gracillima W.J.Hayden, Brittonia 42: 262. 1990. Tipo: Brasil. Amazonas: Manaus, terreno do Dr. Vieiralves, 12/II/1958, fr, Pessoal do Centro de Pesquisas Florestais 6067 (Holótipo, U; isótipos, INPA!, MG!).

Árvore 6-30 m alt., monoica. Ramos glabro. Folhas 6,5-11,5 cm compr. x 2,5-5 cm larg., acentuadamente discolores, elípticas, elíptico-oblongas a elíptico-lanceoladas, subcoriáceas, glabras; nervuras pouco proeminentes em ambas as faces, a abaxial pardo-escura a olivácea com a nervura principal proeminente, a adaxial marrom-escura, margem discretamente revoluta, base obtusa a discretamente cuneada, ápice acuminado a caudado; pecíolo 0,3-1 cm compr., glabro, estípulas insconspícuas. Inflorescência 5,5-16 cm compr., em racemo, podendo formar panícula, terminal, às vezes axilar, raque glabra, sinuosa, as flores com bractéolas 2-3 mm compr., triangulares, basais, margem com tricomas simples, glabrescentes. Flores estaminadas sésseis, sépalas 3-3,5 mm compr. x 2-2,5 mm larg., ovais, glabras, pétalas 1 mm compr., reniformes, ápice franjado; estames 2,5-3 mm compr., livres; pistilódio 1-2 mm compr., disco ondulado, lacerado, ambos mais evidentes no botão floral. Flores pistiladas com pedicelos 3-3,5 mm compr., glabros, sépalas 3-3,5 mm compr. x 2-2,5 mm larg., ovais, glabras, pétalas ca. 1 mm compr., flabeladas, ápice discretamente franjado, glabras; ovário 2-2,5 mm compr, subgloboso, discretamente lobulado, glabro, estilete subséssil ca. 1 mm compr., estigma trímero, cada ramo bífido, formando uma estrutura estrelada. Fruto (fragmentado), mericarpos 1,2-1,5 cm compr., com finas vênulas estendendo-se além das margens, pericarpo finíssimo, ca. 0,5 mm espess.; sementes 0,8-1 cm compr., brilhosas, quilha dorsal acentuada, discretamente ornamentada (padrão-Hevea à lupa), ápice cornado.

Material examinado. Brasil. Amazonas: Manaus, igarapé do Parque 10, 25/II/1958, fr, Pessoal do CPF s/n (INPA 6029); Reserva Ducke, Igarapé do Acará, 15/XII/1995, fl, fr, A. Vicentini 1169 & Silva (IAN, INPA, K, MG); Reserva Ducke, campo de futebol, 23/II/1996, fr, C. Sothers 803 & Pereira (IAN, INPA, K, MG, MO, NY, RB); Reserva Ducke, igarapé do Barro Branco, 20/X/1995, fl, Costa 404 & Assunção (INPA, K, MG); Reserva Ducke, igarapé do Acará, 11/II/1995, fl, M. Hopkins 1538 (INPA, K, MG); Reserva Ducke, margem do campo de futebol, 07/V/1998, fr, E. Brocki 23 (INPA); Parque 10, 10/III/1970, fr, W. Rodrigues 8759 (INPA).

Distribuição e comentários. Parece endêmica de Manaus (estado do Amazonas, Brasil), ocorrendo em mata de terra firme, margem de rios e igapó. Próxima de A. guianensis, separa-se pelas folhas acentuadamente discolores, com a face abaxial pardo-escura a olivácea, e frutos menores, cujos mericarpos, na deiscência, exibem finas vênulas extendendo-se além da margem; as sementes são pequenas, com pontuações inconspícuas. As flores estaminadas estão sendo descritas aqui pela primeira vez. Ilustração completa em Hayden (1990).

6. Amanoa guianensisAubl., Hist. Pl. Guiane. 1: 256, pl. 101. 1775. Amanoa guianensis var. genuina Müll.Arg., Prodr.[A.P. de Candolle] 15: 219. 1866. Tipo: Guiane, Aublet s/n. (lectótipo, W, designado por Hayden, 1990). (Figura 4)


Amanoa guianensis var. grandiflora Müll.Arg., Prodr. [A.P. de Candolle] 15: 219. 1866

Amanoa grandiflora Müll.Arg., Flora 55: 2. 1872.

Amanoa potamophila Croizat, Amer. Midl. Naturalist 29: 475 - 476. 1943.

