A BIOÉTICA GLOBAL DE V. R. POTTER

DIEGO CARLOS ZANELLA ANOR SGANZERLA LEOCIR PESSINI Sobre os autores
POTTER, Van Rensselaer. Bioética global: construindo a partir do legado de Leopold. São Paulo: Edições Loyola, 2018. 199

Abstract

Many discussions related to health, life sciences and biotechnology have led some authors to refer to global bioethics. The present review, however, intends to analyze the concept of global bioethics in the work of the same title by Van Rensselaer Potter. Bioethics was born in the United States and there developed a conception that reduced it to a vision of biomedical ethics. In response to this reductionism, the father of bioethics, V. R. Potter, has taken up its original conception and extended it to a global bioethics, a broader view that encompasses the ecological dimension of life of all living beings at the same time as it treats and relates to the issues of biomedical ethics.

Key-words:
Global bioethics; Van Rensselaer Potter; ecology.

Resumen

Muchas discusiones relacionadas con la salud, las ciencias de la vida y las biotecnologías han conducido a algunos autores a referirse a la bioética global. La presente reseña, sin embargo, pretende analizar el concepto de bioética global en la obra, del mismo título, de Van Rensselaer Potter. La bioética nació en los Estados Unidos y allí se desarrolló una concepción que la reducía a una visión de la ética biomédica. En respuesta a este reduccionismo, el padre de la bioética, V. R. Potter, retomó su concepción originaria y la amplió para una bioética global, una visión más amplia que abarca la dimensión ecológica de la vida de todos los seres vivos al mismo tiempo que trata y se relaciona con las cuestiones de la ética biomédica.

Palabras-clave:
Bioética global; Van Rensselaer Potter; ecología.

Resumo

Muitas discussões relacionadas à saúde, às ciências da vida e às biotecnologias tem conduzido alguns autores a referir-se à bioética global. A presente resenha, no entanto, pretende analisar o conceito de bioética global na obra de mesmo título de Van Rensselaer Potter. A bioética nasceu nos Estados Unidos e lá se desenvolveu uma concepção que a reduzia à uma visão da ética biomédica. Em reação a esse reducionismo, o pai da bioética, V. R. Potter, retomou sua concepção originária e a ampliou para uma bioética global, uma visão mais abrangente que abarca a dimensão ecológica da vida de todos os seres vivos, ao mesmo tempo em que trata e se relaciona com as questões da ética biomédica.

Palavras-chave:
Bioética global; Van Rensselaer Potter; ecologia

O livro Bioética Global é o mais recente título de bioética publicado por Edições Loyola, e que passa a fazer parte do maior e mais qualificado catálogo de bioética que temos em língua portuguesa. Além disso, a tradução desse livro de Van Rensselaer Potter (1911-2001) já era muito desejada pelo público brasileiro, ao lado de sua obra pioneira Bioética: Ponte para o Futuro, já traduzida ao português brasileiro em 2016. Ao mesmo tempo, o livro oferece ao leitor uma base informada para responder questões de ordem pessoal e prática. Desse modo, Bioética Global traz uma excelente abordagem às questões globais que tornam a bioética indispensável para os nossos tempos.

Van Rensselaer Potter foi um bioquímico norte-americano, professor e pesquisador na área da oncologia no McArdle Laboratory for Cancer Research da Universidade de Wisconsin, na cidade de Madison, nos Estados Unidos da América. Sua vasta experiência e anos de pesquisa sobre o câncer o fez propor um novo conceito interdisciplinar com o objetivo de unir a ética e a ciência em um novo enfoque. Desse modo, procurou construir um diálogo entre a ciência da vida (biologia: bios, vida) e a sabedoria prática (filosofia, ética, valores), criando, assim, o neologismo bioética. A bioética de Potter pode ser definida como uma nova ética que combina a humildade, a responsabilidade e a competência interdisciplinar e intercultural, potencializando o senso de humanidade (POTTER, 2016POTTER, V. R. Bioética: ponte para o futuro. Tradução de Diego Carlos Zanella. São Paulo: Loyola, 2016.).

