Comparação do perfil lipídico, pressão arterial e aspectos nutricionais em adolescentes, filhos de hipertensos e de normotensos

Resumos

OBJETIVO: Comparar a pressão arterial, o perfil lipídico, o consumo alimentar e dados antropométricos em adolescentes com ou sem antecedente familiar de hipertensão arterial. MÉTODOS: Foram avaliados 43 adolescentes de ambos os sexos, na faixa etária entre 11 a 18 anos, sendo 20 filhos de hipertensos e 23 de normotensos e examinados: a pressão arterial, o consumo alimentar, dados antropométricos, o perfil lipídico e o resultado da orientação dietética (American Heart Association). RESULTADOS: Os filhos dos hipertensos mostraram maiores valores basais de pressão arterial sistólica (109 ± 3 vs. 99 ± 2 mm Hg, p=0,01) e diastólica (68 ± 2 vs. 62 ± 2 mm Hg, p=0,04), da relação CT/HDL-c (4,1 ± 0,3 vs. 3,2 ± 0,2, p<0.01) e de LDL-c/HDL-c (2,7 ± 0,2 vs. 1,9 ± 0,1, p<0,01) e menores valores de HDL-c (43 ± 2 vs. 53 ± 2 mg/dL, p<0,005). O consumo alimentar e medidas antropométricas analisadas não diferiram entre os grupos. A intervenção dietética, embora tenha resultado em reduções no índice de massa corpórea (21,0± 1,2 vs. 20,1 ± 1,1 kg/m², p<0,01), não modificou a dislipidemia presente nos filhos de hipertensos. CONCLUSÃO: Encontraram-se maiores níveis de pressão arterial e perfil lipídico mais desfavorável entre filhos de hipertensos, onde os níveis baixos de HDL-c foram o achado mais relevante e independente de variáveis antropométricas ou nutricionais.

adolescência; pressão arterial; hábitos alimentares; lipídios


OBJECTIVE: To compare blood pressure, lipid profile, food intake, and anthropometric data of adolescents with or without a familial history of hypertension. METHODS: Forty-three adolescents from both sexes were assessed, with ages ranging from 11 to 18 years old. Twenty had hypertensive parents, and 23 had normotensive parents. The following variables were examined: blood pressure, food intake, anthropometric data, lipid profile, and the results of following dietary guidelines (American Heart Association). RESULTS: The offspring of hypertensive parents had greater baseline systolic blood pressure (109 ± 3 vs. 99 ± 2 mm Hg, P=0.01), diastolic blood pressure (68 ± 2 vs. 62 ± 2 mm Hg, p=0.04), greater TC/HDL-C ratio (4.1 ± 0.3 vs. 3.2 ± 0.2, P<0.01), and greater LDL/HDL-C (2.7 ± 0.2 vs. 1.9 ± 0.1, P<0.01), and smaller values of HDL-C (43 ± 2 vs.53 ± 2 mg/dL, P<0.005). Dietary intake and anthropometric measures assessed did not differ between the groups. Even though dietary intervention resulted in reductions in body mass index (21.0± 1.2 vs. 20.1 ± 1.1 kg/m², P<0.01), it did not change dyslipidemia present in the offspring of hypertensive individuals. CONCLUSION: Increased blood pressure levels and less favorable lipid profiles are found among offspring of hypertensive parents, where low levels of HDL-C were the most relevant finding regardless of anthropometric or nutritional variables.

adolescence; blood pressure; dietary habits; lipids


ARTIGO ORIGINAL

Comparação do perfil lipídico, pressão arterial e aspectos nutricionais em adolescentes, filhos de hipertensos e de normotensos

Maria Cristina Elias; Max Samuel Mattos Bolívar; Francisco Antonio Helfenstein Fonseca; Tania Leme da Rocha Martinez; Japy Angelini; Celso Ferreira; Nelson Kasinski; Angelo Amato Vincenzo de Paola; Antonio Carlos Camargo Carvalho

Escola Paulista de Medicina - UNIFESP - São Paulo, SP

Endereço para correspondência

RESUMO

OBJETIVO: Comparar a pressão arterial, o perfil lipídico, o consumo alimentar e dados antropométricos em adolescentes com ou sem antecedente familiar de hipertensão arterial.

