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Apresentação: Corpo e Literatura

Body And Literature

O corpo é a matéria encarnada que nos constitui e que habitamos, a fronteira física que permite o reconhecimento de um existir no mundo enquanto experiência vivida de um eu singular, no contexto relacional com o(s) outro(s) corpo(s)-não eu. Tal concepção de um corpo perceptivo que estalece um elo entre morfologia e um campo de intencionalidades e afetos, remonta ao pensamento do filósofo Edmund Husserl em seu Ideias para uma fenomenología pura, de 1913), posteriormente expandido por seu seguidor Merleu-Ponty em seus estudos sobre o corpo físico e o corpo vivido, particularmente em seu A fenomenología da percepção, publicada em 1945. Não há dúvidas de que a fenomenología abriu o caminho para novas possibilidades de compreensão sobre o corpo na sua interrelação com a mente bem como sobre a constituição do sujeito da percepção e do comportamento, da cognição, da reflexão, dos afetos e da criatividade. Pode-se dizer que o século XX foi um período fértil de renovação e inovação de reflexões sobre o corpo durante o qual o pensamento ocidental empreendeu a superação do sistema de oposições que, ao longo de séculos, definiu o corpo como um dado biológico previamente constituído, relegado à esfera da imanência, uma composição biofísica opaca e irredutível tida como um obstáculo à objetividade, princípio da moldura conceitual da busca do conhecimento 'verdadeiro' sobre a natureza e a natureza humana.

A constância do dualismo matéria/subtância figura no Crátilo de Platão, onde o filósofo coloca em discussão a doutrina das formas e concebe a matéria como uma versão degradada e imperfeita da Ideia, portanto uma fonte de interferência que punha em risco as operações da razão. Platão reconhece o legado dos sacerdotes órficos que introduziram o termo corpo (soma) na concepção do humano como um ser espiritual e incorpóreo contido em uma prisão (sema). Nesse contexto, o corpo aprisionado representa uma traição à alma e à razão. Aristóteles, por sua vez, se alinha a essa tradição na explicação da chora, no Timeus, onde ratifica a ontologia do corpo como materialidade, um corpo assujeitado às leis da physis cujo ímpeto deveria ser regulado e controlado em nome da harmonia do estado. Na tradição cristã da Idade Média, o dualismo matéria e forma (substância) é reconfigurado na visão da alma divina e do corpo como carnalidade pecaminosa. Na teologia antropológica e racionalista de Santo Agostinho, particularmente na obra Cidade de Deus(século XV) há uma batalha constante sobre o dualismo alma imortal/corpo mortal, cuja relação harmoniosa teria sido rompida com a queda do Paraíso. Na sua incorporação do neoplatonismo, Santo Agostinho preconizava a iluminação interior (graça) como uma dotação divina, mas ela só estaria presente e manifesta nas mentes racionais.

A formulação moderna do pensamento cartesiano no século XVII não constitui uma ruptura, propriamente dita, com a ontología dualista que vigorava até então. Em um certo sentido é uma síntese do pensamento anterior, muito embora o trabalho investigativo de René Descartes fosse orientado por uma metodologia específica que lhe conferiu o estatuto de pai fundador da medicina científica moderna. Um dos objetivos de seu As meditações metafísicas (1641) foi o de encontrar provas para a crença de que a alma humana sobrevive à morte do corpo, de maneira que o corpo morto desempenha um papel metodológico significativo em suas pesquisas, o que explica os anos em que passou dissecando e desmembrando animais mortos. Para Susan Bordo em seu The flight to objectivity (1987) muito do referido texto pode ser lido como uma prescrição de regras para a liberação da mente das várias seduções do corpo. A dissecação de corpos mortos como instrumento primário de conhecimento levou Descartes a argumentar que a vitalidade se origina nos processos mecânicos do corpo - a animação - cujo modelo deriva do funcionamento de máquinas inanimadas. Descartes era obssecado pela noção da natureza do autômato, tanto é que substituiu a visão da natureza aristotélica dotada de uma mágica natural com suas simpatias e humores pela noção de natureza definida como res extensa, matéria passiva impulsionada por forças mecânicas em cujo modelo o corpo humano é considerado como res extensa, dissociado da mente incorpórea, ou res cogitans. Impulsionada pelo desejo de controle e posse da natureza, que fica explícito em partes do Discurso do método (1637), a ontologia cartesiana separou, de forma decisiva, as esferas da cultura e da natureza, da mente e do corpo, da razão e da emoção. Trata-se da concepção de um mundo morto, onde não há espaço para subjetividade e intencionalidade.

