Recria de bovinos Nelore em pastos de Brachiaria brizantha com suplementação protéica ou com acesso a banco de proteína de Leucaena lecocephala: características de fermentação ruminal

Post-weaning performance of Nelore cattle grazing Brachiaria brizantha with proteic supplement or free access to a protein bank of Leucaena leucocephala: ruminal fermentation characteristics

Resumos

Foram avaliadas as características de fermentação ruminal de bovinos Nelore com peso médio inicial de 152 kg, submetidos durante 314 dias aos seguintes tratamentos: pastos de Brachiaria brizantha exclusiva (Teste), pasto de Brachiaria mais suplementação durante o período de seca (Seca), pasto de Brachiaria mais suplementação na seca e águas (Ano) ou pasto de Brachiaria com acesso a banco de Leucaena (Banco). O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso com quatro repetições. O suplemento fornecido na seca continha 46,9% de PB e o das águas, 43,9% PB. As coletas de líquido ruminal foram realizadas em agosto, novembro, fevereiro e maio de três animais aleatórios de cada parcela. As porcentagens molares de propionato foram maiores para os animais suplementados, sendo que em agosto foi maior para os tratamentos Ano e Seca; nos outros períodos os animais do tratamento Ano apresentaram as maiores proporções. Similarmente, a relação acetato:propionato diminui nos tratamentos com suplemento em todas épocas. Houve interação dos valores de N-NH3 entre época do ano e tratamento, sendo que os animais suplementados apresentaram concentração mais elevada em agosto (Ano e Seca), fevereiro e maio (Ano). Houve também interação entre época do ano e tratamento para N-uréia, em que os tratamentos suplementados apresentaram valores mais elevados em agosto (Ano e Seca), fevereiro e maio (Ano) que os demais tratamentos e, em novembro, o Ano foi maior apenas no tratamento Teste.

ácidos graxos voláteis; bovinos de corte; fermentação ruminal; nitrogênio amoniacal; suplemento; pastejo; uréia sérica


The rumen fermentative characteristics of Nelore steers grazing Brachiaria Brizantha pastures (Teste), or supplemented during the dry season (Seca), dry and wet seasons (Ano) or with free access to a Leucaena bank (Banco), in a randomized block design with four replications, were evaluated. The dry season supplement had 46.9% CP, 70% rumen degradable, and the wet season supplement, 43.9%CP, 60% degradable. Rumen liquor was collected on August, November, February and May. The molar proportions of propionic acid in the supplemented animals were higher in August in the Ano and Seca treatment, and in the others periods animals in the treatment Ano had greater proportions. Similarly, the acetate:propianate ratio was lower in the supplemented treatments in all periods. The values of N-NH3 showed an interaction between period and treatment, with the animals receiving proteic supplement showing higher values in August (Ano and Seca), February and May (Ano. Urea nitrogen showed an interaction between period and treatment, with supplemented animals showing higher values in August (Ano and Seca), February and May (Ano) than the other treatments, and in November the Ano treatment was higher than Teste only.

beef cattle; feed supplement; grazing; rumen fermentation; rumen amonia nitrogen; urea nitrogen; volatile fatty acids


Recria de bovinos Nelore em pastos de Brachiaria brizantha com suplementação protéica ou com acesso a banco de proteína de Leucaena lecocephala. Características de fermentação ruminal1 1 Trabalho financiado pela Fapesp 2 Parte da dissertação de mestrado do primeiro autor , 2 1 Trabalho financiado pela Fapesp 2 Parte da dissertação de mestrado do primeiro autor

Post-weaning performance of Nelore cattle grazing Brachiaria brizantha with proteic supplement or free access to a protein bank of Leucaena leucocephala. Ruminal fermentation characteristics

Marcelo de Queiroz ManellaI; Antônio João LourençoII; Paulo Roberto LemeIII

IBolsista da Fapesp. E.mail: manella@esalq.usp.br IIPQC VI do Instituto de Zootecnia, Nova Odessa, SP. E.mail: ajlourenco@izsp.br IIIProfessor Doutor da FZEA-USP, Pirassununga, SP. E.mail: prleme@usp.br

