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Aspectos do folclore brasileiro: Mário de Andrade, cultura popular e questão neg

Aspects of Brazilian folklore”: Mário de Andrade, popular culture and black issue

ANDRADE, Mário de. Aspectos do folclore brasileiro. Coordenação de Telê Ancona Lopez, Estabelecimento do texto, apresentação e notas de Angela Teodoro Grillo. Global Editora, 2019

RESUMO

Aspectos do folclore brasileiro configura-se importante produção de Mário de Andrade e contribui para uma melhor avaliação a respeito da obra do escritor. O livro traz textos inéditos e contém reflexões sobre a memória cultural e os costumes do povo. Os temas centrais são a cultura popular e a questão negra. Os textos demonstram a preocupação do modernista com métodos de pesquisa mais criteriosos. A publicação marca-se pela noção de contemporaneidade pois as linhas argumentativas apresentam fortes diálogos com debates da atualidade.

PALAVRAS-CHAVE
Mário de Andrade; cultura popular; questão negra

ABSTRACT

“Aspects of Brazilian folklore” is an important production by Mário de Andrade and contributes to a better evaluation of the writer’s work. The book brings unpublished texts and contains reflections on the cultural memory and customs of the people. The central themes are popular culture and the black issue. The texts demonstrate the modernist’s concern with more careful research methods. The publication is marked by the notion of contemporaneity because the argumentative lines present strong dialogues with current debates.

KEYWORDS
Mário de Andrade; popular culture; black issue

Aspectos do folclore brasileiro, publicado em 2019, complementa a série que conta com os seguintes títulos: Aspectos da literatura brasileira, Aspectos da música brasileira e Aspectos das artes plásticas no Brasil. A edição revela-se fundamental para uma maior compreensão a respeito da obra artístico-intelectual do paulista.

Mário de Andrade não apenas soube estabelecer fortes vínculos de amizade com seus pares, em seu tempo, como permanece criando e mantendo amizades com vasta geração de estudiosos dedicados aos seus escritos. O livro Aspectos do folclore brasileiro foi organizado com a acuidade e a paixão de grandes pesquisadores. Angela Teodoro Grillo é a responsável pelo estabelecimento do texto, apresentação e notas. O livro, publicado pela Editora Global, tem edição coordenada por Telê Ancona Lopez, professora emérita do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB/USP), uma das maiores conhecedoras da obra de Mário de Andrade no país. Angela Teodoro Grillo, ao participar de projeto coordenado pela profa. Telê Ancona, encontrou, nos arquivos de Mário de Andrade presentes no IEB, documentos que seriam os constituintes de Aspectos do folclore brasileiro. O livro deveria ter composto as obras completas idealizadas pelo musicólogo, em 1943, a pedido da Livraria Martins Editora. O projeto começa a ser desenvolvido, mas com a morte precoce de Mário, em 1945, a publicação foi adiada. Os textos elencados pelo escritor para comporem os capítulos de Aspectos do folclore brasileiro não teriam sido todos descobertos. Oneyda Alvarenga assinala não ter encontrado, nos arquivos existentes à época na casa de Mário, situada na Rua Lopes Chaves, 546, Barra Funda, os manuscritos de “Estudos sobre o negro”. Os textos “O folclore no Brasil” e “Nótulas folclóricas” eram conhecidos. Agora, devido à pesquisa empreendida por Angela Teodoro Grillo, o livro nos chega conforme planejado inicialmente por Mário de Andrade – ainda que este não tenha tido tempo de realizar as revisões finais –, ampliando as reflexões sobre o pensamento mariodeandradiano. “Estudos sobre o negro” contribui para aproximar Mário de Andrade de importante frente de estudos contemporâneos ligados à questão afro-brasileira.