Amanoa macrocarpa Cuatrec., Brittonia 11: 164. 1959

Arbusto a árvore 2-35 m alt., monóicos. Ramos glabros. Folhas 6,5-14 cm compr. x 2,5-8,5 cm larg., discretamente discolores, de formas muito variadas, elíptico-oblongas, oblongo-lanceoladas a obovadas, subcoriáceas a coriáceas, glabras; face abaxial pardo-clara, nervuras evidentes em ambas as faces, formando arcos bem definidos, mais evidentes na face abaxial, margem revoluta, base obtusa a cuneada, ápice acuminado; pecíolo 1-2 cm de compr., engrossado, bastante enegrecido no material seco, glabro, estípulas triangulares inconspícuas. Inflorescência 6-15 cm compr. em racemo, podendo formar panícula, isolada, geminadas ou em tríades, terminal ou axilar, raque glabra, às vezes com folha reduzida de 0,5-1 cm compr., glomérulos afastados um do outro, com espaçamento de 1,5- 5 mm compr, botões 1,5-2,5 mm compr. Flores estaminadas com pedicelos 1,5-2 mm compr., glabros, cálice discretamente concrescido na base, sépalas 5-5,5 mm compr. x 2,5-3 mm larg., elíptico-ovais a elíptico-lanceoladas, glabras; estames 4-5,5 mm compr., livres, pétalas 2,5-3 mm compr., reniformes, com as margens fimbriadas, pistilódio 2-2,5 mm compr., concrescido com os filetes, disco ondulado. Flores pistiladas com pedicelo 0,8-1 cm compr., carnoso, engrossado (subulado), glabro, sépalas 5-6 mm compr.x 2-2,5 mm mm larg., elíptico-lanceoladas a oblongo-lanceoladas, glabras; pétalas 1-2 mm compr., reniformes, as margens fimbriadas; ovário 3,5-4,5 mm compr., 2,5-3 mm diâm., piriforme, com reentrâncias discretas (sulcos), glabro, estigma séssil, engrossado, trímero, os ramos bífidos. Fruto de tamanhos variados, 1,5-3,5 cm compr., discretamente trígono, subgloboso a globoso, mericarpos comprimidos, pericarpo espesso, podendo atingir 0,4-0,5 cm espessura na maturação; sementes 1,5-2 cm compr., trígonas, piramidais, lisas, opacas, marrons, sem ornamentação, com hilo evidente na face ventral e quilha na face dorsal.

