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Avaliação Macroscópica e Morfométrica do Oviduto de Codornas (Coturnix coturnix japonica) Quando Alimentadas com Diferentes Níveis de Proteína

Macroscopic and Morphometric Evaluation of Japanese Quail (Coturnix coturnix japonica) Oviduct When Fed Diets With Different Protein Levels

Resumos

Foram utilizadas doze codornas domésticas, divididas em três grupos de quatro aves cada. As aves receberam rações padronizadas contendo 16%, 20% e 24% de proteína, sendo alimentadas por um período de quinze semanas, quando foram pesadas e sacrificadas imediatamente. Após a abertura da cavidade abdominal e evisceração do trato gastrointestinal, os ovários e ovidutos foram dissecados e pesados. Com o auxílio de um paquímetro mediu-se o comprimento das partes do oviduto: infundíbulo, magno, istmo, útero e vagina e avaliou-se o número de pregas do magno e do istmo. Foram realizados cortes histológicos do magno, istmo e útero onde se obteve medidas das espessuras das camadas epitelial e glandular. Os dados foram submetidos a análise de variância (ANOVA) e observou-se que não houve diferenças significativas no peso corporal, peso do ovário, do oviduto e nos comprimentos das partes do oviduto bem como no número de pregas do magno e ístmo. Verificou-se diferenças significavas na espessura da camada epitelial do istmo de aves alimentadas com 20% de proteína na ração. Além disso, houve diferenças significativas na espessura da camada glandular do magno, istmo e útero das aves alimentadas com 24% de proteína na ração em relação às aves que receberam 16% e 20% de proteína. O nível de 24% de proteína aumentou a espessura da camada glandular do magno, ístmo e útero o que poderia resultar em melhoria no peso dos ovos e na espessura da casca.

codornas; morfometria; níveis de proteína; oviduto


The twelve domestic quail used in this study were divided into three groups, each with four birds. The groups received each a different treatment using standard feed containing three different levels of protein (16%, 20% and 24%). The treatments were continued for a period of fifteen weeks, after which the quails were immediately weighed and then killed. After opening the abdominal cavity and eviscerating the gastrointestinal tract, the ovaries and oviducts were dissected and weighed. Using a packymeter, the different parts of the oviducts were measured: infundibulum, magnum, isthmus, uterus and vagina. The number of folds present in the magnum and the isthmus were evaluated. Histologic sections of the magnum, isthmus and uterus were used to measure the thickness of their epithelial and glandular layers. The data obtained was statistically analysed using a Variance analysis (entirely casual distribution). It was concluded that there were no significative differences on body weight, ovary weigth, oviduct weigth and between the lengths of the different parts of the oviduct as well as regarding the number of folds in the magnum and the isthmus. It was concluded that there was significative differences were also found regarding the thickness of the epithelial layer of the isthmus in the birds treated with the feed containing 20% protein. Moreover there was a significative difference between the thickness of the glandular layer of the magnum, the isthmus and that of the uterus in the birds treated with 24% protein feed when compared to the quails that were given a 16% and 20% protein feed. Diet with 24% protein increased the glandular layer thickness of the magnum, isthmus and uterus that it could result in improvement in the weight of the eggs and in the shell quality.

morphometry; oviduct; protein levels; quail


Avaliação Macroscópica e Morfométrica do Oviduto de Codornas (Coturnix coturnix japonica) Quando Alimentadas com Diferentes Níveis de Proteína

Macroscopic and Morphometric Evaluation of Japanese Quail (Coturnix coturnix japonica) Oviduct When Fed Diets With Different Protein Levels

Autor(es) / Author(s)

Artoni SMB1

Carneiro APM1

Giacomini G1

Moraes VMB1

Araújo CSS1

Araújo LF1

1- Departamento de Morfologia e Fisiologia Animal – FCAV / UNESP, Jaboticabal

Correspondência / Mail Address

Silvana Martinez Baraldi Artoni

Depto. de Morfologia e Fisiologia Animal – FCAV/UNESP

Rodovia Paulo Donato Castellane, s/n

14884-900 - Jaboticabal - SP - Brasil.

