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Revista Brasileira de Ciências do Esporte

versão impressa ISSN 0101-3289versão On-line ISSN 2179-3255

Rev. Bras. Ciênc. Esporte vol.42  Porto Alegre  2020  Epub 15-Maio-2020

http://dx.doi.org/10.1016/j.rbce.2018.03.008 

ARTIGO ORIGINAL

Fatores etiológicos e prevalência de lesões bucofaciais em surfistas de Fortaleza

Jivago Barreto França Cordeiroa  * 

Luceana Barreira Forteb 

Jiovanne Rabelo Neria  b 
http://orcid.org/0000-0001-6447-0384

Saulo Ellery Santosb 

Fábio de Almeida Gomesb 

Danilo Lopes Ferreira Limaab 

aUniversidade de Fortaleza (Unifor), Curso de Odontologia, Fortaleza, CE, Brasil

bCentro Universitário Christus (Unichristus), Curso de Odontologia, Fortaleza, CE, Brasil

RESUMO

O estudo investigou fatores etiológicos e prevalência de lesões bucofaciais em surfistas profissionais e amadores em Fortaleza, Ceará. Aplicou-se um questionário em 150 surfistas homens e usaram-se testes estatísticos (qui-quadrado e teste t de Student) com nível de significância p < 0,05. Em 56% encontrou-se alguma lesão bucofacial. Queimaduras de lábio e de face, laceração de mucosa e fratura dentária foram as mais prevalentes. Comparando surfistas competidores com não competidores houve significância entre ocorrência de lesões com fundo de rocha (p = 0,032) e com prancha (p = 0,003) e maior presença de lesões entre os competidores (p = 0,003). Conclui-se que fraturas dentárias e queimaduras facial e labial são prevalentes em surfistas e que há mais chances de ocorrência de lesões quanto maiores forem a idade e o tempo de prática.

Palavras Chave: Odontologia; Esporte; Traumatismo em desportistas; Boca

ABSTRACT

The study investigated etiological factors and the prevalence of orofacial lesions in surfers professionals and amateurs in Fortaleza, Brazil. A questionnaire was applied to 150 male surfers and statistical tests (Chi-square and Student t) were used with significance level p <0.05. In 56%, there was some orofacial lesion. Lip and face burns, mucosal laceration and dental fracture were the most prevalent. Comparing competitive surfers with non-competitors there was significance between the occurrence of rock bottom injuries (p=0.032) and surfboard (p=0.003) and greater presence of injuries among competitors (p=0.003). It is concluded that dental fractures and facial and lip burns are prevalent in surfers and that there is a greater chance of occurrence of injuries the greater the age and the time of practice of them.

Keywords: Dentistry; Sport; Athletic injuries; Mouth

RESUMEN

El estudio investigó factores etiológicos y prevalencia de lesiones bucofaciales en surfistas profesionales y aficionados en Fortaleza, Ceará. Se aplicó un cuestionario en 150 surfistas de sexo masculino y se utilizaron pruebas estadísticas (chi cuadrada y prueba de la t de Student) con un nivel de relevancia estadística de p <0,05. En el 56% se encontró alguna lesión bucofacial. Las más frecuentes fueron quemaduras del labio y de la cara, laceración de mucosa y fractura dental. Al comparar a surfistas competidores con otros no competidores hubo relevancia entre lesiones producidas por el fondo (p = 0,032) y por la tabla (p = 0,003), y mayor existencia de lesiones entre competidores (p = 0,003). Se concluye que las fracturas dentales y las quemaduras facial y labial son frecuentes en surfistas y hay más probabilidad de que se produzcan lesiones cuanto mayor es la edad y el tiempo de práctica.

Palabras Clave: Odontología; Deporte; Traumatismo en deportistas; Boca

INTRODUÇÃO

A conscientização em relação à prevenção de doenças e a necessidade de melhorar a qualidade de vida proporcionaram um aumento significativo no número de pessoas que praticam atividades físicas em todo o mundo (Sahlin e Lexell, 2015, Costa et al., 2018). Nesse contexto, o surfe destacou-se por ser um esporte aquático praticado diretamente em contato com a natureza, sem necessitar de instalações físicas convencionais, permite que seus praticantes experimentem o alívio das tensões diárias, a sensação de liberdade e o estabelecimento de relações sociais gratificantes (Romariz et al., 2011). No Brasil, mais especificamente, a presença de uma longa faixa litorânea, com mais de 4.000km de extensão, e as boas condições climáticas favoreceram o crescimento do surfe como uma opção saudável para a obtenção de um perfeito equilíbrio entre o corpo e a mente (Steinman et al., 2000).