Material examinado. Brasil. Acre: Cruzeiro do Sul, 21/VIII/1978, fl, W. Benson 8292 (INPA); Rio Branco, 1943, fl, A. Ducke 1377 (R). Amapá: Macapá, Fazendinha, 10/IX/1984, fr, B.V. Rabelo 2784 (HAMAB, NY); Macapá, Rio Pedreira, 28/IV/1984, fr, B.V. Rabelo et al. 2646 (HAMAB, MO, NY); Rio Araguari, 01.IX.1961, fl, M. Pires et al. 50628 (IAN, MG, NY). Amazonas: Humaitá, basin of Rio Madeira, near Tres Casas, 14/IX/1934, fr, B.A. Krukoff 6370 (MO, NY); Rio Uatumã, mun. Itapiranga, igarapé Catitu, igapó, 21.VIII.1979, fr, C.A. Cid et al. 612 (INPA, MG, R); near mouth of Rio Embira (tributary of Rio Tarauacá), 01/VII/1933, fr, B.A.Krukoff 5113 (MO, NY); Manaus: Reserva Ducke, floresta de baixio, 23/X/1995, fl, C. Sothers 643 & Pereira (IAN, INPA, K, MG); Reserva Ducke, igarapé do Tinga, 27.IV.1994, fl, J.E.S.L. Ribeiro 1274 (INPA, K, MG); near mouth of Rio Embira (tributary of Rio Tarauaca), 10/VI/1933, fl, B.A. Krukoff 4749 (MO, NY); Manaus, estrada Manaus-Itacoatiara, km 118, 13/I/1976, fr, O.P. Monteiro et al. 9 (INPA). Bahia: Santa Cruz de Cabrália, Estação Ecológica Pau Brasil, Rodovia BR 367, Porto Seguro-Eunápolis, mata higrófila Sul Baiana, 09/I/1984, fl, F.S. Santos 71 (CEPEC, RB); Maraú, fazenda Água Boa, BR 030, 22 km da Ubiataba, 25/VIII/1979, fl, S.A. Mori 12758 (CEPEC, NY, RB); Taperoá, Rodovia Taperoá-Valença, 10/XII/1980, fr, J.L. Hage et al. 434 (CEPEC, RB); Jaguaripe, Pinado, floresta, 05/XI/2011, fl, E.N de Matos 740 & G. Vidal (UEFS); Uma, Estada Olivença-Uma, restinga, 31/XII/1979, fr, S.A. Mori & F.P. Benton n. (CEPEC, RB); Itacaré, beira-mar, 15/X/1968, fl, J. Almeida & T.S. Santos 143 (CEPEC, NY, RB); Entre Rios, fazenda Rio Negro, 22/X/2010, fl, A.V. Popovkin 770 (UEFS); Esplanada, Fazenda do Bu, Mata do Fundão, II, 09/IX/1996, fl, M. Clara Ferreira & T. Jost 1053 (HRB, RB); Conde, Fazenda do Bu, mata da Areia Branca, 30/X/1994, fl, Eli Rosa et al. 41 (HRB. RB); Ilhéus, Mata da Esperança, 17/I/1995, fr, W.W. Thomas et al. 10.803 (NY, UEFS); Una, Mata da Fazenda, 16.IX.1971, fl, D.P. Lima 12696 (PEUFR); Ilhéus, Fazenda Ipiranga, 18.X.1972, fl, D.P. Lima 13097 (PEUFR). Maranhão: margem do Rio Corda, 20/VII/1909, fl, M.A. Lisboa 2469 (RB); Maracassumé, River, Mata da Cachoeira, 15/XI/1932, fl, R.L. Fróes 1916 (IAN, MO, NY); Turiaçu, Km 6 da BR 106 Maracassumé-Sta. Helena, 29/XI/1978, fr, N.A. Rosa & H. Vilar 2735 (INPA, MG, MO, NY, RB); Turiaçu, Fazenda Olho d'Água, 31.VII.1977, fl, A.E. da Silva 146 (PEUFR). Mato Grosso: Novo Aripuanã, Rodovia do Estanho, Km 120, Igarapé Preto, 21/IV/1985, fl, C.A. Cid et al. 5663 (INPA, NY); Rio Aripuanã, bay near Igarapezinho, 11/X/1973, fr, C.C. Berg et al. P18431 (INPA, NY); margin of Rio Aripuanã, above Andorinha Falls, 20/X/1973, fr, C.C. Berg P18696 (IPA, NY); Mato Grosso, 1914, fr, J. Kuhlmann 819 (R). Pará: Afuá, Rio Marajozinho, mata de igapó, 02.X.1992, fl, U. Maciel & M.R. Santos 1825 (MG); Portel, FLONA Caxiuanã, igarapé Caquajó, 08.VII.2007, fr, M.M. Félix-da-Silva et al. 239 (MG); Melgaço, Portel, Rio Curuá, 10.V.2000, fr, R. Secco & J.C. Cordeiro 928 (MG); Ilha do Marajó, Anajás, Rio Carumbe, 26/X/1987, fl, B.V. Rabelo 3633 (INPA, NY); São Félix do Xingu. Sub-base Fazenda Dourada, margem direita do Rio Dourado, 12/VI/1978, fl, C.S. Rosário 40 (INPA, K, MG, NY, RB); Salvaterra, Vila do Caldeirão, 28.X.1999 (fr), L. Carreira 1973 (MG); Gurupá, igarapé Jacopi, 08.II.1979, fl, fr, N.T. Silva & C. Rosário 5062 (INPA, K, MG, NY); Melgaço, Flona Caxiuanã, margem do rio Caxiuanã, várzea, 14.X.1991, fr, A.S. Silva & M.C. Silva 2388 (MG); Melgaço, Estação Ferreira Penna, Rio Curuá, 30.III.2010, fr, A.S. Silva 4437 (MG); Marajó, Breves, Vila Nova do Aramá, 23.IX.1968, fl, fr, P. Cavalcante 2036 (MG, NY); Melgaço, Flona Caxiuanã, Rio Caxiuanã, 25.IX.2000, fl, fr, R. Secco & A.S. Rosário 951 (MG); Barcarena, ilha Trambioca, 17.XI.2001, fr, N.C. Bastos et al. 2299 (MG); Barcarena, margem do rio Bacuri, várzea, 24.XII.1983, fl, N.A. Rosa et al. 4556 (MG); Barcarena, praia do Caripy, 19.VI.1984, fl, A. Lins et al. 408 (MG); Monte Dourado, várzea do Rio Jarí, s/dat., fl, N.T. Silva 038 (MG); Colares, mata de praia, 18.VIII.1913, fr, A. Ducke s/n (MG 12641); Parque Nacional do Tapajós, Km 60 da estrada Itaituba-Jacareacanga, Rio Tapajós, 22.XI.1978, fr, M.G. Silva & C. Rosário 3885 (INPA, MG, NY, RB); município de Breves, Rio Marujubim, igapó nas cachoeiras do Pimental, 17/I/1920, fl, A. Ducke s/n (RB 10562)); Rio Tapajós, capoeirão, localidade Periquito, 11.IX.1916, fr, A. Ducke s/n (MG 16476)); Rio Mapuera, cachoeira do Egoa, ilhas, 11.XII.1907, fl, A. Ducke s/n (MG 9101, RB); BR 163, Km 1339, Rio Ariri, várzea, 24.XI.1977, fr, G.T. Prance et al. 25713 (INPA, K, MG, MO, NY); Colônia Benjamin Constant, igapó, 13.XI.1908, fl, fr, Pessoal do Museu s/n (MG 9759). Pernambuco: Cabo, Projeto Suape, mata do Zumbi, Estação B, 19/X/1977, fl, Andrade-Lima & Medeiros-Costa 42 (IPA, RB); Cabo de St. Agostinho, Mata do Zumbi, Engenho Boa Vista, 16.XI.1995, fl, D.R. Siqueira et al. 124 (PEUFR); Igarassu, Mata da Usina São José, Engenho D'água, 02.IX.2002, est, S.G. Freire 119 & K.D. Rocha (PEUFR). Rondônia: Alta Floresta, rio Mequém, várzea, 03.VII.1997, fr, L.C. Lobato et al. 1627 (MG); Porto Velho, 00/2009, fr, M.P.N. Pereira 393 (RON); Chupingaia, área indígena dos Mekens, 07/VII/1997, fl, J.P. Matos s/n (RON 3807). Roraima: Boa Vista, cerrado, 11.II.1977, fr, N.A. Rosa & M.R. Cordeiro 1426 (MG, NY); rio Uraricoera, cach. Urubu, 18.II.1979, fr, J.M. Pires et al. 16708 (INPA, MG, NY); Riverine vegetation between Igarapé Traira and W point of Ilha de Maracá, 27/V/1987, fr, W. Milliken & S. Bowles 309 (INPA). Sergipe: Santa Luzia do Itanhy, Mata do Crasto, 15/IX/1995, est, M. Landim 624 et al. (UEFS). Guiana Francesa. Route du Tour d'Ile, Cayenne, 01/XII/1978, fr, C. Sastre 6438 (CAY!); Rivière Ouaqui, Bassin de la Waki, 00/1961, fl, Service Forestier/G. Française 7086 CAY); Kourou, Dégrad Saramaca, 16/IX/1967, fl, R.A. Oldeman b-1290 (CAY). Guiana. Region Potaro-Siparuni, Essequibo River, 20/IV/1992, fr, B. Hoffmann 1385 (CAY, INPA); Rapununi River, Monkey Pond, SW of Mt. Makarapan, 21/IX/1988, fl, P.J.M. Maas et al. 7600 (CAY, INPA). Suriname. S/loc., XI/1943, fr, s/col. (IAN 38.276a.); along bank of Kabo creek, 17/I/1949, fr, J. Lanjouw & J.C. Lindeman 1885 (IAN); creek forest along Wane creek near Km 5,3, 28/IX/1948, fr, J. Lanjouw & J.C. Lindeman 1601 (IAN); 01/IX/1942, fl, fr, s/col. (IAN 38276); Lucie River, 1963, fr, H.S. Irwin 47742 (R).

