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AVALIAÇÃO DE RESISTÊNCIA EM CULTIVARES DE ARROZ AO ATAQUE DO PERCEVEJO-DO-COLMO, TIBRACA LIMBATIVENTRIS STAL, 1860 (HEMIPTERA: PENTATOMIDAE)

REVALUATION OF RESISTANCE OF RICE CULTIVARS TO THE ATTACK OF THE STEM BUG TIBRACA LIMBATIVENTRIS STAL, 1860 (HEMIPTERO: PENTATOMIDAE)

RESUMO

A resistência de cultivares de arrozao ataque do percevejo-do-colmo, Tibraca limbativentris Stal, 1860 (Hemiptera: Pentatomidae), foi avaliada em experimento conduzido em casa-de-vegetação na Embrapa Arroz e Feijão no período de dezembro de 2004 a fevereiro de 2005, em delineamento experimental de blocos aumentados de Federer com dez repetições. Na avaliação foram considerados sete caracteres de resistência ao ataque do inseto. Foram utilizados 64 cultivares de arroz, sendo 60 considerados tradicionais e quatro cultivares mais atuais como testemunhas: Cica 8, Bonança, Primavera e BR IRGA 409. Os resultados obtidos apontaram que os cultivares Nenenzinho, Miúdo Branco, Lageado Ligeiro, Guabirú, Branco Tardão, Agulhinha do Seco, Arroz do Governo, Arroz Misturado, Vermelho Trinca Ferro, Vermelhão, Chatão, Cutião, Vermelho, Bacaba Branco, Catetão, Buriti, Bacaba, Agulha, Arroz Comum, Vermelho, Pingo D’Água, Marabá Branco, Come Cru Vermelho e Agulhão destacaram-se como resistentes possivelmente do tipo antibiose, enquanto os cultivares Pela Mão, Arroz do Governo, Cana Roxa, Come Cru Branco, Bico Preto, Pingo de Ouro, Matão, Gojobinho, Buriti, Rabo de Burro, Poupa Preguiça, Vermelho Trinca Ferro, Miúdo Branco, Ligeiro Curto, Vermelho Agulha, Agulhão, Marabá Branco, Gojoba\75 Dias\Ligeiro, Pingo D’Água, Arroz Comum e Vermelho mostraram-se provavelmente como tolerantes ao ataque do percevejo-do-colmo podendo, portanto, ser devidamente explorados em programas de melhoramento para resistência a T. limbativentris.

PALAVRAS-CHAVE
Oryza sativa ; melhoramento de plantas; resistência de plantas a insetos; tipos de resistência

ABSTRACT

Rice cultivars were evaluated in regard to their resistance to attack by the stem bug Tibraca limbativentris Stal, 1860 (Hemiptera: Pentatomidae) in an experiment carried out in the greenhouse at Embrapa Arroz and Feijão, Brazil, in randomized augmented Federer blocks with ten replications. Seven traits related to plant resistance were evaluated. A total of 64 rice cultivars were used, 60 of which were considered traditional, and 4 of which were more recent cultivars, used as controls: Cica 8, Bonança, Primavera and BR IRGA 409. The results showed that the cultivars Nenenzinho, Miúdo Branco, Lageado Ligeiro, Guabirú, Branco Tardão, Agulhinha do Seco, Arroz do Governo, Arroz Misturado, Vermelho Trinca Ferro, Vermelhão, Chatão, Cutião Vermelho, Bacaba Branco, Catetão, Buriti, Bacaba, Agulha, Arroz Comum, Vermelho, Pingo D’Água, Marabá Branco, Come Cru Vermelho and Agulhão stood out as resistant, possibly of the antibiosis type, while the cultivars Pela Mão, Arroz do Governo, Cana Roxa, Come Cru Branco, Bico Preto, Pingo de Ouro, Matão, Gojobinho, Buriti, Rabo de Burro, Poupa Preguiça, Vermelho Trinca Ferro, Miúdo Branco, Ligeiro Curto, Vermelho Agulha, Agulhão, Marabá Branco, Gojoba\75 Dias\Ligeiro, Pingo D’Água, Arroz Comum and Vermelho were revealed as probably tolerant to attack of the stem bug and therefore should be explored in breeding programs for resistance to T. limbativentris.