Reconfigurações e transformações de heranças seculares sobre o corpo ocorreram no século XIX, através de dois pensadores para quem o corpo vivido constitui uma estrutura própria que não pode ser entendida pelo conceito de natureza inanimada. Friedrich Nietzsche em Para além do bem e do mal (1886) rejeita modelos centralizadores da mente e afirma que a mente não é uma única substância da qual as idéias seriam sua manifestação, mas sim um ecossistema relacional e unificado de idéias. Ao conceber a interação entre corpo e mente, postulou a compreensão do corpo como uma estrutura social, composto de muitas almas (no sentido de personae). Cabe destacar o fato de Nietzsche ter negado a existência de um Eu ou ego por trás da frase 'Eu penso', prefigurando assim o que viria a ser a corrente do construtivismo linguístico do século XX. Com a psicanálise freudiana, emerge o corpo sexualizado, no entrecruzamento do biológico com uma descrição quase fenomenológica do corpo, com seus instintos primitivos e pulsões da libido (uma versão do Eros) que praticamente reduz o corpo a uma zona de luta entre desejos, objetos e a lei do pai. Contudo, no clássico ensaio de 1905 Três ensaios sobre a teoria da sexualidade, há uma mudança significativa em sua compreensão do corpo em relação à vida psíquica na medida em que realinha a compulsão do desejo com uma necessidade instintiva de afeto, um requisito da noção de confiança, associada ao amor sexual. Dessa forma, Freud sinaliza um diálogo entre o nível da necessidade fisiológica e o nível da necessidade psicológica o que, num certo sentido, significa afirmar que natureza e cultura coexistem no corpo vivido.

Ao longo da história, o corpo foi colonizado pelas práticas discursivas da filosofia e das ciências naturais e sociais, campos minados por pressupostos sobre sua natureza, seu estado bruto como um já-dado, imutável, inerte e passivo, sua constituição biológica e pré-cultural e sua imunidade aos fatores históricos, sociais e culturais. De qualquer forma, até recentemente, o corpo foi pensado, predominantemente, de acordo com valores sociais, morais e religiosos, e particularmente, em termos da constituição binária de dois sexos, o masculino e o feminino. Repensar o corpo em sua materialidade e subjetividade implicou deslocamentos e rupturas epistemológicos significativas e esse feito coube aos pensadores do século XX, entre os quais Michel Foucault, quem no três primeiro volume da História da sexualidade (1976/1984) denunciou as funções de normalização da psicanálise e questionou a realidade material de corpos anatomicamente distintos a partir do dispositivo da sexualidade. Para Foucault, o corpo não pode ser adequadamente compreendido como uma entidade natural, pré-cultural ou ahistórica uma vez que não é tão somente inscrito e marcado por pressões e valores sociais, mas se torna produto, ou seja, efeito direto da própria construção do campo social e de seus discursos. Isso pressupõe compreender que a naturalidade do corpo é construída por efeitos de manobras discursivas que transformam a sua materialidade em linguagem e em efeito de poderes. Nesse sentido, o corpo não tem mais um estatuto ontológico fora dos atos que constituem sua realidade. Todavia, dizer que a realidade humana só pode ser compreendida pela mediação da linguagem não implica negar a concretude do corpo como uma realidade vivida como carnalidade. É levando em consideração essa condição que Elizabeth Grosz em Volatile bodies (1994) define o corpo como imanente e transcendente. Se, por um lado, o corpo nem sempre acata completamente as normas que impõe ou disciplinam sua materialização, o que justamente possibilita linhas de fuga e abertura para a subversão da identidade no contexto de processos de socialização, por outro, o corpo impõe que o sujeito seja um ser para o mundo, pois é ele que possibilita a visão e a dimensão de espaço onde se vive.

Discursos e representações do corpo podem ser considerados sintomas de processos de transformação histórica, pois é neles que se inscrevem a relação subjetividade/objetividade bem como processos de submissão ou de resistência à opressão e à dominação. Por isso, imagens do corpo constituem uma lente para a análise dos movimentos da história, da cultura e da literatura. A literatura, particularmente, sempre foi um campo simbólico habitado por representações do corpo, indissociadas de estruturas de referencialidade, seja em termos de repetibilidade (imitação) ou de subversão. Mas é a partir do século XVIII que a literatura é territorializada por discursos e representações do corpo, de forma que Terry Eagleton, ao examinar as condições histórico-políticas que favoreceram o surgimento da estética e seu papel dominante no pensamento moderno, afirma em seu A ideologia da estética (1990) que a estética ganhou autonomia em razão de tornar-se o protótipo da subjetividade, com destaque para o significado e as intensidades do corpo no campo da produção cultural.

