RESUMO
O objetivo deste estudo foi desenvolver e validar material educativo sobre prevenção e manejo de incapacidades prevalentes em mulheres tratadas de câncer de colo de útero (CCU). Foi realizado estudo metodológico que elaborou material educativo por meio de revisão da literatura pautada na identificação, na prevenção e no manejo das incapacidades mais prevalentes em mulheres tratadas de CCU. Especialistas em Fisioterapia, Pedagogia e Publicidade elaboraram o conteúdo utilizando linguagem e ilustrações focadas na pertinência e na clareza de conteúdo. A validação foi realizada por um painel de especialistas em Saúde da Mulher e/ou Oncologia, que responderam perguntas referentes à pertinência das incapacidades identificadas e das informações oferecidas, assim como a clareza da linguagem e das ilustrações. Foram considerados índice de validação de conteúdo (IVC) e índice de concordância (IC) ≥80%. Dez fisioterapeutas, três especialistas em Saúde da Mulher e sete em Oncologia compuseram o painel de especialistas. Foram obtidos IVC e IC>89% na versão final, que incluiu estratégias para prevenção e manejo das seguintes incapacidades: dores pélvica e lombar, linfedema de MMII, incontinência urinária e anal, constipação funcional e disfunção sexual. O material educativo foi desenvolvido e validado quanto à pertinência e à clareza do conteúdo, com sucesso. Seu uso poderá favorecer o autocuidado de mulheres tratadas por CCU por meio da prevenção e do manejo das incapacidades mais prevalentes. Além disso, poderá contribuir para uma equipe interprofissional consciente e preparada para educar mulheres tratadas por CCU, atuando como facilitadores da funcionalidade dessa população.
Descritores:
Educação em Saúde; Autocuidado; Estudo de Validação; Neoplasias do Colo de Útero; Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde
ABSTRACT
This study aimed to develop and validate educational materials focused on the prevention and management of prevalent disabilities in women treated for cervical cancer (CC). A methodological study was conducted to create and validate both printed and digital materials. A comprehensive literature review was performed to identify the most common treatment-related disabilities and to establish prevention and management strategies. Content development was carried out collaboratively by experts in Physical Therapy, Education, and Advertising, with emphasis on clarity and relevance of the information. Validation was conducted by a panel of Women’s Health and/or Oncology experts who evaluated content relevance, as well as the clarity of language and illustrations. Acceptable scores for the Content Validation Index (CVI) and Agreement Index (AI) were set at ≥80%. Ten physical therapists, three Women’s Health specialists, and seven Oncology specialists evaluated the final version of the educational materials. The final version achieved CVI and AI scores exceeding 89% across all sections. The materials addressed strategies for the prevention and management of pelvic and low back pain, lower-limb lymphedema, urinary and fecal incontinence, functional constipation, and sexual dysfunction. The educational materials were successfully validated for relevance and clarity. Their use may empower women treated for CC by promoting self-care and preventing treatment-related disabilities. Additionally, these materials may support interprofessional teams in delivering coordinated, function-oriented care for this population.
Keywords:
Self-care; Uterine Cervical Neoplasm; Health Education; International Classification of Functioning, Disability, and Health; Validation Study
RESUMEN
El objetivo de este estudio fue desarrollar y validar un material educativo sobre la prevención y el manejo de discapacidades prevalentes en mujeres tratadas por cáncer de cuello uterino (CC). Se realizó un estudio metodológico que creó material educativo a partir de una revisión de literatura basada en la identificación, prevención y manejo de las discapacidades más prevalentes en mujeres atendidas por CC; Especialistas en Fisioterapia, Pedagogía y Publicidad crearon el contenido utilizando lenguaje e ilustraciones enfocadas en la relevancia y claridad del contenido. La validación fue realizada por un panel de expertos en Salud de la Mujer y/u Oncología, quienes respondieron preguntas sobre la relevancia de las discapacidades identificadas y la información ofrecida, así como la claridad del lenguaje y las ilustraciones. Se consideraron el índice de validación de contenido (IVC) e índice de concordancia (IC) ≥ 80%. Diez fisioterapeutas, tres especialistas en Salud de la Mujer y siete en Oncología, integraron el panel de expertos. En la versión final se obtuvo IVC e IC > 89%, que incluyó estrategias para prevenir y manejar las siguientes discapacidades: dolor pélvico y lumbar, linfedema de miembros inferiores, incontinencia urinaria y anal, estreñimiento funcional y disfunción sexual. El material educativo fue desarrollado y validado exitosamente en cuanto a la relevancia y claridad del contenido. Su uso puede promover el autocuidado en mujeres tratadas por CC mediante la prevención y el manejo de las discapacidades más prevalentes. Además, podrá contribuir a un equipo interprofesional sensibilizado y preparado para educar a las mujeres atendidas por CC, actuando como facilitadores de la funcionalidad de esta población.