A prática do surfe, tanto em nível amador como profissional, exige reflexos rápidos e capacidade física apurada para que os praticantes desenvolvam manobras perfeitas (Vaghetti et al., 2007, Farley et al., 2017). Adicionalmente, o desempenho dos atletas é influenciado também pelas condições do ambiente oceânico, como a ação dos ventos, as diferentes correntes marítimas, o tipo de fundo do oceano, a ação da gravidade da lua sobre as marés, o tamanho das ondas e a temperatura ambiente (Moraes et al., 2013, Minghelli et al., 2017). Portanto, a combinação de todas essas variáveis representa um perigo à saúde do atleta, pois aumenta exponencialmente o risco de ocorrência de traumas e lesões (Steinman et al., 2000; Moraes et al., 2013; Base et al., 2007, Minghelli et al., 2017).

A cabeça e a face são os locais mais prevalentes de lesões entre os surfistas (Furness et al., 2015). A maioria das lesões bucofaciais ocorridas em atletas, em geral, é localizada nos lábios superiores e na maxila e os traumatismos dentários ocorrem, principalmente, nos incisivos centrais superiores (Emerich e Kaczmarek, 2010; Welch et al., 2010).

A atuação do cirurgião-dentista juntamente com uma equipe multidisciplinar pode melhorar a atuação do atleta em suas atividades, visto que é cada vez mais evidente a estreita relação entre a odontologia e as práticas esportivas (Lima, 2012, Goswami et al., 2017). Consequentemente, o Conselho Federal de Odontologia criou uma nova especialidade denominada de odontologia do esporte, com a função de estudar, prevenir e tratar as lesões que afetam o sistema estomatognático, bem como manter a saúde bucal de atletas (CFO, 2015). Embora o surfe seja um esporte muito praticado no mundo, a produção científica sobre essa modalidade é escassa, no Brasil, e pouco se sabe a respeito das principais lesões bucofaciais que acometem os surfistas. Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar os fatores etiológicos e a prevalência de lesões bucofaciais em surfistas profissionais e amadores em Fortaleza.

MÉTODO

O presente estudo, com delineamento observacional transversal, foi feito com 150 praticantes de surfe do sexo masculino. Foram incluídos surfistas amadores e profissionais, independentemente da idade, e que praticavam o esporte havia, pelo menos, um ano. Foram excluídos aqueles que praticam o esporte menos de duas vezes por semana. Os sujeitos foram informados dos procedimentos experimentais e assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade de Fortaleza sob parecer n° 142/11.

Para a coleta de dados foi usado um questionário composto por perguntas fechadas, dicotômicas e de múltipla escolha. As variáveis avaliadas foram: idade; frequência semanal de prática; tempo de prática; participação em competições como amador ou profissional (sim; não); uso de protetor bucal para prevenção de lesões dentoalveolares (sim; não); uso de protetor solar para a face (sim; não); uso de protetor solar para os lábios (sim; não); ocorrência de lesão associada à prática esportiva (sim; não); tipo de lesão (fratura dentária; fratura de ossos da face; laceração de mucosa; queimadura do lábio; queimadura da face; avulsão dentária); forma de ocorrência da lesão (prancha; fundo de rocha; fundo de coral; fundo de areia; animal marinho; choque com surfista; choque com banhista; raios solares). Verificaram-se também aqueles que tiveram mais um tipo de lesão e mais de uma forma de ocorrência. Os dados foram coletados no ambiente da própria prática do esporte, a praia, ocasião na qual os sujeitos foram devidamente informados sobre o estudo, seus objetivos e benefícios.

Os dados foram tabulados e os cálculos estatísticos foram feitos com o Programa Statistical Package for the Social Science (SPSS) na versão 22.0 (SPSS Inc., Chicago, Estados Unidos). A normalidade da distribuição de cada variável foi avaliada por meio do teste de Kolmogorov-Smirnov. O teste qui-quadrado com nível de significância p < 0,05 foi usado para associações das variáveis categóricas. Para a comparação da idade, tempo de prática e frequência semanal de treino entre as variáveis nominais foi usado o teste t para amostras independentes.