RESUMO

Foram avaliadas as características de fermentação ruminal de bovinos Nelore com peso médio inicial de 152 kg, submetidos durante 314 dias aos seguintes tratamentos: pastos de Brachiaria brizantha exclusiva (Teste), pasto de Brachiaria mais suplementação durante o período de seca (Seca), pasto de Brachiaria mais suplementação na seca e águas (Ano) ou pasto de Brachiaria com acesso a banco de Leucaena (Banco). O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso com quatro repetições. O suplemento fornecido na seca continha 46,9% de PB e o das águas, 43,9% PB. As coletas de líquido ruminal foram realizadas em agosto, novembro, fevereiro e maio de três animais aleatórios de cada parcela. As porcentagens molares de propionato foram maiores para os animais suplementados, sendo que em agosto foi maior para os tratamentos Ano e Seca; nos outros períodos os animais do tratamento Ano apresentaram as maiores proporções. Similarmente, a relação acetato:propionato diminui nos tratamentos com suplemento em todas épocas. Houve interação dos valores de N-NH3 entre época do ano e tratamento, sendo que os animais suplementados apresentaram concentração mais elevada em agosto (Ano e Seca), fevereiro e maio (Ano). Houve também interação entre época do ano e tratamento para N-uréia, em que os tratamentos suplementados apresentaram valores mais elevados em agosto (Ano e Seca), fevereiro e maio (Ano) que os demais tratamentos e, em novembro, o Ano foi maior apenas no tratamento Teste.

Palavras-chave: ácidos graxos voláteis, bovinos de corte, fermentação ruminal, nitrogênio amoniacal, suplemento, pastejo, uréia sérica

ABSTRACT

The rumen fermentative characteristics of Nelore steers grazing Brachiaria Brizantha pastures (Teste), or supplemented during the dry season (Seca), dry and wet seasons (Ano) or with free access to a Leucaena bank (Banco), in a randomized block design with four replications, were evaluated. The dry season supplement had 46.9% CP, 70% rumen degradable, and the wet season supplement, 43.9%CP, 60% degradable. Rumen liquor was collected on August, November, February and May. The molar proportions of propionic acid in the supplemented animals were higher in August in the Ano and Seca treatment, and in the others periods animals in the treatment Ano had greater proportions. Similarly, the acetate:propianate ratio was lower in the supplemented treatments in all periods. The values of N-NH3 showed an interaction between period and treatment, with the animals receiving proteic supplement showing higher values in August (Ano and Seca), February and May (Ano. Urea nitrogen showed an interaction between period and treatment, with supplemented animals showing higher values in August (Ano and Seca), February and May (Ano) than the other treatments, and in November the Ano treatment was higher than Teste only.

Key Words: beef cattle, feed supplement, grazing, rumen fermentation, rumen amonia nitrogen, urea nitrogen, volatile fatty acids

Introdução

A suplementação protéica de animais em pastejo é uma ferramenta que permite adequar a dieta, melhorar a conversão alimentar e o ganho de peso vivo, e, por conseqüência, diminuir o ciclo da pecuária de corte. Este suplemento deve ser capaz de propiciar um ambiente ruminal adequado para que a fermentação ruminal seja a mais eficiente possível.

A suplementação com concentrado protéico altera alguns parâmetros ruminais, como a concentração de compostos nitrogenados amoniacais (N-NH3) e os ácidos graxos voláteis (AGV's). O aumento de N-NH3 favorece a otimização da síntese de proteína microbiana e melhora a digestibilidade da fibra (Satter & Roffler ,1979). Os AGV's são as principais fontes metabólicas de energia para os ruminantes, e suas concentrações totais, bem como as suas proporções relativas, podem ser alteradas com o fornecimento de suplementos protéicos e/ou energéticos (Baldwin, 1998; Olson et al., 1999).

Os produtos da fermentação ruminal diferem entre os alimentos, pois os microrganismos têm maior especificidade em digerir determinados nutrientes da dieta. Assim, dietas ricas em forragens resultam em maior atividade de bactérias celulolíticas e sacarolíticas, e a produção de ácido acético é maior. Por outro lado, com dietas ricas em amido e ou proteína, há, preferencialmente, maior ação das bactérias amilolíticas e ou proteolíticas, que por sua fez são produtoras de ácido propiônico (Church, 1988).