KEY WORDS
Oryza sativa L.; plant breeding; resistance of plants to insects; resistance of types

INTRODUÇÃO

O percevejo-do-colmo (Tibraca limbativentris Stal, 1860) é a praga de maior expressão econômica na cultura do arroz (Oryza sativa L.) no Brasil provocando prejuízos em termos de produtividade de até 90%. Ataca os colmos das plantas com mais de 20 dias de idade sendo seus danos caracterizados pela morte parcial ou total da parte central dos colmos sintoma este conhecido por “coração morto” (FERREIRA et al., 1997FERREIRA, E.; ZIMMERMANN, F.J.D.; SANTOS, A.B.; NEVES, B.P. O percevejo do colmo na cultura do arroz. Goiânia: EMBRAPA-CNPAF, 1997, 43p. (Documentos, 75).).

A principal forma de controle do percevejo-docolmo tem sido a utilização do controle químico que vem de encontro com limitações de ordem econômica e ambiental, havendo a necessidade de se pesquisar e propor medidas alternativas de controle. As eventuais proposições deverão ser de baixo custo e de fácil adoção. Nesse sentido, a utilização de cultivares resistentes ao percevejo-do-colmo apresenta grande potencial para minimizar os danos causados por esse inseto.

Entre tais métodos, o emprego de cultivares resistentes é considerado ideal, uma vez que as populações das pragas podem ser mantidas abaixo de seus níveis de danos, reduzindo distúrbios ambientais e sem exigir conhecimentos específicos do agricultor, e nem custos adicionais (LARA, 1991LARA, F.M. Princípios de resistência de plantas aos insetos. 2.ed. São Paulo: Ícone, 1991. p.336.). A resistência de plantas a insetos pode ser devida a três mecanismos: antixenose, tolerância e antibiose(PAINTER, 1951PAINTER, R.H. Insect resistance in crop plants. New York: Macmillan, 1951. 520p.). Uma planta apresenta a tolerância como mecanismo de resistência quando é menos danificada em relação a outras, sob um mesmo nível de infestação por uma determinada praga, sem afetar o comportamento ou a biologia da espécie fitófaga. Enquanto a antibiose caracteriza-se por proporcionar a redução da população de pragas, exercendo um efeito adverso ou mesmo letal sobre a biologia do inseto (LARA, 1991LARA, F.M. Princípios de resistência de plantas aos insetos. 2.ed. São Paulo: Ícone, 1991. p.336.).

Há pouca informação sobre a resistência de cultivares de arroz à T. limbativentris apesar da realização de alguns trabalhos a respeito (TRUJILLO, 1970TRUJILLO, M.R. Contribuição ao conhecimento do dano e biologia de Tibraca limbativentris Stal, 1860 (Hemiptero: Pentatomidae) praga da cultura do arroz. 1970. 63f. Dissertação (Mestrado em Agronomia Entomologia) Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Piracicaba, 1970.; FERREIRA et al., 1986FERREIRA, E.; MARTINS, J. F. S.; RANGEL, P. H. N.; CUTRIM, V. A. Resistência de arroz ao percevejo do colmo. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.21, n.5, p.565-569, 1986.; SOUSA; RODRIGUES, 1990SOUZA, I.S.; RODRIGUES, F.J. O. Estudo da resistência varietal ao percevejo Tibraca limbativentris em arroz de sequeiro. In: REUNIÃO NACIONAL DE PESQUISA DE ARROZ, 1990, Goiânia, GO. Resumos. Goiânia, GO, 1990. p.33.). Ainda não foram desenvolvidos nem selecionados cultivares com essa característica para fins comerciais, e a seleção de arroz para resistência ao percevejo-do-colmo seria baseada principalmente em cultivares com alta capacidade de perfilhamento e associada a um menor número de perfilhos danificados (FERREIRA et al., 1997FERREIRA, E.; ZIMMERMANN, F.J.D.; SANTOS, A.B.; NEVES, B.P. O percevejo do colmo na cultura do arroz. Goiânia: EMBRAPA-CNPAF, 1997, 43p. (Documentos, 75).).