A equação metafórica "o corpo escrito/a escrita do corpo" parece dominar as associações feitas por filósofos e teóricos que analisam a relação entre o corpo e a literatura. Em O lugar do corpo na cultura ocidental (1999), Florence Braunstein e Jean-François Pépin afirmam que a partir das representações do corpo na literatura grega "irrompe a maneira como a sociedade considera o corpo" (p. 40). Nós, hoje, no século XXI, somos as/os herdeiras/os culturais dos gregos, porquanto nos conscientizamos de que o corpo "pode ser simbolizado como o ponto de apoio desse eixo da reflexão que liga, simultaneamente, o passado e o futuro, o profano e o sagrado" (p. 14). O corpo vai muito além dos elementos biológicos, pois é também e, principalmente, o catalisador essencial de fatos, ações e (re)criações no âmbito social, psicológico, estético, cultural, religioso, entre outros.

O corpo conserva-se no centro de toda a literatura universal. Braunstein e Pépin se perguntam e nos perguntam: "Que relação pode existir entre o problema do corpo e os gêneros literários?". Encarregam-se também da resposta: "Tanto um como os outros correspondem a atitudes, a comportamentos, revelando as relações de uma sociedade com o seu corpo" (s./d., p. 53). As transformações culturais, políticas e econômicas da sociedade trazem como consequência a escolha de novos temas a serem tratados na literatura (no romance, em particular), como a conformação física das cidades, o movimento entre as classes sociais com a subida do operariado, os movimentos de contracultura com o feminismo. O comportamento social representado na literatura é refratado no corpo, lugar em que são percebidas estas mudanças por meio dos simbolismos e dos conceitos filosóficos, bem como das correntes científicas que passam de um a outro século.

Por meio do corpo na literatura é possível tratar de problemas relativos à liberdade, à ética, à estética, à sexualidade, à medicina, ao direito. No decorrer da história, o corpo tornou-se múltiplo, tal como ocorreu com a diferenciação que atingiu as variadas esferas do conhecimento. Além e apesar de o corpo ser o lugar da memória individual e da coletiva, que se transmite de uma geração à outra, "No existe la corporeidad abstracta. El cuerpo [na literatura] es por excelencia el lugar de la intersección de las dominaciones de clase, de género y de "raza"; en él se fomentan igualmente diversas tácticas de resistência" (HABER, 2007HABER, Stéphane et al. Cuerpos dominados, cuerpos en ruptura. Buenos Aires: Nueva Visión, 2007. , p. 5).

Atualmente, sem dúvida, o corpo constitui um elemento relevante para apreender e compreender a cultura e a literatura, a partir de perspectivas multi/inter/disciplinares. O corpo, considerando-se especialmente o imaginário feminino, como o faz Elódia Xavier em Que corpo é esse? (2007), pode levar a análises sob inúmeros aspectos, conforme se encontra nesta obra: o corpo invisível, subalterno, disciplinado, imobilizado, envelhecido, refletido, violento, degradado, erotizado e liberado. Tal amplitude de abordagens ao corpo/corpos conduz discussões nos âmbitos teórico-crítico, filosófico, estético, histórico e literário com o foco em temas, entre outros, como: corpo e bio-política, corpo e ambiente, corpo e escatologia, corpo e espiritualidade, corpo e espaço, corpo migrante, corpo gendrado e racializado, corpo transgênero, corpo prostético, corpo monstruoso, corpo híbrido, corpo torturado, corpo político, corpo mutilado.