A concentração de N-NH3 no rúmen depende da degradabilidade da fonte protéica utilizada e do equilíbrio entre sua produção e utilização pelos microrganismos. Para a otimização da produção de proteína microbiana é necessária a sincronização entre a disponibilidade de energia e compostos nitrogenados no ambiente ruminal (Firkins, 1996), desta forma a concentração de N-NH3 no rúmen depende, entre outros fatores, da disponibilidade de carboidratos (Satter e Roffler, 1979, Nocek e Russel, 1988).

Segundo Church (1988), a maioria das bactérias são capazes de usarem o N-NH3 como única fonte de nitrogênio, portanto, é necessário que a dieta promova concentrações adequadas no rúmen para a ótima atividade microbiana. Satter e Roffler (1979) e Slyter et al. (1979) afirmaram que para a otimização do crescimento e atividade microbiana as concentrações ruminais devem estar entre 2,0 e 5,0 mg/dL.

O objetivo do trabalho foi avaliar as características da fermentação ruminal de bovinos Nelore com diferentes estratégias de recriada a pasto, recebendo suplementação alimentar protéica ou com livre acesso ao banco de proteína de Leucaena leucocephala.

Material e Métodos

O trabalho foi realizado na Estação Experimental Central, do Instituto de Zootecnia, localizado no município de Nova Odessa, SP. A área experimental utilizada era formada por 48 piquetes de 1 hectare cada, formando 16 parcelas experimentais divididas em três piquetes. O pastejo foi rotacionado dentro da parcela, com período de descanso e ocupação foi de 42 e 21, respectivamente. O delineamento experimental foi de blocos casualizados, com quatro tratamentos e quatro repetições.

Os animais foram submetidos aos seguintes tratamentos: pastagem exclusiva de Brachiaria brizanta (Teste); pastagem de Brachiaria brizanta associada a uma área adjacente (banco de proteína) com livre acesso a Leucaena leucocephala (Banco); Pastagem de Brachiaria brizanta + suplementação alimentar fornecida no cocho apenas período da seca (junho a novembro de 1998) (Seca); pastagem de Brachiaria brizanta + suplementação alimentar fornecida no cocho no período da seca e das águas (junho 1998 a maio de 1999) (Ano).

A pastagem utilizada foi formada de Brachiaria brizantha cv. Marandu, e o banco de proteína de Leucaena leucocephala cv. Cunnigaham, representando 25% da área do piquete. Foi realizada adubação de manutenção com 100 kg P2O5/ha e 60 kg K2O/ha, por cobertura e a lanço 100 kg N/ha (500 kg de sulfato de amônio/ ha), em abril de 1998 e março de 1999.

O período da seca considerado durou 140 dias (25 de junho de 1998 a 12 de novembro 1999) e o das águas 174 dias (12 de novembro de 1998 a 4 de maio de 1999), sendo o período experimental total de 314 dias. Os dados relativos a pluviosidade e temperaturas estão descritos em Manella et al. (2002).

A disponibilidade de forragem foi estimada pelo método do quadrado (1,0 x 1,0 m), e a avaliação das áreas de Leucaena leucocephala foi feita segundo Lourenço et al. (1981), em cinco pontos aleatórios das áreas avaliadas. Foram determinadas a matéria seca a 105oC, a proteína bruta (PB) pelo método micro Kjeldahl (A.O.A.C.,1990), a digestibilidade ïn vitro (Tiley & Terry, 1963), a fibra detergente neutro (FDN) e fibra detergente ácido (FDA; Robertson & Van Soest, 1981).

Foram utilizados 192 bovinos machos inteiros da raça Nelore, recém desmamados, pesando em média 152 kg de peso vivo. A carga animal média foi de 683 kg peso vivo/ha (12 animais/parcela) no período da seca, e de 1182 kg de peso vivo/ha (14 animais/parcela) no período das águas. A carga animal foi ajustada para que ao final de cada período de pastejo o piquete apresentasse o mínimo de 1500 kg de MS/ha. As pesagens individuais dos animais foram feitas com auxílio de balança eletrônica em intervalos de 28 dias, sempre pelo período da manhã sem jejum (Manella et al., 2002).

Constam na Tabela 1 os ingredientes utilizados na composição do suplemento alimentar para os períodos das secas e águas e na Tabela 2, a composição química dos suplementos. Utilizaram-se 6,8% de sal e 0,16% de Rumensin® (monensina) no suplemento para limitar o consumo em aproximadamente 600 g/animal/dia. O suplemento foi fornecido a cada três dias em cocho coberto, sendo que as quantidades eram ajustadas em função das sobras do concentrado cocho.

