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AUTOEFICÁCIA MATERNA PARA O CUIDADO DE RECÉM-NASCIDO PREMATURO E DA MANUTENÇÃO DO ALEITAMENTO

RESUMO

Objetivo:

avaliar a autoeficácia materna para o cuidado de recém-nascido prematuro na unidade de terapia intensiva neonatal e após a alta hospitalar, e relacionar com a duração do aleitamento materno em casa.

Método:

estudo longitudinal que empregou escalas de avaliação da autoeficácia de 38 mães de nascidos prematuros no período de novembro de 2020 a janeiro de 2022 na cidade de Cascavel - PR - Brasil. Dados analisados por estatística descritiva e inferencial.

Resultados:

A autoeficácia materna durante hospitalização mostrou-se elevada, mantendo-se assim na avaliação após alta. A autoeficácia para a prática do aleitamento materno não teve diferenças estatísticas significativas no período da hospitalização (p=0,335) e nem no pós-alta (p=0,640). Contudo, mães com elevada autoeficácia na hospitalização e em casa, mantiveram o aleitamento materno exclusivo por mais tempo.

Conclusão:

Identificar a autoeficácia materna deve ser uma rotina na prática clínica de enfermagem na hospitalização e após a alta, para potencializar a manutenção do aleitamento materno exclusivo.

DESCRITORES:
Aleitamento Materno; Recém-Nascido Prematuro; Autoeficácia; Enfermagem Neonatal; Mães

ABSTRACT

Objective:

to assess maternal self-efficacy for the care of premature newborns in the neonatal intensive care unit and after hospital discharge and relate it to the duration of breastfeeding at home.

Method:

longitudinal study that used self-efficacy assessment scales of 38 mothers of premature newborns in the period from November 2020 to January 2022 in the city of Cascavel - PR - Brazil. Data analyzed by descriptive and inferential statistics.

Results:

Maternal self-efficacy during hospitalization turned out to be high, remaining so in the assessment after discharge. Self-efficacy for breastfeeding had no statistically significant differences during hospitalization (p=0.335) and after discharge (p=0.640). However, mothers with high self-efficacy in hospitalization and at home maintained exclusive breastfeeding longer.

Conclusion:

Identifying maternal self-efficacy should be a routine in nursing clinical practice during hospitalization and after discharge, to enhance the maintenance of exclusive breastfeeding.

DESCRIPTORS:
Breast Feeding; Infant, Premature; Self Efficacy; Neonatal Nursing; Mothers

RESUMEN

Objetivo:

evaluar la autoeficacia materna para el cuidado de recién nacidos prematuros en la unidad de cuidados intensivos neonatales y después del alta hospitalaria, y relacionarla con la duración de la lactancia materna en el hogar.

Método:

estudio longitudinal que empleó escalas de evaluación de autoeficacia de 38 madres de recién nacidos prematuros en el período de noviembre de 2020 a enero de 2022 en la ciudad de Cascavel - PR - Brasil. Los datos fueron analizados por estadística descriptiva e inferencial.

Resultados:

La autoeficacia materna durante la hospitalización mostró ser elevada, y se mantuvo, así, en la evaluación tras el alta. La autoeficacia para la lactancia no presentó diferencias estadísticamente significativas durante la hospitalización (p=0,335) ni tras el alta (p=0,640). Sin embargo, las madres con alta autoeficacia en la hospitalización y en el hogar mantuvieron la lactancia materna exclusiva durante más tiempo.

Conclusión:

Identificar la autoeficacia materna debe ser una rutina en la práctica clínica de la enfermería en la hospitalización y seguimiento post alta, para potencializar el mantenimiento de la lactancia materno exclusivo.

DESCRIPTORES:
Lactancia Materna; Recién Nacido Prematuro; Autoeficacia; Enfermería Neonatal; Madres

