Trans/Form/Ação, Volume: 44, Issue: spe2, Published: 2021
  • Presentation Editorial

    Silva Filho, Waldomiro José; Alves, Marcos Antonio
  • Introduction Ernest Sosa: a philosophy for the 21st century Editorial

    Silva Filho, Waldomiro José
  • Representations, judgments, and the swamping problem for reliabilism: why the problem applies to process reliabilism, but not to virtue reliabilism Artigo

    Sosa, Ernest

    Abstract in English:

    Abstract: This article argues for a way out of the swamping problem by showing where his virtue epistemology substantially departs from traditional process reliabilism and how such departure is enough to protect the former from issues that affect the way the latter accounts for the value of knowledge over mere true belief.
  • Comment: on Sosa’s telic epistemology Artigo

    Santos, Breno R. G.
  • An appraisal of the evolution of some of the main themes in Sosa’s epistemology Artigo

    Comesaña, Juan

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: Neste artigo proponho traçar a evolução de três conceitos centrais na epistemologia de Sosa: a distinção entre o conhecimento animal e reflexivo, os princípios de fechamento e a condição de segurança. Estes três temas desempenharam um papel central nas primeiras apresentações da epistemologia de Sosa, mas, recentemente, sofreram mudanças interessantes.

    Abstract in English:

    Abstract: In this article, I propose to trace the evolution of three central concepts in Sosa’s epistemology: the distinction between animal and reflective knowledge, closure principles, and the safety condition. These three planks played a central role in the early presentations of Sosa’s epistemology, but have recently undergone interesting changes.
  • Sosa, general assumptions, and the skeptical trojan horse Artigo

    Gómez-Alonso, Modesto

    Abstract in English:

    Abstract: For many hinge epistemologists, general, background assumptions are principles that help providing default or presumptive justification to our empirical beliefs. However, the ‘blanketing’ nature of a priori arguments to the end of supporting the rationality of general assumptions might be seen as the Trojan horse through which radical scepticism threatens the common sense picture of the world. Sosa’s recent distinction between background presuppositions and domain-defining conditions, as well as his claim that agents are not negligent for dismissing global scenarios as irrelevant to epistemic normativity, are instrumental to avoid an epistemic construal of über hinges, and thus, to a reassessment of the function they really perform in regards to ordinary practices of judgment.
  • Gnoseology according to Ernest Sosa Artigo

    Salles, João Carlos

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: Ernest Sosa enfatiza a diferença entre a teoria do conhecimento (ou, simplesmente, gnoseologia) e a ética intelectual, no interior de uma epistemologia. Com efeito, tal distinção adquire importância estratégica em sua obra, servindo bem à caraterização das tarefas de sua singular epistemologia das virtudes, sobretudo em sua versão mais recente, aperfeiçoada e télica. Exploraremos assim o sentido próprio de uma gnoseologia conforme com uma posição confiabilista, procurando mostrar como essa exigência taxonômica também se associa à análise da normatividade télica das performances humanas, por meio da qual Sosa oferece uma resposta unificada às duas questões platônicas clássicas sobre a natureza e o valor do conhecimento e também aos desafios colocados pelo problema de Gettier. Para essa resposta, procuraremos enfim mostrar, é relevante o exame da relação entre as noções de ‘performance’ e ‘sorte’, aplicadas então à avaliação do fenômeno do conhecimento.

    Abstract in English:

    Abstract: Ernest Sosa emphasizes the difference between the theory of knowledge (or, simply, gnoseology) and intellectual ethics, within an epistemology. Indeed, such a distinction acquires strategic importance in his work, serving well the characterization of the tasks of his unique epistemology of virtues, particularly in its most recent, improved and telic version. We will thus explore the meaning proper of a gnoseology adjusted to a reliabilist view, aiming at showing how this taxonomic requirement is also associated with the analysis of the telic normativity of human performances, through which Sosa offers a unified response to the two classic Platonic questions on the nature and the value of knowledge, as well as to the challenges posed by Gettier’s problem. For such a response, we will thus try to show, it is relevant to examine the relationship between the notions of ‘performance’ and ‘luck,’ as applied to the evaluation of the phenomenon of knowledge.
  • Performance epistemology and pragmatic intrusion: some general connections applied to the Sosa’s theory Artigo

    Rimoldi, Florencia

    Abstract in Spanish:

    Resumen: En este trabajo exploraré las conexiones entre la epistemología basada en el desempeño (performance based epistemology), y la intrusión pragmática (pragmatic encroachment) en epistemología, prestando especial atención a la teoría del conocimiento de Sosa y a los argumentos de Stanley (2005) y Fantl y McGrath (2011). En la primera sección expondré ambas posiciones. En la segunda sección responderé a una pregunta que no ha sido demasiado explorada en la literatura sobre virtudes: ¿Puede una teoría basada en el desempeño hacer lugar a la intrusión pragmática? Defenderé que hay al menos dos maneras en las que esto podría ocurrir. En la tercera sección tendré en cuenta la discusión de Sosa sobre la intrusión pragmática en el capítulo 8 de Judgment and Agency, y argumentaré que mientras el rechazo de Sosa a esta posición lo compromete innecesariamente con problemas teóricos profundos de difícil solución, su teoría puede perfectamente acomodar a la intrusión pragmática.

