As doenças carenciais começaram a ser investigadas no Brasil na segunda metade do século XIX, sobretudo, com a denúncia da pobreza urbana. Dentre as enfermidades mais pesquisadas pelos cientistas e doutores, destaca-se o beribéri, reconhecido atualmente como deficiência de vitamina B1 no organismo humano. Esta análise se propõe a historicizar a moléstia, revisitando o debate médico, observando os impactos sociais da doença até a constituição de um fato médico-científico, quando médicos brasileiros guiados pelas vertentes teóricas infecciosa e alimentar travaram intensas discussões até a composição de um coletivo de pensamento, conceito elaborado por Ludwig Fleck, admitindo-a como uma avitaminose.
Palavras-chave
Beribéri; Ciência; Alimentação; Vitamina; Fome
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