Distribuição e comentários. No grupo é a espécie de mais ampla distribuição, e de acordo com Hayden (1990; 1999) ocorre desde as Antilhas, Américas Central e do Sul (Venezuela, Guianas, Peru e Brasil). No Brasil distribui-se nos seguintes estados: Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Rondônia, Roraima e Sergipe (Secco et al. 2013), sendo típica de mata de várzea, mata de igapó, beira de rios e igarapés, além de mata de terra firme, mata atlântica, cerrado e campina. Amanoa guianensis exibe uma grande variação na forma e tamanho das folhas, que podem ser elíptico-oblongas, oblongo-lanceoladas a obovadas, com margem revoluta, o pecíolo grosso, enegrecido no material seco e os frutos bem característicos pelo endocarpo espesso e lenhoso, com os mericarpos discretamente dilatados na fase jovem, tornando-se comprimidos na maturação. Conhecida como "jitaí-amarelo", "côco-anta" (Bahia); "carrapatinho" (Pernambuco); "sapupeminha" (Maranhão); "tapoeripa" (Suriname).

7. Amanoa nanayensis W.J.Hayden, Brittonia 42: 265. 1990. Tipo: Peru. Loreto: Maynas, Depto. Iquitos, rio Momón (tributário do Rio Nanay), Rimachi Y. 1911 (holótipo, NY!; isótipos, F, NA).

Árvore 4-15(-20) m alt. x 15 cm diâm., monoica. Ramos glabros, lenticelosos. Folhas 2,5-7 cm compr. x 1,7-3,5 cm larg., discretamente discolores, elípticas a elíptico-oblongas, cartáceas, glabras; face abaxial não serícea, avermelhada quando seca,, com nervuras mais evidentes que na adaxial, a central muito proeminente, face adaxial com nervuras insconspícuas, faixa marginal discreta, margem plana, base obtusa, ápice acuminado a caudado; pecíolo 0,2-0,7 cm compr., glabro; estípulas 2-3 mm, naviculares, glabras. Inflorescência 7,5-14 cm compr., laxa, geminada, bastante ramificada, terminal, às vezes axilar, raque discretamente sinuosa, glabra, geralmente acompanhada de uma folha reduzida de 0,5-1 cm compr., as flores protegidas por bractéolas 2-3 mm compr., naviculares a piramidais, pubescentes nas margens. Flores estaminadas sésseis, sépalas 2-2,5 mm compr. x 1-1,5 mm larg., elípticas a ovais, glabras, pétalas 1 mm compr., reniformes, ápice franjado, estames 1-1,5 mm compr., livres, pistilódio 1-1,5 mm compr., disco lobado. Flores pistiladas com pedicelos 1-2,5 mm compr., glabros, sépalas 2,5-3,5 mm compr. x 2-2,5 mm larg., ovais, glabras; pétalas 1 mm compr., reniformes, ápice franjado, glabras; ovário 2,5-3 mm compr., subgloboso, glabro, estilete subséssil, 1 mm compr., estigma trímero, cada ramo bífido. Frutos 1,2-1,4 cm compr., com os mericarpos dilatados; sementes não vistas.

Material examinado. Brasil. Amazonas: Novo Japurá, Vila Bittencourt, alto Rio Japurá, fronteira Brasil-Colômbia, 16/XI/1982, fl, C.A.Cid & J.Lima 3646 (INPA, MG, MO, NY, RB); Rio Tarumã, A. Ducke 305 (parátipos, A, F, K!, MO, NY!, R!, US); sem localidade, Ducke 179 (parátipos, A, F, INPA!); Anori, divisa do município de Beruri, RDS Piagaçú-Purus, Paraná Itapuru, 07/XII/2009, fl, B.G. Luize 265 (INPA); idem, 02/XII/2009, fr, B.G. Luize 246 (INPA). Pará: Portel, margem do igarapé Caquajó, plot do PPBio, 08/IV/2010, fr, E.S. Leal 99 & Koch (MG, RB). Colômbia. Amazonas-Vaupés: Rio Apaporis, Soratama, R.E. Schultes & Cabrera 19766 (parátipos, GH, NY!, US). Peru. Loreto: Rio Chambira, Pucacuro, Vásquez et al. 7453 (parátipos, F, MO!); Quebrada Tahuayo above Tamishiyaco, 29/VIII/1972, fl, T.B. Croat 19840 (parátipos, MO, NY, RB!).

Distribuição e comentários. Ocorre na Colômbia, no Peru (Hayden 1990) e Brasil (Secco et al. 2013), nos estados do Amazonas e Pará, especialmente em mata de várzea e margem de rios. Esse é o primeiro registro da espécie no Pará. Mantém afinidade com A. guianensis, separando-se pelas folhas sempre menores, cartáceas, a inflorescência laxa, bastante ramificada e frutos com os mericarpos dilatados. Ilustração completa em Hayden (1990).

8. Amanoa neglecta W.J.Hayden, Brittonia 42: 267. 1990. Tipo: Guiana Francesa, s/loc. específica, s/dat., Aublet s.n. (holótipo, P; isótipo, BM; fotos do tipo, BM!, NY!).