Nos Estados Unidos da América, a “invenção” original de Potter, em 1970, parece ser vista por alguns como uma nota histórica irrelevante (REICH, 1994REICH, W. T. The Word ‘Bioethics’: Its Birth and the Legacies of those who shaped it. Kennedy Institute of Ethics Journal, v. 4, n. 4, p. 319-335, 1994.; 1995). Outros pensadores, principalmente do exterior e no mundo asiático, têm reconhecido as suas contribuições e promovido uma visão mais ampla da bioética, embora o legado de Potter ainda não seja ensinado em muitos programas de ética aplicados à área da saúde. Além disso, ele não é adequadamente incluído nas importantes explicações da história da bioética.4 4 . Jonsen (1998), por exemplo, menciona apenas duas vezes o nome de Potter em sua história da bioética. A primeira edição da Encyclopedia of Bioethics, de 1978, elaborada por estudiosos que se dedicavam ao estudo e ensino de bioética na Georgetown University, nem sequer o mencionam. O seu conceito de bioética foi desenvolvido no contexto de um prestigioso laboratório de pesquisas sobre o câncer, em um centro universitário no centro-oeste dos Estados Unidos da América, e perdeu a competição intelectual por formulações mais dominantes que surgiram em Washington, D.C., apoiadas por mais dinheiro e poder político nacional (enquanto Potter, em Madison, WI, formulava sua definição de bioética como uma integração entre biologia e valores, André Hellegers (1926-1979) e colegas, em Washington, D.C., criavam o The Joseph and Rose Kennedy Institute for the Study of Human Reproduction and Bioethics (atual Kennedy Institute of Ethics), na prestigiada Georgtown University com fundos doados pela família Kennedy (REICH, 1994; 1995)). Potter vai se dedicar e ser um militante de bioética praticamente quando se aposenta como pesquisador na Universidade de Wisconsin (Madison, WI). A visão potteriana de bioética, não somente merece ser resgatada, mas é preciso promovê-la e ampliá-la devido ao seu valor em relação à sobrevivência e futuro da vida neste planeta. Não se trata apenas das ideias de Potter (influenciado por, entre outros, Aldo Leopold (1887-1948), pioneiro eticista da terra), mas também dos seus valores de responsabilidade pessoal, humildade, sabedoria, orientação e cidadania espiritual que merecem reconhecimento.

O primeiro livro de Potter sobre o tema, a saber, Bioética: Ponte para o Futuro, originalmente publicado em 1971, expandiu as preocupações da ética médica - tais como a responsabilidade e ação racional - para outros ramos da vida, como a ecologia, por exemplo (cf. POTTER, 2016POTTER, V. R. Bioética: ponte para o futuro. Tradução de Diego Carlos Zanella. São Paulo: Loyola, 2016.). Potter viu a interconectividade da vida humana e da natureza como auto evidente, dado que nós, seres humanos, estamos situados em um ambiente natural e procuramos nos conectar não apenas com a saúde dentro do hospital, mas também com a vida holística no mundo.

Em 1988, ele publicou seu segundo e último livro sobre bioética, somente agora traduzido ao português brasileiro, a saber, Bioética Global: Construindo a partir do legado de Leopold. A bioética global tentou ligar a indústria médica de volta às nossas origens terrestres. Embora a medicina tenha sido feita por e para os seres humanos, passamos a dominar a natureza em vez de viver e conviver de uma forma respeitosa e harmônica com ela. Nas páginas iniciais, Potter lamenta que, “[c]om o foco nas opções médicas, a hipótese de que a bioética havia sido proposta para combinar valores humanos com fatos ecológicos foi esquecida por muitos” (POTTER, 2018aPOTTER, V. R. Bioética Global: Construindo a partir do Legado de Leopold. Tradução de Cecília Camargo Bartalotti. São Paulo: Loyola, 2018a., p. 37-8). Potter considerou que a continuação da espécie é de suma importância, mas reconheceu que havia uma “necessidade ecológica de limitar o aumento exponencial da população humana” e que “nenhum programa [de conservação ou avanço] pode ter esperança de sucesso sem a aceitação da fertilidade humana controlada como um imperativo ético básico [de sobrevivência] para a espécie humana” (POTTER, 2018a, p. 38). Assim, o trabalho de Potter localizou a bioética na bios - a vida no mundo - e estabeleceu uma conexão entre medicina e conservação. Seus escritos fundamentais abriram as portas para o progresso multidirecional da bioética ambiental nos anos seguintes.