As colheitas foram feitas nos meses de agosto/1998 (inverno), novembro/1998 (primavera), fevereiro/1999 (verão) e maio/1999 (outono), em 3 animais, sorteados ao acaso em cada parcela experimental, perfazendo um total de 48 animais por período de colheita. Foram colhidos aproximadamente 500 ml de líquido ruminal através de sonda flexível oro-gástrica, e as amostras de sangue foram coletadas por venopunção da jugular.

O líquido ruminal foi homogeneizado e a leitura do pH feita com potenciômetro digital portátil. Dois ml de fluido ruminal foram colocados em tubos de ensaios contendo 1 ml de ácido sulfúrico 1 N e armazenados sob refrigeração para análises de nitrogênio amoniacal por colorimetria (Foldager, 1977). Cerca de 50 mL de líquido ruminal foi centrifugado a 3500 rpm por 15 minutos e em 1 mL do sobrenadante foram adicionados 0,2 mL de ácido fórmico P.A., armazenado-se a -20ºC até a determinação de ácidos graxos voláteis por cromatografia gasosa (Erwin et al., 1961).

Após retração do coágulo sangüíneo, o soro foi congelado para posterior determinação dos níveis séricos de uréia pelo método enzimático (Kit comercial da marca LABORLAB®) e para cálculo do nitrogênio na forma de uréia (N-uréia, Bergmeyer, 1985).

O delineamento foi em blocos ao acaso com quatro repetições por tratamento, adicionado do fator de medida de tempo. Os resultados foram analisados através do programa computacional Statistical Analysis System (SAS, 1985) pelo procedimento GLM (PROC GLM), com nível de significância de 5% para todos os testes realizados. As análises foram realizadas utilizando-se o comando REPEATED gerado pelo procedimento GLM (PROC GLM do SAS). As médias foram comparadas por intermédio do teste Tukey. Na presença de interação entre efeito do tratamento e de tempo, a separação foi feita dentro de cada período de coleta.

Resultados e Discussão

As avaliações das pastagens de Brachiaria brizantha e dos bancos de Leucaena leucocephala, por ocasião da colheita do líquido ruminal, encontram-se na Tabela 3.

Em fevereiro, os teores de PB e a digestibilidade in vitro da brachiaria estiveram baixos para a época, provavelmente pelo fato da pastagem estar velha, devido à maior taxa de crescimento da planta e ao longo período de descanso para a gramínea no período (42 dias), propiciando aumento dos constituintes da parede celular (FDN e FDA). Em maio, o maior teor de proteína foi reflexo da adubação de manutenção ocorrida em março de 1999.

Os ganho diário de peso vivo observado estão descritos em Manella et al. (2002). No período seco, nos tratamentos Seca e Ano foram obtidos ganhos individuais médios diários superiores ao Banco e Teste (534 e 486 x 277 e 201 g/d, respectivamente, P<0,05) e no período das águas, os ganhos dos tratamentos Ano e Banco foram maiores que os animais Seca e Teste (782 e 741 x 584 e 645 g/d; P<0,05).

Na Tabela 4, encontram-se os valores de pH do líquido ruminal determinados nos bovinos em pastejo nos tratamentos durante as quatro épocas do ano. Verificou-se efeito significativo (P=0,0001) apenas para época do ano. Nos meses de agosto e maio, as médias de pH foram maiores (P<0,05) do que nos meses de Novembro e Fevereiro (7,3 e 7,3 vs 7,1 e 7,0, respectivamente).

O valor médio de pH no presente trabalho foi de 7,1, concordando com relatos de que dietas com predominância de forragens devem apresentar pH próximo a neutralidade (7,0) (Kaufman, 1976).

Todavia, deve-se considerar que o método de coleta do líquido ruminal não é o mais indicado para a avaliação desta variável devido a contaminação por saliva. Lavezzo (1986), em coletas realizadas por sonda oro-esofágica, obteve valores médios de pH do líquido ruminal de 7,3, que também teriam sido superestimados, devido à saliva. Assim, as interpretações dos valores de pH foram prejudicadas em razão da técnica de coleta de líquido ruminal utilizada.

