| Possessão, domínio |
Formas de expressão da violência |
Controle |
| Levantar a voz para o outro |
| Desencadear medo, angústia |
Violação do bem-estar biopsicossocial e da integridade física do indivíduo |
Prática que fere a integridade biopsicossocial do indivíduo |
| Causar mal a alguém |
| Ferir a integridade física e psicológica da pessoa |
| Transgredir a liberdade do outro |
Transgressão da liberdade do outro, atingindo bordas e limites que delimitam seu espaço e autonomia |
Transgressão do espaço de liberdade do outro |
| Ultrapassar limites (pessoais, verbal, psicológico e físico) |
| Silêncio (“Muitas vezes a violência vem em silêncio, você vê a necessidade da pessoa que está ao seu lado, mas você ignora.”) |
Silêncio como cúmplice/coparticipante de prática violenta |
Silenciamento |
| Invisibilidade da violência psicológica |
Invisibilidade, naturalização e dificuldade de reconhecimento da violência como movimentos presentes nas relações que se desenvolvem. |
Invisibilidade |
| Naturalização da violência como prática cotidiana |
| Dificuldade de reconhecimento ou de nomeação da situação como violenta |
| “Um dos fatores que faz a mulher ficar dependente do homem é a questão financeira… tem mulher que não está ali por amor, porque aquele casamento está bom, é porque ela não tem pra onde ir mesmo.” |
Entraves que impedem o rompimento dos ciclos de violência, alimentando relações de dependência |
Dependência emocional e financeira |
| Prisão psicológica: dificuldade de rompimento com o quadro |
| Violência psicológica pode resultar em desencadeamento de quadros psíquicos: depressão, ansiedade etc. |
Quadros psíquicos e consequências emocionais desencadeados de relações de violência |
Efeitos psíquicos e questões emocionais |
| Violência presente desde a infância: violência estrutural e familiar |
Culpabilização e estigmatização da mulher como agente que mantém e reforça o ciclo de violência. |
Culpabilização da vítima |
| Negligência e distanciamento dos pais no cuidado com os filhos: ausência de comunicação (telas no lugar do diálogo), falta de vacinação |
A ausência dos pais nos cuidados dos filhos manifesta em práticas de negligência familiar |
Violência estrutural e familiar |
| Violência verbal dos pais com os filhos (“Me chateia muito quando eu vou na [sic] casa e vejo uma mãe gritando com palavrões... para mim, isso é uma violência (...), o modo que ela lida com as palavras com o filho, como ela impõe a voz.”) |
| Gravidez não planejada/alto risco: vulnerabilidade social |
Fatores de risco que favorecem o desencadeamento de situações de violência. |
Vulnerabilidade social |
| Manipulação e simulação do agressor: oferta de benefícios por trás da prática, mantendo o ciclo e sustentando diferentes personalidades (ambiente público e privado) |
Comportamentos perversos: manipulação e simulação |
Comportamento do agressor |
| Quebra dos ciclos geracionais de violência como estratégia de enfrentamento |
Quebra dos ciclos geracionais |
Estratégia de enfrentamento |
| Cadeia da violência: verbal – física – intimação – ameaças (“Uma coisa interessante é como se progride, de uma coisa silenciosa, faz uma ameaça, às vezes não percebe o conteúdo.”) |
Violência verbal – física – intimação – ameaças: das “sutilezas” sem agressividade às práticas manifestas |
Cadeia da violência |