Árvore 20 m alt., 1,50 m diâm., monoica. Ramos jovens tomentosos, adultos glabros. Folhas 4-14 cm compr. x 2,5-6,5 cm larg., discolores, elípticas, elíptico-oblongas a elíptico-ovais, coriáceas, glabras; face abaxial pardacenta, sem faixa marginal crustácea, nervuras mais evidentes que na adaxial, nervura central e secundária proeminente, margem discretamente revoluta, base arredondada a discretamente cuneada, ápice curto-acuminado; pecíolo 0,5-0,8 cm compr., glabro, estípulas 1-1,2 mm compr., triangulares. Inflorescência (vista apenas com frutos) 4-9 cm compr., algumas vezes geminada, terminal, raramente axilar, raque denso-tomentosa a pubescente, glabrescente, podendo ser sinuosa. Fruto 1,2-1,5 cm compr., subgloboso, pericarpo fino, 1-1,5 mm espess.; sementes 0,8-1 cm compr., subcilíndricas, brilhosas, sem ornamentação, com quilha dorsal acentuada.

Material examinado. Brasil. Amapá: Macapá, rio Dois Irmãos, 25/IV/1977, fr, N.A. Rosa & M.R. Santos 1834 (INPA, MG, NY).

Distribuição e comentários. Ocorre na Guiana Francesa (Hayden 1990) e no Brasil (Secco et al. 2013), apenas no estado do Amapá, em mata de várzea e margem de rios. Este é o primeiro registro de coleta no Amapá. Espécie rara e pouco conhecida, destaca-se pelos ramos jovens e raque da inflorescência tomentosos, além das sementes brilhosas, ornamentadas, com quilha dorsal acentuada. Suas afinidades ainda são obscuras, devido ao desconhecimento das flores, mas assemelham-se superficialmente com A. guianensis, separando-se pela pilosidade dos ramos e inflorescências (vs. ramos e inflorescências glabros) e sementes brilhosas (vs. sementes opacas). Essa é a primeira descrição do fruto e da semente.

9. Amanoa oblongifolia Müll.Arg., Linnaea 32: 77. 1863. Tipo. Brasil. Amazonas: inter Barcellos et S. Gabriel, R. Spruce 1973 (holótipo, K!; isótipos, MG!, RB!). (Figura 5)


Árvore 3-25 m alt. x 10-50 m diâm., monoica, ocasionalmente dioica (?). Ramos glabros, densamente lenticelados. Folhas 4-14 cm compr. x 2-5,5 cm larg., discolores, lanceoladas a oblongo-lanceoladas, elípticas, elíptico-ovais, elíptico-oblongas, cartáceas a coriáceas, glabras; face abaxial serícea, pardacenta, com aspecto de cortiça, contendo inúmeras pontuações brilhosas visíveis à lupa, nervuras secundárias pouco evidentes, a principal proeminente; face adaxial com nervuras evidentes, planas, faixa marginal crustácea discreta, margem plana, base arredondada a discretamente cuneada, ápice acuminado; pecíolo 0,4-0,8 cm compr., glabro, estípulas 2-2,5 mm compr., triangulares. Inflorescência 4-12 cm, pouco ramificada, podendo ser geminada, raramente em panícula, raque reta ou raramente sinuosa, glabra, às vezes com folha reduzida de 0,5-1 com compr., botões florais 1-1,5 mm compr., as flores pistiladas muito raras, isoladas entre as várias estaminadas. Flores estaminadas subsésseis a sésseis, pedicelos 0-1 mm compr., glabros, sépalas 2-2,5 mm compr. x 1,5-2 mm larg., ovais, glabras, estames 2,5-3 mm compr., livres, pétalas 1 mm compr., reniformes, pistilódio 1,5-2 mm compr., disco extraestaminal ondulado, mais evidente no botão. Flores pistiladas subsésseis, pedicelos 1 mm compr., glabros, sépalas 3,5-4 mm compr. x 2-2,5 mm larg., elípticas a ovaladas, livres ou 2 levemente concrescidas na base, glabras, pétalas ca. 1-2 mm compr, flabeladas, ápice franjado, glabras; ovário 2-2,5 mm compr., globoso a ovalado, glabro, estigma séssil, trímero, cada ramo bífido. Fruto 1,2-1,6 cm compr., subgloboso, mericarpos comprimidos, pericarpo fino, menos de 1 mm de espessura; sementes 0,7-1,2 com compr., ovais a subcilíndricas, opacas, sem ornamentação, com quilha dorsal discreta, às vezes com pontuações glandulosas ventrais.

