Objetivo: descrever achados relacionados à utilização dos sons hiperagudos na prática clínica, à anatomofisiologia de sua produção e seus efeitos no trato vocal, e às indicações e contra-indicações da técnica para os distúrbios e o aperfeiçoamento da voz.
Métodos: foi realizada uma revisão crítica de literatura, utilizando-se livros, teses, dissertações, monografias, como também material da Internet, onde foram pesquisados artigos publicados pelo LILACS, BIREME, PUBMED e MEDLINE.
Resultados: foram encontrados relatos de mudanças significativas no trato vocal durante a produção do som hiperagudo, como o relaxamento do músculo tireoaritenóideo (TA), a contração do músculo cricoaritenóideo (CT), equilíbrio da emissão em registro modal, e aumento da resistência vocal, podendo ser usado, com efetividade, em casos de disfonia vestibular, disfonia hipercinética, edema de Reinke, entre outros.
Conclusão: O conhecimento e a atualização do uso dessa técnica mostrou evidências positivas sobre sua eficácia nas intervenções realizadas pelos profissionais fonoaudiólogos e reforçam o valor e a efetividade do atendimento, permitindo um rendimento máximo e longevidade da voz.
DESCRITORES:
Fonação; Distúrbios da Voz; Fonoaudiologia