HIGHLIGHTS

  1. Avaliar a autoeficácia materna na promoção do aleitamento materno exclusivo.

  2. Baixa autoeficácia materna para o cuidado indica fragilidades em sua confiança.

  3. A avaliação da autoeficácia materna possibilita a promoção do aleitamento materno exclusivo.

HIGHLIGHTS

  1. Avaliar a autoeficácia materna na promoção do aleitamento materno exclusivo.

  2. Baixa autoeficácia materna para o cuidado indica fragilidades em sua confiança.

  3. A avaliação da autoeficácia materna possibilita a promoção do aleitamento materno exclusivo.

INTRODUÇÃO

O Aleitamento Materno Exclusivo (AME) consiste no ato de a criança receber leite materno direto da mama, ordenhado, ou leite humano de outra fonte. Esse ato promove a interação entre mãe e filho, repercutindo no estado nutricional da criança, em sua imunidade, fisiologia, desenvolvimento cognitivo e emocional e em sua saúde a longo prazo. Além disso, repercute também na saúde física e psíquica da mãe 11 Ministério da Saúde. (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2015 [cited in 2022 Mar.19]. 184. Available in: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf.
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.

A fim de promover a saúde da criança, a manutenção do AME é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), juntamente com o Ministério da Saúde do Brasil (MS) até os seis meses, e o aleitamento materno continuado até os dois anos ou mais 11 Ministério da Saúde. (BR). Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: aleitamento materno e alimentação complementar [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2015 [cited in 2022 Mar.19]. 184. Available in: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_aleitamento_materno_cab23.pdf.
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-22 Fundo das Nações Unidas para a Infância. Aleitamento materno [Internet]. [cited in 2022 Mar. 19]. Available in: https://www.unicef.org/brazil/aleitamento-materno.
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.

Quando se trata da manutenção do AME, os recém-nascidos prematuros (RNPT) são um segmento populacional vulnerável, porque os principais motivos evidenciados para o desmame total ou parcial desses bebês são de ordem cultural e educacional das mães 33 Lima APE. Castral TC. Leal LP. Javorski M. Sette GCS. Scochi CGS. et al. Aleitamento materno exclusivo de prematuros e motivos para sua interrupção no primeiro mês pós-alta hospitalar. Rev. Gaúcha Enferm. [Internet]. 2019 [cited in 2022 Mar. 19]. Available in: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2019.20180406.
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, bem como psicológica relacionada à internação do recém-nascido (RN) em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN). Agora, as mães podem evidenciar preocupações, inseguranças, medo, tristeza, desespero e culpa pela hospitalização da criança, dificultando o ato de amamentar 44 Carvalho LS. Pereira CMC. As reações psicológicas dos pais frente à hospitalização do bebê prematuro na UTI neonatal. Rev. SBPH. [Internet]. 2017 [cited in 2022 Mar. 19]. Available in: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582017000200007&lng=pt&nrm=iso.
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Algumas mães apresentam maiores recursos psicológicos de enfrentamento durante a hospitalização do RNPT, enquanto outras se mostram mais fragilizadas. Nestes casos, os aspectos negativos da hospitalização podem levar à formação não saudável da parentalidade e a crenças negativas em relação à sua capacidade de realizar os cuidados com o RNPT44 Carvalho LS. Pereira CMC. As reações psicológicas dos pais frente à hospitalização do bebê prematuro na UTI neonatal. Rev. SBPH. [Internet]. 2017 [cited in 2022 Mar. 19]. Available in: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-08582017000200007&lng=pt&nrm=iso.
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Nesse contexto, cabe à equipe de saúde a avaliação constante da autoeficácia (AE)55 Bandura A. editor. Self-Efficacy. New York: Academic Press; 1994. das mães de RNPT na hospitalização e após a alta hospitalar. Visto que pela utilização de escalas de AE, a enfermagem se fundamenta, para realizar um cuidado humanizado e de qualidade, contribuindo para a promoção do AME e identificando aspectos de baixa AE, permitindo detectar precocemente as fragilidades maternas em sua confiança e capacidade, tanto nos cuidados com o RNPT, quanto com o ato de amamentar 66 Guerra BC de O. Silva LR da. Christoffel MM. Monnerat IC. Silva LJ da. Teixeira SVB. et al. The evaluation of the self-efficacy of nursing mothers in breastfeeding for nursing care. Res.. Soc. Dev. [Internet]. 2021 [cited in 2022 Mar. 19]. Available in: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i1.11908.
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Com base no exposto, objetiva-se avaliar a autoeficácia materna para o cuidado de recém-nascido prematuro na unidade de terapia intensiva neonatal e após a alta hospitalar, e relacionar com a duração do aleitamento materno em casa.

MÉTODO

Estudo quantitativo, longitudinal, desenvolvido em uma UTIN de um hospital-escola do município de Cascavel-PR e no ambulatório de seguimento do RNPT.

