Esta pesquisa tem por objetivo apresentar aspectos das relações diplomáticas do antigo Oriente Próximo no período protobabilônico, focando sobre o Estado territorial de Yamḫad, no noroeste do Levante, e o projeto expansionista de Mari, localizado no Médio Eufrates. Ao pactuarem seus respectivos reinos, Yarīm-līm e Zimrī-līm demonstram aspiração em controlar o noroeste do Levante. As políticas de guerra e os interesses comerciais ficaram sob o plano de fundo do casamento dinástico entre Zimrī-līm e Shibtu, filha de Yarīm-līm, motivo pelo qual essa aliança se tornou o fundamento da união entre as duas linhagens dinásticas de mesma origem amorrita. Nossa hipótese é que, na perspectiva levantina, Yamḫad se tornou o centro da civilização semita na mesma época em que Zimrī-līm subiu ao trono em Mari com pretensões político-militares que visavam à expansão territorial e à participação nas redes comerciais controladas por Yamḫad, pelas quais alcançaria as conexões com o Mediterrâneo oriental. No entanto, Yarīm-līm, como maior autoridade regional, não permitia paridade nem política nem religiosa. Esta pesquisa pretende historizar por meio de interseções contextuais as alianças e os ambientes – talvez culturalmente conflitantes, mas também capazes de gerar afecções – por meio dos quais duas casas dinásticas poderiam ter integrado vários grupos étnicos de universos semiautônomos, mantendo bordas dinâmicas.
Palavras-chave
Reino amorrita de Yamhad; civilização Siro-Mesopotâmia; alianças no mundo antigo
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Fonte: Imagem editada e traduzida pelo autor a partir de mapa disponível na plataforma Wikimedia Commons: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Yamhad_and_Vassals.png. Acesso em: 24 abr. 2023.

