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Projeto integrador LIDF (PI) |
É a atividade de ensino-aprendizagem mais complexa e desafiadora do artefato, a qual é baseada na Instrução por Modelagem [24, 25] e Aprendizagem Baseada em Projetos ABPj [26, 27], sendo especialmente inspirada nos trabalhos desenvolvidos na Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo USP [28]. O PI LIDF desafia o aluno a projetar, construir e comparar modelos físico e computacional vinculados a situações-problemas propostas ou não pela equipe docente que são análogas à prática profissional do engenheiro. Os alunos trabalham em equipe e produzem um relatório estruturado com base no que é fornecido pela equipe LIDF. Ao final deste percurso, defendem seus projetos de forma oral perante uma banca de avaliadores. Os alunos são estimulados a executar o projeto cumprindo marcos na forma de entregas claras com datas previstas em um cronograma, por exemplo: o memorial de cálculo do modelo. Os alunos contam ainda com vários recursos desenvolvidos para apoiar essa atividade. são eles: a) Guia do Projeto Integrador; b) Guia Sintético do PI LIDF; c) Tutorial de ferramenta de modelagem FTOOL; d) Tutorial de Software de Cálculo MathCad; e) Orientação para a confecção do Diário de Bordo da Pesquisa; f) Rubrica de avaliação da apresentação e g) Modelo de Relatório. |
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Atividade Mão na Massa (AMM) LIDF |
Buscando promover oportunidade de aprendizagem pela prática [24, 25, 29]. A equipe LIDF desenvolveu atividades experimentais que permitem aos alunos trabalhar em grupos de forma investigativa (diferente de práticas usuais de laboratório baseadas em procedimentos do tipo “receita de bolo”) onde a tomada de medidas físicas tem relevância e os alunos devem decidir o que deve ser medido e como será medido. As atividades são planejadas com um grau de complexidade adequado às condições de tempo, público e espaço físico disponíveis. Em alguns casos requerem um espaço físico e recursos apropriado para que os alunos possam se movimentar e interagir com os experimentos típicos da AMM [30]. As AMMs se materializam para o aluno na forma de fichas como as dos exemplos a seguir da Máquina de Atwood e Momento de Inércia. |
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Aprendizagem Crítica de Rodrigues (ACR) [23]. |
É um protocolo metacognitivo proposto por Rodrigues [13] que propõe ao aluno questionar-se sobre o processo de aprendizado. O exercício compreende um total de quatro auto-questionamentos: a) O que eu sei? b) O que eu não sei? c) Porque eu não sei? d) Porque eu deveria saber? Ou de outra forma, isso está relacionado a que? O recurso é aplicado recursivamente ao longo de todo o curso a fim de que o aluno sempre se conscientize sobre suas dificuldades, limitações e dos seus “pontos de partida” em nível conceitual e operacional, a fim de permitir que os elos entre os conhecimentos os seus conhecimentos prévios e os adquiridos se tornem mais duradouros e significativos. |
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O que está em jogo |
É uma atividade em que o professor em sala de aula dialoga sobre as intencionalidades didáticas e sobre a relevância das atividades propostas para os alunos, utilizando um inventário previamente construído. Compreendendo ser essencial a busca de uma aprendizagem realmente significativa [23, 31] criou-se essa estratégia que visa dar clareza ao aluno em relação aos aspectos formativos quanto ao que será mobilizado. Este recurso ajuda a contextualizar o conteúdo, seja declarando aos estudantes as habilidades/competências almejadas para a atividade proposta, seja tratando sobre os princípios de aplicação prática do que estão aprendendo ou sobre o que estão mobilizando na resolução do problema/situação trabalhada. Cada atividade LIDF tem seu próprio inventário O que está em jogo, como exemplo observe o recurso Prova LIDF: O que está em jogo na Avaliação. |
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Perguntas instigantes |
Envolve a formulação de questões que desafiam os alunos a pensar criticamente e a refletir profundamente sobre o conteúdo estudado, ajudando o aluno a discernir e compreender o conceito central da pergunta de maneira precisa. Essas perguntas são projetadas para ir além da simples memorização de fatos, incentivando os alunos a explorar diferentes perspectivas, fazer conexões e desenvolver habilidades de pensamento crítico. O recurso emerge do professor ou dos alunos sob estímulo do docente e podem ser de qualquer natureza (conceituais, procedimentais, aplicadas, epistemológicas, etc…) ou grau de complexidade. Podem ser consideradas como fontes de perguntas instigantes: Listas conceituais do curso; dúvidas em relação ao procedimento de resolução de uma questão ou situação-problema proposta; desafio conceitual proposto em livro texto (ou de qualquer outra fonte); questionamentos em relação à aplicação dos conhecimentos em um contexto real de experimento ou de aplicação ao mundo das engenharias; questionamentos de natureza histórica ou filosófico a respeito de algum conceito e/ou teoria; questionamento sobre implicações éticas do conhecimento científico; etc. Normalmente separa-se uma parte do quadro (à direita) para o registro dessas perguntas em cada encontro letivo. A seguir, um documento que reúne as perguntas instigantes presentes nos relatórios do PI produzidos pelos alunos. Inventário de Questões Instigantes |