A amostra do estudo foi composta primeiramente por mães de RNPT hospitalizados na UTIN em estudo, no período de julho de 2020 a novembro de 2021 e por todas as que retornaram ao ambulatório de seguimento, ou responderam à pesquisa pelo aplicativo Google Forms, no período de novembro de 2020 a janeiro de 2022., da hospitalização do RNPT na UTIN foram elencados: RNPT com idade gestacional (IG) menor que 37 semanas; permanência mínima na UTIN de sete dias; ausência de malformações congênitas graves. E, como critérios de exclusão: mães adolescentes (menores de 18 anos), analfabetas, que não falavam a língua portuguesa ou que apresentassem problemas de saúde mental diagnosticados e registrados nos prontuários dos RNPT ou autorreferido e; RNPT que foi a óbito no período do estudo. No seguimento após a alta hospitalar, mantiveram-se os critérios da etapa hospitalização, acrescentando-se mais alguns critérios de exclusão: mães que não compareceram à consulta agendada no ambulatório; e mães que não retornaram contato feito no envio da escala via aplicativo de mensagem rápida após três tentativas de contato.

A autoeficácia foi avaliada por escalas validadas no Brasil: Percepção de Autoeficácia de Parentalidade Materna - PAEPM77 Tristão RM. Neiva ER. Barnes CR. Adamson-Macedo E. Validation of the scale of perceived self-efficacy of maternal parenting in Brazilian sample. J. Hum. Growth. Dev. [Internet]. 2015 [cited in 2022 Mar. 19]; Available in: http://dx.doi.org/10.7322/jhgd.96759.
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, na UTIN e a Preterm parenting & self-efficacy checklist88 Mendes CQS. Mandetta MA. Tsunemi MH. Balieiro MMFG. Adaptação transcultural do Preterm Parenting & Self-Efficacy Checklist. Rev. Bras. Enferm. [Internet]. 2019 [cited in 2022 Mar. 19];72:(72 suppl 3). Available in: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0658.
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, 30 dias após a alta hospitalar.

O perfil sociodemográfico e clínico compreendeu a idade, escolaridade, estado civil, vínculo empregatício, renda familiar, número de filhos e tipo de parto; data do nascimento, gênero, idade gestacional, peso ao nascer, estatura, perímetro cefálico (PC), APGAR, tempo de hospitalização, alimentação e complicações/queixas/ocorrências com a saúde e cuidado do bebê em casa, para caracterizar a amostra e identificar a prevalência do AME.

A autorização para uso de ambas as escalas se deu por meio de contato via e-mail. A pontuação final das 20 questões avaliadas na PAEMP, varia entre 20 e 80 pontos77 Tristão RM. Neiva ER. Barnes CR. Adamson-Macedo E. Validation of the scale of perceived self-efficacy of maternal parenting in Brazilian sample. J. Hum. Growth. Dev. [Internet]. 2015 [cited in 2022 Mar. 19]; Available in: http://dx.doi.org/10.7322/jhgd.96759.
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. Classificando-se a AE em: baixa autoeficácia (20 a 39 pontos); média autoeficácia (40 a 59 pontos); elevada autoeficácia (60 a 80 pontos).

Os escores da PAEMP na UTIN são categorizados em quatro domínios: tomando cuidado, pontuação de 4 a 8 pontos (baixa autoeficácia); de 9 a 12 pontos (média autoeficácia) e de 13 a 16 pontos (elevada autoeficácia); eliciando o cuidado, a baixa autoeficácia se refere à pontuação de sete a 14; a média autoeficácia de 15 a 21 pontos e a elevada autoeficácia de 22 a 28 pontos; leitura do comportamento, escore entre seis a 12 pontos refere-se a baixa autoeficácia; 13 a 18 pontos a média autoeficácia e elevada autoeficácia de 19 a 24 pontos; crenças situacionais, baixa autoeficácia apresenta de 3 a 6 pontos; na Média autoeficácia varia de sete a nove e na elevada autoeficácia de dez a 12 pontos.