MÉTODOS: Foram avaliados 43 adolescentes de ambos os sexos, na faixa etária entre 11 a 18 anos, sendo 20 filhos de hipertensos e 23 de normotensos e examinados: a pressão arterial, o consumo alimentar, dados antropométricos, o perfil lipídico e o resultado da orientação dietética (American Heart Association).

RESULTADOS: Os filhos dos hipertensos mostraram maiores valores basais de pressão arterial sistólica (109 ± 3 vs. 99 ± 2 mm Hg, p=0,01) e diastólica (68 ± 2 vs. 62 ± 2 mm Hg, p=0,04), da relação CT/HDL-c (4,1 ± 0,3 vs. 3,2 ± 0,2, p<0.01) e de LDL-c/HDL-c (2,7 ± 0,2 vs. 1,9 ± 0,1, p<0,01) e menores valores de HDL-c (43 ± 2 vs. 53 ± 2 mg/dL, p<0,005). O consumo alimentar e medidas antropométricas analisadas não diferiram entre os grupos. A intervenção dietética, embora tenha resultado em reduções no índice de massa corpórea (21,0± 1,2 vs. 20,1 ± 1,1 kg/m², p<0,01), não modificou a dislipidemia presente nos filhos de hipertensos.

CONCLUSÃO: Encontraram-se maiores níveis de pressão arterial e perfil lipídico mais desfavorável entre filhos de hipertensos, onde os níveis baixos de HDL-c foram o achado mais relevante e independente de variáveis antropométricas ou nutricionais.

Palavras-chave: adolescência, pressão arterial, hábitos alimentares, lipídios

Apesar da maior ênfase na população adulta ao elo de ligação existente entre pressão arterial com doença arterial coronariana, acidentes vasculares cerebrais e doenças renais, os valores de pressão arterial na infância parecem associados à hipertensão em idade mais avançada1.

A prevalência de hipertensão arterial sistêmica em crianças e adolescentes é estimada em 6 e 8%, respectivamente2. Considerando esses aspectos, torna-se importante que os adolescentes sejam orientados para a prevenção dos fatores de risco, como a obesidade, excessiva ingestão de sal e sedentarismo, que parecem associados à elevação dos valores da pressão arterial com a idade3.

Além disso, perfil lipídico desfavorável e elevação da pressão arterial, particularmente em conjunto a outros fatores de risco, representam pela Organização Mundial de Saúde (OMS)4, uma condição associada ao maior desenvolvimento da aterosclerose, desde a infância.

Estudos epidemiológicos têm mostrado que os hipertensos apresentam, com maior freqüência, perfil lipídico desfavorável que a população em geral5-7. No estudo Tromso6 uma interrelação biológica entre a pressão arterial e os lipídios pareceu associar-se à doença arterial coronariana.

A nutrição pode ter um papel fundamental na prevenção da hipertensão arterial sistêmica8. Práticas nutricionais inadequadas, como consumo elevado de alimentos ricos em gordura saturada, colesterol e sódio, em conjunto com o sedentarismo, têm sido relacionadas a uma variedade de doenças crônicas, particularmente hipertensão, hiperlipidemia e diabetes mellitus, condições freqüentemente associadas na vida adulta9-11.

Com base no início precoce da aterosclerose, em crianças e adolescentes, e ainda, pela crescente importância da hipertensão arterial e sua interrelação com dislipidemias na gênese da doença coronariana em adultos, o propósito deste estudo foi verificar a pressão arterial e analisar o padrão da dislipidemia nesta população. O estudo ainda examinou possíveis modificações no perfil lipídico, por uma intervenção nutricional controlada.

Métodos

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina e iniciada após a obtenção do consentimento informado por um dos pais.

Foram avaliados 20 adolescentes de ambos os sexos, de 11 a 18 anos, filhos de pais hipertensos2, acompanhados nos ambulatórios da Disciplina de Cardiologia. Os controles consistiram de 23 jovens voluntários, filhos de pais normotensos. Considerados como filhos de hipertensos os que possuíam pelo menos um dos pais hipertenso, sendo que todos foram controlados de acordo com a idade, sexo e grau de maturação sexual, segundo os critérios de Tanner 12 (tab. I). Para a classificação dos filhos de hipertensos ou normotensos todos os pais dos adolescentes tiveram a pressão arterial mensurada (dados não apresentados).