    Abstract in English:

    Abstract: In this paper, I will explore the connections between two salient positions in contemporary epistemology: Performance-based epistemology and pragmatic encroachment in epistemology, paying special attention to Sosa´s theory of knowledge and the arguments put forward by Stanley (2015) and Fantl and McGrath (2011). In the first section, I will review both positions. In the second section, I will try to answer a question that has been barely explored in the literature on virtues: Can a performance-based theory make room for pragmatic encroachment? I will claim that there are at least two ways in which this could occur. In the third section I will take Sosa’s discussion on the topic of pragmatic encroachment found in Judgment and Agency chapter 8, and I will argue that while Sosa’s rejection of pragmatic encroachment forces him to assume unnecessarily deep theoretical problems that are hard to solve, his theory can accommodate pragmatic encroachment in a natural way.
  • Externalizing reflexivity Artigo

    Perini-Santos, Ernesto

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: A principal crítica do internismo a teorias externistas é que elas parecem fazer o conhecimento o resultado de processos que permanecem inacessíveis ao sujeito. Epistemologias externistas buscaram acomodar esta exigência, como é o caso da epistemologia de Sosa. A incorporação das exigências internistas não se faz sem tensões - no caso de Sosa, os mecanismos reflexivos podem ser inacessíveis ao sujeito. Na medida em que buscamos compreender como podemos conhecer e refletir sobre nossas próprias crenças, encontramos mecanismos externos ao sujeito que não podem ser internalizados: a dinâmica conversacional e o conhecimento científico dos mecanismos de funcionamento da cognição. A externalização do saber se estende para o conhecimento cientifico de maneira muito ampla. Uma pessoa que só tomasse como verdadeiro aquilo que pode provar (ou mesmo que pode compreender) seria alguém que recusaria boa parte do saber humano. Para todo leigo - isto é, para todo mundo, num ou noutro domínio -, assumir o que é produzido pela cultura é tomar como verdadeiras crenças cujo conteúdo resta opaco. Como exige um internista, o funcionamento interacional da razão não envolve mecanismos cegos à perspectiva do sujeito e não conceitualizados, mas, ao contrário, leva precisamente à articulação e à tomada de consciência das teses apresentadas. Este conhecimento não pode, contudo, ser internalizado. A externalização do conhecimento é um traço profundo do conhecimento e, mais geralmente, da cultura humana. No contexto de uma teoria evolutiva da cultura, muitos autores defendem, de diferentes modos, que a cultura humana é essencialmente social. O que talvez não seja tão usual seja conectar teorias mais gerais da evolução da cultura com preocupações tradicionais da epistemologia. Espero mostrar que este é um caminho frutífero.

    Abstract in English:

    Abstract: The main problem for externalism in epistemology is to avoid making knowledge the result of processes of which the subject herself is unaware. Sosa accommodates this demand in his theories, but some tensions remain. As we try to understand how we think about our own beliefs, we find mechanisms that are external to the subject and cannot be internalized. The externalization of knowledge has a very large scope. A person who accepts only what she can prove is someone who refuses a large body of human knowledge. For a layperson - that is, for everyone, in some domain or other -, to assume what is the product of culture is to accept contents that remain opaque. The externalization of knowledge is a deep feature of human culture. It is maybe less usual to connect the evolution of culture with traditional concerns in epistemology.
  • Memory and reflection Artigo

    Mi, Chienkuo

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: Eu argumento que os Analectos de Confúcio nos apresentam uma concepção de reflexão com dois componentes, um componente retrospectivo e um componente perspectivo. O primeiro componente envolve uma retrospectiva ou um exame cuidadoso do passado e, como tal, recorre à aprendizagem ou memória e a crenças previamente formadas para evitar erros. O segundo componente é prospectivo e, como tal, olha para as crenças e fatores atuais a fim de alcançar o conhecimento. Neste artigo, levanto o problema do esquecimento e defendo que a maioria das teorias contemporâneas do conhecimento têm de enfrentar o problema e lidar seriamente com esse desafio. A fim de resolver o problema, sugiro uma epistemologia de virtude a dois níveis que nos possa fornecer a melhor perspectiva para a resolução do problema. Irei correlacionar duas capacidades cognitivas ou processos diferentes de “memória” (e de “esquecimento”) com a concepção de reflexão, e avaliá-los-ei sob dois enquadramentos diferentes, um enquadramento deontológico rigoroso (que pressupõe uma determinação livre e intencional) e um enquadramento deontológico mais fraco (que realça as faculdades funcionais e mecânicas). O objetivo é mostrar que a reflexão como metacognição desempenha um papel importante e ativo e goza de um melhor estatuto epistêmico (normativo) nos nossos esforços humanos (cognitivo ou epistêmico) do que os de primeira ordem (ou de cognição animal), tais como a memória, podem desempenhar.