Nesta dimensão, vale pensar acerca de tendências teóricas contemporâneas, qualificadas como anti-humanistas e pós-antropocêntricas, como se encontra na concepção de "corpo sem órgãos", em Anti-Édipo (1972/2011) e em Mil platôs(1980/1995), de Deleuze e Guattari; de "corpo nômade", em Nomadic Subjects(1994), de Rosi Braidotti; de "corpo disciplinado", em "Os corpos dóceis', deVigiar e punir (1975/1999), de Michel Foucault; do "corpo volátil", em Volatile bodies (1994), de Elizabeth Grosz, cujo primeiro capítulo é traduzido como "Corpos reconfigurados"; do "corpo colonizado" em Black Skin, White Masks (1967/2008), de Frantz Fanon, além das pesquisas de Sandra Gilbert, Susan Gubar (2000) e Elaine Showlater (2009), que expõem o "corpo histérico" e de Judith Butler, que, além do conceito/processo da performatividade, nos apresenta e questiona quais os "corpos que importam", em Bodies that matter (1993).

Estas inclinações teóricas se localizam em um espaço discursivo caracterizado como pós-colonialismo e, em certa medida, se aproximam porque são atravessadas pelo processo de contestação a regimes de conhecimento e estruturas de poder que favorecem apenas as classes dominantes. Nota-se um esforço comum às teóricas e aos teóricos referidos nesta "Introdução", no sentido de explorarem inovações a respeito do corpo. Para Braidotti, é essencial entender que, mais importante do que conceitos, quando a questão é o corpo, é a noção de processo. Vivemos, diz ela, um tempo de "ondas espasmódicas de mudança, que engendram a ocorrência simultânea de efeitos contraditórios". As mudanças tornam-se mais explícitas e eficientes devido ao vínculo que mantêm com a teoria feminista, porque esta apresenta um modelo significativo para a renovação do nosso modo de pensar acerca do ser humano e das suas estruturas incorporadas por e incrustadas em mulheres e homens, ensina Braidotti.

São variados os estudos de Rosi Braidotti acerca do corpo em sua relação com o feminino. Para ela, por exemplo, o eu corporificado, a sexualidade, a memória e a imaginação são cruciais para que a subjetividade política surja. A corporeidade ilumina e transforma nosso entendimento de nós mesmas e do mundo. O conhecimento feminista é um processo interativo que traz à tona aspectos da nossa existência, especialmente nossas implicações com o poder que não havíamos notado anteriormente. Ele nos desterritorializa, provoca o estranhamento em nós, afasta-nos do familiar, do íntimo, do conhecido e lança uma luz externa sobre o que é estranho. A noção de 'feminino' no viés da diferença sexual não é uma entidade essencializadora; é um projeto político que visa a transcender a posição tradicional do sujeito de Mulher como o Outro do Mesmo, a fim de expressá-la como o outro múltiplo do Outro, nos termos da teórica.

Tal multiplicidade de abordagens ao corpo é notada no conjunto de artigos que compõem o presente número: "Corpo e Literatura". Nessa dimensão, será possível seguir: Liane Schneider e o sujeito migrante, em Algum lugar (2009), de Paloma Vidal; Jorge Alves Santana e os processos de subjetivação, em Um copo de cólera,de Raduan Nassar; Maria Alice Ribeiro Gabriel e o corpo além de sua materialidade, em "O homem que fora consumido", de Edgar Allan Poe; Avital Gad Cykman e a relação entre a corporalidade e a contextualidade, em "Margaret Atwood's Bodily harm"; Deborah Scheidt e o corpo feminino, em "Barbara Baynton's ´Squeaker's mate´"; Renata Lucena Dalmaso e o corpo como metáfora visual, em "Sarah Leavitt's Tangles"; Cristina Stevens e o corpo da mãe, em "Contemporary black women narratives"; Leila Harris e Raquel Gonçalves Pires e o corpo no espaço queer caribenho, em "Valmiki's Daughter", de Shani Mootoo; Pi-hua Ni e o perigo do corpo, em "Toni Morrison's Sula"; Mélanie Grué e a celebração do corpo lésbico na obra da autora queer Dorothy Allison.

O tema proposto e tão bem realizado nestes artigos revela a sua complexidade e demonstra de que forma o corpo é considerado um desafio intrincado não só para as/os acadêmicas/os, mas para os seres humanos em sua vida diária. Na esfera representacional, ou seja, quando o foco é ao texto literário, ao qual são aplicados os conhecimentos teóricos, o resultado é significativamente positivo, na medida em que demonstra não só a relevância da pesquisa como processo, acúmulo de conhecimento, adequação entre teoria e prática, mas especialmente, da busca constante e sempre atual pela significação e os sentidos do corpo.

Referências:

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  • ______. The female malady: women, madness, and English culture, 1830-1980. New York: Penguin Books, 1987.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    Ago 2015
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