Os adolescentes tiveram seu perfil lipídico determinado após jejum alimentar de 12 a 14h por método enzimático colorimétrico, sendo o LDL-c estimado pela fórmula de Friedwald 13. Todas as análises foram realizadas em aparelho Ópera (Bayer, Alemanha).

O exame da pressão arterial foi realizado de maneira cega, utilizando-se o esfigmomanômetro de coluna de mercúrio, na posição sentada, realizando-se duas medidas após 5min, com intervalo de 1 a 2min entre elas 2.

Para a análise dos resultados, utilizamos como referência as tabelas de percentis para meninos e meninas na faixa etária de 10 a 17 anos do Second Task Force on Blood Pressure Control in Children, 198714.

Foram avaliados os hábitos alimentares por meio da freqüência dos alimentos, recordatório alimentar de 24h e registro alimentar de três dias, com a participação dos pais. Com base nesses dados, medidas antropométricas e exames laboratoriais, foram elaboradas as orientações nutricionais individualizadas para os adolescentes, monitoradas mensalmente durante um período de 16 semanas.

Para os cálculos e elaborações das orientações nutricionais, foram utilizados os programas de apoio à nutrição - CIS-EPM/ UNIFESP e o virtual nutri–USP15,16.

As orientações nutricionais foram elaboradas com base nas recomendações dietéticas (RDAs), para os macro e micronutrientes, de acordo com a faixa etária estudada, acrescidas das recomendações da American Heart Association (AHA, fase I) quando detectada a presença de dislipidemias3.

Foram obtidos o peso, estatura, índice de massa corporal, pregas cutâneas do tríceps e subescapular, além da circunferência abdominal (tab. I).

Os valores obtidos do índice de massa corpórea foram avaliados em percentis, de acordo com os critérios estabelecidos por Sichieri e Allam17, para a faixa etária de 10 a 17 anos e 11 meses, e para os adolescentes acima desta idade, de acordo com o inquérito americano National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES I)18.

Os percentis relacionados às medidas das pregas cutâneas foram avaliados de acordo com o inquérito americano NHANES I e os da circuferência da cintura segundo os critérios de Freedman e cols.19

Os dados foram expressos em média ± erro padrão da média. Para a comparação das variáveis contínuas foi utilizado o teste t de Student não pareado, e utilizado o teste pareado para o exame da intervenção nutricional. A homogeneidade dos grupos foi examinada pelo teste do qui-quadrado. Fixou-se em 5% o nível de rejeição da hipótese de nulidade.

Resultados

Os valores de pressão arterial sistólica (PAS) e diastólica (PAD) obtidos foram maiores para os filhos de hipertensos do que para os filhos de normotensos, embora dentro dos percentis da normalidade para a idade (tab. I), não tendo sido constatadas diferenças entre os grupos em relação às dobras cutâneas (tríceps e subescapular), circunferência abdominal, bem como para o índice de massa corpórea obtido, mas houve redução deste parâmetro após a intervenção nutricional (tab. II).

Embora não tenham sido verificadas diferenças entre as dietas consumidas pelos adolescentes no período basal (tab. III), menor valor calórico total e tendência para aumento do consumo de gordura monoinsaturada e redução da gordura saturada foram obtidos após a orientação nutricional (tab. II).

A figura 1 mostra que os descendentes dos hipertensos apresentaram menores valores basais de HDL-c (43 ± 2 vs. 53 ± 2 mg/dL, p<0,005), e maiores índices de CT/HDL-c (4,1 ± 0,2 vs. 3,2 ± 0,2, p<0,001) e LDL-c/HDL-c (2,7 ± 0,2 vs. 1,9 ± 0,1, p<0,001) em comparação aos filhos de normotensos. Estas populações não se diferenciaram em relação ao colesterol total (168 ± 8 vs. 166 ± 5 mg/dL, ns) e LDL-c (108 ± 8 vs. 97 ± 5 mg/dL, ns) obtidos na condição basal. Após o aconselhamento nutricional, restrito aos filhos de hipertensos com dislipidemia, não foram observadas modificações em comparação ao novo perfil lipídico obtido (tab. II).