A Preterm parenting & self-efficacy checklist possui pontuação final de 36 e 252 pontos88 Mendes CQS. Mandetta MA. Tsunemi MH. Balieiro MMFG. Adaptação transcultural do Preterm Parenting & Self-Efficacy Checklist. Rev. Bras. Enferm. [Internet]. 2019 [cited in 2022 Mar. 19];72:(72 suppl 3). Available in: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0658.
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. A classificação dos escores da escala no seguimento do primeiro mês ocorreu conforme cada um dos três domínios: autoeficácia parental - baixa autoeficácia (12 a 28 pontos); média autoeficácia (29 a 56 pontos) e Elevada autoeficácia (57 a 84 pontos); importância das tarefas, baixa autoeficácia (12 a 28 pontos); média autoeficácia (29 a 56 pontos) e elevada autoeficácia (57 a 84 pontos); competência parental autopercebida, baixa autoeficácia (12 a 28 pontos); média autoeficácia (29 a 56 pontos) e elevada autoeficácia (57 a 84 pontos). O escore total é a soma de todos os domínios, classificando-se a AE geral como: baixa (36 a 84 pontos); média (85 a 168 pontos); elevada (169 a 252 pontos).

Ressalta-se que houve perda da amostra no seguimento, no qual se observa a inclusão e exclusão das participantes no fluxograma (Figura 1).

Figura 1
Fluxograma de descrição de inclusão e exclusão das mães de RNPT. Cascavel, Paraná, 2021

Para comparar os valores no internamento dos RNPT e os obtidos no seguimento no primeiro mês após a alta da UTIN, transformaram-se os dados em percentis, comparando-os mediante teste não paramétrico de Wilcoxon.

Para avaliar os escores de AE materna em relação aos cuidados com a prática do AM na UTIN e seguimento durante o primeiro mês de vida, os dados foram avaliados quanto aos pressupostos de normalidade (Teste de Shapiro-Wilk) e homoscedasticidade (Teste de Levene), posteriormente analisados pela Análise da Variância Fator Único (Fator: prática do aleitamento; níveis: 1- aleitamento materno exclusivo; 2- aleitamento materno mais água, chá, fórmula ou alimentação complementar e 3- leite de fórmula), seguido do teste Tukey-HSD.

Todas as análises obedeceram ao nível de significância de 0,05 com todos os testes realizados no programa XlStat Versão 2014.

Respeitaram-se os preceitos éticos em pesquisa com seres humanos, sendo este estudo parte do projeto de pesquisa “Repercussões da prematuridade: estresse materno e programação metabólica após a alta hospitalar/estresse e papel materno após uma intervenção educativa”, aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa pelo parecer 1.836.186.

RESULTADOS

Apresentam-se na Tabela 1 as variáveis relativas aos dados sociodemográficos e clínicos das mães de RNPT, tais como: idade materna, escolaridade materna, vínculo empregatício, número de filhos e tipo de parto.

Nesta mesma tabela, também são apresentadas as variáveis em relação aos dados clínicos do RNPT no mesmo período de avaliação, tais como: gênero, peso, estatura, perímetro cefálico (PC) e idade gestacional (IG).

Tabela 1
Caracterização da amostra das mães de RNPT e caracterização dos RNPT arrolados no estudo no período de hospitalização e no seguimento pós-alta hospitalar. Cascavel, Paraná, 2021

Na internação dos RNPT, os valores médios de AE demonstraram uma situação de elevada autoeficácia materna para os domínios da escala PAEMP “tomando cuidado”, “eliciando o cuidado” e “crenças situacionais”, enquanto “leitura do comportamento”, apresentou classificação de média autoeficácia materna (Tabela 2). No seguimento pós-alta dos RNPT, observou-se valores médios calculados para o domínio Autoeficácia parental de 71 ± 9; sendo 77 ± 6 para o domínio Importância das tarefas e de 69 ± 8 para Competência parental autopercebida, indicando situação de elevada autoeficácia materna (Tabela 2).

Tabela 2
Escores por domínios da escala de autoeficácia durante a hospitalização dos recém-nascidos prematuros e durante o seguimento pós- alta hospitalar. Cascavel, Paraná, 2021

Comparando-se os percentis totais dos diferentes períodos (hospitalização e seguimento pós-alta), houve uma percepção significativa da autoeficácia para as mães durante o seguimento, quando comparado ao período de internação dos RNPT (V = 617,00; p = 0,0004) (Figura 2).