Em Bioética Global, Potter organizou o seu pensamento em sete capítulos, cujos títulos são: I - O Legado de Leopold; II - Sobrevivência Humana; III - Dilemas na Bioética Ecológica; IV - Dois Tipos de Bioética; V - Dilemas na Bioética Médica; VI - O Controle da Fertilidade Humana; VII - Definição de Bioética Global. O conteúdo dessa obra se reporta ao pensamento daquele que recebeu a dedicatória de seu primeiro livro sobre o tema. Potter dedicou Bioética: Ponte para o Futuro à memória de Aldo Leopold (1887-1948), que foi um ecologista e ambientalista norte-americano, muito influente no desenvolvimento da moderna ética ambiental e no movimento pela conservação da natureza selvagem. A ética de Leopold sobre a preservação da natureza e da vida selvagem teve um impacto profundo sobre o movimento ambientalista, com uma visão ecocêntrica ou holística relacionada à terra. Leopold enfatizava a biodiversidade e a ecologia e foi um dos fundadores da ciência da gestão da vida selvagem (LEOPOLD, 1949LEOPOLD, A. A Sand County Almanac and Sketches Here and There. Oxford: Oxford University Press, 1949.). É essa tradição de pensamento que Potter quer recuperar em seu segundo livro sobre bioética, após ter visto o grande interesse que sua “criação” - a bioética - teve no meio acadêmico norte-americano. Potter viu a bioética ser restringida à área médica, especificamente a uma ética biomédica atualizada, a partir da criação do Kennedy Institute of Ethics (REICH, 1994REICH, W. T. The Word ‘Bioethics’: Its Birth and the Legacies of those who shaped it. Kennedy Institute of Ethics Journal, v. 4, n. 4, p. 319-335, 1994.; 1995). Recordamos que, neste instituto, nasce o conhecido paradigma principialista de bioética, o qual é o paradigma hegemônico de bioética praticamente nos primeiros 30 anos, em uma história de meio século de sua existência, considerando os fatos de 1970/71 como o berço da bioética que realmente fez história.5 5 . Sempre que se aborda a questão dos inicios da bioética, sabemos que, a partir do mundo Europeu, temos já em 1926 Fritz Jahr, na Alemanha, que cunhou pela primeira vez na história o termo “bioética”. Essa restrição nunca foi desejo de Potter e o não reconhecimento de um conceito mais amplo de bioética o frustrou profundamente. “Com o foco nas opções médicas, a hipótese de que a bioética havia sido proposta para combinar valores humanos com fatos ecológicos foi esquecida por muitos: a ética sobre até que ponto utilizar opções tecnológicas na exploração do meio ambiente não foi associada ao termo bioética” (POTTER, 2018aPOTTER, V. R. Bioética Global: Construindo a partir do Legado de Leopold. Tradução de Cecília Camargo Bartalotti. São Paulo: Loyola, 2018a., p. 37-8).

Isso o fez propor novamente a mesma analogia do primeiro livro, uma preocupação alarmante que define seu pensamento bioético. Seu objetivo com tal analogia - “o pensamento de que a espécie humana é para o planeta Terra o que um câncer é para o ser humano” (POTTER, 2018aPOTTER, V. R. Bioética Global: Construindo a partir do Legado de Leopold. Tradução de Cecília Camargo Bartalotti. São Paulo: Loyola, 2018a., p. 61) - é retomar a tradição do pensamento de Leopold como uma alternativa para garantir a sobrevivência humana. E, neste sentido, a bioética adquire características orientadoras do futuro. Além do mais, a visão de Potter sobre bioética global é uma ideia que hoje em dia poderia ser explicada pelo conceito de desenvolvimento sustentável (embora ainda seja muito restrita para abranger toda a ideia original de Potter), e que se tornou mais relevante do que nunca hoje com os “Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2030” da ONU. Portanto, é razoável e importante lembrá-lo aqui, principalmente através de seus próprios pensamentos expressos em um vídeo enviado ao congresso mundial de bioética, em 1998, no qual diz: “A teoria original da bioética era a intuição da sobrevivência da espécie humana, em uma forma decente e sustentável de civilização, exigindo o desenvolvimento e a manutenção de um sistema ético. Tal sistema é a bioética global, baseada em intuições e reflexão circunscrita pelo conhecimento empírico de todas as ciências, mas especialmente do conhecimento biológico [...]. Esse sistema ético proposto permanece como sendo o coração da bioética ponte, com sua extensão na bioética global, em que a função de “ponte” exige a aproximação da ética médica e da ética ambiental, em escala mundial, para preservar a sobrevivência humana” (POTTER, 2018b, p. 244).