Palabras clave:
Educación para la Salud; Autocuidado; Estudio de Validación; Neoplasias del Cuello Uterino; Clasificación Internacional del Funcionamiento, La Discapacidad y la Salud
INTRODUÇÃO
O câncer de colo de útero (CCU) atingiu aproximadamente 6,5% da população feminina mundial no ano de 20201. A estimativa de sobrevida em 5 anos é de 92% nos casos com estadiamento inicial2. O tratamento do CCU pode envolver cirurgia, radioterapia (tele ou braquiterapia) e quimioterapia, os quais estão associados a diversos efeitos negativos em longo prazo, afetando esferas biológicas, psicológicas e sociais3-5. Compreender as interações entre o CCU, seu tratamento e suas consequências funcionais, considerando a saúde dessas mulheres sob perspectiva mais ampla, poderá contribuir para a elaboração e a implementação de programas de apoio abrangentes, adaptados às diversas necessidades4, uma vez que a ausência do câncer não garante necessariamente qualidade de vida para as sobreviventes.
A interação entre a condição de saúde, como o CCU, e fatores ambientais e pessoais, afeta as estruturas e funções do corpo, o que pode limitar atividades diárias e ocupacionais6. Esses fatores também podem atuar como barreiras ou facilitadores da relação entre saúde e funcionalidade ou, por outro lado, incapacidade. Mulheres sobreviventes de CCU, frequentemente em idade produtiva (35 a 50 anos), podem evoluir com deficiências circulatórias (linfedemas), neuromusculares (neuropatias periféricas, dores pélvicas e lombares), miccional (incontinência urinária), defecatória (incontinência fecal) e sexuais (dispareunia, ressecamento vaginal e estenose)2,3, que afetam suas atividades diárias e ocupacionais, podendo levar à dependência financeira, impactando negativamente sua qualidade de vida6,7.
As incapacidades mais prevalentes nas mulheres tratadas por CCU parecem ser passíveis de abordagem fisioterapêutica, mesmo antes do início dos sintomas, de forma preventiva. Escassos estudos relacionados à atuação fisioterapêutica na assistência a mulheres tratadas por CCU8,9 têm mostrado eficácia e sugerem que fisioterapeutas participem da equipe interdisciplinar. No entanto, tais estudos abordam a atuação quando as incapacidades já estão instaladas. Além disso, citam diversas barreiras na continuidade da assistência a essas mulheres, principalmente referentes à acessibilidade e comunicação entre os diferentes profissionais e níveis de atenção à saúde10,11. É necessário, assim, que os profissionais de saúde planejem e desenvolvam programas educacionais para informar adequadamente os pacientes sobre suas necessidades de aprendizagem.
A educação em saúde é fundamental para promover o autoconhecimento e capacitar as mulheres a assumirem a responsabilidade por sua saúde. Ela também facilita a tomada de decisões, a participação, o controle social e a atuação sobre os fatores que afetam a saúde e a qualidade de vida12,13. No caso de mulheres tratadas por CCU, a educação em saúde auxilia na prevenção e na identificação precoce de possíveis incapacidades decorrentes do tratamento cirúrgico e adjuvante11. O autocuidado permite entender as consequências físicas, psicossociais e mudanças no estilo de vida decorrentes do tratamento10. Orientações da equipe de saúde e materiais educativos adaptados são essenciais para promover atitudes saudáveis e a adesão a práticas preventivas11. Estudos sugerem a implementação de abordagens culturais e abrangentes no cuidado com essas mulheres4,11.