Neste trabalho objetivou-se avaliar a resistência de 64 cultivares de arroz ao ataque do percevejo-do-colmo T. limbativentris a fim de indicar os mais promissores em futuros programas de melhoramento oferecendo novas ferramentas para o seu controle.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido em casa-de-vegetação no Centro Nacional de Pesquisa de Arroz e Feijão – CNPAF/EMBRAPA, no Município de Santo Antônio de Goiás, GO, no período de dezembro de 2004 a fevereiro de 2005. Foram utilizados 64 cultivares de arroz (Tabela 1), sendo 60 considerados tradicionais (FONSECA et al., 1982FONSECA, J. R.; RANGEL, P. H.; BEDENDO, I. P.; SILVEIRA, P. M.; GUIMARÃES, E. P.; CORANDIN, L. Características botânicas e agronômicas de cultivares e raças regionais de arroz (Oryza sativa L.) coletadas no Estado do Maranhão. Santo Antônio de Goiás: Embrapa Arroz e Feijão, 1982. 42p. (Boletim de Pesquisa, 1).) e quatro outros cultivares mais atuais utilizados como testemunhas Cica 8, BRIRGA 409 (FERREIRA et al., 1997FERREIRA, E.; ZIMMERMANN, F.J.D.; SANTOS, A.B.; NEVES, B.P. O percevejo do colmo na cultura do arroz. Goiânia: EMBRAPA-CNPAF, 1997, 43p. (Documentos, 75).), Bonança (PEREIRA et al., 2002PEREIRA, B.G.; BARRIGOSSI, J.A.F.; FERREIRA, E. Relação injúria e dano do percevejo-do-colmo do arroz, Tibraca limbativentris (Hemiptero: Pentatomidae). In: CONGRESSO DA CADEIA PRODUTIVA DE ARROZ, 1., REUNIÃO NACIONAL DE PESQUISA DE ARROZ 7., REUNIÃO NACIONAL DE PESQUISA DE ARROZ RENAPA, 2002, Florianópolis, SC. Anais. Santo Antônio de Goiás: Embrapa Arroz e Feijão, 2002. p.506-509.) e Primavera (SOUZA et al., 2006SOUZA, J.R.; FERREIRA, E.; CHAGAS, E.F. Avaliação de variedades de arroz cultivadas no Estado do Maranhão para antibiose a ninfas de Tibraca limbativentris (Stal, 1860) (Hemiptero: Pentatomidae). In: CONGRESSO BRASILEIRO DA CADEIA PRODUTIVA DE ARROZ, 2., REUNIÃO NACIONAL DE PESQUISA DE ARROZ, 8., 2006, Brasília, DF. Anais. Santo Antônio de Goiás: Embrapa Arroz e Feijão, 2006.). As sementes dos 64 cultivares de arroz foram fornecidas pelo Banco Ativo de Germoplasma localizado no CNPAF/Embrapa.