Ao encontrar uma base no legado de Aldo Leopold, que defendia uma Ética da Terra (LEOPOLD, 1949LEOPOLD, A. A Sand County Almanac and Sketches Here and There. Oxford: Oxford University Press, 1949.), alertando para a iminente crise ambiental e a encarando como um fracasso, Potter desenvolveu o conceito de ética ambiental. Inspirado nas teses de Leopold, Potter escreveu sua Bioética Global, na qual propôs uma definição de bioética global como uma “biologia combinada a uma diversidade de conhecimentos humanísticos, formando uma ciência que define um sistema de prioridades médicas e ambientais para uma sobrevivência aceitável” (POTTER, 2018bPOTTER, V.R. Transcrição do vídeo do IV Congresso Mundial de Bioética. In: PESSINI, L.; SGANZERLA, A.; ZANELLA, D.C. (Orgs.). Van Rensselaer Potter: um bioeticista original. São Paulo: Loyola, 2018b.). Aqui também, como fio condutor, ele expôs uma visão da bioética como uma ponte entre as ciências naturais e humanas a serviço da saúde das pessoas em todo o mundo e da proteção ambiental. Desde 1970, Potter tem defendido uma bioética ponte, a visão que procura conectar as duas culturas - ciências humanas e naturais - ou, mais precisamente, o conhecimento biológico e a ética, acreditando que, desta forma, uma ponte para o futuro deve ser construída (ZANELLA, 2018ZANELLA, D. C. Humanidades e ciência: uma leitura a partir da Bioética de Van Rensselaer (V.R.) Potter. Interface (Botucatu), v. 22, n. 65, p. 473-480, 2018.). “A palavra ponte é usada porque a bioética era vista como uma nova disciplina que construiria uma ponte entre as ciências e as humanidades, ou mais simplesmente uma ponte entre a ciência biológica e a ética, portanto, bioética” (POTTER, 2018b, p. 244). No entanto, ao entrarmos no século XXI e no terceiro milênio, a bioética ponte é necessária para lidar não apenas com as duas culturas, mas também com uma série de ramos éticos. “Hoje, após seis décadas de observação, proclamo que a bioética global, como uma nova ciência ética, é necessária para a sobrevivência humana a longo prazo” (POTTER, 2018b, p. 243). Hoje, em tempos fortes de globalização excludente, estamos vivendo momentos críticos em termos de construção de pontes que poderiam ser fator de convivência pacífica e ajuda solidaria. Na realidade, estão surgindo muros de separação e exclusão com muito sofrimento para as populações mais pobres do mundo.