E-mail: smbart@fcav.unesp

Unitermos / Keywords

codornas, morfometria, níveis de proteína, oviduto.

morphometry, oviduct, protein levels, quail.

RESUMO

Foram utilizadas doze codornas domésticas, divididas em três grupos de quatro aves cada. As aves receberam rações padronizadas contendo 16%, 20% e 24% de proteína, sendo alimentadas por um período de quinze semanas, quando foram pesadas e sacrificadas imediatamente. Após a abertura da cavidade abdominal e evisceração do trato gastrointestinal, os ovários e ovidutos foram dissecados e pesados. Com o auxílio de um paquímetro mediu-se o comprimento das partes do oviduto: infundíbulo, magno, istmo, útero e vagina e avaliou-se o número de pregas do magno e do istmo. Foram realizados cortes histológicos do magno, istmo e útero onde se obteve medidas das espessuras das camadas epitelial e glandular. Os dados foram submetidos a análise de variância (ANOVA) e observou-se que não houve diferenças significativas no peso corporal, peso do ovário, do oviduto e nos comprimentos das partes do oviduto bem como no número de pregas do magno e ístmo. Verificou-se diferenças significavas na espessura da camada epitelial do istmo de aves alimentadas com 20% de proteína na ração. Além disso, houve diferenças significativas na espessura da camada glandular do magno, istmo e útero das aves alimentadas com 24% de proteína na ração em relação às aves que receberam 16% e 20% de proteína. O nível de 24% de proteína aumentou a espessura da camada glandular do magno, ístmo e útero o que poderia resultar em melhoria no peso dos ovos e na espessura da casca.

ABSTRACT

The twelve domestic quail used in this study were divided into three groups, each with four birds. The groups received each a different treatment using standard feed containing three different levels of protein (16%, 20% and 24%). The treatments were continued for a period of fifteen weeks, after which the quails were immediately weighed and then killed. After opening the abdominal cavity and eviscerating the gastrointestinal tract, the ovaries and oviducts were dissected and weighed. Using a packymeter, the different parts of the oviducts were measured: infundibulum, magnum, isthmus, uterus and vagina. The number of folds present in the magnum and the isthmus were evaluated. Histologic sections of the magnum, isthmus and uterus were used to measure the thickness of their epithelial and glandular layers. The data obtained was statistically analysed using a Variance analysis (entirely casual distribution). It was concluded that there were no significative differences on body weight, ovary weigth, oviduct weigth and between the lengths of the different parts of the oviduct as well as regarding the number of folds in the magnum and the isthmus. It was concluded that there was significative differences were also found regarding the thickness of the epithelial layer of the isthmus in the birds treated with the feed containing 20% protein. Moreover there was a significative difference between the thickness of the glandular layer of the magnum, the isthmus and that of the uterus in the birds treated with 24% protein feed when compared to the quails that were given a 16% and 20% protein feed. Diet with 24% protein increased the glandular layer thickness of the magnum, isthmus and uterus that it could result in improvement in the weight of the eggs and in the shell quality.

INTRODUÇÃO

O conhecimento dos níveis protéicos utilizados na ração é um ponto básico na elaboração de qualquer ração, uma vez que, a partir desse conhecimento, obtém-se um melhor desempenho das aves principalmente no que se refere a sua atividade reprodutiva.

As gônadas femininas são pares e derivadas do ducto paramesonéfrico. Entretanto, somente o oviduto esquerdo se desenvolve, ocorrendo regressão do oviduto direito. Mudanças sincrônicas ocorrem entre a hipófise e o ovário quando se observam mudanças cíclicas e funcionais no oviduto. Este, no entanto, é um órgão complexo que atua na produção dos ovos das aves. É nele que ocorre a fertilização do óvulo e com a adição de determinados nutrientes e membranas protetoras, que salvaguardam o desenvolvimento embrionário, o ovo é formado. (Bell & Freeman, 1971).

