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Uso de Passiflora edulis f. flavicarpa na redução do colesterol

Use of Passiflora edulis f. flavicarpa on cholesterol reduction

Resumos

A farinha da casca de maracujá é rica em uma fibra solúvel chamada pectina. Para avaliar o efeito dessa farinha na redução do colesterol foi realizado um estudo clínico piloto com dezenove mulheres, com idade entre 30 e 60 anos e apresentando hipercolesterolemia (colesterol > 200 mg/dL). Elas foram tratadas diariamente com 30 g da farinha da casca de maracujá por 60 dias. Após esse tempo foi observada uma redução estatisticamente significante (p < 0,05) nos níveis colesterol total (p = 0,00000) e colesterol LDL (p = 0,01193). Os resultados sugerem que a farinha da casca de maracujá seja utilizada na alimentação humana, juntamente com os alimentos, ou como matéria prima na produção de outros produtos, com o objetivo de reduzir o colesterol.

Passiflora edulis; Passifloracea; pectina; colesterol


The flour of the passion fruit peel is rich in a soluble fiber called pectin. In order to evaluate the effect of this flour on cholesterol reduction, a pilot clinical study, was carried out with nineteen women, aged between 30 and 60 years, all of whom presented high cholesterol level (cholesterol > 200 mg/dL). The treatment consisted of daily doses of 30 g of the flour during 60 days. At the end of the 60 days it was observed a statistical reduction (p < 0.05) of the total cholesterol (p = 0,00000) and LDL-cholesterol (p = 0,01193) levels. The results suggested that the passion fruit peel flour, rich in pectin, can be used in human diet, with a large variety of foods, or as a raw material for other products intending to reduce cholesterol levels.

Passiflora edulis; Passifloracea; pectin; cholesterol


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ARTIGO

Uso de Passiflora edulis f. flavicarpa na redução do colesterol

Use of Passiflora edulis f. flavicarpa on cholesterol reduction

Alessandra Teixeira RamosI, * * E-mail: ale.tramos@bol.com.br, Tel. +55-83-33439509 ; Maria Auxiliadora L. CunhaI; Armando U. O. Sabaa-SrurIII; Vanúsia Cavalcanti F. PiresIV; Maria Aparecida A. CardosoI; Margareth de F. M. DinizII; Carla Campos Muniz MedeirosV

IDepartamento de Farmácia, Universidade Estadual da Paraíba, Campus Universitário, Bodocongó, 58100-753, Campina Grande, PB, Brasil

IILaboratório de Tecnologia Farmacêutica, Universidade Federal da Paraíba, Caixa Postal 5009, 58051-970, João Pessoa, PB, Brasil

IIIDepartamento de Nutrição Básica Experimental, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Cidade Universitária, 21949-900, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

IVDepartamento de Química, Universidade Estadual da Paraíba, Campus Universitário, Bodocongó, 58100-753, Campina Grande, PB, Brasil

VDepartamento de Enfermagem, Universidade Federal da Paraíba, Campus Universitário, Bodocongó, 58100-753, Campina Grande, PB, Brasil

RESUMO

A farinha da casca de maracujá é rica em uma fibra solúvel chamada pectina. Para avaliar o efeito dessa farinha na redução do colesterol foi realizado um estudo clínico piloto com dezenove mulheres, com idade entre 30 e 60 anos e apresentando hipercolesterolemia (colesterol > 200 mg/dL). Elas foram tratadas diariamente com 30 g da farinha da casca de maracujá por 60 dias. Após esse tempo foi observada uma redução estatisticamente significante (p < 0,05) nos níveis colesterol total (p = 0,00000) e colesterol LDL (p = 0,01193). Os resultados sugerem que a farinha da casca de maracujá seja utilizada na alimentação humana, juntamente com os alimentos, ou como matéria prima na produção de outros produtos, com o objetivo de reduzir o colesterol.