Ao retomarmos a fala de Potter do vídeo enviado ao congresso mundial de bioética, em 1998, podemos perceber o quanto a bioética se desenvolveu e o quanto ainda resta por fazer. Nesse vídeo, ele disse: “À medida que entro no ocaso de minha vida, sinto que a bioética ponte, a bioética profunda6 6 . Bioética ponte, bioética global e bioética profunda constituem os três estágios do pensamento bioético de Potter. Este terceiro estágio representa o planeta Terra como grandes sistemas biológicos interdependentes, em que o centro não corresponderia apenas ao homem, mas à vida como um todo. e a bioética global chegaram ao limiar de um novo dia, que vai muito além de tudo o quanto eu poderia imaginar e desenvolver [...]. À medida que entramos no terceiro milênio, nos tornamos sempre mais conscientes do dilema levantado pelo exponencial aumento de conhecimento, mas infelizmente sem um crescimento de sabedoria necessário para administrá-lo” (POTTER, 2018bPOTTER, V.R. Transcrição do vídeo do IV Congresso Mundial de Bioética. In: PESSINI, L.; SGANZERLA, A.; ZANELLA, D.C. (Orgs.). Van Rensselaer Potter: um bioeticista original. São Paulo: Loyola, 2018b., p. 250). Vale lembrar que Potter sempre viu a bioética como uma nova disciplina, uma “nova ética médica” que combinaria conhecimento e deliberação, uma abordagem dinâmica de busca contínua dos seres humanos por sabedoria, ou seja, “o conhecimento de como usar o conhecimento para a sobrevivência humana e para o melhoramento da qualidade de vida” (POTTER, 2016, p. 27).

A bioética é, portanto, “a ciência” sobre o uso da ciência. É o supervisor ético da ciência. Sem tal supervisor, a ciência pode escapar do controle humano e tornar-se conhecimento perigoso. A bioética deve, portanto, representar uma nova ética científica que conecte a humildade, a responsabilidade e a capacidade. Uma ciência que tenha como características constitucionais ser interdisciplinar, intercultural e global, e que exalte o significado da humanidade. Objetiva o bem-estar do ser humano no contexto relacional harmonioso com a natureza, pois é parte integrante desta. Nesta perspectiva, a bioética global potteriana busca ser uma espécie de ciência da sobrevivência e garantia de um futuro promissor para toda a humanidade.

Referências bibliográficas

  • JONSEN, A. R. The Birth of Bioethics. Oxford: Oxford University Press, 1998.
  • LEOPOLD, A. A Sand County Almanac and Sketches Here and There. Oxford: Oxford University Press, 1949.
  • POTTER, V. R. Bioética Global: Construindo a partir do Legado de Leopold. Tradução de Cecília Camargo Bartalotti. São Paulo: Loyola, 2018a.
  • POTTER, V. R. Bioética: ponte para o futuro. Tradução de Diego Carlos Zanella. São Paulo: Loyola, 2016.
  • POTTER, V.R. Transcrição do vídeo do IV Congresso Mundial de Bioética. In: PESSINI, L.; SGANZERLA, A.; ZANELLA, D.C. (Orgs.). Van Rensselaer Potter: um bioeticista original. São Paulo: Loyola, 2018b.
  • REICH, W. T. The Word ‘Bioethics’: Its Birth and the Legacies of those who shaped it. Kennedy Institute of Ethics Journal, v. 4, n. 4, p. 319-335, 1994.
  • REICH, W. T. The Word ‘Bioethics’: The Struggle over its Earliest Meanings. Kennedy Institute of Ethics Journal, v. 5, n. 1, p. 19-34, 1995.
  • ZANELLA, D. C. Humanidades e ciência: uma leitura a partir da Bioética de Van Rensselaer (V.R.) Potter. Interface (Botucatu), v. 22, n. 65, p. 473-480, 2018.

  • 4
    . Jonsen (1998), por exemplo, menciona apenas duas vezes o nome de Potter em sua história da bioética. A primeira edição da Encyclopedia of Bioethics, de 1978, elaborada por estudiosos que se dedicavam ao estudo e ensino de bioética na Georgetown University, nem sequer o mencionam.
  • 5
    . Sempre que se aborda a questão dos inicios da bioética, sabemos que, a partir do mundo Europeu, temos já em 1926 Fritz Jahr, na Alemanha, que cunhou pela primeira vez na história o termo “bioética”.
  • 6
    . Bioética ponte, bioética global e bioética profunda constituem os três estágios do pensamento bioético de Potter. Este terceiro estágio representa o planeta Terra como grandes sistemas biológicos interdependentes, em que o centro não corresponderia apenas ao homem, mas à vida como um todo.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    25 Nov 2019
  • Data do Fascículo
    2019

Histórico

  • Recebido
    26 Jul 2018
  • Aceito
    12 Abr 2019
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