Em trabalhos de revisão, Davidson et al. (1968) afirmaram que, de maneira geral, os ovidutos de galinhas em postura pesam, em média, 40 gramas e o comprimento do oviduto, verificado por Hafez (1962) para galinhas (70 - 80 cm) e perus (90 - 115 cm) parece ser bem grande. Welty (1962) verificou um aumento de peso de 10 para 50 vezes no oviduto de aves fora da postura e em postura, respectivamente.

Dentro deste contexto, vários autores conduziram experimentos observando qual o melhor nível de proteína da ração utilizado para aves domésticas verificando peso corporal, crescimento e conversão alimentar (Norris, 1935; Nestler et al., 1942; Stadelman et al., 1945; Baldini et al., 1950).

Gropp & Zucker (1968) verificaram em galinhas que a produção de ovos parece não ser afetada pelos regimes alimentares durante o período de crescimento, e um nível de 16% de proteínas é satisfatório para a produção subseqüente de ovos. Estudos realizados por Weber & Reid (1967); Vogt (1969); Lepore & Marks (1968); Svacha et al. (1970) mostraram que as codornas podem ser tratadas com dietas contendo níveis protéicos de 25% a 26% e que estes níveis podem ser reduzidos a 20%, após três semanas de tratamento (Weber & Reid, 1967; Gropp & Zucker, 1968).

Wright et al. (1968) alimentaram frangas nascidas no outono com uma dieta contendo 10% de proteínas de oito a dezoito semanas de idade e com nível de 16% de dezoito a vinte e uma semanas de idade, visando diminuir o consumo de ração sem atrasar a maturidade sexual.

Vohra & Roundybush (1971) trabalharam com quatro níveis de proteícos e verificaram que um nível de 25% de proteína é adequado para uma excelente produção de ovos e um ótimo crescimento.

Christmas et al. (1974) notificaram que frangas nascidas no outono podem ser alimentadas com 9% de proteína de oito a dezoito semanas sem afetar seu desempenho durante a postura. Baixos níveis de proteícos podem ser oferecidos para frangas em crescimento e que o aumento de proteínas na dieta de acordo com a idade, resulta na redução da ingestão da quantidade de ração necessária para frangas em crescimento (Leeson & Summers, 1979, 1980). Eles descobriram que esta forma de alimentação não afetava significativamente a produção de ovos, porém os pesos foram significativamente menores. Roush et al. (1979) estão de acordo com estes dados e verificaram também que carcaças com alto teor de gordura foram obtidas de codornas que receberam ração com baixo nível protéico.

Douglas & Harms (1982) trataram frangas de 8 a 12 semanas de idade com 9%, 14% e 21% de proteína e verificaram que ocorreu um decréscimo no peso corporal das aves tratadas com 9% de proteína quando comparadas com as aves que receberam os outros dois níveis protéicos.

Smith et al. (1957) realizaram pesagens do trato reprodutor galinhas e verificaram que os compartimentos do oviduto exibem mudanças cíclicas de peso durante a formação dos ovos, estando, portanto, muitas vezes associadas com a atividade funcional do oviduto.

Kirkpinar & Oguz (1995) alimentaram codornas (Coturnix coturnix japonica) durante cinco semanas com uma ração contendo seis níveis de proteína na dieta: 160, 200, 220, 250, 280 e 300 g/kg e aproximadamente 1172 kcal/kg de energia metabolizável. Observaram que o aumento da concentração da proteína na dieta causava uma maior taxa de crescimento, portanto, codornas alimentadas com 300 g/kg de proteína cresceram mais depressa que as outras.

Wolfenson et al. (1982) relataram que a presença do ovo no útero está associada com um aumento no suprimento sanguíneo e consequentemente com maior número de pregas no magno e no ístmo em comparação com o oviduto que não possui ovo no seu interior. O aumento do fluxo sangüíneo durante a passagem do ovo pelo oviduto coincide com o aumento de contratibilidade in vivo (Crossley et al., 1975) e com uma atividade elétrica aumentada (Shimada, 1978). Portanto, conclui-se que estes fenômenos estão relacionados mais com a camada muscular do oviduto do que com a secreção interna do tecido.