RESULTADOS

Entre os 150 surfistas investigados, as idades variaram entre 12 e 56 anos, com média de 28,3 ± 8,1 anos. Quanto ao tempo de prática, variou entre um e 36 anos, com média de 10,6 ± 7 anos, e a frequência semanal de treino média foi de 3,4 ± 1,5 dias. Participavam de competições esportivas 66 (44%) surfistas, enquanto 84 (56%) praticavam o esporte somente por lazer. Entre os que participavam de campeonatos, tanto a média de idade (30,6 ± 9 anos) quanto o tempo de prática (13,6 ± 7,8 anos) foram maiores do que os que praticavam o surfe de forma recreacional (26,5 ± 6,9 e 8,3 ± 5,2, respectivamente).

Nenhum surfista usava protetor bucal, somente 36 (24%) faziam uso de protetor facial e 30 (20%) de protetor labial. Reportaram algum tipo de lesão bucofacial 84 (56%) investigados, 42 (28%) sofreram mais de um tipo de lesão (Tabela 1). Quando comparado o grupo de surfistas que fazia parte de competições como amador ou profissional com o que surfava somente por lazer verificou-se uma maior presença de lesões (p = 0,003) entre os que competiam, as mais significativas foram as lacerações de mucosa (p = 0,001), fraturas dentárias (p = 0,023) e mais de um tipo de lesão (p = 0,043).

Tabela 1 Tipos de lesões bucofaciais ocorridas em surfistas. 

Tipo de lesão Sim Não Amadores Profissionais
Fratura dentáriaa 30 (20%) 120 (80%) 7 (8,3%) 11 (16,7%)
Fratura de ossos da face 3 (2%) 147 (98%) 1 (1,2%) 0 (0%)
Laceração de mucosaa 33 (22%) 117 (78%) 4 (4,8%) 10 (15,2%)
Queimadura do lábio 38 (25,3%) 112 (74,7%) 2 (2,4%) 1 (1,5%)
Queimadura da face 33 (22%) 117 (78%) 1 (1,2%) 0 (0%)
Avulsão dentária 8 (5,3%) 142 (94,7%) 1 (1,2%) 1 (1,5%)
Mais de um tipo de lesãoa 42 (28%) 108 (72%) 20 (23,8%) 21 (31,8%)

ap < 0,05.

Quando verificado como ocorreu a lesão, 50 (33,3%) indivíduos afirmaram ter sofrido lesões em decorrência de impacto com a prancha, 38 (25,3%) através de raios solares e 21 (14%) surfistas tiveram mais um tipo de ocorrência. Ao comparar os grupos de competidores e não competidores, a ocorrência de lesões com fundo de rocha (p = 0,032) e com prancha (p = 0,003) foi significativa (Figura 1).

Figura 1 

Quando investigada a relação das lesões com a idade, tempo de prática e frequência semanal de treino observou-se que indivíduos mais velhos têm uma maior presença de lesões (p = 0,024), notadamente as fraturas dentárias (idade p = 0,001) e as fraturas de osso da face (p = 0,05). Não foi observada significância entre a frequência semanal de treino e qualquer tipo de lesão. Já o tempo maior de prática estava relacionado às fraturas dentárias (p = 0,007).

No tocante à forma de ocorrência dos acidentes, os que aconteceram em fundo de rocha relacionaram-se com a idade (p = 0,001) e com o tempo de prática (p = 0,001). O fundo de coral teve significância p = 0,001, com ambos, idade e tempo de prática, assim como mais de uma forma de ocorrência, com p = 0,001 e p = 0,01 respectivamente. Lesões ocorridas pelo contato com animais marinhos foram significantes entre aqueles com maior tempo de prática (p = 0,01). Assim como nas lesões, a frequência semanal de prática não foi significativa quando comparada à forma de ocorrência das lesões.

DISCUSSÃO

A prática do surfe tem se popularizado muito nos últimos anos. Estima-se que haja 17 milhões de surfistas em todo o mundo, enquanto no Brasil o número total de praticantes do esporte é de aproximadamente 2,7 milhões (Base et al., 2007). O surfe é praticado por atletas de todas as idades, contudo a média de idade dos surfistas varia entre 20 e 30 anos (Steinman et al., 2000; Moraes et al., 2013; Base et al., 2007). A maior parte dos praticantes desse esporte o faz como uma forma de lazer, ou seja, sem a responsabilidade de treinos regulares ou pressões por competição (Steinman et al., 2000; Moraes et al., 2013). Esses dados corroboram os achados do presente estudo, uma vez que a média de idade foi de 26,5 ± 6,9 anos e 56% eram surfistas recreacionais.