Diante disso, o objetivo deste estudo foi desenvolver e validar o material educativo (cartilha e vídeo) para mulheres tratadas por CCU, com orientações referentes ao autocuidado para prevenção, identificação e manejo de incapacidades decorrentes do tratamento para essa neoplasia.
METODOLOGIA
Estudo metodológico realizado entre agosto de 2020 e dezembro de 2022, seguindo três etapas: (1) planejamento, (2) elaboração e (3) validação14.
Na fase de planejamento, identificaram-se as incapacidades mais prevalentes em mulheres tratadas de CCU por meio de revisão de literatura e de análise de dados sobre a ocorrência de incapacidades na população-alvo15. A revisão de literatura foi realizada nas bases PubMed, LILACS, Web of Science e Scopus, utilizando termos MeSH. Foram incluídos ensaios clínicos e estudos observacionais publicados entre 2001 e 2022, data de corte relacionada à publicação da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF) no Brasil6.
Os dados referentes às incapacidades mais frequentes apresentadas por mulheres tratadas por CCU no Ambulatório de Ginecologia Oncológica do Instituto Jenny de Andrade Faria, Hospital das Clínicas/Universidade Federal de Minas Gerais (HC/UFMG), são parte da tese de doutorado da primeira autora deste artigo, intitulada “Incapacidades em mulheres submetidas a tratamento de câncer de colo uterino aliadas a estratégias de educação em saúde”15. Foram empregados os questionários ICIQ-SF para avaliar presença e gravidade da incontinência urinária, Escala de WEXNER para incontinência anal, critérios de ROMA III para constipação intestinal, questionário de ROLLAND MORRIS para dor lombar, MILLER para linfedema e EORTC ‒ CX24 para disfunções sexuais e estenose vaginal.
Com base nas informações do planejamento, o material foi desenvolvido por um painel de especialistas composto da equipe interdisciplinar do Ambulatório de Ginecologia Oncológica do Instituto Jenny de Andrade Faria (HC/UFMG), constituída por um fisioterapeuta, dois ginecologistas, um oncologista, um radioterapeuta e uma enfermeira, com as seguintes seções: (1) Orientações musculares; (2) Orientações circulatórias; (3) Hábitos miccionais; (4) Hábitos defecatórios; e (5) Orientações sexuais e de higiene íntima. A equipe interprofissional do Centro de Apoio à Educação a Distância da Universidade Federal de Minas Gerais (CAED UFMG), com profissionais de Pedagogia e Publicidade, estruturou o material com linguagem acessível e frases curtas, e o diagramou de forma atrativa, destacando os principais tópicos para facilitar a assimilação das informações.
A seleção dos 15 fisioterapeutas para a fase de validação seguiu os seguintes critérios: especialistas em Fisioterapia em Oncologia e/ou Saúde da Mulher pelo Conselho Brasileiro de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), atuantes na área, com experiência clínica e de pesquisa na área, e publicação comprovada por meio do currículo Lattes. Esses foram convidados, por e-mail, para validar o material educativo. Os participantes receberam, por meio digital, o termo de consentimento livre e esclarecido (TCLE), a cartilha, o roteiro do vídeo e um formulário de avaliação no Google Forms composto de 15 perguntas objetivas, sendo três para cada seção (Material Suplementar 1). Foram avaliados os critérios: (1) pertinência das incapacidades abordadas, verificando se eram as mais prevalentes ou impactantes na funcionalidade e qualidade de vida das mulheres tratadas por CCU; (2) clareza da linguagem, avaliando a facilidade de compreensão e adequação ao público-alvo; (3) clareza das ilustrações em relação às orientações. Ao final de cada seção, foi disponibilizado um espaço para críticas e sugestões16.