O valor médio de pH no presente trabalho foi de 7,1, concordando com relatos de que dietas com predominância de forragens devem apresentar pH próximo a neutralidade (7,0) (Kaufman,1976).

Na Tabela 5, é possível observar as concentrações totais de AGV's, bem como as proporções molares do ácido acético, do propiônico e do butírico, devido aos tratamentos durante as diferentes épocas do ano.

Entre as proporções molares de ácido acético nos tratamentos estudados e as quatro épocas do ano houve interação. Em fevereiro, o tratamento Ano teve menor proporção (P<0,05) de acetato, quando comparado com os animais da Seca e Banco (81,8 vs 83,8 e 83,9%mM). Foi verificado que, na coleta realizada em maio, os tratamentos Seca, Banco e Teste apresentaram proporções maiores (P<0,05) do que no tratamento Ano (84,6, 83,2, 85,2 vs 80,7% mM).

Nos AGV's, apenas nas coletas realizadas em maio observaram-se diferenças (P<0,05) entre os tratamentos, sendo que o Ano apresentou 77,2 mM, maior do que o do tratamento testemunha, com 55,9 mM. O aumento das concentrações de AGV's, devido ao fornecimento de concentrado protéico, está relacionado com aumento na concentração de N-NH3 ruminal (Driedger & Loerch, 1999) e na ingestão de matéria seca (Poppi & Mclennan, 1995; Olson et al., 1999), resultando em maior fornecimento de substrato para fermentação microbiana (Petit & Flipot, 1992). De modo geral, a ausência de efeito na concentração total de AGV's entre os tratamentos, exceto em maio, pode ter ocorrido em função da diluição pela maior salivação dos animais no ato da coleta.

Animais recebendo concentrado apresentaram menor proporção de ácido acético que animais alimentados exclusivamente com volumoso (Delcurto et al., 1990a; Albro et al., 1993; Fike et al., 1995; Koster et al., 1996). Nas dietas com alta proporção de volumoso, como nos tratamentos Banco e Teste, a fermentação ocorre preferencialmente pela via do acetato, segundo Church et al. (1988). Como a leucena contém baixa concentração de carboidratos solúveis, isto favorece a produção de acetato (Bonsi et al., 1995).

As proporções molares de ácido propiônico apresentaram interação significativa entre época do ano e tratamentos. No mês de agosto, os animais dos tratamentos Ano e seca, por estarem recebendo a mesma dieta, apresentaram aumento (P<0,05) na proporção de propionato em relação ao Banco e Teste (14,8 e 13,8 vs. 10,9 e 10,9% mM). Na coleta de fevereiro, observou-se maior proporção de ácido propiônico (P<0,05) no tratamento Ano (14,6 %mM). Em maio, foram verificadas tendências semelhantes às de fevereiro, em que a proporção de propionato do tratamento Ano (14,9%mM) foi maior (P<0,05) que os outros tratamentos.

Em todas as épocas do ano, os animais que receberam o suplemento protéico apresentaram maiores proporções de ácido propiônico, assim como nos estudos de McCoullun & Galyean (1985), Delcurto et al. (1990a) e Delcurto et al. (1990b). Freeman et al. (1992), ao fornecerem diferentes níveis de proteína para novilhos de corte em pastejo, verificaram aumento apenas na proporção molar de ácido propiônico, sem alterações nos AGV´s totais. Entretanto, alguns autores relataram que não obeservaram alterações nas proporções molares de ácido propiônico, quando forneceram concentrado protéico para bovinos a pasto (Petit & Flipot, 1992; Shain et al., 1998; Driedger et al., 1999).

As proporções de ácido butírico do líquido ruminal dos bovinos em pastejo foram maiores (P<0,05) no tratamento Banco em relação ao tratamento Ano (5,1 x 4,1). A suplementação protéica não aumentou a proporção de ácido butírico, assim como nas observações feitas por Delcurto et al. (1990b), Freeman et al. (1992) e Driedger & Loerch (1999). Estas observações são contrárias aos relatos de Caton et al. (1988), Delcurto et al. (1990a) e Shain et al. (1998). Os animais que tiveram acesso ao banco de proteína de Leucaena leucocephala apresentaram aumento na produção de ácido butírico. Bonsi et al. (1995) encontraram efeitos semelhantes com animais alimentados com leucena.