Discussão

Nosso estudo em adolescentes identificou, entre os filhos de hipertensos, maiores níveis de pressão arterial e perfil lipídico mais desfavorável (redução de HDL-c e das relações CT/HDL-c e LDL-c/HDL-c) quando comparados aos filhos de pais normotensos. Considerando que todos estes aspectos estiveram associados a um maior desenvolvimento de aterosclerose nas crianças e adolescentes nos estudos anatomopatológicos de Bogalusa20 e PDAY21, é sugerida uma maior atenção à prevenção primária de doença cardiovascular.

Embora dentro de valores de distribuição de pressão arterial considerados normais para a faixa etária estudada, a observação de que os filhos de hipertensos apresentaram maiores valores de pressão sistólica e diastólica, em relação ao grupo de adolescentes controles, também sugere, que valores hoje considerados normais para esses jovens, talvez possam ser revistos no futuro, permitindo ao menos a identificação de uma população com maior probabilidade de desenvolvimento de hipertensão e aterosclerose na vida adulta. Todavia, estudos prospectivos amplos, na visão moderna da hipertensão e aterosclerose, serão necessários para a elaboração de novos critérios diagnósticos. De fato, os mais jovens deveriam ser precocemente identificados, quanto ao seu risco cardiovascular, de forma a implementar uma prevenção mais efetiva.

Em concordância com os nossos achados, uma fraca correlação para a pressão arterial entre cônjuges e entre pais e filhos adotivos, tem sido observada, mas o índice de correlação eleva-se entre os pais e filhos consangüíneos, apesar de compartilharem dos mesmos hábitos, sugerindo uma forte influência genética no comportamento da pressão arterial22-25.

De forma interessante, em nosso estudo, valores mais baixos do HDL-c foram observados entre os filhos de hipertensos, a despeito de similar índice de massa corpórea e hábito alimentar para o consumo de gorduras saturadas, poli e monoinsaturadas, além de carboidratos e proteínas.

Giannini e cols.7, em nosso meio, observaram uma maior freqüência de dislipidemia entre familiares de hipertensos, também identificando, entre outras anormalidades, valores mais baixos para o HDL-c. Além disso, resultados semelhantes foram relatados no estudo Tromso6, em que os hipertensos apresentaram valores elevados de colesterol e triglicerídeos, além de valores menores de HDL-c. Em outro estudo epidemiológico, os indivíduos hipertensos apresentaram dislipidemias com maior freqüência que os normotensos, existindo uma relação entre a hipertensão e a hipercolesterolemia, independentemente de outras variáveis, como por exemplo, a idade e o índice de massa corpórea26.

A importância do HDL-c como um precoce marcador de alterações metabólicas neste grupo de adolescentes filhos de pais hipertensos parece estabelecida por esses vários estudos e pode representar um dos mecanismos de aceleração da aterosclerose na hipertensão, por comprometimento do transporte reverso do colesterol.

Em relação aos hábitos alimentares, observamos que os adolescentes dos dois grupos se alimentam de maneira semelhante, com ingestão de nutrientes ricos em colesterol, gordura saturada e sódio, acima do recomendado pelo III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial2, e baixo consumo de fibras, em desacordo com as recomendações da prevenção cardiovascular nesta faixa etária27-32.

Em conclusão, nosso estudo identificou um perfil de risco desfavorável entre os filhos de hipertensos. Novos critérios na estratificação do risco cardiovascular, em crianças e adolescentes, com maior sensibilidade na identificação de parâmetros pressóricos e lipídicos anormais, parecem relevantes. Neste contexto, maior ênfase ao controle de fatores de risco, incentivo à atividade física, além da correção dos hábitos alimentares desde a infância, de maneira individualizada naqueles de maior risco, poderiam reduzir ou postergar os eventos cardiovasculares na vida adulta.

Recebido para publicação em 19/11/02

Aceito em 31/3/03

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  • E
    ndereço para correspondência
    Francisco Helfenstein Fonseca
    Setor de Lípides, Aterosclerose e Biologia Vascular - UNIFESP
    Rua Pedro de Toledo, 458
    Cep 04039-001 - São Paulo, SP

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    16 Mar 2004
  • Data do Fascículo
    Fev 2004

Histórico

  • Recebido
    19 Nov 2002
  • Aceito
    31 Mar 2003
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