Figura 2
Relação entre os valores dos percentis totais dos períodos de permanência na UTI neonatal e do seguimento pós-alta. Cascavel, Paraná, 2021

Para se correlacionar os escores de autoeficácia materna para o cuidado com o tipo de aleitamento (1- aleitamento materno exclusivo; 2- aleitamento materno mais água, chá, fórmula ou alimentação complementar e 3- leite de fórmula), os referidos escores foram avaliados conforme as práticas de aleitamento, no período de hospitalização na UTIN e no seguimento pós-alta dos RNPT (Quadro 1).

Verificou-se que não houve diferenças estatísticas significativas no período da hospitalização na UTIN (F2, 37 = 1,13; p = 0,335; quadro 1), e nem no período de pós-alta, no seguimento (F2, 37 = 0,452; p = 0,640; quadro 1).

Quadro 1
Escores totais da escala de autoeficácia segundo a classificação de prática de aleitamento materno no período da hospitalização e no seguimento pós-alta. Cascavel, Paraná, 2021

Apesar de não haver diferença estatística significativa entre os grupos (F2, 43 = 0,539; p = 0,588), ressalta-se que mães que realizaram AME, apresentaram a menor diferença de seus escores entre os dois períodos de avaliação (Figura 3).

Figura 3
Percentis do escore de AE nos períodos de permanência na UTI neonatal e do seguimento pós-alta entre mães, classificadas conforme a prática de aleitamento materno. Cascavel, Paraná, 2021

DISCUSSÃO

A autoeficácia parental tornou-se de particular interesse em estudos sobre a transição para a paternidade porque está associada a uma variedade de resultados para pais e filhos, incluindo competência e afeto parental e funcionamento socioemocional e comportamental da criança. Em nosso estudo, o foco foi para a AE materna para o cuidado, a qual contribui para a formação da autoeficácia parental. Constatou-se que durante a internação na UTIN, as mães dos RNPT demonstraram situação de elevada AE. Exceto no domínio “leitura do comportamento”, que apresentou classificação de média autoeficácia materna, o que pode ser explicado pela dificuldade em reconhecer o que o filho está demonstrando. Por este motivo, é importante que mediante a avaliação inicial da AE para os cuidados com o RNPT, o profissional de saúde reconheça altas e baixas pontuações, atentando-se principalmente às percepções negativas da mãe quanto a esses cuidados. A partir dessa avaliação faz-se necessário empregar estratégias para contribuir com o aumento da AE materna para o cuidado do RNPT, sendo a intervenção educacional-comportamental uma dessas ferramentas, fortalecendo a crença das mães em si mesmas e o conhecimento sobre seus recém-nascidos e, consequentemente, eleva sua capacidade de cuidar e de interagir com o filho99 Askary Kachoosangy R. Shafaroodi N. Heidarzadeh M. Qorbani M. Bordbbr A. Hejazi Shirmard M. et al. Increasing Mothers’ Confidence and Ability by Creating Opportunities for Parent Empowerment (COPE): a randomized. controlled trial. Iran J Child Neurol. [Internet]. 2020 [cited in 2023 Feb. 07];14(1):77-83. Available in: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6956963/pdf/jcn-14-077.pdf.
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Observou-se que, para os três domínios analisados na escala de AE durante o seguimento pós-alta dos RNPT, as mães demonstraram uma situação de elevada autoeficácia, o que se refere à alta confiança em si em prover os cuidados com os filhos em casa. Elevada AE é preditivo de bem-estar psicológico materno positivo aos três meses após a alta, bem como de redução na complexidade médica do bebê foi associada ao maior bem-estar psicológico materno.1010 Vance AJ. Pan W. Malcolm WH. Brandon DH. Development of parenting self-efficacy in mothers of high-risk infants. Early Hum Dev. [Internet]. 2020 [cited in 2023 Feb. 8]. 14:104946. Available in: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC7249225/.
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Nesse contexto, a literatura científica99 Askary Kachoosangy R. Shafaroodi N. Heidarzadeh M. Qorbani M. Bordbbr A. Hejazi Shirmard M. et al. Increasing Mothers’ Confidence and Ability by Creating Opportunities for Parent Empowerment (COPE): a randomized. controlled trial. Iran J Child Neurol. [Internet]. 2020 [cited in 2023 Feb. 07];14(1):77-83. Available in: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC6956963/pdf/jcn-14-077.pdf.
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,1111 Nurlaila ESH. Sri H. Kusuma MTPL. Interventions to reduce parental stress and increase readiness of parents with preterm infants in the neonatal intensive care unit: a scoping review. Journal of Neonatal Nursing. [internet]. 2022 [cited in 8 fev. 2023]. Available in: https://doi.org/10.1016/j.jnn.2022.12.002.
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sustenta a importância e a necessidade de aumentar a autoeficácia dos pais, pois o grau de autoeficácia é efetivo na qualidade dos cuidados prestados, bem como o seu grau de satisfação com a experiência parental88 Mendes CQS. Mandetta MA. Tsunemi MH. Balieiro MMFG. Adaptação transcultural do Preterm Parenting & Self-Efficacy Checklist. Rev. Bras. Enferm. [Internet]. 2019 [cited in 2022 Mar. 19];72:(72 suppl 3). Available in: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2018-0658.
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. Ademais, a competência percebida no papel parental está diretamente associada aos comportamentos emocionais e parentais, à qualidade dos cuidados com o recém-nascido e aos resultados futuros do desenvolvimento do bebê1212 Viera CS. Rover MS. Rocha LC. Repercussions of parental self-efficacy on preterm infants’ growth after hospital discharge: A systematic review. Ann Pediatr Child Health. [Internet]. 2022 [cited in 2023 Feb. 7]. Available in: https://www.jscimedcentral.com/public/assets/articles/pediatrics-10-1287.pdf.
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.

