Desempenho do polvo Octopus vulgaris alimentado com monodieta de mexilhão (Perna perna )

Performance of the Octopus vulgaris octopus fed on mussel (Perna perna) as monodiet

P. Bastos I.M.M. dos Reis R.L. Costa J.F. Ferreira Sobre os autores

ABSTRACT

The octopus Octopus cf. vulgaris is a potential species to diversify aquaculture. Due to absence of balanced commercial diet, growth of the O. cf. vulgaris is based on natural diet with local and low-cost inputs. In Brazil, studies on experimental octopus ongrowing are recent and there is little available data. We evaluated the performance, survival and food consumption of O. vulgaris fed on mussel Perna perna for 20 days. Six octopuses with initial weight of 415±12.73g (mean±standard deviation) were divided into two groups (n=3 octopuses/group) according to the diet: MC Group (frozen mussels) and MV Group (live mussels). The Weight Gain of octopuses was 273.33±94.52g and 340.00±26.46g; the Absolute Growth Rate was 13.67±4.73 and 17.00±1.32g.dia-1 and the Specific Growth Rate of 2.95±0.58 and 2.64±0.37%.day-1 to MC and MV groups, respectively. There was no significant difference in performance between groups and the survival rate was 100%. Octopuses well accepted both diets and despite the amount of frozen mussels (129±31) was higher than in live mussels (100±19), there was no significant difference regarding the consumption between groups. Our results demonstrate that the mussel Perna perna can be used frozen or live as monodiet in O. cf. vulgaris ongrowing.

Keywords:
ongrowing; diet; aquaculture; cephalopod; mollusk

Palavras-chave:
engorda; dieta; aquicultura; cefalópode; molusco

Keywords:
ongrowing; diet; aquaculture; cephalopod; mollusk

O polvo Octopus cf. vulgaris (Cuvier 1797) é espécie cosmopolita e tem grande potencial para a diversificação e inovação na aquicultura marinha devido ao rápido crescimento, à eficiente taxa de conversão alimentar e ao valor de mercado atrativo (Vaz-Pirez et al., 2004). É excelente fonte de proteína, pois possui de 75 a 85% de proteína bruta (peso seco) e tem alto índice de aproveitamento, isto é, 80-85% do total corporal pode ser aproveitado para consumo humano (Lee, 1994LEE, P.G. Nutrition of cephalopods: fueling the system. Mar. Freshw. Behav. Physiol., v.25, p.35-51, 1994.).

Apesar da potencialidade do O. vulgaris para maricultura, o cultivo dessa espécie em escala comercial ainda não é viável devido, principalmente, às altas mortalidades na fase de larvicultura (Iglesias e Fuentes, 2014IGLESIAS, J.; FUENTES, L. Octopus vulgaris: Paralarval Culture. In: IGLESIAS, J.; FUENTES, L.; VILLANUEVA, R. (Eds.). Cephalopod culture. Dordrecht: Springer Science e Business Media, 2014. p.427-450.). A produção industrial dessa espécie é realizada na Espanha, baseada na engorda de juvenis e subadultos capturados no ambiente. Na engorda comercial do O. vulgaris, é possível obter taxas de crescimento de 1,0kg/mês com dieta natural baseada em espécies de baixo valor comercial (bycatch) (Vaz-Pirez et al., 2004). Contudo, a variabilidade de espécies e a disponibilidade do bycatch como matéria-prima podem comprometer a sustentabilidade da engorda em longo prazo (Estefanell et al., 2013ESTEFANELL, J.; ROO, J.; GUIRAO, R. et al. Efficient utilization of dietary lipids in Octopus vulgaris (Cuvier 1797) fed fresh and agglutinated moist diets based on aquaculture by-products and low price trash species. Aquacult. Res., v.44, p.93-105, 2013.).