Material examinado. Brasil. Acre: bacia do Rio Branco, s/dat., fr, J.M. Pires s/n (IAN 144594). Amazonas: São Gabriel, Rio Negro, 22/II/1944, fl, J.T. Baldwin 3503 (IAN); Barcelos, Rio Javari, 01/VII/1985, fr, J.A. Silva 190 (INPA, MG, MIRR, MO, NY); Barcelos, lago Tefé, 26/IV/1976, fr, L. Coelho s/n (INPA, MG); Barcelos, ilha de Anuxy, 02/IV/1947, fl, fr, Fróes 22058 (IAN); Maraã, Rio Japurá, 08/XII/1982, fl, Plowman et al. 12392 (INPA, K, MG, NY); Barcelos, Rio Negro, paraná de Ubim, 31/I/1959, fl, P. Cavalcante 496 (MG); Barcelos, Rio Acará, 02/VII/1985, fr, I. Cordeiro 143 (IAN, INPA, MG, MO, MIRR, NY); Içana, Rio Negro, restinga proximo ao Cabeçudo, 24/IV/1947, fl, Fróes 22211 (IAN); Rio Tefé, 6/VI/1950, fl, fr, Fróes 26116 (IAN); Rio Negro, próximo a São Felipe, 18/V/1975 (fr), N.A. Rosa 380 (IAN, MG); Rio Negro, Paraná-ubim, 31/I/1959, fr, J.S. Rodrigues 05 (IAN); Humaitá. Basin of Rio Madeira, near Livramento, on Rio Livramento, 12/X/1934, fl, B.A. Krukoff 7015 (NY); Rio Uaupés, acima de Sta. Rosa, 15/V/1973, fr, M.F. Silva et at. 1589 (INPA); Rio Uaupés, bacia do Rio Negro, 01/VI/1962, fr, J.M. Pires & N.T. Silva 7921 (IAN); Nova Japurá, 21/XI/1982, fl, C. Cid & J. Lima 3758 (INPA, MG, MO, NY); vila Bitencourt, Rio Japurá, 17/XI/1982, fl, I. Amaral et al. 527 (INPA, MG, NY); Rio Negro, ilha Acarabu, 4/VII/1979, fr, J.M. Poole 1848 (INPA, MG, NY, RB); Manaus, igarapé da Cachoeira Grande, 30/X/1943, fl, A. Ducke 1416 (IAN, MG, R, RB); alto Rio Negro, Cucuí, 03/V/1975, fr, P. Cavalcante 3091 (MG); Lago do Tatuquara, 03/V/1973, fr, A. Loureiro et al. s/n (INPA 37990); Estrada Manaus-Porto Velho, Lago do Castanho, 10/VII/1972, fr, M.F. Silva 394 (INPA); Rio Cuieiras, 50 km da boca do Rio Negro, 02/IV/1986, fr, J.L. Guillaumet et al. 5732 (INPA). Bahia: Barreiras, 68 km W de Barreiras, cerrado, 02/XI/1987, fl, L.P. Queiroz et al. 2094 (SP, RB, UEFS). Roraima: Rio Catrimani, 20/IV/1974, fl, Pires et al. 14.049 (MG, NY). Rondônia: Rio Guaporé, igarapé São Domingos, 31/III/1977, fl, A. Dias & B. Pena 16 (MG, RB); Rio das Garças, 27/XI/1949, fl, N.T. Silva 381 (IAN). Caribe. Sem informação sobre o país ou outro detalhe geográfico, s/data, fr, D. Farias 6784 (INPA). Bolívia. Dpto. La Paz, Prov. Nor Yungas, 13.7 km of NW San Pedro, 15/I/1983, fl, J.C. Solomon 9235 (INPA, MO); Arroyo just N of Guayaramerim, Rio Mamoré, 15/II/1978, fr, W.R. Anderson 12056 (INPA, NY).

Distribuição e comentários. Ocorre na Colômbia, Venezuela, Bolívia, no Peru (Hayden 1999) e Brasil (Secco et al. 2013), nos estados do Acre, Amazonas, da Bahia, de Roraima e Rondônia, em mata de várzea, mata de igapó, margem de rios e igarapés. Estes são os primeiros registros para o Acre e a Bahia. A coleção D. Farias 6784 registra a primeira ocorrência de A. oblongifolia no Caribe, mas não informa em qual país. Espécie facilmente reconhecida pelas folhas lanceoladas a oblongo-lanceoladas, a face abaxial com aspecto pardacento, seríceo, com inúmeras pontuações brilhosas, que podem ser vistas em mais detalhes à lupa. Pela presença dessas pontuações, tem afinidade com A. steyermarkii, mas logo se separa pelas folhas maiores, alcançando até ca. 14 cm (vs. 7 cm), com nervuras secundárias pouco evidentes à vista desarmada (vs. nervuras secundárias evidentes), margem plana (vs. revoluta), ápice acuminado (vs. ápice agudo) e fruto subséssil (fruto longopedunculado). Na coleção Solomon 9235, da Bolívia, a raque se apresente sinuosa. A flor pistilada de A. oblongifolia está sendo ilustrada aqui pela primeira vez.

10. Amanoa pubescens Steyerm., Fieldiana. Bot. 28: 304. 1952. Tipo. Venezuela: Território Federal Amazonas, orillas del Caño Pimichin, Rio Guaínia, altitude 128 m, 20/II/1942, fl, fr, L. Williams 14439 (holótipo, F; isótipos, NY!, US!). (Figura 6)


Arbusto a árvore 6-12 m alt., monoicos. Ramos glabros, sem lenticelas. Folhas 4-11,5 cm compr. x 2-5,5 cm larg., discolores, geralmente com tonalidade verde-olivácea no material seco, elípticas, elíptico-ovais a oval-lanceoladas, cartáceas a subcoriáceas, glabras; face adaxial pardacenta, com nervuras secundárias bastante próximas e faixa crustácea marginal mais evidente que na abaxial, margem plana, base obtusa a discretamente cuneada, ápice acuminado; pecíolo 0,5-1,4 cm compr., glabro, estípulas 2-2,5 cm compr., triangulares, inconspícuas nos ramos adultos. Inflorescência 5,5-11,5 cm compr., em racemo, às vezes geminadas ou formando panícula, terminal, às vezes axilar, podendo estar acompanhada de uma folha reduzida de 0,5-1 cm compr. na base e meio da raque; raque pubescente nos ramos mais jovens, tricomas simples, ferrugíneos, glabrescente nos adultos, as flores envolvidas por bractéolas 2-3 mm compr., basais, com tricomas nas margens. Flores estaminadas sésseis, sépalas 2-3,5 mm compr., 1-2 mm larg., elíptico-ovais a elíptico-lanceoladas, glabras, pétalas 1-1,5 mm compr., irregularmente palmadas, ápice lacerado, estames com os filetes parcialmente concrescidos além da metade, formando andróforo 1,5-2 mm compr., pistilódio 1-2 mm compr., ápice conspicuamente lacerado, disco acentuadamente segmentado, segmentos globosos. Flores pistiladas não vistas. Frutos 1,2-1,5 cm compr., subglobosos a globosos, imaturos, mericarpos dilatados, pedúnculos 2-3,5 mm compr., sementes 0,8-1 cm compr., opacas, sem ornamentação.