Por outro lado, durante uma competição, os surfistas são julgados pela sua capacidade de enfrentar as mudanças na formação das ondas e conseguir executar manobras com perfeição nas diversas sessões (Lowdon e Pateman, 1980). Nessa situação, muitos fatores podem interferir diretamente no desempenho do atleta, tais como a frequência de treinamento, o condicionamento físico e o tempo de experiência no esporte (Vaghetti et al., 2007). Assim, é perfeitamente plausível que entre os surfistas competidores, profissionais e amadores o tempo de prática (13,6 ± 7,8 anos) tenha sido maior do que o dos surfistas recreacionais (8,3 ± 5,2 anos).

Como o surfe é um esporte praticado ao ar livre e em cidades de clima quente, os cuidados com a pele dos atletas deveriam ser uma rotina, a partir do uso de agentes protetores contra os raios ultravioletas do sol (Dobbinson et al., 2008; Purim e Leite, 2010). Entretanto, o presente estudo observou que apenas uma pequena quantidade dos surfistas entrevistados fazia uso de protetores facial (24%) e labial (20%), o que corroborou os achados de Meir et al. (2012). A ocorrência de lesões cutâneas em pessoas que se expõem ao sol pode estar associada a fatores comportamentais e ambientais (Dobbinson et al., 2008; Jadotte e Schwartz, 2012; Olsen et al., 2015; Heckman et al., 2016). Provavelmente, o hábito de não usar proteção contra os raios ultravioletas do sol associado às questões ambientais locais de Fortaleza, uma cidade próxima à linha do Equador, com alta temperatura média (26,7°C) e com taxa de insolação anual de 2.843,4 horas (Instituto Nacional de Meteorologia, 2015), pode ter ocasionado as queimaduras faciais e labiais entre os surfistas.

Durante a prática do surfe, o organismo pode sofrer agressões de variados modos, origens, frequências e intensidade (Steinman et al., 2000). Em um estudo conduzido com 1.348 surfistas, 37% tiveram lesões na região de cabeça e face (Nathanson et al., 2007). Entre as lesões bucofaciais, as mais prevalentes são as lesões cortocontundentes em lábios e as fraturas dentárias (Emerich e Kaczmarek, 2010; Welch et al., 2010), o que corrobora os achados no presente estudo (Tabela 1). A prancha, por estar sempre em contato com o surfista e ligada a ele pelo leasch, tende a ser um instrumento com maior possibilidade de causar lesões (Figura 1). Esses dados concordam com os achados por Nathanson et al. (2007), os quais verificaram que 55% das lesões em face e cabeça deram-se por contato do surfista com a própria prancha e 12% pelo contato com a prancha de outro surfista.

Por outro lado, as condições ambientais do mar onde se pratica o surfe também implicam aumento no risco de lesões (Moraes et al., 2013). A presença de fundo de coral aumentou em 2,4 vezes o risco de lesões em surfistas durante as competições (Nathanson et al., 2007). Embora o fundo do mar do Ceará seja caracterizado pela presença de areia ou coral, no presente estudo foi observado que houve uma relação significante entre os acidentes com surfistas mais velhos e com maior tempo de prática em fundo de rocha (Figura. 1). É possível que esse fato seja decorrente da oportunidade que muitos surfistas têm de surfar em outros estados e até em outros países que têm o fundo do mar de rocha.

Uma opção viável para evitar a ocorrência de fraturas dentárias seria o uso de protetores bucais (Magunacelaya e Glendor, 2011; Newsome et al., 2001; Tiwari et al., 2014). Contudo, o uso de protetores bucais ainda está bem restrito aos esportes de contato, principalmente as lutas (Newsome et al., 2001; Tiwari et al., 2014). Atletas e praticantes de determinados esportes, como o surfe, no qual não existe um histórico de uso de protetores bucais, continuam relutantes em usar o dispositivo (Tabela 1). Dessa forma, seria interessante uma campanha de conscientização para que todas as medidas preventivas de lesões bucofaciais fossem implantadas para os atletas do surfe e de outras modalidades que usam pranchas.

Pode-se concluir que fraturas dentárias e queimaduras facial e labial são prevalentes em surfistas. Quanto maior a idade e o tempo de prática, mais chances de ocorrência de lesões, principalmente ocasionadas pela prancha. Medidas educativas e preventivas devem ser implantadas, visto que o surfe é um dos esportes mais praticados no Brasil e no mundo.

FINANCIAMENTO

O presente trabalho não contou com apoio financeiro de qualquer natureza para sua elaboração.

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Recebido: 07 de Janeiro de 2018; Aceito: 15 de Março de 2018

* Correspondence author: Jivago Barreto França Cordeiro E-mail: jivagodonto@gmail.com

CONFLITO DE INTERESSES

Os autores declaram não haver conflitos de interesse.

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