Até o momento, não há dieta artificial balanceada aplicável comercialmente para o cultivo do O. vulgaris. Embora existam avanços recentes com dietas inertes, essas dietas formuladas não promovem desempenho tão eficiente quanto as dietas naturais, baseadas em espécies de baixo valor comercial (Vidal et al., 2014VIDAL, E.; VILLANUEVA, R.; ANDRADE, J.P. et al. Cephalopod culture: current status of main biological models and research priorities. In: VIDAL, E.A.G. (Ed.). Advances in marine biology. Oxford: Academic Press, 2014. p.1-98.). Assim, esforços vêm sendo direcionados para buscar fontes alternativas de dietas naturais para engorda de polvo que utilizem insumos locais e que sejam disponíveis, de baixo custo e não interfiram no mercado para consumo humano.

As maiores taxas de crescimento na engorda de O. vulgaris (18-20g.peso corporal.dia-1) têm sido obtidas quando são ofertados crustáceos como única dieta ou como parte de dieta mista (crustáceo Carcinus mediterraneus e peixe Bogue boops) (Aguado Giménez e García García 2002; García García e Cerezo Valverde, 2006; Prato et al., 2010PRATO, E.; PORTACCI, G.; BIANDOLINO, F. Effect of diet on growth performance, feed efficiency and nutritional composition of Octopus vulgaris. Aquaculture, v.309, p.203-211, 2010.).

No Brasil, apesar do enorme potencial para maricultura, a engorda de polvo é bastante incipiente e há poucas informações. Recentemente, um estudo sobre engorda experimental de O. vulgaris no mar, em Santa Catarina, relatou ganho em peso de 14,15g.dia-1 com dieta mista de 40% siri Callinectes sapidus, 30% mexilhão Perna perna e 30% rejeito de pescado (Bastos et al., 2014BASTOS, P.T.; BRANDÃO, A.G.; FERREIRA, J.F. et al. Engorda do polvo Octopus vulgaris em gaiolas flutuantes de pequeno volume. Agropecu. Catarin., v.27, p.51-53, 2014.). Contudo, a disponibilidade e o preço do siri limitam seriamente a viabilidade da engorda comercial. Em Santa Catarina, O. vulgaris é encontrado dentro das áreas de maricultura alimentando-se de bivalves cultivados. Por serem predadores naturais desses bivalves, os polvos são atraídos pela facilidade de acesso a esses moluscos como alimento ao longo do ano, principalmente de mexilhões Perna perna provenientes tanto do cultivo comercial de mexilhão quanto fixados às estruturas de apoio (balsas, bombonas, etc.) do cultivo de ostras e vieiras. A disponibilidade do P. perna como produto ou subproduto da maricultura e o valor comercial acessível tornam-no um potencial item alimentar para engorda comercial do polvo como fonte de renda aos maricultores. O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho e o consumo da dieta de subadultos de Octopus cf. vulgaris alimentados com mexilhão Perna perna ofertado congelado e vivo, em laboratório.

Os polvos foram obtidos da engorda experimental da área aquícola do Laboratório de Moluscos Marinhos da Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil. Nesse sistema de engorda, indivíduos subadultos de O. cf. vulgaris foram capturados no litoral de Florianópolis, Santa Catarina, Brasil, e mantidos por 30 dias em gaiolas flutuantes de 0,5m3 em sistema suspenso tipo espinhel, dentro da área de cultivo de moluscos bivalves, seguindo metodologia utilizada por Bastos et al. (2014BASTOS, P.T.; BRANDÃO, A.G.; FERREIRA, J.F. et al. Engorda do polvo Octopus vulgaris em gaiolas flutuantes de pequeno volume. Agropecu. Catarin., v.27, p.51-53, 2014.) semelhante ao aplicado no cultivo de mexilhões e densidade máxima de 5kg.m3. Durante o período de manutenção nas gaiolas, os polvos foram alimentados à saciedade com dieta mista congelada de 40% siri Callinectes sp., 30% mexilhão Perna perna e 30% rejeito de pescado, ofertada uma vez ao dia.