Material examinado. Brasil. Amazonas: São Gabriel da Cachoeira, Rio Içana, igapó, 2.XI.1987, fl, W. Rodrigues 10829 (INPA, MG); Rio Uniuxi, afluente do Rio Negro, igapó, 23.VI.1976, fl, L. Coelho 510 (INPA, MG); Rio Mariê, Projeto RADAM, Ponto 2, mata alagada, 15/VI/1978, fr, L.R. Marinho 553 (IAN). Venezuela. Caño San Miguel, Rio Guaínia, altitude 127 m, 24/III/1942, fl, Llewelyn Williams 14859 (parátipo, F, MO!); Rio Temi, altitude 200 m, 21/I/1942, fl, Llewelyn Williams13862 (parátipo, F); Rio Temi, altitude 280 m, 21/I/1942, fl, Llewelyn Williams13866 (parátipo, F, MO!).

Distribuição e comentários. Ocorre na Venezuela (Hayden 1999) e no Brasil (Secco et al. 2013), no estado do Amazonas, em mata de igapó e margem de rios. Essa é uma nova ocorrência para o Brasil. Nome vernacular: "reventillo" (Venezuela). Amanoa pubescens destaca-se pela raque da inflorescência pubescente, especialmente nos ramos mais jovens, e os estames com os filetes parcialmente concrescidos além da metade, formando um andróforo, característica presente também em Amanoa caribaea Krug & Urban, mas esta apresenta raque glabra e flor estaminada pedicelada, ocorrendo apenas na América Central.

11. Amanoasinuosa W.J.Hayden, Brittonia 42: 268. 1990. Figura 8 = Amanoa robusta Leal, Arch. Jard. Bot. Rio de Janeiro 11: 69. 1951. Tipo: Brasil. Amazonas: Manaus, Cachoeira do Mindú, A. Ducke s/n (RB 23509), 17.XII.1929 (holótipo, RB!; isótipo, IAN!); Manaus, arredores da Cachoeira do Mindú, 7/XII/1942, fl, A. Ducke 1188 (parátipos, IAN!, INPA!, MG!, R!, RB!); Manaus, 3/III/1943, fl,fr, A. Ducke 1197 (parátipos, MG!, R!, RB) (Figura 7)


Árvores 7-13 m alt., monoica. Ramos glabros. Folhas 9-17 cm compr. x 4-10 cm larg., concolores a discretamente discolores, elípticas, elíptico-oblongas a ovais, fortemente coriáceas, glabras; face abaxial com faixa marginal crustácea, nervuras principais e secundárias mais evidentes que na adaxial, margem revoluta, base arredondada a obtusa, ápice acuminado, às vezes caudado, raramente curto-acuminado; pecíolo 1-2 cm compr., acentuadamente canaliculado, glabro; estípulas 2,5-3 mm compr., triangulares, glabras. Inflorescências 4-7,5 cm compr. (até 15 cm, segundo Leal 1951), robusta, terminal, raque acentuadamente sinuosa, glabra, glomérulos afastados um do outro 1-2,5 mm compr., as flores envolvidas por bractéolas 2-3 mm compr., naviculares a piramidais, com tricomas simples nas margens. Flores estaminadas (vistas em botão) subsésseis a sésseis, pedicelos 0-1 mm compr., glabros, sépalas 3-4 mm compr. x 2-2,5 mm larg., elíptico-lanceoladas, glabras; pétalas 1 mm compr., reniformes, ápice franjado, estames 3-3,5 mm compr., livres, pistilódio 1,0-1,5 mm compr., trilobado, disco ondulado. Botões pistilados 6-7,5 mm compr. Flores pistiladas com pedicelos 0,4-0,6 mm compr., glabros, sépalas 5-7 mm compr. x 2,5-3,5 mm larg., elíptico-lanceoladas, glabras, pétalas 1-1,5 mm compr., reniformes, ápice franjado, ovário 3-4 mm compr, subgloboso, glabro, estigma séssil, carnoso, ramos reflexos. Fruto 1,7-2 cm compr., pericarpo 0,2-0,3 cm de espessura na maturação; sementes 1-1,4 cm compr., com ornamentação, pintalgadas, opacas, ápice discretamente cornado, hilum bastante evidente.

Material examinado. Brasil. Amapá: Rio Oiapoque, 02/II/1950, fr, R.L. Fróes 25798 (IAN). Amazonas: BAM, igarapé do Buião, 20/II/1958, fl, fr, Pessoal do C.P.F. s/n (IAN, INPA 6090); Rio Cauamé, afluente do Rio Branco, fazenda Nova Olinda, 07/IX/1943, fl, A. Ducke 1390 (MG); Manaus, terreno do Dr. Vieiralves, 12.II.1958, fr, Pessoal do C.P.F. s/n (INPA 6.066, MG); Reserva Ducke, 31/I/1958, fr, E. Ferreira 58-183 (IAN, INPA); Reserva Ducke, 31/I/1958, fr, E. Ferreira 58-183 (INPA); Barcelos, Rio Javari, 05.VII.1985, fr, J.A. Silva 297 (INPA, K, MG); Rio Cauamé, afluente do Rio Branco, Fazenda Nova Olinda, 07/IX/1943, fl, A. Ducke (MG 7585). Mato Grosso: near Tabajara, upper Machado River, XI/1931, fl, B.A. Krukoff 1489 (F, NY). Pará: Rio Jarucu, planalto de Santarém, s/dat, fr, R.L. Fróes s/n (IAN 89873); Almeirim, Monte Dourado, 17/IX/1985, fl, M.J.P. Pires et al. 611 (MG). Peru. Iquitos, 09.VIII.1906, fr, A. Ducke s/n (MG 7585).