Unitermos:Passiflora edulis, Passifloracea, pectina, colesterol.

ABSTRACT

The flour of the passion fruit peel is rich in a soluble fiber called pectin. In order to evaluate the effect of this flour on cholesterol reduction, a pilot clinical study, was carried out with nineteen women, aged between 30 and 60 years, all of whom presented high cholesterol level (cholesterol > 200 mg/dL). The treatment consisted of daily doses of 30 g of the flour during 60 days. At the end of the 60 days it was observed a statistical reduction (p < 0.05) of the total cholesterol (p = 0,00000) and LDL-cholesterol (p = 0,01193) levels. The results suggested that the passion fruit peel flour, rich in pectin, can be used in human diet, with a large variety of foods, or as a raw material for other products intending to reduce cholesterol levels.

Keywords:Passiflora edulis, Passifloracea, pectin, cholesterol.

INTRODUÇÃO

Uma das principais causas de mortalidade no mundo são as doenças cardiovasculares. Seu crescimento em países desenvolvidos e/ ou em desenvolvimento tem sido relevante, causando entre outras conseqüências, o aumento dos gastos de saúde pública, diminuição da qualidade e do tempo de vida (Rique et al., 2002; Hermsdorff et al., 2004; Barbosa-Filho et al., 2006).

Há inúmeras evidências sobre a associação entre hipercolesterolemia, hipertrigliceridemia, lipoproteínas plasmáticas e doença arterial coronariana (Coronelli; Moura, 2003; Martinez et al., 2004; Gonçalves et al., 2006).

A ingestão de fibras dietéticas, encontradas principalmente em cereais, leguminosas e frutas, são uma alternativa para redução dos fatores de risco para as doenças cardiovasculares (Callegaro et al., 2005; Lairon et al., 2005). O consumo de fibras e os benefícios provenientes dessa ingesta têm levado ao desenvolvimento de produtos alimentares que contenham extratos de fibras vegetais (Harrington et al., 2001; Castro et al., 2003; Hsu et al., 2006).

A fibra alimentar constitui numa associação complexa de diferentes polissacarídeos de plantas, resistentes a hidrólise (causada pelas enzimas secretadas pelo trato digestório dos seres humanos) e são classificadas em fibras solúveis (pectinas, gomas e mucilagens) e insolúveis (celulose, hemicelulose e lignina) de acordo com a solubilidade de seus componentes em água (Mattos; Martins, 2000).

A família Passifloraceae possui aproximadamente 16 gêneros e 650 espécies, sendo o gênero Passiflora considerado o mais importante, com cerca de 400 espécies. Essas plantas crescem essencialmente nas regiões tropicais, mas também estão presentes nas áreas subtropicais e temperadas do mundo. Várias espécies desse gênero, conhecidas vulgarmente como maracujá, têm amplo uso na medicina popular, sendo suas partes aéreas utilizadas tradicionalmente na Europa e na América no tratamento da ansiedade, insônia e irritabilidade (Petry et al., 2001; De Paris et al., 2002; Bello et al., 2002; Ritter et al., 2002; Pereira et al., 2004; Morais et al., 2005; Ribeiro et al., 2005; Carlini et al., 2006; Silva et al., 2006; Agra et al., 2007). Segundo Córdova et al. (2005) estudos têm evidenciado as propriedades funcionais da casca do maracujá, especialmente àquelas relacionadas ao teor e o tipo de fibra. Essas características e propriedades funcionais fazem com que a casca de maracujá não seja mais considerada um resíduo industrial, uma vez que pode ser utilizada na elaboração de novos produtos.

Diante do exposto e considerando a boa fonte de pectina existente na farinha da casca de maracujá, este estudo verificou o efeito dessa farinha na redução do colesterol sérico.