Inicialmente, os 64 cultivares foram semeados (17/12/04) no solo do telado, em covas na densidade de 15 sementes, espaçados em 0,40 m, adotando-se o delineamento de blocos aumentados de Federer com dez repetições. A utilização deste tipo de delineamento deveu-se a pequena disponibilidade de sementes e por ser utilizado em etapas inicias de um programa de melhoramento de plantas quando o número de cultivares costuma ser alto conforme relatado por ZIMMERMANN (2004)ZIMMERMANN, F.J.P. Estatística aplicada á pesquisa agrícola. Santo Antônio de Goiás: Embrapa Arroz e Feijão, 2004. 402p.. Em cada bloco foram distribuídos seis dos 60 cultivares tradicionais e os quatro cultivares testemunhas. Foram utilizadas cinco ninfas de T. limbativentris com idade de, no máximo, 5 horas após a primeira ecdise provenientes de adultos alimentados em plantas da cultivar de arroz irrigado BR IRGA 409 e gaiolas cilindricas com base de PVC (0,25 m de diâmetro x 0,20 m de altura) revestida por tecido fino (“voile”).

Vinte dias após a semeadura, contou-se o número inicial de perfilhos e, em seguida, as plantas de cada cova foram isoladas com as gaiolas e infestadas com cinco ninfas (inicio do segundo instar). Ao final do experimento contou-se o número de colmos normais, danificados e os que foram emitidos após a infestação. Quando surgiram os primeiros insetos adultos nos cultivares testemunhas, cerca de 35 dias após a infestação, o experimento foi encerrado. As gaiolas foram removidas e os percevejos contados e coletados em saquinhos de papel para cada tratamento; os colmos com e sem “coração morto” foram contados.

Os saquinhos contendo os percevejos foram colocados em congelador por 24 horas, depois em estufa a 50º C por 36 horas e a seguir pesados em balança de precisão.

Os caracteres avaliados foram: número de ninfas vivas (NNV), número de insetos adultos vivos (NAV), massa seca individual (MSI) e massa seca total (MST) de T. limbativentris expressas em mg, colmos normais (CN), colmos emitidos após infestação (CEA) e colmos danificados (CD). A divisão da massa seca total pelo número de insetos vivos (ninfas + adultos) resultou na massa seca individual dos insetos. O número de colmos normais foi obtido da subtração dos colmos finais pelo número de colmos com a sintomatologia “coração morto” visível adicionado aos colmos com “coração morto” invisível. O sintoma “coração morto” invisível foi detectado com o auxílio de um estilete no qual realizou-se um corte em todos os colmos das plantas de cada tratamento para visualizar ou não se a folha central encontrava-se morta dentro dele. Os colmos danificados foram obtidos por meio do somatório de colmos com “coração morto” visível e invisível.

Os caracteres foram analisados sem e com transformação em X + 0,5. Os que sofreram transformação foram: número de ninfas vivas (NNV), número de insetos adultos vivos (NAV), massa seca individual (MSI) e total (MST), colmos normais (CN) e colmos danificados (CD). Utilizou-se o programa computacional GENES (CRUZ, 2001CRUZ, C. D. Programa GENES versão Windows. Aplicativo computacional em genética e estatística. Viçosa: UFV, 2001. p.648.) e as médias foram comparadas pelo teste de Scott & Knott (SCOTT; KNOTT, 1974SCOTT, A J.; KNOTT, M.A. A cluster analysis method for grouping means in the analysis of variance. Biometrics, v.30, n.3, p.507-512, 1974.), no nível de 5 % de probabilidade.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram observadas diferenças significativas em todos os caracteres avaliados (Tabela 1). Os cultivares Nenenzinho, Miúdo Branco, Lageado Ligeiro, Guabirú, Branco Tardão, Agulhinha do Seco, Arroz do Governo, Arroz Misturado, Vermelho Trinca Ferro, Vermelhão, Chatão, Cutião, Vermelho, Bacaba Branco, Catetão, Buriti e Bacaba diferiram significativamente dos demais cultivares por apresentarem os menores índices de sobrevivência das ninfas (Tabela 1). Os cultivares que causaram menor sobrevivência sobre os insetos adultos foram Nenenzinho, Branco Tardão, Agulha, Arroz Comum, Vermelho, Pingo D’Água, Marabá Branco, Come Cru Vermelho e Agulhão que diferiram significativamente dos registrados nos cultivares Buriti, Miúdo Branco, Ligeiro Curto, C12\IAC 1246, Bacaba, Pingo de Ouro, Arroz Arara, Matão, Cana Roxa, Bico Preto, Rabo de Burro, Poupa Preguiça, Gojobinho, Zebu Ligeiro, Vermelho Trinca Ferro, Bacaba Branco, Come Cru Branco, Catetão e Tardão Vermelho que foram mais favoráveis à sobrevivência dos insetos adultos (Tabela 1).