Nas proporções molares de ácido acético:propiônico, houve interação entre época do ano e tratamento. As menores relações observadas ocorreram em função do aumento na proporção de ácido propiônico observada nos tratamentos em que os animais receberam a suplementação.

O fornecimento de proteína alterou as proporções dos ácidos e diminui a relação acetato:propionato, devido ao aumento de ácido propiônico, em associação à diminuição de acético. Animais alimentados principalmente com volumosos tendem a apresentar populações bacterianas predominantemente, produtoras de acetado, mas com concentrados na dieta, destacam-se as produtoras de propionato (Church, 1988).

A maior produção de ácido propiônico, em vez de ácido acético ou butírico nos animais suplementados ocasionou uma maior eficiência energética, quer seja pelo maior aporte de substâncias gluconeogénicas (ácido propiónico), ou pela "retenção" de energia devido a diminuição nas perdas via metano (CH4), favorecendo, em parte, o melhor desempenho para animais suplementados. Whitelaw et al. (1984) observaram relação inversa entre as produções de metano e a concentração molar de ácido propiónico.

Os animais nos tratamentos com acesso ao banco de leucena apresentaram efeitos apenas no ácido butírico, enquanto os AGV's totais, o acético e o propiônico não foram alterados. Por outro lado, Bonsi et al. (1995) não só observaram maiores produções de AGV's como alterações nas proporções individuais dos ácidos.

Os valores médios dos compostos nitrogenados amoniacais (N-NH3) no líquido ruminal encontram-se na Tabela 6. No mês de agosto, os tratamentos Ano e Seca resultaram em valores semelhantes de N-NH3, 7,5 e 7,3 mg/dL, respectivamente. Esta ocorrência é explicada pelo fato de que em ambos os tratamentos os animais receberam o concentrado protéico. Os valores de N-NH3 destes tratamentos foram maiores (P<0,05) que os dos animais do Banco (1,3 mg/dL) e Teste (2,0 mg/dL). Em fevereiro (P=0,0026), o valor de N-NH3 para os animais do grupo Ano (8,5 mg/dL) foi maior (P<0,05) que os dos demais tratamentos. Efeitos semelhantes ocorreram em maio, com valor maior (P<0,05) no tratamento Ano (7,8 mg/dL).

A maior concentração de N-NH3 nos tratamentos suplementados foi semelhante aos encontrados por Del Curto et al. (1990a), Fike et al. (1995), Hennessy et al. (1995), Franco et al. (1996), Valadares et al. (1997), Franco (1997), Shain et al.(1998) e Zeoula et al. (1999).

Os valores de N-NH3 obtidos no presente trabalho foram menores que os descritos por Franco (1997) (7,1 a 16,9 mg/dL) e Franco et al. (1996) (17 a 27,9 mg/dL), que suplementaram bovinos em pastejo com fontes protéicas de diferentes degradabilidades, no período das águas e secas, respectivamente.

Em trabalhos realizados por Caton et al. (1988) e Shain et al. (1998) foram relatadas variações de N-NH3 semelhantes às do presente trabalho. No primeiro a variação foi de 3,6 a 7,1 mg/dl para animais recebendo suplemento a pasto (45%PB, na MO), e para o Teste de 1,3 a 2,2 mg/dl. Shain et al. (1998) forneceram níveis crescentes de uréia e observaram valores de N-NH3 entre 1,7 e 7,9 mg/dl. Em ambos os trabalhos, os autores associaram a maior degradabilidade da proteína com elevados valores de N-NH3.

Os valores médios para os animais suplementados no mês de agosto nos tratamentos Ano (7,5 mg/dL) e Seca (7,3 mg/dL) e nos meses de fevereiro (8,5 mg/dL) e maio (7,8 mg/dL), para o tratamento Ano, foram maiores que os limites propostos por Slyter et al. (1979) de 2,0 a 5,0 mg/dL, indicando que as concentrações de N-NH3 não foram limitantes para a fermentação ruminal.

Os tratamentos Teste, Banco, e Seca (novembro fevereiro e maio) apresentaram valores próximos ao limite mínimo proposto por Slyter et al. (1979) e semelhantes aos encontrados por Caton et al. (1988) para animais submetidos somente ao pasto exclusivo (1,3 a 2,2 mg/dL). Alguns autores relataram que concentrações de N-NH3 semelhantes as observadas não foram limitantes para a síntese de proteína microbiana (Mullik et al., 1998), ou para a digestibilidade da forragem (Kang-Mesnarich & Broderik, 1981; Milton & Brandt, 1994).