As respostas seguiram uma escala Likert, com respectivas pontuações: discordo totalmente (-2), discordo (-1), indiferente (0), concordo (+1) e concordo totalmente (+2). Os dados foram tabulados no Microsoft Excel. Para cálculo do Índice de Validação de Conteúdo (IVC) foi dividido o número de respostas +1 e +2 pelo número de juízes. IVC≥0,8 e concordância ≥80% foram considerados adequados17. Itens com pontuações negativas ou neutras foram revisados e modificados conforme sugestões e base científica. Sugestões em respostas positivas também foram analisadas16. Após correções, o material foi formatado para a versão final (Figura 1).
RESULTADOS
As três fases previstas foram integralmente cumpridas. A revisão da literatura incluiu 15 estudos com 2.440 mulheres com idade média de 47,7±6,0 anos, tratadas por CCU por meio de cirurgia, radioterapia (braquiterapia e/ou teleterapia) e quimioterapia. As disfunções coloproctológicas mais comuns foram constipação e incontinência por flatos17-19. Após a quimiorradiação, foi observada uma prevalência de fístula anal (99%)20, seguida de incontinência anal (79%)21 e diarreia (55%)17. Entre as disfunções miccionais, o aumento da frequência urinária foi observado em 37% das mulheres, a incontinência urinária de esforço a mais prevalente17,22. Outras disfunções citadas foram retenção urinária e dor ao urinar17,22. Em relação às disfunções sexuais, a satisfação sexual foi o desfecho mais investigado7,19,23-26, com sintomas de redução do desejo (39%), do orgasmo (12%) e da lubrificação e dor durante a relação15,23-26. As disfunções neuromusculoesqueléticas documentadas foram a limitação para realizar atividades diárias24-27 e ocorrência de neuropatias periféricas24,27. O linfedema foi registrado em quatro estudos7,24,26,27.
Baseando-se nesses dados, o painel de especialistas desenvolveu o material educativo em formato de perguntas e respostas. A equipe de Pedagogia e Publicidade cuidou da diagramação, da uniformização das ilustrações e da adequação da linguagem para o público-alvo e adicionou explicações sobre as incapacidades selecionadas.
Dos 15 juízes convidados, 10 participaram do processo de validação do material. A concordância foi de 100% para a relevância das incapacidades nas seções de orientações sobre hábitos miccionais e defecatórios, e de 89% nas demais seções. Na seção de orientação sexual e higiene íntima, 89% concordaram que as ilustrações eram claras, enquanto as outras seções obtiveram 100%. A clareza da linguagem teve 100% de concordância na maioria das seções, exceto na de hábitos sexuais e higiene íntima (89%). O Índice de Validação de Conteúdo (IVC) variou de 0,89 a 1, com os maiores escores para clareza de linguagem (Tabela 1).
Apesar do IVC adequado, algumas sugestões dos juízes foram incorporadas à versão final do material, como inclusão de fatores de risco e seus mecanismos de lesão relacionados às incapacidades, e incapacidades (estenose vaginal e disfunção sexual). As modificações no roteiro do vídeo refletiram as mudanças na cartilha. A versão final inclui uma cartilha digital de 20 páginas (Figura 2) e um vídeo de 7 minutos e 45 segundos (https://youtu.be/zAyepmTT_J4).
DISCUSSÃO
O material educativo foi baseado na literatura e na experiência de profissionais que tratam mulheres com CCU, abordando a prevenção, a identificação e o manejo das incapacidades prevalentes nessa população. A validação do material apresentou altas taxas de concordância e índice de validação de conteúdo, indicando que ele é adequado para fornecer orientações relevantes ao público-alvo. A continuidade da assistência para mulheres tratadas por CCU é considerada inadequada devido a falhas de comunicação entre níveis de atenção à saúde e ao acesso limitado a serviços especializados, o que contribui para o surgimento ou o agravamento de incapacidades e redução da qualidade de vida20. A produção de materiais educativos para a população-alvo e para a equipe interdisciplinar pode reduzir barreiras na assistência à saúde, melhorando o acesso e a comunicação entre pacientes e profissionais nos diferentes níveis de atenção à saúde10,11.
