Neste artigo buscamos compreender como as identidades de quilombolas de duas comunidades localizadas em Palmas - PR foram (des)(re)construídas. Para tanto, realizamos uma discussão teórica a partir da perspectiva pós-colonial sobre identidade, questionando construções essencialistas presentes na literatura. Como metodologia, adotamos o método de história oral para a coleta de dados e realizamos entrevistas com quilombolas das duas comunidades. De uma perspectiva heterológica, a análise permitiu evidenciar como histórias foram desconstruídas, contestadas e (re)contadas sob a visão dos próprios quilombolas. Em meio à instabilidade territorial e ao racismo estrutural, observamos que há uma (des)(re)construção de suas identidades, que tem como base o resgate da ancestralidade. As práticas ressiginificadas, reproduzidas e (re)vividas para além dos limites territoriais das comunidades evidenciam um hibridismo identitário e o rompimento com a visão essencialista de identidade, contestando, assim, a visão pregada pelo colonialismo.
Palavras-chave:
colonialismo; heterologia; identidades; pós-colonial; quilombolas