A concentração de N-NH3 observada em novembro para o tratamento Ano foi relativamente menor (3,5 mg/dL), quando comparada às três outras avaliações, apesar dos elevados teores de proteína da forragem. Neste período as pastagens apresentaram maior digestibilidade (64%) e, conseqüentemente, maior disponibilidade de carboidratos, favorecendo a microbiota ruminal utilizar com maior eficiência o N-NH3 para a síntese de proteína (Firkins, 1996).

Nos animais com acesso ao Banco, os valores de N-NH3 foram consideravelmente menores (1,3 a 3,1 mg/dL) que os descritos por Abdulrazak et al. (1997) na suplementação (15 ou 30 g MS/kg0,75) de Gliricidia sepium (8,0 a 10,0 mg/dL) ou Leucaena leucocephala (9,5 a 11,1 mg/dL). Os baixos valores de N-NH3 no presente trabalho podem ser explicados, provavelmente, pelo menor consumo da leucaena na forma de banco de proteína em relação ao trabalho citado anteriormente, apesar de os animais terem livre acesso. Bonsi et al. (1995) também relataram baixos valores de N-NH3 em animais recebendo leucaena, o que se deve à lenta degradabilidade da proteína da leguminosa.

Outros trabalhos demonstraram que a baixa degradabilidade da proteína da leucena em parte se deve à alta taxa de passagem da folha, devido ao pequeno tamanho de partícula (Franzolin Neto et al., 1992; All & Stobbs, 1994; Bonsi et al., 1995). Outro fator responsável para redução da degradação da proteína pode ser pelo tanino ligado a mesma (Reid et al., 1974). Entretanto, isto não foi prejudicial, pois a leguminosa proporcionou maior aporte de proteína não degradável no rúmen chegando aos intestinos, favorecendo elevados ganhos de peso para os animais no período das águas (Manella et al., 2002).

O tratamento Teste apresentou baixos valores de N-NH3 (1,7 a 2,2 mg/dL), mesmo quando a forragem apresentou teores de proteína mais elevados, que, segundo Minson (1990) e Prior et al. (1998), são consistentes para gramíneas tropicais. Hafley et al. (1989) observaram poucos valores acima de 5 mg/dL de N-NH3 para animais em pastagem de verão com PB entre 8 e 14%. As concentrações de N-NH3 para animais recebendo exclusivamente volumosos estiveram abaixo do ideal de 5 mg/dL.

Malafaia et al (1997) observaram que 34,12 e 27,73% da PB da Brachiaria brizantha encontra-se na forma das frações B3 e C, respectivamente, ou seja, mais que 50,0% da proteína desta gramínea é pouco degradável no rúmen (B3) ou indisponível (C) para a ação microbiana no ambiente ruminal (Siniffen et al., 1992).

O não aumento das concentrações de N-NH3 durante os períodos de melhor qualidade das pastagens (PB >7,0 %) para os tratamentos Seca e Teste, pode ter ocorrido em função das observações feitas por Malafaia et al.(1997). Estas informações associadas aos achados do presente trabalho, indicam que mesmo no período das águas, a quantidade de PDR na B. brizantha pode ser insuficiente para manter os níveis adequados de N-NH3.

As concentrações séricas de N-uréia apresentadas na Tabela 7 mostraram efeitos semelhantes as das concentrações de N-NH3 no rúmen.

Em agosto, os tratamentos Ano e Secas apresentaram maiores valores de N-uréia (P<0,05) que os tratamentos Banco e Teste (12,6 e 12,6 vs 4,3 e 2,1 mg/dL). No mês de novembro, apenas os tratamentos Ano (5,6 mg/dL) e Teste (3,4 mg/dL) apresentaram diferenças (P<0,05). Os animais do tratamento Ano, em fevereiro apresentaram as maiores concentrações séricas de N-uréia (P<0,05). Na observação de maio, houve tendência semelhante ao período anterior, no qual o tratamento Ano (10,7 mg/dL) resultou em maiores valores (P<0,05).