Ao ser comparado os escores totais de AE na hospitalização e no seguimento pós-alta, houve maior percepção da AE para as mães durante o seguimento. O que pode ser explicado pelo fato de as mães sentirem-se com mais liberdade e conforto quando estão em domicílio, sendo esta uma fase mais agradável de ser vivenciada do que o período de hospitalização, além de se sentirem mais capazes de atender às demandas e necessidades dos filhos neste ambiente1313 Walt CMRF. Duarte ED. O aleitamento materno de recém-nascidos prematuros após a alta hospitalar. RECOM. [Internet]. 2017 [cited in 2022 Mar. 24]. Available in: http://www.seer.ufsj.edu.br/index.php/recom/article/view/1689/1782.
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.

Ao se estabelecer a relação entre AE e aleitamento materno, observou-se que, dentre a totalidade das mães avaliadas no seguimento pós-alta, o aleitamento materno exclusivo teve menor frequência com relação ao aleitamento materno complementado e o misto, sendo que este último correspondeu a quase 50% da amostra. Os achados deste estudo diferem do encontrado no sudeste do Brasil, no qual o AME entre RNPT era de 31,0% e o artificial, de 11,9%1414 Balaminut T. Sousa MI de. Gomes ALM. Christoffel MM. Leite AM. Scochi CGS. Aleitamento materno em prematuros egressos de hospitais amigos da criança do sudeste brasileiro. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2018 [cited in 2022 Mar. 24]. Available in: https://doi.org/10.5216/ree.v20.50963.
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. Os RNPT se encontram mais vulneráveis ao desmame precoce, o que decorre das dificuldades em iniciar o aleitamento materno durante a internação devido a fatores como tempo prolongado de internação, grau de prematuridade, extremo baixo peso, gestações gemelares, ventilação mecânica invasiva, imaturidade da capacidade de sucção, entre outras1515 Luz LS. Minamisava R. Scochi CGS. Salge AKM. Ribeiro LM. Castral TC. Fatores preditivos da interrupção de aleitamento materno exclusivo em prematuros: coorte prospectiva. Rev. Bras. Enf. [Internet]. 2018 [cited in 2022 Mar. 24];71;v:71;a6. Available in: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2017-0762.
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Ante essa vulnerabilidade inerente à prematuridade, a equipe da UTIN deve empregar estratégias que identifiquem as mães em maior risco de desmame precoce, quais sejam aquelas com maior nível de ansiedade e estresse, as que apresentam produção diminuída de leite pela falta da estimulação, as que precisam retornar ao trabalho1616 Monteiro JRS. Dutra TA. Tenório MCS. Silva DAV. Mello CS. Oliveira ACM. Fatores associados à interrupção precoce do aleitamento materno exclusivo em prematuros. Arq. Catarin. Med. [Internet]. 2020 [cited in 2022 Mar. 24]. Available in: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2020/05/1096071/643-2404-2-rv-ok.pdf.
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, e os fatores culturais e educacionais33 Lima APE. Castral TC. Leal LP. Javorski M. Sette GCS. Scochi CGS. et al. Aleitamento materno exclusivo de prematuros e motivos para sua interrupção no primeiro mês pós-alta hospitalar. Rev. Gaúcha Enferm. [Internet]. 2019 [cited in 2022 Mar. 19]. Available in: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2019.20180406.
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. Assim como, aquelas mães com menor escore de AE para o aleitamento materno, bem como menor escore de AE para o cuidado, visto que ao identificar os itens de baixa AE é possível reconhecer precocemente as fragilidades maternas em sua confiança e capacidade tanto nos cuidados quanto para a amamentação do RNPT66 Guerra BC de O. Silva LR da. Christoffel MM. Monnerat IC. Silva LJ da. Teixeira SVB. et al. The evaluation of the self-efficacy of nursing mothers in breastfeeding for nursing care. Res.. Soc. Dev. [Internet]. 2021 [cited in 2022 Mar. 19]. Available in: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i1.11908.