Os estudos revisados indicam deficiências em diversos sistemas fisiológicos, especialmente no assoalho pélvico, devido ao impacto da doença e do tratamento3. Disfunções nos sistemas genitourinário, digestório, circulatório e musculoesquelético, particularmente na região lombopélvica, são as mais prevalentes28. Além de abordar as deficiências, deve ser considerado o seu impacto nas atividades diárias e na participação social, com foco na melhoria da qualidade de vida por meio de ações assistenciais integradas7,11. O modelo biopsicossocial de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde, que apoia a Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde6 (CIF), tem aplicabilidade interdisciplinar, complementando a Classificação Internacional de Doenças (CID) e embasando o modelo de integralidade. O material educativo deste estudo baseia-se nesse modelo, oferecendo informações abrangentes sobre a saúde das mulheres tratadas por CCU.
O trabalho colaborativo da equipe interdisciplinar com diferentes áreas do conhecimento enriqueceu o material didático ao oferecer informações válidas29, facilitando a comunicação com as pacientes e tornando o material mais dinâmico30. O profissional da pedagogia propôs uma linguagem acessível e livre de jargões, enquanto as ilustrações desenvolvidas pelo profissional da publicidade tornou o material mais atrativo, que contribui para melhorar a compreensão de conteúdos específicos. Embora não exista um método educativo universalmente mais eficaz, oferecer diferentes formatos de informação atende às preferências individuais, facilitando a absorção do conteúdo30. Diante disso, foi criado um vídeo educativo com o mesmo conteúdo da cartilha digital.
Para captar perspectivas biopsicossociais das mulheres tratadas por CCU nas diferentes regiões do Brasil, a validação do material buscou abranger um painel de juízes composto de fisioterapeutas de diversas regiões do país. A análise quantitativa revelou alto índice de concordância e validação de conteúdo (IVC), em relação à relevância das incapacidades selecionadas, as ilustrações e a clareza da comunicação, que facilitam a compreensão por pessoas com diferentes níveis de escolaridade. Esses achados destacam sua aplicabilidade como ferramenta de autocuidado e para a prevenção de incapacidades, minimizando complicações e efeitos adversos do tratamento.
IMPLICAÇÕES PARA A PRÁTICA E A PESQUISA
Com base no conhecimento sobre potenciais incapacidades decorrentes do tratamento para CCU, espera-se que as mulheres sejam incentivadas a praticar o autocuidado e a adotar hábitos de vida que promovam a prevenção ou o manejo adequado dessas condições, assim como o material recomenda buscar ajuda profissional especializada.
LIMITAÇÕES DO ESTUDO
O material educativo desenvolvido neste estudo não foi validado pelo público-alvo. No entanto, para desenvolver um tratamento eficaz e de adesão a longo prazo, é crucial compreender expectativas, experiências, aceitação, compatibilidade com o estilo de vida e percepções dos pacientes. Dessa forma, novos estudos devem ser realizados para sanar essa limitação e avaliar a compreensão e a adesão às orientações por mulheres tratadas por CCU, para que o material educativo se torne um instrumento eficaz na abordagem interdisciplinar.
CONCLUSÃO
O material educativo desenvolvido por equipe interdisciplinar obteve altos níveis de concordância e índices de validação de conteúdo pelos juízes, evidenciando a pertinência das incapacidades abordadas, bem como a clareza da linguagem e das ilustrações. O material validado é uma ferramenta valiosa para acesso à informação referente ao autocuidado e a prevenção das principais incapacidades, tanto para a população-alvo quanto para a equipe interdisciplinar que a assiste.
AGRADECIMENTOS
Centro de Apoio à Educação à Distância da Universidade Federal de Minas Gerais (CAED UFMG), fisioterapeutas participantes e equipe do Serviço de Ginecologia Oncológica do Ambulatório Jenny de Andrade Faria, do Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Minas Gerais.
DECLARAÇÃO DE DISPONIBILIDADE DE DADOS
Todo o conjunto de dados que dá suporte aos resultados deste estudo está disponível no corpo do artigo.
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