O trabalho, além contribuir com uma visão mais ampla sobre a produção de Mário, demonstra o viés analítico empreendido por ele na tentativa de seguir métodos de pesquisa mais científicos. O livro clareia a perspectiva transdisciplinar levada adiante pelo pesquisador. Torna-se evidente, ao lermos com cuidado a obra mariodeandradiana, o quanto o autor de Música de feitiçaria no Brasil (1983) tinha plena consciência dos diálogos existentes entre áreas artístico-intelectuais. O ensaísta defendia, em sua época, uma proposta parecida ao que hoje podemos relacionar ao pensamento do “fora”. Para ele, os projetos, inclusive os relativos à música nacional, à tradição popular rural, seriam mais bem desenvolvidos se fossem tocados por formulações teóricas e criações artísticas vindas de outras instâncias. Essa visão aqui chamada de transdisciplinar compunha a consciência estético-conceitual do escritor e torna-se uma das importantes heranças deixadas por ele a novas gerações.

O primeiro capítulo de Aspectos do folclore brasileiro, intitulado “Mário de Andrade”, traz, inicialmente, o artigo “O folclore no Brasil”. Escrito em outubro de 1942, deveria ser publicado no Handbook of Brazilian studies, edição coordenada por Rubens Borba de Moraes e William Berrien, e receberia apoio do American Council of Learned Societies. Devido à entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, a publicação foi adiada, e o texto de Mário sai apenas em 1949, no Manual bibliográfico de estudos brasileiros, com o título “Folclore”.

Nesse texto, o articulista aborda a questão da música caipira, que começava a aparecer em discos no final dos anos 1920. Mário acreditava que o governo brasileiro se apropriava ideologicamente de sua veiculação para fins políticos. Tal música assim como as folclóricas rurais que estavam sendo gravadas na época deveriam ser fáceis para que fossem bem deglutidas e os burgueses pensassem comodamente que o povo é simplório, exótico e engraçado em suas expressões culturais:

Em resumo: o Folclore no Brasil, ainda não é verdadeiramente concebido como um processo de conhecimento. Na maioria das suas manifestações, é antes uma forma burguesa de prazer (leituras agradáveis, audições de passatempo) que consiste em aproveitar exclusivamente as “artes” folclóricas, no que elas podem apresentar de bonito para as classes superiores. Na verdade este “folclore” que conta em livros e revistas ou canta no rádio e no disco, as anedotas, os costumes curiosos, as superstições pueris, as músicas e os poemas tradicionais do povo, mais se assemelha a um processo de superiorização social das classes burguesas. Ainda não é a procura do conhecimento, a utilidade de uma interpretação legítima e um anseio de simpatia humana. (p. 26-27)2 2 Foi mantida a pontuação original. .

Torna-se interessante o fato de Mário de Andrade ressaltar que o folclore “ainda” não possuía nem o valor nem a compreensão que deveria ter. Há sempre uma crença na melhoria dos estudos sobre a cultura brasileira e de que esses estudos fariam o país passar a ter uma melhor consciência sobre si mesmo. Os professores estrangeiros que vêm, ao final dos anos 1930, lecionar disciplinas ligadas à antropologia e etnologia nas escolas de ensino superior do principalmente na USP, contribuem para a organização da Sociedade de Etnografia e Folclore de São Paulo – órgão ligado ao Departamento de Cultura de que Mário foi diretor entre 1935 e 1938. Claude Lévi-Strauss, Dina Lévi-Strauss, Roger Bastide, entre outros, trazem uma nova metodologia e abrem perspectivas de trabalho em fontes folclóricas. Fazem conferências, pesquisas que, de certa forma, acalmam Mário de Andrade, pois este revela ter grandes dúvidas sobre a “autenticidade” de dados colhidos do populário. Era comum os estudiosos que coligiam cantigas, causos, quadras populares agirem de modo leviano, “ajeitando” a expressão, a linguagem coloquial, inventando versos, emendando trechos com passagens inexistentes no original. Assim, havia sempre a incógnita sobre a fidelidade do documento. No ano de 1929, portanto depois das viagens de O turista aprendiz e da publicação de Macunaíma, o escritor sente necessidade de ampliar sua cultura antropológica. Isso acontece quando se propõe a escrever o livro Na pancada do ganzá, texto cujo assunto é a produção artística popular do Nordeste do país. Até o ano de 1938, Mário de Andrade relaciona uma vasta bibliografia que lhe permitiria fazer essa inserção mais analítica no campo do folclore. Estuda a obra de etnógrafos, antropólogos, ficcionistas, historiadores, chegando aos psicanalistas (LOPEZ, 1972LOPEZ, Telê Porto Ancona. Ramais e caminho. São Paulo: Duas Cidades, 1972., p. 110).