Para o experimento, seis polvos (três machos e três fêmeas) foram transportados da área de engorda experimental no mar até o laboratório (27,4km) em uma caixa de isopor de 100L com aeração moderada. Dentro da caixa, os polvos foram transportados individualmente em sacos de polietileno para evitar fuga e minimizar o estresse durante o transporte. Para a manutenção dos polvos em laboratório, foi construído um sistema de recirculação semifechado composto por seis tanques circulares de 500L, um fragmentador de espuma, reservatório, filtro de areia e bomba hidráulica. Os polvos foram distribuídos inteiramente ao acaso, em dois grupos de três animais. Cada grupo foi mantido em um tanque circular de 500L com aeração constante, fluxo de água de 5L.min-1 e fotoperíodo natural (12L:12E). Foram colocados três “TES” de policloreto de vinil (PVC) com abertura de 150mm de diâmetro em cada tanque como refúgio para os polvos. Os animais foram aclimatados por cinco dias e alimentados à saciedade com mexilhão P. perna vivo proveniente de cultivo. Segundo Lima (2010LIMA, M. Avaliação das condições de processamento de mexilhões Perna perna pré-cozidos e resfriados. 2010. 134f. Dissertação (Mestrado em Engenharia de Alimentos) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC. ), a composição centesimal do mexilhão P. perna coletado em área de cultivo no litoral de Santa Catarina é 76% de umidade, 14% de proteínas, 6% de carboidratos (Fração Nifext), 2% de lipídios e 2% de cinzas.

Antes de iniciar o experimento, foi realizada pesagem e sexagem dos animais. O peso inicial (g) foi de 415,00±123,73 (média±desvio-padrão). Os polvos foram mantidos nos mesmos tanques para o experimento (Fig. 1). Foram testadas duas dietas ofertadas à saciedade: grupo MC alimentado com mexilhão congelado e grupo MV com mexilhão vivo. Com relação à sexagem, foram identificados dois machos e uma fêmea no grupo MC e duas fêmeas e um macho no grupo MV.

Figura 1
Polvo subadulto (Octopus vulgaris) em sistema de recirculação, em laboratório. Barra de micragem representa 10cm.

Os mexilhões foram selecionados por tamanho (5-7cm de comprimento), limpos para retirada de fauna acompanhante e incrustações na concha e ofertados inteiros com concha, uma vez ao dia (11:00h). Os mexilhões foram distribuídos de maneira uniforme por toda a borda e área central do tanque para evitar brigas e competição dos polvos por alimento. Para a dieta MC, a porção de mexilhão foi previamente descongelada e mantida sob refrigeração a 6°C. Antes de cada alimentação dos polvos, foram retirados os restos alimentares e contado o número de mexilhões consumidos. Os mexilhões encontrados abertos, cortados ou despedaçados, porém não consumidos, foram descartados. A limpeza diária do sistema foi realizada por meio de sifonagem do fundo dos tanques, renovando-se 20% do volume total do sistema. O experimento teve duração de 20 dias e a taxa de sobrevivência obtida foi de 100%.

A temperatura e a salinidade da água, verificadas diariamente, apresentaram valores (média±desvio-padrão) de 27,1±0,4°C e 30,1±0,3ups, respectivamente. O pH variou entre 7,6 e 8,2 e o oxigênio foi mantido sempre acima de 90% de saturação. Os valores de temperatura e a salinidade estão dentro dos limites de tolerância da espécie (Boletzky e Hanlon, 1983BOLETZKY, S.; HANLON, R.T. A review of the laboratory maintenance, rearing and culture of cephalopod molluscs. Mem. Natl. Mus. Victoria., v.44, p.147-187, 1983.). Embora a temperatura recomendada para o crescimento ótimo na engorda de O. vulgaris seja entre 16 e 22°C no Mediterrâneo (Aguado-Gimenez e Garcia-Garcia, 2002), por ser uma espécie cosmopolita, os limites de tolerância térmica para O. vulgaris podem variar conforme a localização geográfica natural ou uma dada população (Vidal et al., 2014VIDAL, E.; VILLANUEVA, R.; ANDRADE, J.P. et al. Cephalopod culture: current status of main biological models and research priorities. In: VIDAL, E.A.G. (Ed.). Advances in marine biology. Oxford: Academic Press, 2014. p.1-98.).