    Abstract in English:

    Abstract: I have argued that the Analects of Confucius presents us with a conception of reflection with two components, a retrospective component and a perspective component. The former component involves hindsight or careful examination of the past and as such draws on previous learning or memory and previously formed beliefs to avoid error. The latter component is foresight, or forward looking, and as such looks to existing beliefs and factors in order to achieve knowledge. In this paper, I raise the problem of forgetting and argue that most of contemporary theories of knowledge have to face the problem and deal with the challenge seriously. In order to solve the problem, I suggest a bi-level virtue epistemology which can provide us with the best outlook for the problem-solving. I will correlate two different cognitive capacities or processes of “memory” (and “forgetting”) with the conception of reflection, and evaluate them under two different frameworks, a strict deontic framework (one that presupposes free and intentional determination) and a more loosely deontic framework (one that highlights functional and mechanical faculties). The purpose is to show that reflection as meta-cognition plays an important and active role and enjoys a better epistemic (normative) status in our human endeavors (cognitive or epistemic) than those of first-order (or animal) cognition, such as memory, can play.
  • Comment to “Memory and reflection” Artigo

    Reinoso, Guadalupe
  • A brief discussion of the empirical plausibility of the reflective epistemic agency Artigo

    Freitas, Ana Margarete Barbosa de; Santos, Felipe Rocha Lima

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: Este artigo visa discutir uma característica específica da epistemologia do desempenho de Sosa, que é o que chamamos Agência Epistêmica Reflexiva. Argumentamos que Sosa defende uma versão problemática da agência epistêmica no seu nível reflexivo. Contrastamos a ideia de Sosa de agência epistêmica reflexiva com a teoria da metacognição de Proust para argumentar que o argumento a favor da Agência Epistêmica Reflexiva pode carecer de alguma plausibilidade empírica, pelo que deve ser revisto ou abandonado.

    Abstract in English:

    Abstract: This paper aims to discuss one specific feature of Sosa’s performance epistemology, which is what we call Reflective Epistemic Agency. We argue that Sosa defends a problematic version of epistemic agency on its reflective level. We contrast Sosa’s idea of reflective epistemic agency with Proust’s theory of metacognition to argue that the argument in favor of Reflective Epistemic Agency may lack some empirical plausibility, thus, it should be either revised or abandoned.
  • The relation between epistemic competence and knowledge in Ernest Sosa’s theory Artigo

    Etcheverry, Kátia M.

    Abstract in Portuguese:

    Resumo: Este artigo enfoca a relação de atribuição entre competência e crença verdadeira presente em explicações de conhecimento em termos de virtudes epistêmicas como a de Ernest Sosa. A ideia central é que, em casos de conhecimento, o fato de o agente formar uma crença verdadeira é atribuível à sua competência cognitiva (condição da competência), e não a algum fator de sorte. Os críticos apresentaram casos nos quais, alegadamente, ou o agente tem conhecimento sem satisfazer a condição da competência (portanto, a condição da competência não seria necessária para conhecimento); ou, apesar da satisfação da condição da competência, o agente não tem conhecimento (portanto, a condição da competência não seria suficiente para o conhecimento). O cerne da questão reside em como conceber adequadamente a condição da competência para o conhecimento, e a relação subjacente entre competência e sucesso no domínio epistêmico. Este artigo explora a concepção de Sosa dessa relação, em termos de “sucesso cognitivo que manifesta a competência do agente”, e argumenta que essa posição pode dar uma resposta mais direta aos críticos do que outras explicações de conhecimento em termos de virtudes epistêmicas.

    Abstract in English:

    Abstract: This paper focuses on the attribution relation between competence and true belief present in epistemic virtue accounts of knowledge such as Sosa’s theory. The core idea is that in cases of knowledge the fact that the agent gets a true belief is attributable to her cognitive competence (competence condition), and not to some lucky factor. Critics have presented cases where, purportedly, the agent can either have knowledge without satisfying the competence condition (therefore, the competence condition would not be necessary for knowledge), or, despite the satisfaction of the competence condition, the agent has no knowledge (therefore, the competence condition would not be sufficient for knowledge). The crux of the matter lies in how to conceive properly the competence condition for knowledge, and the underlying relationship between competence and success in the epistemic domain. This paper explores Sosa’s view of this relationship in terms of “cognitive success that manifests the agent’s competence”, and proposes that it provides a more direct answer to the critics than do other epistemic virtue accounts of knowledge.
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