Em agosto, os tratamentos Ano e Secas apresentaram maiores valores de N-uréia (P<0,05) que os tratamentos Banco e Teste (12,6 e 12,6 vs 4,3 e 2,1 mg/dL). No mês de novembro, apenas os tratamentos Ano (5,6 mg/dL) e Teste (3,4 mg/dL) apresentaram diferenças (P<0,05). Os animais do tratamento Ano, em fevereiro , apresentam as maiores concentrações séricas de N-uréia (P<0,05). Na observação de maio, houve tendência semelhante ao período anterior, em que foram obtidos os maiores valores (P<0,05) para o tratamento Ano (10,7 mg/dL).

Apenas uma fração do nitrogênio suplementado a dieta é retido como ganho de peso adicional, e o restante é metabolizado em uréia, aumentando as concentrações séricas deste último composto (Kunkle & Hopkins, 1999). Dessa forma, o N-uréia sangüíneo é utilizado como indicativo do balanço protéico, sendo que os limites de uréia sangüínea indicativos da adequada ingestão protéica são de 9,0 a 12 mg/dL (Hammond et al., 1993). Altas concentrações de uréia sérica (>12 mg/dL) podem comprometer o desempenho animal, devido à maior demanda energética para excreção na mesma (Hammond, 1994).

As concentrações sangüíneas de N-uréia observadas no presente trabalho estão de acordo com as relatadas na literatura (Moss & Murray, 1992; Pitts et al., 1992; Simpson et al., 1999; Kunkle & Hopkins, 1999), em que a suplementação protéica elevou os valores de uréia sérica. O N-uréia teve o mesmo comportamento que as concentrações de N-NH3, mostrando estreita relação entre estas variáveis, que também foi relatada por Moss & Murray (1992), Russel (1992) e Valadares et al. (1997).

Pitts et al. (1992) suplementaram bovinos de corte no verão e na primavera com três níveis de farelo de algodão, por três anos consecutivos. Os níveis mais elevados do suplemento mantiveram valores de N-uréia sangüínea mais altos (19 a 29 mg/dL). As concentrações de N-uréia no presente trabalho nos animais suplementados foram menores, porém com comportamento semelhante ao descrito por aqueles autores.

No presente trabalho, os animais suplementados nos meses de agosto (Ano e Seca), fevereiro e maio (Ano) apresentaram teores de uréia sérica variando de 10,7 a 12,6 mg/dL, indicando valores adequados de ingestão protéica (Hamond et al., 1993). Apenas em novembro, os animais suplementados (Ano, 5,6 mg/dL) mostraram valores menores que os sugeridos por aqueles autores. Os animais com acesso ao banco de proteína apresentaram valores em todas as épocas abaixo do considerado ótimo.

As concentrações de N-uréia nos animais suplementados no cocho indicam bom aproveitamento de proteína e energia, esta obtida da forragem. Dietas protéicas com baixa disponibilidade de energia resultam em altas concentrações séricas de N-uréia, porém, ao aumentar a energia na dieta, há diminuição nas concentrações sangüíneas (Pitts et al., 1992). Esta última afirmação pode explicar o ocorrido em novembro, devido à maior digestibilidade da pastagem.

Conclusões

A suplementação alterou os parâmetros de fermentação ruminal, favorecendo a maior atividade microbiana, devido ao maior aporte de N-NH3 ruminal, e o aumento nas proporções de ácido propiônico possibilitou maior retenção de energia, sendo que tais alterações são em parte responsáveis pelo melhor desempenho animal. O banco de leucena não provocou alterações no rúmen, porém a alta taxa de passagem da proteína para o duodeno permitiu desempenho animal, no período das águas, semelhante aos animais suplementados.

Os resultados sugerem que, para pastagens de B. brizantha no período das águas, é necessária a suplementação com fontes de proteína para otimização do ambiente ruminal. Entretanto, mais trabalhos avaliando aspectos da fermentação ruminal de animais pastejando gramíneas tropicais, suplementados ou não, precisam ser realizados, auxiliando na formulação de suplementos estratégicos.

Literatura Citada

Recebido em: 09/04/02

Aceito em: 16/01/03

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  • 1
    Trabalho financiado pela Fapesp
    2
    Parte da dissertação de mestrado do primeiro autor

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    15 Dez 2003
  • Data do Fascículo
    Ago 2003

Histórico

  • Aceito
    16 Jan 2003
  • Recebido
    09 Abr 2002
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