Observou-se que os insetos criados sobre os cultivares Agulhão, Arroz Comum, Pingo D’Água e Marabá Branco apresentaram menor massa seca individual enquanto nos cultivares Arroz Comum, Agulhão, Pingo D’Água e Marabá Branco verificou-se menor massa seca total (Tabela 1).

Esses resultados estão em conformidade com a situação em que indivíduos com menor peso, criados sobre plantas resistentes, evidenciam que os cultivares provavelmente possuem características da antibiose, aliada à mortalidade de formas jovens e de insetos adultos (LARA, 1991LARA, F.M. Princípios de resistência de plantas aos insetos. 2.ed. São Paulo: Ícone, 1991. p.336.).

A resistência do tipo antibiose do acesso CNPH 101 de Lycopersicon peruvianum à traça do tomateiro Tuta absoluta (Meyrick) (Lepidoptera: Gelechiidae) foi estudada por SUINAGA et al. (2004)SUINAGA, F.A.; PICANÇO, M.C.; MOREIRA, M.D.; SEMEÃO, A.A.; MAGALHÃES, S.T.V. Resistência por antibiose de Lycopersicon peruvianum à traça do tomateiro. Horticultura Brasileira, v.22, n.2, p.281-285, 2004.. Os autores verificaram que o acesso CNPH 101 de L. peruvianum apresentou resistência do tipo antibiose constatada pela mortalidade larval e duração da fase pupal dos insetos.

Tabela 1
Comparação entre médias de 64 cultivares de Oryza sativa em relação a sete caracteres de resistência a Tibraca limbativentris. Santo Antônio de Goiás, GO, 2005.

Quanto ao número de colmos normais constatou-se que os cultivares Pela Mão, Arroz do Governo, Cana Roxa e Come Cru Branco foram os que mais apresentaram colmos sadios ao término do experimento diferindo significativamente dos cultivares Lageado Ligeiro, Vermelhinho\75 Dias\Ligeiro e Bacaba que apresentaram menor número (Tabela 1). Os cultivares que mais perfilharam após infestação foram Come Cru Branco, Cana Roxa, Pela Mão, Bico Preto, Pingo de Ouro, Matão, Gojobinho, Buriti, Rabo de Burro, Poupa Preguiça, Vermelho Trinca Ferro, Miúdo Branco e Ligeiro Curto diferindo significativamente dos cultivares Lageado Ligeiro, Come Cru Vermelho e Agulhão que perfilharam menos.

O número de colmos danificados observados nos cultivares Bacaba, Bico Preto, Ligeiro Curto, Vermelhinho\75 Dias\Ligeiro, Rabo de Burro, Pingo de Ouro, Miúdo Branco, Gojobinho, Lageado, Arroz Arara, Branco, Buriti e Mucuim\Miúdo foi maior quando comparado com os cultivares Vermelho Agulha, Agulhão, Marabá Branco, Gojoba\75 Dias\Ligeiro, Pingo D’Água, Arroz Comum e Vermelho que apresentaram as menores médias.