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Ao se comparar os escores de AE materno relacionados à prática do aleitamento materno, verificou-se que não houve diferenças estatísticas significativas no período da hospitalização na UTIN e nem no período de pós-alta durante o seguimento. Todavia, sabe-se que os RNPT são um grupo populacional vulnerável em relação à manutenção do AME como mencionado anteriormente, reforçando a necessidade de auxílio e orientações dos profissionais de saúde para as mães, em relação ao processo de amamentação e produção láctea33 Lima APE. Castral TC. Leal LP. Javorski M. Sette GCS. Scochi CGS. et al. Aleitamento materno exclusivo de prematuros e motivos para sua interrupção no primeiro mês pós-alta hospitalar. Rev. Gaúcha Enferm. [Internet]. 2019 [cited in 2022 Mar. 19]. Available in: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2019.20180406.
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Entretanto, ressalta-se que apesar de não haver diferença estatística significativa entre os grupos, as mães que realizaram o AME apresentaram a menor diferença de seus escores entre os dois períodos de avaliação. Portanto, partindo-se da concepção de que AE é a crença que o indivíduo tem sobre a capacidade para realizar uma atividade de forma que obtenha sucesso e desse modo, essa percepção pode afetar diretamente suas escolhas e seu desempenho ao realizar determinada atividade55 Bandura A. editor. Self-Efficacy. New York: Academic Press; 1994., cabe à equipe de saúde a avaliação constante da AE possibilitando a enfermagem um cuidado direcionado e de qualidade, promovendo o AME e detectando precocemente possíveis fragilidades maternas em sua confiança e capacidade de amamentar66 Guerra BC de O. Silva LR da. Christoffel MM. Monnerat IC. Silva LJ da. Teixeira SVB. et al. The evaluation of the self-efficacy of nursing mothers in breastfeeding for nursing care. Res.. Soc. Dev. [Internet]. 2021 [cited in 2022 Mar. 19]. Available in: https://doi.org/10.33448/rsd-v10i1.11908.
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Ainda, por meio das observações de situações de sucesso (experiências vicárias) parecidas com a sua, as mães podem aumentar a crença de que possuem capacidade e habilidades para realizar a mesma atividade que o outro de forma bem sucedida55 Bandura A. editor. Self-Efficacy. New York: Academic Press; 1994.. Para tanto, os profissionais de saúde devem desempenhar papel vital no aumento da autoeficácia parental das mães durante a gravidez, 1717 Paul P. Pais M. Kamath S. Pai MV. Lewis L. Bhat R. Perceived maternal parenting self-efficacy and parent coping among mothers of preterm infants - a cross-sectional survey. MJMS. [Internet]. 2018 [cited in 2023 Feb. 8; 3(1): 24-27. Available in: https://ejournal.manipal.edu/MJMS/docs/Vol3_Issue1/6-CC%20Original%20Article_2.pdfhttps://ejournal.manipal.edu/MJMS/docs/Vol3_Issue1/6-CC%20Original%20Article_2.pdf.
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assim como após o nascimento. Nos casos de hospitalizações em UTIN, devem estimular a AE nos grupos de pais de RNPT e nas reconsultas após a alta da unidade, pois essa pode ser uma estratégia para a troca de experiências das mães sobre o AM e sejam estimuladas pela experiência vicária na manutenção do AME após a alta hospitalar. Novas tecnologias, como aplicativos para smartphones, podem ser promissoras para apoiar os pais em situações difíceis e estressantes, como nos pais de RNPT, no qual estudo demonstrou que o emprego do app chamado NICU2HOME18 identificou que o uso do app contribuiu para maior autoeficácia parental na UTIN e isso continuou após a alta para casa.