Distribuição e comentários. Ocorre no Peru (Hayden 1990) e Brasil (Secco et al. 2013), nos estado do Amapá, Amazonas, Mato Grosso e Pará, em mata de várzea, margem de rios e mata de terra firme. Esses são os primeiros registros de A. sinuosa para o Amapá e Pará.

Amanoa sinuosa tem afinidade com A. guianensis, separando-se pelas folhas fortemente coriáceas, inflorescência sinuosa e sementes com pontuações nítidas. É um nome novo, proposto por Hayden (1990), uma vez que A. robusta Leal é similar a Amanoa robusta Thwaites. (=Cleithantus robustus (Thwaites) Müll.Arg.). Leal (1951) ilustrou apenas um ramo com inflorescência, ao propor essa espécie. Considera-se aqui a ilustração mais completa de A. sinuosa, por incluir botão e flor pistilada. Além disso, este é o primeiro registro de ocorrência de botão de flor pistilada no gênero.

DISCUSSÃO

Em Amanoa as variações morfológicas são mais acentuadas nas folhas, que podem prontamente identificar as espécies, ao contrário das flores e frutos, que são quase sempre uniformes, com discretas variações de tamanho ou forma. A mais evidente exceção ocorre em A. pubescens, cujos estames formam um andróforo. Há dificuldade na obtenção de flores estaminadas em antese, o que foi informado também por Hayden (1990), mesmo analisando-se as coleções disponíveis nos herbários mais representativos do Brasil e exterior, bem como em material observado no campo (Trindade e Secco 2009). As flores pistiladas parecem um raras, uma vez que quase sempre os frutos é que estão presentes nas amostras analisadas. Esta situação foi verificada até mesmo em espécies de ampla distribuição, como em A. guianensis e A. oblongifolia. Em A. neglecta, A. gracillima e A. cupatensis encontra-se dificuldade para obtenção de flores pistilada e estaminada em antese. Entretanto, o acesso aos tipos, bem como às antigas coleções depositadas especialmente nos Herbário IAN, INPA, MG e RB forneceu suporte para um melhor entendimento do gênero.

Amanoa glaucophylla e A. anomala Lit., do Equador, parecem ser as duas únicas espécies do gênero consideradas como dioicas, sendo que a segunda apresenta inflorescência maior, entre 20-40 cm de comprimento (Hayden 1990), além do que é restrita ao Equador. Entretanto, a amostra L.P. Queiroz et al. 2094, coletada na Bahia, revelou-se um exemplar de planta monoica, com inflorescência bissexuada entre 14-22 cm de comprimento. Sendo assim, este é o primerio registro de monoicismo em A. glaucophylla.

Amanoa guianensis é a uma espécie polimórfica, gerando muitas identificações imprecisas nos herbários. Provavelmente por isso confundiu autores como Müller (1866; 1872), Croizat (1943) e Cuatrecasas (1959), que propuseram, respectivamente Amanoa guianensis var. grandiflora Müll.Arg., A. grandiflora Müll.Arg., A. potamophylla Croizat e A. macrocarpa Cuatrec., todas consideradas sinônimos de A. guianensis.

Hayden (1990) informou que os frutos de A. oblongifolia se abrem em três mericarpos, entretanto foram encontrados apenas frutos abrindo-se em seis mericarpos nas amostras aqui analisadas. O desenho do fruto de A. oblongifolia apresentado na Flora Brasilensis (Müller 1873), com os mericarpos muito dilatados, parece diferente daquele usualmente encontrado nas coleções aqui estudadas.

Hayden (1990) colocou A. pubescens como um sinônimo de A. almerindae, ratificando tal posicionamento em um tratamento para a Flora da Venezuelan Guiana (Hayden 1999), em que destacou os estames formando andróforo em A. almerindae. Entretanto, analisando o holótipo, depositado no Herbário RB, e a descrição original de A. almerindae constatou-se a presença de estames livres. Por outro lado, analisando-se o isótipo, depositado no Herbário NY, e a descrição original de A. pubescens (Steyermark 1952) constatou-se a presença de estames fundidos, formando andróforo. Diante de tais observações, ficou clara a diferença entre as duas espécies, o que levou ao restabelecimento de A. pubescens.

Na descrição original de A. sinuosa (=A. robusta, Leal 1951), a amostra citada é como Ducke 1198, no lugar de Ducke 1188, conforme pôde ser constado no Herbário RB, onde estão depositadas essas coleções.

AGRADECIMENTOS

Ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) pelas bolsas de produtividade (processo n. 303424/2010-9), IC (Iniciação científica, 116729/2010-4) e mestrado; Dr. John Hayden, da University of Richmond, pelas sugestões para a certificação de algumas espécies; curadores dos Herbários citados, pelo empréstimo das coleções; Carlos Alvarez e à Maria Alice Rezende, pelas ilustrações; Dr. William L. Overal, do Museu Goeldi, pela confecção do abstract; Dr. Paul E. Berry, da University of Michigan, e Dr. Douglas Daly, do New York Botanical Garden, pela cessão de bibliografia; Dr. Jefferson Prado, pelas sugestões sobre nomenclatura, e aos bolsistas Alessandro Rosário e Wanderson Silva, pela formatação das figuras.

BIBLIOGRAFIA CITADA

Recebido em 11/03/2013

Aceito em 14/05/2013

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    Autor Correspondente:
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    * Autor Correspondente: rsecco@museu-goeldi.br

    Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      04 Nov 2013
    • Data do Fascículo
      2014

    Histórico

    • Recebido
      11 Mar 2013
    • Aceito
      14 Maio 2013
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