Ao final do experimento, os animais foram pesados e calculou-se os índices zootécnicos: ganho em peso (GP)=Pf - Pi; taxa de crescimento absoluto TCA (g.dia-1)=Pf - Pi/t; taxa de crescimento específico TCE (% peso corporal.dia-1)=(LnPf-LnPi)/100, em que Pi=peso inicial (g), Pf=peso final (g), t=tempo (dias). Para avaliar estatisticamente o efeito das dietas no desempenho entre grupos e a diferença no consumo das dietas, após ter sido verificada a homocedasticidade dos dados com teste de Levene e a distribuição normal dos dados com teste de Shapiro-Wilk, foi aplicada ANOVA unifatorial. Considerou-se o nível de significância com valores de P<0,05.

Com relação ao desempenho, não houve diferença no ganho em peso entre os grupos (P=0,3046) (Tab. 1), assim como para TCA (P=0,3046) e TCE (P=0,5858).

Tabela 1
Média ± desvio-padrão dos índices zootécnicos. Pi (g)=415,00±123,73

As taxas de crescimento obtidas no presente estudo são superiores aos de Biandolino et al. (2010BIANDOLINO, F.; PORTACCI, G.; PRATO, E. Influence of natural diet on growth and biochemical composition of Octopus vulgaris Cuvier, 1797. Aquacult. Int., v.18, p.1163-1175, 2010.), que obtiveram taxas de crescimento de 7,17±4,85g.dia-1 e 1,19±0,95%.dia-1 com monodieta de mexilhão Mytilus galloprovincialis. Quando comparada a outras dietas naturais para O. vulgaris (Tab. 2), a TCE obtida no presente relato foi superior às alcançadas com monodieta de crustáceo Carcinus mediterraneus (2,04%.dia-1) e dieta mista de crustáceo C. mediterraneus e peixe Bogue boops (1,98%.dia-1) na engorda de subadultos de O. vulgaris, na Espanha (Garcia-Garcia e Cerezo-Valverde, 2006). Os resultados do presente estudo também foram superiores aos de Bastos et al. (2014BASTOS, P.T.; BRANDÃO, A.G.; FERREIRA, J.F. et al. Engorda do polvo Octopus vulgaris em gaiolas flutuantes de pequeno volume. Agropecu. Catarin., v.27, p.51-53, 2014.), que obtiveram taxas de crescimento 14,1g.dia-1 e 1,29%.dia-1 com dieta mista de crustáceo C. sapidus, mexilhão P. perna e rejeito de pescado, em engorda experimental no mar. Entretanto, as maiores taxas de crescimento (20g.dia-1; 2,66%.dia-1) na engorda de O. vulgaris foram obtidas com monodieta de crustáceo Maja crispata (Prato et al., 2010PRATO, E.; PORTACCI, G.; BIANDOLINO, F. Effect of diet on growth performance, feed efficiency and nutritional composition of Octopus vulgaris. Aquaculture, v.309, p.203-211, 2010.). Essas diferenças podem estar relacionadas principalmente à composição da dieta, ao sistema de cultivo, à temperatura da água e à idade dos polvos, pois todos os indivíduos de O. vulgaris utilizados em engorda experimental são provenientes da captura no ambiente. Ao se compararem as taxas de crescimento obtidas no presente estudo com as relatadas para outras espécies de polvo consideradas emergentes para aquicultura (Tab. 2), os resultados do presente estudo demonstram que a TCA e a TCE para ambas as dietas (mexilhão vivo e congelado) também foram bastante superiores às relatadas para Octopus mimus (Gould, 1852) no Chile. Possivelmente, essas diferenças são devido às altas concentrações de lipídios na composição nutricional do molusco P. thaca e ao desconhecimento da temperatura ótima para O. mimus. Além disso, a TCE obtida no presente trabalho foi similar aos maiores valores de TCE obtidas tanto com monodieta de crustáceo quanto com dieta mista na engorda de Octopus maya (Voss e Solis Ramirez, 1966), espécie endêmica do México (Tab. 2).