A persuasão social é fonte de contribuição para a autoeficácia, pois, quando há reforço verbal de que o indivíduo possui a capacidade para realizar determinada atividade, ele se sente mais motivado e empoderado, concentrando esforços para uma atividade exitosa. Ademais, o estado emocional e somático também pode intensificar o desempenho em uma atividade, proporcionando, ou não proporcionando, fortalecimento na crença do indivíduo em suas próprias capacidades55 Bandura A. editor. Self-Efficacy. New York: Academic Press; 1994.. Assim, a comunidade, bem como a família e todos que estão à volta da mãe em processo de aleitamento materno devem reforçar positiva e verbalmente, para se empoderarem em suas habilidades e capacidades para manutenção do AME.

Destacam-se como potencialidades deste estudo, a aplicabilidade clínica das escalas empregadas para avaliação da AE materna para o cuidado, tanto no período da hospitalização como após a alta, ambas validadas para o português do Brasil. O emprego de ferramentas validades pode auxiliar o enfermeiro em seu diagnóstico clínico na prática, assistencial, possibilitando evidências ancoradas cientificamente para planejar o cuidado. Assim como, reconhecer a AE positiva como fator protetor para um cuidado adequado ao RNPT pode melhorar a confiança materna em sua habilidade para amamentar, constituindo conhecimento relevante para a enfermagem neonatal auxiliar a mãe na manutenção do AME após a alta da UTIN.

As implicações clínicas incluem direcionar a autoeficácia em programas e intervenções de apoio perinatal para mitigar os sintomas de saúde mental durante a transição para a paternidade, em especial entre mães e pais de RNPT.

O estudo, contudo, apresenta limitações relativas ao número de participantes da amostra, visto se tratar de estudo longitudinal, o qual tem como uma de suas desvantagens a perda da amostra ao longo do seguimento. Assim, não foi possível manter, no seguimento após a alta da UTIN, o total de mães e RNPT arrolados na primeira avaliação na hospitalização. Fato que pode ser decorrente do momento pandêmico vivenciado à época do estudo que impediu o maior comparecimento das mães nas consultas de seguimento. Portanto, sugere-se o desenvolvimento de estudo com a mesma população, porém, com ampliação do tempo para se obter uma amostra maior e reavaliar os resultados, pois a não significância estatística observada na relação entre o AME e os escores de AE pode ser decorrente do tamanho amostral.

CONCLUSÃO

Ao comparar os escores de autoeficácia materna em relação à prática do aleitamento materno, não houve diferenças estatísticas significativas no período da hospitalização na UTIN, e nem no período de pós-alta no seguimento, o que pode estar relacionado aos elevados escores, na maioria dos domínios das duas escalas, em ambos os momentos. Este estudo contribuiu para a área de enfermagem em neonatologia com resultados relevantes que correlacionaram a AE materna com as práticas de aleitamento materno de RNPT durante a hospitalização e após a alta, fornecendo subsídios para auxiliar os profissionais enfermeiros na construção de estratégias em âmbito hospitalar e de atenção primária, para o empoderamento de mães de RNPT, possibilitando resiliência, superação de obstáculos e dificuldades encontradas no processo de cuidado com o RNPT e de amamentação. Além de proporcionar orientações e confiança à mãe, a fim de facilitar a continuidade do AME até o sexto mês de vida da criança, bem como da amamentação continuada, reduzindo a morbimortalidade materno-infantil.

Estudos relacionados à autoeficácia materna são recentes no Brasil, dificultando a possibilidade de comparação com pesquisas individualizadas e que descrevem a autoeficácia materna conforme as escalas aplicadas neste estudo. Portanto, fazem-se indispensáveis estudos mais específicos sobre o tema.

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Editora associada:

Dra. Claudia Palombo

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    25 Set 2023
  • Data do Fascículo
    2023

Histórico

  • Recebido
    18 Ago 2022
  • Aceito
    10 Fev 2023
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