Na segunda parte do primeiro capítulo, seção intitulada “Estudos sobre o negro”, tomamos contato com importantes reflexões do pesquisador sobre um dos aspectos fundamentais da formação da sociedade brasileira. O conjunto é composto de três artigos: “Cinquentenário da Abolição”, “A superstição da cor preta” e “Linha de cor”.

“Cinquentenário da Abolição” traz-nos o texto da conferência escrita por Mário para ser proferida na comemoração do Cinquentenário da Abolição da Escravatura organizada pelo Departamento de Cultura, entre 28 de abril e 13 de maio de 1938. Mário relata ter sofrido preconceito racial em suas lutas artísticas, tendo sido, inclusive, insultado com a palavra “Negro!” (p. 84). Para o autor, no Brasil, o termo “negro” pode ser dito em forma de ofensa, mas também em instantes de carinho, como acontece em “meu nêgo” (p. 84). Mesmo o escritor assinalando que “o preconceito de cor existe incontestavelmente entre nós” (p. 91), chega a assumir uma posição que será logo revista quando da escrita do ensaio “Linha de cor”. Talvez pensando nas abomináveis características do racismo norte-americano, incluindo linchamento de negros, Mário, na conferência, acredita que no Brasil não existe uma marcante “linha de cor”. Para ele, o negro “que se ilustre” consegue superar as dificuldades e “galgar qualquer posição”. (p. 84). Para exemplificar a ideia, cita Machado de Assis, um ponto fora da curva, como sabemos. De acordo com Mário:

[…] não foi inicialmente por nenhuma inferioridade técnica ou prática ou intelectual que o negro se viu depreciado ou limitado socialmente pelo branco: foi simplesmente por uma superstição de cor. Na realidade mais inicial: se o branco renega o negro e o insulta, é por simples e primária superstição. (p. 85).

Com a intenção de chamar a atenção para aspecto importante encontrado em suas coletas folclóricas, Mário observa – mesmo com a utilização de alguns termos que hoje poderiam ser questionados – que o preconceito de cor não se confunde, no Brasil, com o preconceito de classe. Segundo o conferencista:

[…] é no próprio povo inculto, é dentre os operários da cidade e do campo, é da boca das classes supostamente inferiores que vieram os ditos, os provérbios, os apodos e caçoadas cruéis que recenseei. Trata-se exatamente de um preconceito de cor em que os próprios brancos incultos colaboram abundantemente […]. (p. 103).

O artigo “A superstição da cor preta” retoma alguns pontos presentes em “Cinquentenário da Abolição”, mas amplia as análises. O texto saiu inicialmente em Publicações Médicas, de São Paulo, na edição de junho-julho de 1938. Mário declara que, partindo de uma superstição antiga e analfabeta relacionada à noção de que a cor branca simboliza o “bem” e a negra o “mal”, diversas crueldades têm sido cometidas ao longo da história: “Em quase todos ou todos os povos europeus, o qualificativo ‘negro’, ‘preto’, é dado às coisas ruins, feias ou maléficas. Por isso nas superstições e feitiçarias europeias e consequentemente nas americanas, a cor preta entra com largo jogo” (p. 110). Completando a observação, escreve: “é realmente trágico a gente verificar que foi duma simples superstição inicial, uma questão de cores-símbolos, que o branco derivou o seu repúdio, a sua repulsa por toda uma larga porção da humanidade, a das raças negras” (p. 113).

No artigo intitulado “Linha de cor”, publicado em O Estado de S. Paulo em 29 de março de 1939, Mário de Andrade, ao tratar do preconceito de cor no Brasil, coloca-se do lado oposto ao debate relativo à noção de “Democracia racial”. Já pelo título, percebemos uma posição mais firme e crítica do pensador quanto à existência de fronteiras raciais no país. No texto, assinala:

[…] e formos auscultar a pulsação mais íntima da nossa vida social e familiar, encontraremos entre nós uma linha de cor bastante nítida, embora o preconceito não atinja nunca, entre nós, as vilanias sociais que pratica nas terras de influência inglesa. Mas, sem essa vilania, me parece indiscutível que o branco no Brasil concebe o negro como um ser inferior. (p. 115).