Tabela 2
Efeito de diferentes tipos de dieta na engorda de Octopus sp.

Outro fator a ser considerado é o pequeno número de animais do presente estudo, que se deve à grande dificuldade de captura de polvos pela escassez de informações disponíveis sobre épocas e locais de ocorrência de polvos em áreas rasas e intermediárias do litoral de Santa Catarina.

Com relação ao consumo da dieta, os polvos aceitaram bem tanto mexilhão vivo quanto congelado. Observou-se, em ambos os tratamentos, que, logo após a oferta do alimento, um mesmo polvo capturou de dois a três mexilhões ao mesmo tempo, envolvendo-os com os braços e, em geral, levando-os para dentro dos refúgios. Ocasionalmente, os polvos consumiram os mexilhões no mesmo ponto do tanque em que foram ofertados ou ao redor dos refúgios. A maior parte dos mexilhões foi consumida nas primeiras três a quatro horas após serem ofertados. Observou-se também que os mexilhões congelados não consumidos nesse período, ao serem manipulados pelos polvos, despedaçaram-se com facilidade. Esses pedaços ou pequenos destroços da carne dos mexilhões também não foram consumidos posteriormente pelos polvos, mesmo estando disponíveis até que fosse realizada a limpeza do tanque, o que ocasionou maior sujidade da água no tanque que recebeu mexilhões congelados. No grupo MV, verificou-se que os mexilhões vivos não consumidos, mesmo sendo manipulados pelos polvos, não foram encontrados abertos ou perfurados, permanecendo vivos e inteiros dentro das conchas, o que permitiu maior limpeza do tanque desse grupo quando comparado ao tanque do grupo alimentado com mexilhões congelados.

O número de mexilhões congelados consumidos foi maior quando comparado ao de mexilhões vivos (Tab. 1), porém o consumo não foi diferente entre os grupos (P=0,2313). O fato de os polvos terem consumido mais mexilhão congelado em relação ao mexilhão vivo pode estar relacionado ao maior gasto energético para abrir os mexilhões vivos ou a uma possível perda da qualidade nutricional dos mexilhões após o processo de congelamento e descongelamento antes de ser ofertado como alimento aos polvos. Segundo McQuaid (1994), juvenis de O. vulgaris, ao predarem P. perna, gastam energia tanto para capturar a presa, uma vez que o mexilhão pode estar fixado pelo bisso, quanto para perfurar a concha e romper o músculo adutor do mexilhão. De fato, como esse gasto energético não é necessário para consumir mexilhão congelado, isso pode facilitar a predação e a ingestão de um número maior de mexilhões.

Em termos práticos, é possível engordar subadultos de O. vulgaris com monodieta de mexilhão Perna perna ofertado congelado ou vivo. Estudos sobre digestibilidade do P. perna na dieta e seu efeito na composição bioquímica dos polvos poderão fornecer informações importantes para se verificar se o mexilhão supre as exigências nutricionais do polvo e o que acontece quando utilizado em diferentes proporções como componente de dietas mistas para engorda comercial como fonte de renda ao maricultor.

AGRADECIMENTOS

À Dra. Aimê R. M. Magalhães (UFSC), pelo apoio nas atividades, e ao Tiê Ferreira, por ceder gentilmente os polvos. Ao Laboratório de Moluscos Marinhos (UFSC), por viabilizar este trabalho, e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico e Ministério da Pesca e Aquicultura, pelo financiamento.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Jan-Feb 2018

Histórico

  • Recebido
    22 Ago 2016
  • Aceito
    03 Abr 2017
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