Embasado nestas considerações, o objetivo do presente trabalho foi o de avaliar os efeitos de níveis protéicos crescentes na dieta sobre as características morfométricas do oviduto de codornas (Coturnix coturnix japonica).

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizadas doze codornas domésticas (Coturnix coturnix japonica) com aproximadamente quatro meses de idade. Estas aves foram divididas em três grupos de quatro aves cada. As aves receberam rações padronizadas de acordo com a composição de ingredientes e com as exigências nutricionais preconizadas pelo National Research Council (NRC, 1994). As rações foram calculadas para conter 2900 kcal EM/kg; 0,55% de fósforo total e quantidades diferentes de proteína: 16%, 20% e 24% (Tabela 1). As aves foram arraçoadas com ração à vontade, por um período de quinze semanas.

No final do tratamento, as aves foram sacrificadas e foi obtido o peso corporal, do oviduto e do ovário, e com o auxílio de um paquímetro mediu-se o comprimento das partes do oviduto e avaliou-se o número de pregas do magno e do ístmo. Os dados foram submetidos a análise de variância (ANOVA) (Steel & Torrie, 1960).

Para a obtenção do material histológico, amostras do magno, ístmo e útero foram colocadas em uma solução de Boin. Posteriormente banhos sucessivos de álcool 70% foram aplicados para retirar o ácido pícrico e em seguida foram desidratados em uma série crescente de álcoois. Após a desidratação do material, as amostras foram retiradas do papel de filtro, recortadas em fragmentos de 0,5 cm de comprimento, diafanizadas em benzol e incluídas em parafina. Cortes de 7mm de espessura foram obtidos do magno, ístmo e útero e colocados em doze lâminas, respectivamente, sendo que em cada lâmina foram colocados seis cortes semi-seriados do magno, ístmo e útero de tal forma que entre um corte e o subsequente foram desprezados doze cortes. As lâminas foram coradas pela técnica de hematoxilina-eosina (HE).

Para cada corte foram obtidas cinco medidas, da camada externa e glandular, respectivamente, do magno, ístmo e útero, perfazendo um total de 2160 medidas.

Para as mensurações da espessura do estrato epitelial e glandular do magno, ístmo e útero utilizou-se um microscópio óptico binocular equipado com uma câmara clara Ambor da Carl-Zeiss, acoplado a um sistema analisador de imagens Kontron-bildanalyse (Mini-mop).

Os dados de espessura das partes do oviduto foram analisados utilizando-se o programa GLM do SAS (1990).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise dos dados mostrou que os diferentes níveis protéicos não afetaram o peso corporal das aves, o peso do ovário, do oviduto e o comprimento das respectivas partes do oviduto (p > 0,05), além de não alterarem o número de pregas do magno e do ístmo (Tabelas 2-4 ).

Com relação a espessura da camada epitelial das partes do oviduto (Tabela 5) verificou-se que os diferentes níveis proteícos não interferiram na camada epitelial do magno e do útero. No entanto, diferenças significativas foram verificadas na camada epitelial do ístmo, sendo que o nível de 20% de proteína foi o que mais interferiu, proporcionando uma espessura maior (p < 0,05) da camada epitelial em relação aos demais níveis protéicos.

As camadas glandulares do magno, ístmo e útero apresentaram resultados crescentes e proporcionais aos níveis protéicos adicionados na ração, sendo que a espessura da camada glandular das aves que receberam 24% de proteína foi significativamente maior (p<0,05) em relação as aves que receberam 16% e 20% de proteína na ração.