Dessa forma pode-se inferir que o comportamento dos cultivares frente ao ataque do T. limbativentris revela que, possivelmente, eles são portadores de resistência do tipo tolerância e que estão de acordo com FERREIRA et al. (1986)FERREIRA, E.; MARTINS, J. F. S.; RANGEL, P. H. N.; CUTRIM, V. A. Resistência de arroz ao percevejo do colmo. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.21, n.5, p.565-569, 1986. que estudaram, em dois experimentos, a possibilidade de identificar fontes de resistência de arroz ao percevejo-do-colmo. Os autores observaram que é preferível selecionar cultivares e linhagens altamente perfilhadoras e com uma quantidade de colmos danificados a mais baixa possível.

CONCLUSÃO

De maneira geral, pode-se inferir que os cultivares Nenenzinho, Miúdo Branco, Lageado Ligeiro, Guabirú, Branco Tardão, Agulhinha do Seco, Arroz do Governo, Arroz Misturado, Vermelho Trinca Ferro, Vermelhão, Chatão, Cutião, Vermelho, Bacaba Branco, Catetão, Buriti, Bacaba, Agulha, Arroz Comum, Vermelho, Pingo D’Água, Marabá Branco, Come Cru Vermelho e Agulhão destacaram-se como resistentes possivelmente do tipo antibiose, enquanto os cultivares Pela Mão, Arroz do Governo, Cana Roxa, Come Cru Branco, Bico Preto, Pingo de Ouro, Matão, Gojobinho, Buriti, Rabo de Burro, Poupa Preguiça, Vermelho Trinca Ferro, Miúdo Branco, Ligeiro Curto, Vermelho Agulha, Agulhão, Marabá Branco, Gojoba\75 Dias\Ligeiro, Pingo D’Água, Arroz Comum e Vermelho provavelmente são tolerantes ao ataque do percevejo-do-colmo devendo, portanto, ser devidamente explorados em programas de melhoramento para resistência a T. limbativentris.

AGRADECIMENTOS

Ao Centro Nacional de Pesquisa de Arroz e Feijão/Embrapa, Universidade Estadual do Maranhão/UEMA e ao ilustre Dr. Evane Ferreira (in memoriam) que com compreensão e humildade contribuiu para a conclusão desta pesquisa.

REFERÊNCIAS

  • CRUZ, C. D. Programa GENES versão Windows Aplicativo computacional em genética e estatística. Viçosa: UFV, 2001. p.648.
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  • FERREIRA, E.; ZIMMERMANN, F.J.D.; SANTOS, A.B.; NEVES, B.P. O percevejo do colmo na cultura do arroz Goiânia: EMBRAPA-CNPAF, 1997, 43p. (Documentos, 75).
  • FONSECA, J. R.; RANGEL, P. H.; BEDENDO, I. P.; SILVEIRA, P. M.; GUIMARÃES, E. P.; CORANDIN, L. Características botânicas e agronômicas de cultivares e raças regionais de arroz (Oryza sativa L.) coletadas no Estado do Maranhão Santo Antônio de Goiás: Embrapa Arroz e Feijão, 1982. 42p. (Boletim de Pesquisa, 1).
  • LARA, F.M. Princípios de resistência de plantas aos insetos 2.ed. São Paulo: Ícone, 1991. p.336.
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  • SOUZA, J.R.; FERREIRA, E.; CHAGAS, E.F. Avaliação de variedades de arroz cultivadas no Estado do Maranhão para antibiose a ninfas de Tibraca limbativentris (Stal, 1860) (Hemiptero: Pentatomidae). In: CONGRESSO BRASILEIRO DA CADEIA PRODUTIVA DE ARROZ, 2., REUNIÃO NACIONAL DE PESQUISA DE ARROZ, 8., 2006, Brasília, DF. Anais Santo Antônio de Goiás: Embrapa Arroz e Feijão, 2006.
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  • ZIMMERMANN, F.J.P. Estatística aplicada á pesquisa agrícola Santo Antônio de Goiás: Embrapa Arroz e Feijão, 2004. 402p.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    10 Jan 2022
  • Data do Fascículo
    Oct-Dec 2008

Histórico

  • Recebido
    28 Nov 2007
  • Aceito
    10 Set 2008
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