Como já havia ressaltado em “Cinquentenário da Abolição”, o escritor acredita que a melhor maneira de provar a presença do preconceito de cor no Brasil estaria na pesquisa com documentos folclóricos. Isso devido ao caráter ao mesmo tempo zombeteiro e racista de diversas quadras e versos presentes no populário. Existe uma vasta gama de “provérbios detestáveis” que demonstram a distinção entre o negro e o branco. Mário, após investigar a documentação relativa a versos populares preconceituosos declara:

[...] veremos essa coisa espantosa de ser o próprio povo [...] a esposar o preconceito e cobrir o negro de apodos, pelo simples fato de ser negro. Aqui não se trata mais, evidentemente, de problemas similares mas não idênticos, como são os de classe e de raça, o problema é exclusivamente de cor. (p. 116).

Segue um dos provérbios – de uma seara “assustadoramente violenta” (p. 116) – coletados e avaliados pelo “etnógrafo”: “Negro é como trempe:/ Quando não queima, suja” (p. 117). A seguir, citamos mais um dos provérbios “detestáveis” presentes em uma longa série de temática preconceituosa, que nos ajuda a repensar o caráter muitas vezes visto como pacífico e amigável do povo brasileiro. O texto reflete – na instância popular – a mesma ideia defendida por cientistas eugenistas do século XIX de que o mulato seria um ser inferior ao negro: “Negros, criá-los e depois vendê-los;/ Mulatos, criá-los e depois matá-los” (p. 117).

A última parte do primeiro capítulo intitula-se “Nótulas folclóricas”. Nesse capítulo, o intelectual opera como um enciclopedista do folclore. Apresenta ao leitor explicações para termos, expressões e manifestações ligados à música, à fala brasileira, a gírias, lendas e superstições. O conjunto elencado revela-se fruto de coletas e estudos efetuados pelo pesquisador em trabalhos de campo e em sua biblioteca. Notamos que a preocupação do “folclorista colecionador” relaciona-se tanto a questões sociais, comportamentais, estéticas, quanto a detalhes linguísticos presentes em ditos, frases e versos populares. Assim como propõe em seu método de trabalho folclórico, as transcrições buscam manter-se fiel à matéria selecionada, evitando assim a intervenção do pesquisador, como ressaltamos anteriormente.

No segundo capítulo, “Estudos convidados”, tomamos contato com dois ensaios críticos de alto gabarito que colocam os artigos mariodeandradianos em diálogo com teorias, artigos e projetos que circulavam na época, inclusive apresentando correspondências trocadas entre o modernista, intelectuais e escritores brasileiros e estrangeiros. O ensaio de Maria Laura Viveiros de Castro Cavalcanti intitula-se “Mário de Andrade, folclorista” e o de Lígia Fonseca Ferreira, “Mário de Andrade, africanista”. Como os próprios títulos indicam, as professoras analisam os dois temas centrais do livro: o folclore e a questão negra.

No capítulo “Dossiê”, terceiro e último do livro, aparecem cópias de diversos textos, notas, rascunhos, desenhos, presentes no arquivo do modernista e que contribuem, em sua precariedade inacabada, para uma maior visão relativa aos estudos de Mário sobre o folclore nacional e sobre a cultura afro-brasileira. Nesse capítulo, encontramos os textos: “Plano para a comemoração do Cinquentenário da Abolição em São Paulo [1938]”, “Sugestões para a comemoração do Cinquentenário da Abolição [na capital federal – 1938]”, além das referências bibliográficas pesquisadas por Mário de Andrade para a realização de seus “Estudos sobre o negro”. Notam-se, nos textos, alguns dilemas e tensões presentes na época, principalmente quando pensamos na posição do intelectual que atua em projetos ligados ao Estado.

Aspectos do folclore brasileiro contribui para acentuar o lugar da tradição popular folclórica na obra do “poeta etnógrafo” e amplia a compreensão sobre o modo como o autor lidava com a questão racial. O livro apresenta-se como convite a novas pesquisas relativas ao lugar dessas questões na obra mariodeandradiana.