MATERIAL E MÉTODOS

O produto botânico de origem vegetal utilizado para o estudo incluiu a farinha da casca de maracujá (Passiflora edulis f. flavicarpa), fornecida pelo professor Armando Sabaa-Srur, docente e pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Tratou-se de um estudo clínico piloto fase II, aprovado previamente pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Universidade Estadual da Paraíba (parecer nº 0012.0.133.000-05) utilizando a metodologia preconizada na Portaria de nº. 116/96 da Vigilância Sanitária e nas resoluções do CNS envolvendo Pesquisa em Seres Humanos a de nº. 196/96 e 251/97, e a Resolução nº. 18/99 (ANVISA) que estabelece as diretrizes básicas para análise e comprovação de propriedades funcionais e ou de saúde alegadas aos alimentos e a Resolução nº 17/99 que estabelece Diretrizes Básicas para Avaliação de Risco e Segurança dos Alimentos.

Inicialmente, foram captados 52 pacientes, do sexo feminino, com idade entre 30 - 60 anos, atendidas em uma unidade pública de saúde da cidade da Campina Grande-PB. A captação ocorreu através de convite voluntário e aleatório. Após explicações detalhadas sobre o estudo e concordando com o protocolo do mesmo, as voluntárias assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido e eram submetidos aos exames clínicos, laboratoriais e a uma entrevista.

Na entrevista inicial foram observados dados pessoais, peso, altura, pressão arterial, uso de medicamentos, bebida alcoólica, prática de atividade física, etc.

Foram excluídas do estudo as pacientes que demonstraram alterações laboratoriais nos exames de análises clínicas, que revelassem disfunção hepática, renal, diabetes, grávidas, alcoólatras ou em uso de alguma medicação hipolipemiante, ou que estivessem realizando algum tipo de dieta alimentar e atividade física.

Esses resultados serviam de parâmetro para qualificar as pacientes para o estudo e eram considerados como dados iniciais da pesquisa.

Após as análises clínica e laboratorial 25 mulheres se qualificaram para o estudo. Considerou-se hipercolesterolemia níveis de colesterol > 200 mg/dL, com base nas III Diretrizes de Dislipidemia e Aterosclerose (III Diretrizes de Dislipidemia e Aterosclerose, 2001).

O período do estudo foi de 60 dias sendo que o acompanhamento laboratorial e clínico foi realizado a cada trinta dias.

As pacientes recebiam semanalmente sete embalagens contendo 30 g cada de farinha da casca de maracujá, sendo orientadas a ingeri-la ao longo do dia juntamente com os alimentos (suco, frutas, leite, etc.). Durante todo o curso da pesquisa, as pacientes foram instruídas a ingerirem no mínimo 2 litros de água/dia, facilitando assim acão da pectina, que é uma fibra solúvel em água, e a comunicarem aos pesquisadores qualquer sinal ou sintoma adverso que porventura apresentassem.

As análises laboratoriais (dosagens bioquímicas) foram realizadas no Laboratório do Hospital Universitário Lauro Wanderley/UFPB. A coleta de sangue foi realizada no período da manhã em jejum de 12 horas, em tempo basal (T0), 30 dias (T30) e 60 dias (T60). Foram determinados os níveis de Colesterol Total (CT), Colesterol HDL (HDL-C). Para a determinação de Colesterol LDL (LDL-C) foi utilizado a fórmula de Friedwald. As determinações de AST, ALT, Bilirrubina Total (BT), Bilirrubina Direta (BD), Bilirrubina Indireta (BI), Fosfatase Alcalina (FA) e GGT tiveram como objetivo avaliar o potencial hepatotóxico da farinha da casca de maracujá. A dosagem de Glicose excluiu portadores de Diabetes mellitus.

Análise estatística

Para análise descritiva dos dados utilizou-se o programa EpiInfo, versão 6.04. Foi aplicado o teste t de Student pareado. Em todos os testes foram considerados o intervalo de confiança de 95% e o nível de significância foi de 5% (p < 0,05).