A descrição morfológica da aparência externa do oviduto da codorna é similar às aves domésticas com exceção do útero que é pigmentado de marrom-escuro. Fitzgerald (1969) verificou em codornas o comprimento do infundíbulo (5 ± 2 cm), magno (13 ± 1 cm), ístmo (6 ± 2 cm), útero (2 ± 1 cm) e vagina (1 cm) e constatou pregas em cada segmento do oviduto, tais como: infundíbulo (8 - 14), magno (10 - 15), ístmo (22 - 26), útero (40 - 60) e vagina (22 - 28). Bradley & Grahame (1950) observaram que as pregas do útero são contínuas e altamente enroladas, dando uma aparência floral. O magno da codorna é o maior e mais convoluto segmento do oviduto sendo semelhante ao magno da galinha doméstica (King, 1981), da pomba (Chakravorti & Sadhu, 1959) e da pata (Das et al., 1965).

Analisando os resultados do presente trabalho pode-se verificar que os diferentes níveis proteícos na ração não interfiriram no desempenho morfofisiológico do sistema reprodutor em relação ao peso do ovário, do oviduto, do comprimento das partes do oviduto e do número de pregas do magno e do ístmo.

Wolfenson et al. (1982) trabalhando com galinhas relataram que o número de pregas do útero aumentou tornando-se máximo (5 pregas) depois que o ovo penetrou na glândula da casca, sendo que este comportamento está paralelo à taxa de calcificação da casca do ovo. Isto poderia ser típico do sistema reprodutivo das aves onde pouca ou nenhuma alteração estrutural ocorre no oviduto durante a formação do ovo. Comportamento semelhante foi observado com as codornas deste experimento as quais foram tratadas com níveis crescentes de proteínas, e que não apresentaram nenhuma alteração morfométrica no número de pregas do magno e do istmo. O ístmo apresentou pregas longitudinais mais baixas e mais estreitas que as pregas da mucosa do magno, e algumas pregas ainda menores, dispostas irregularmente e visíveis quando se faz o afastamento das pregas maiores.

O útero apresentou uma dilatação fusiforme como paredes intensamente pigmentadas, sendo que a porção caudal do útero sofreu um discreto estreitamento terminando ao nível da região das glândulas hospedeiras de espermatozóides.

Através de medidas morfométricas pôde-se constatar nas codornas que a espessura da camada epitelial não se altera quando as codornas recebem níveis crescentes de proteína, ocorrendo o contrário com a camada glandular do magno, ístmo e útero, que apresentou valores elevados e crescentes, proporcionais à quantidade de proteína adicionada na ração.

No magno as proteínas da clara são produzidas e depositadas ao redor do óvulo enquanto esse atravessa o magno. As glândulas tubulares são mais numerosas nesta região do trato reprodutivo e são fonte de ovalbumina que perfazem 54% da clara do ovo. No ístmo ocorre a deposição das membranas da casca. Existe nesta região glândulas tubulares que secretam núcleos de fibras as quais são constituintes das membranas da casca. Enquanto o ovo permanece no útero, a água é absorvida pelo ovo em formação. Além disso, ocorre intercâmbio de eletrólitos com fluidos da glândula da casca e o ovo recebe o revestimento de carbonato de cálcio, proteína, pigmento, cutícula e outros componentes da casca. As glândulas tubulares presentes no útero possuem proteína transportadora de cálcio extremamente importante no mecanismo de utilização deste mineral para a formação da casca do ovo (Etches, 1996). Como pode ser observado as glândulas tubulares, principalmente no magno, secretam grande quantidade de proteína. Embora no útero não ocorra essa situação, a proteína transportadora de cálcio está presente nas glândulas tubulares. Desta maneira, o incremento nos níveis protéicos da dieta foi importante para aumentar a espessura da camada glandular das estruturas avaliadas neste experimento.

CONCLUSÃO

O nível de 24% de proteína na ração aumentou a espessura da camada glandular do magno, ístmo e útero, o que pode resultar em melhoria no peso dos ovos e na espessura da casca.

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  • Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      16 Ago 2002
    • Data do Fascículo
      Dez 2001
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