Não devemos nos esquecer de que, nas décadas de 1930 e 1940, a ascensão de regimes e ideologias totalitárias de viés racial no mundo, como acontece na Alemanha nazista, fazia com que pesquisas e produções relativas aos saberes populares e a questões negras ganhassem forte tonalidade política. Vale lembrar que os Estados Unidos, que se diziam libertários e democráticos combatendo o nazifascismo e a perseguição aos judeus, durante a Segunda Guerra Mundial, mantinham em seu território o racismo como marco institucional. As constantes negativas de Mário a convites para ir aos Estados Unidos realizar palestras contribuem para uma melhor avaliação do lugar de crítico antirracista do autor do ensaio “O Aleijadinho” (ANDRADE, 1975ANDRADE, Mário de. O Aleijadinho. Aspectos das artes plásticas no Brasil. São Paulo: Martins, 1975.) e do livro Padre Jesuíno de Monte Carmelo (ANDRADE, 2010_____. Padre Jesuíno de Monte Carmelo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.), ambos os textos sobre artistas mulatos. Complementando a reflexão, vale a pena ler o poema “Nova Canção Dixie”, de Mário de Andrade, presente em Poesias completas (ANDRADE, 2013_____. Poesias completas. Edição de texto apurado, anotada e acrescida de documentos por Tatiana Longo Figueiredo e Telê Ancona Lopez. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013, v. 1 e 2., v. 2, p. 277). Angela Teodoro Grillo analisa cuidadosamente o poema no ensaio intitulado “Ao som do jazz... Os Estados Unidos da América na poesia de Mário de Andrade” (GRILLO, 2017GRILLO, Angela Teodoro. Ao som do jazz... Os Estados Unidos da América na poesia de Mário de Andrade. Ilha do Desterro, v. 70, n.1, p. 27-37. Florianópolis: janeiro-abril de 2017. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/view/2175-8026.2017v70n1p27/33483>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2019.
https://periodicos.ufsc.br/index.php/des...
).

Aspectos do folclore brasileiro torna evidente a empatia de Mário em relação aos saberes, invenções e imaginários do homem e da mulher comum e demonstra a importância estético-conceitual dada pelo escritor a manifestações populares, sem deixar de notar traços preconceituosos ali presentes. Os textos clareiam os esforços do intelectual quanto à defesa da causa negra e à valorização da cultura afro-brasileira. Sublinham o desejo do artista de que novos espaços de convivência republicana e democrática fossem conquistados no país a partir da escuta às diferenças constitutivas da nação.

  • 2
    Foi mantida a pontuação original.
  • MENEZES, Roniere. Aspectos do folclore brasileiro: Mário de Andrade, cultura popular e questão negra. Revista do Instituto de Estudos Brasileiros, Brasil, n. 75, p. 192-198, abr. 2020.

REFERÊNCIAS

  • ANDRADE, Mário de. O Aleijadinho. Aspectos das artes plásticas no Brasil São Paulo: Martins, 1975.
  • _____. Música de feitiçaria no Brasil Belo Horizonte: Itatiaia; Brasília: Instituto Nacional do Livro, 1983.
  • _____. Padre Jesuíno de Monte Carmelo Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2010.
  • _____. Poesias completas Edição de texto apurado, anotada e acrescida de documentos por Tatiana Longo Figueiredo e Telê Ancona Lopez. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2013, v. 1 e 2.
  • GRILLO, Angela Teodoro. Ao som do jazz... Os Estados Unidos da América na poesia de Mário de Andrade. Ilha do Desterro, v. 70, n.1, p. 27-37. Florianópolis: janeiro-abril de 2017. Disponível em: <https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/view/2175-8026.2017v70n1p27/33483>. Acesso em: 12 de fevereiro de 2019.
    » https://periodicos.ufsc.br/index.php/desterro/article/view/2175-8026.2017v70n1p27/33483
  • LOPEZ, Telê Porto Ancona. Ramais e caminho São Paulo: Duas Cidades, 1972.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    15 Maio 2020
  • Data do Fascículo
    Jan-Apr 2020

Histórico

  • Recebido
    27 Dez 2019
  • Aceito
    03 Fev 2020
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