RESULTADOS

Das 25 pacientes incluídas no estudo, 19 (76%) concluíram integralmente as oito semanas do estudo. As seis pacientes que abandonaram a pesquisa alegaram repulsa a farinha devido ao sabor residual forte e desconfortos abdominais. Na tabela 1, estão descritas as características físicas basais das pacientes, e após as oito semanas do estudo. A média da idade e da altura foi de 45 ± 8 anos e 1,55 ± 0,064 m, respectivamente. A análise estatística mostrou uma diminuição significante na média de peso das pacientes (p = 0,0000). A média basal e após 60 dias do Índice de Massa Corporal (IMC) revelaram sobrepeso das pacientes segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) (http://abeso.org.br). Na Tabela 2 encontram-se os resultados referentes ao CT, HDL-C e LDL-C. Ao comparar os valores médios basais do CT (257,31 ± 28,01) e LDL-C (163,10 ± 27,52), observa-se uma redução dessas variáveis, após oito semanas (210,36 ± 35,51 e 129,47 ± 45,00), respectivamente, observa-se ainda que essa redução ocorreu já nas primeiras quatro semanas do estudo (225,63 ± 36,30 e 141,10 ± 48,54). Em relação ao HDL-C não houve diferença significativa (p = 0,66173). As demais dosagens bioquímicas como g -GGT, FA, BT, BD, BI, ALT, AST e Glicose não apresentaram diferença significativa após 60 dias da pesquisa (Tabela 3).

O questionário de reações adversas mostrou que a ocorrência de sonolência e náusea foram as reações mais significativas relatadas pela pacientes. A ocorrência de sonolência esteve presente em 47,3% das pacientes após 30 e 60 dias enquanto que e a ocorrência de náusea ocorreu em 42,10% das pacientes após 30 dias e 5,2% após 60 dias.

DISCUSSÃO

Apesar da falta de comprovação científica, a farinha da casca de maracujá tem sido alvo de grandes especulações no que diz respeito ao seu uso na diminuição do colesterol plasmático. Inúmeras reportagens e entrevistas têm sido veiculadas na mídia evidenciando o seu poder no combate a gordura do sangue.

A despeito da ampla utilização da farinha da casca de maracujá, não foi relatado até o momento nenhum trabalho clínico comprovando a ação da mesma na redução do colesterol. Portanto, a escassez de ensaios clínicos nos leva a discutirmos nossos resultados baseando-se em trabalhos que utilizaram outras fontes de fibra solúvel, como a pectina.

Estudo pré-clínico utilizando farinha da casca de maracujá na alimentação de ratos normais e diabéticos evidenciou uma redução da glicemia após quatro semanas de estudo (Junqueira et al., 2002). Em um outro trabalho pré-clínico Chau e Huang (2005) observaram uma diminuição dos níveis de triglicerídios, colesterol sérico e hepático ao utilizar em Hamsters fibra da farinha das sementes de Passiflora edulis, sugerindo o uso da farinha como fonte de fibra. A ação da pectina como agente hipocolesterolêmico em animais também foi evidenciado por vários autores.(Chandalia et al., 2000; Piedade; Canatti-Brazaca, 2003; Behall et al., 2004; Chau; Huang, 2004; Artiss et al., 2006; Fernandes et al., 2006; Hsu et al., 2006).

No presente estudo piloto observou-se uma diminuição do Colesterol Total e LDL-C ao se comparar seus valores médios basais e após oito semanas de intervenção. O período desse estudo baseou-se em outros ensaios clínicos mostrando que esse tempo é suficiente para confirmar o efeito hipolipemiante (Ballesteros et al., 2001; Rodrigues et al., 2003; Praça et al., 2004; Behall et al., 2004; Mercanligil et al., 2007).