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Objetivos de Aprendizagem |
São declarações claras e específicas feitas pelo professor que descrevem o que os alunos devem ser capazes de fazer ou entender após a conclusão da atividade. São normalmente, mas não obrigatoriamente, organizados com base nos capítulos da estrutura didática. Eles são fundamentais para orientar o planejamento e a avaliação do ensino, garantindo que tanto educadores quanto alunos tenham uma direção clara a seguir. Ajuda também a definir expectativas, motivar o engajamento, ao mesmo tempo que facilita a avaliação do progresso, permitindo que todos saibam exatamente o que se espera alcançar. Este recurso é construído com uma ferramenta autoral subsidiada pela Taxonomia de Bloom [32]. A ferramenta de desenvolvimento do recurso sendo aplicado a uma avaliação na disciplina é apresentada como exemplo (Prova de Vetores) |
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Teste de leitura (Sala de Aula invertida adaptada) |
Nesta atividade utiliza-se recursos de sala de aula invertida [33] no qual o aluno recebe previamente o material para preparar-se para a aula, sendo inquirido na forma de um formulário eletrônico sobre aspectos de sua leitura. Exemplo de teste de leitura no. Teste de Leitura |
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Listas conceituais e seus processos de resolução |
Recurso caracterizado por listas com questões originais que abordam conceitos-chaves ou estruturantes para a disciplina, abordando desde da concepção intuitiva do conceito até a conceituação matemática rigorosa do mesmo, passando por esmiuçar grandezas físicas, relações de dependência e análise dimensional. Incluem também aspectos que trabalham o ponto de partida do conceito em uma determinada situação-problema, passando por análise de casos limites entre outras possibilidades. Alunos recebem uma lista com questões conceituais com pelo menos 48hs de antecedência ao encontro presencial, respondem e debatem em sala com a mediação do professor. No debate deve-se buscar equidade na participação. Com base neste princípio é produzida em sala de aula uma construção colaborativa das respostas com foco na excelência conceitual apoiada na síntese que o professor consolida no quadro. Como exemplo do recurso, disponibilizamos três listas no link |
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Listas e resoluções dialogadas de exercícios e problemas |
A resolução dialogada de exercícios e problemas concebida pelo LIDF é uma abordagem que promove a interação e a troca de ideias entre alunos e professores, preferencialmente na solução de problemas clássicos como aqueles que definem situações estruturantes da disciplina ou módulo, por exemplo no ciclo da dinâmica: problemas envolvendo blocos suspensos por cordas e polias em planos inclinados com diferentes angulações e condições de atrito. Possibilitam aos alunos a mobilização de saberes que estão relacionados aos objetivos de aprendizagem (do módulo) e/ou formativos do curso. O recurso pode ser potencializado com o uso concatenado com outros instrumentos metacognitivos do artefato, tais como O que está em jogo, Aprendizagem Crítica de Rodrigues; Perguntas Instigantes. O material é disponibilizado ao aluno para que de forma autônoma possa lidar com exercícios selecionados, originais e/ou adaptadas livro texto, com diversos graus de dificuldades. link com exemplo |
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Avaliação escrita individual |
O recurso é concebido e estruturado levando em consideração os seguintes aspectos: Objetivos de Aprendizagem do módulo; as competências almejadas para o curso, níveis cognitivos de Bloom e a tabela do que está em jogo (item 4 deste quadro). Busca desafiar o aluno com questões abertas ricas em análises conceituais, procedimentais e operacionais. Esse tipo de avaliação vai além da simples memorização de informações, exigindo que os alunos demonstrem um entendimento profundo e apliquem seu conhecimento de maneira crítica, reflexiva e metacognitiva Um exemplo do recurso está disponível no link. |
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Portfólio |
Documento individual no qual o aluno apresenta um conjunto de perguntas/questões que são escolhidas por ele próprio por serem consideradas como instigantes e/ou importantes para a sua aprendizagem e formação. A escolha pode ser relacionada à escolha das questões instigantes realizadas ao longo do curso, mas não fica restrita a ela. O aluno deve responder a cada pergunta escolhida e justificar a escolha da mesma para compor o documento. Em cada encontro os alunos são estimulados pelo professor a criarem e registrarem seus próprios questionamentos a respeito do objeto de conhecimento trabalhado. Tal recurso constitui-se como um recurso de dupla finalidade que demanda e promove engajamento cognitivo de alto nível e que, como tal, pode contribuir para uma aprendizagem significativa para os aprendizes. Os alunos contam com a orientação do professor bem como o documento de Orientação a seguir: Orientação Portfólio |