Apesar da diminuição do Colesterol Total após oito semanas do estudo observa-se que os seus níveis se mantiveram acima do recomendado pelo III Diretrizes de Dislipidemia e Aterosclerose (colesterol < 200 m/dL). Vale lembrar que o Programa Nacional Americano de Educação em Colesterol (NCEP - National Cholestrol Education Program) estima que para cada 1% de redução na concentração de colesterol sangüíneo, o risco de doenças cardiovasculares diminuiria em 2%. Ou seja, de acordo com essas diretrizes, a terapia dietética é o primeiro passo para a diminuição do colesterol sangüíneo favorecendo a uma diminuição entre 10 - 13% do LDL - colesterol (Martins et al., 2004).

Nesse contexto, comparando-se os valores médios antes e depois do estudo, observou-se uma redução dos níveis de LDL-C em torno de 20% sem diminuição do HDL-C. Este é um dado importante uma vez que a fração HDL do colesterol é responsável pelo seu transporte reverso do colesterol, ou seja, retira o colesterol da circulação levando-o para o fígado para ser metabolizado, por isso chamado de " bom colesterol" (Oliveira et al., 2004). Com base nesses resultados podemos afirmar que a farinha da casca de maracujá diminui o colesterol LDL sem alterar a fração HDL.. A redução do colesterol sangüíneo também foi observada por Chandalia et al. (2000) que verificaram que o consumo de 50 g de fibra, sendo 25 g de fibras solúveis e 25 g de fibras insolúveis, diminuiu a concentração de lipídios séricos em indivíduos diabéticos tipo 2. Resposta semelhante foi observada por Ballesteros et al. (2001), ao introduzir 48 g/dia e 27 g/dia de fibra solúvel, respectivamente, em dois grupos de 19 homens.

Aller et al. (2004) mostraram que um modesto aumento de ingestão de fibra solúvel também diminuiu os teores de LDL - C sem diminuição dos níveis de HDL-C.

Em relação às reações adversas citadas (sonolência e náusea), já é sabido que várias espécies do gênero Passiflora, tais como Passiflora incarnata, Passiflora alata e Passiflora edulis, são utilizadas no combate a insônia e ao estresse. Diante disso, sugere-se que novos estudos sejam realizados, com objetivo de verificar a presença dos princípios ativos, na farinha da casca de maracujá, responsáveis pela propriedade sedativa, uma vez que substâncias já foram encontradas em outras partes da planta como folhas, flores, caule e polpa dos frutos (Zibadi; Watson, 2004; Yuldasheva et al., 2005; Santos et al., 2006).

De acordo com as pacientes a ocorrência de náusea era provocado pelo sabor residual forte da farinha. Estudos futuros precisam ser desenvolvidos com o propósito de melhorar o sabor, contribuindo dessa forma para uma melhor aceitabilidade da farinha.

A comparação dos níveis basais de g- GT, ALT, AST, fosfatase alcalina, bilirrubina total, bilirrubina direta e bilirrubina indireta com os níveis após oito semanas do estudo podem indicar ausência de efeito hepatotóxico. Esses achados não corroboram com os de Zibaldi e Watson, (2004) quando administraram extrato de folhas de P. edulis em animais e voluntários sadios. Os autores observaram que houve aumento significante dos níveis séricos da g- GT. Em outros estudos clínicos, quatro dos nove voluntários submetidos ao estudo apresentaram altos níveis séricos de amilase e dois apresentaram valores alterados de bilirrubina direta, um dia após a ingestão de chá liofilizado das folhas de P. edulis.

CONCLUSÃO

A farinha da casca de maracujá reduziu os níveis de colesterol total e colesterol LDL, mas não alterou os valores de colesterol HDL.

Considerando as limitações desse estudo tais como tamanho da amostra, aceitabilidade da farinha e população estudada faz-se necessários estudos clínicos mais detalhados no sentido de comprovar a ação dessa farinha sobre os lipídios séricos, tornando-a uma alternativa terapêutica viável e segura no combate a hipercolesterolemia.

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  • Datas de Publicação

    • Publicação nesta coleção
      25 Fev 2008
    • Data do Fascículo
      Dez 2007
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