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Acta Cirúrgica Brasileira

versão impressa ISSN 0102-8650versão On-line ISSN 1678-2674

Acta Cir. Bras. v.21  supl.3 São Paulo  2006

https://doi.org/10.1590/S0102-86502006000900007 

ARTIGO ORIGINAL

 

Estudo comparativo da cicatrização de gastrorrafias com e sem o uso do extrato de Jatropha gossypiifolia L. (pião roxo) em ratos1

 

Comparative study of the healing process of gastrorrhaphies with and without the use of Jatropha gossypiifolia L. (bellyache bush) extract in rats

 

 

José de Ribamar ValeII; Nicolau Gregori CzeczkoIII; José Ulcijara AquinoI; Jurandir Marcondes Ribas-FilhoIII; Luciano BettegaIV; Paulo Roberto Leitão de VasconcelosIII; Mario Adolfo Correa NetoIV; Paulo Afonso Nunes NassifIII; Marcelo MazzaIII; Gilberto Simeone HenriquesIII

IProfessor do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal do Maranhão
IIMédico do Hospital da Universidade Federal do Maranhão
IIIProfessor Doutor em Cirurgia
IVAluno de Pós-Graduação – Mestrado

 

 


RESUMO

INTRODUÇÃO:A cicatrização do trato gastrintestinal é de grande importância na história da cirurgia, buscando-se tipos de fios e pontos apropriados e os diversos fatores que a influenciam. O uso de fitoterápicos como aceleradores da cicatrização tem sido feito por muitos anos sendo objetivo atual de pesquisas para a comprovação científica dessas propriedades terapêuticas.
OBJETIVO: Avaliar o uso do extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L. na cicatrização de gastrorrafias em ratos.
MÉTODOS: Foram utilizados 40 ratos Wistar, machos, divididos em dois grupos de 20, denominados de grupos controle e Jatropha. Dez animais de cada grupo foram mortos no 3º dia pós-operatório e denominados subgrupos controle e Jatropha do 3º dia e os 10 restantes de cada grupo foram mortos no 7º dia com a mesma denominação do 7º dia. Em cada animal foi realizado gastrotomia e gastrorrafia em plano único com fio polipropileno 6-0 (Prolene®, Ethicon). Os animais do grupo Jatropha receberam dose única de 200mg/Kg do extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L via intraperitoneal no dia do procedimento e os do grupo controle a mesma quantidade em mililitros de solução salina (cloreto de sódio à 0,9%). Foram avaliados os seguintes parâmetros: 1) alterações macroscópicas; 2) a resistência à insuflação de ar atmosférico (pressão de ruptura) da sutura; 3) características histológicas.
RESULTADOS: Não houve morte dos animais na evolução clínica, ocorrendo boa cicatrização da parede abdominal, com ausência de sinais de infecção, deiscência, abscessos ou peritonites. A cicatrização da superfície serosa foi considerada boa em todos os animais, não ocorrendo fístulas, porém, as aderências intra-peritoneais ocorreram em sete ratos do subgrupo controle e nove do subgrupo Jatropha do 3º dia pós-operatório e em nove do subgrupo controle e oito do subgrupo Jatropha do 7º dia, não havendo diferenças estatisticamente significantes entre os grupos. A cicatrização da superfície mucosa foi classificada como boa em todos os animais. A resistência das gastrorrafias à insuflação de ar atmosférico demonstrou aumento estatisticamente significante da pressão de ruptura no grupo Jatropha do 3º dia de observação. A avaliação histológica demonstrou diferenças estatisticamente significantes, quanto aos critérios, reação inflamatória aguda menor e coaptação das bordas maior no subgrupo Jatropha do 7º dia pós-operatório em relação ao grupo controle do mesmo período.
CONCLUSÃO: O extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L. favorece a cicatrização no 3º dia pós-operatório em relação à maior resistência das gastrorrafias à pressão de ruptura, e no 7º dia com melhor coaptação das bordas e reduzindo reação inflamatória aguda à microscopia.

Descritores: Ratos. Jatropha gossypiifolia L. Cicatrização de Feridas. Insuflação


ABSTRACT

INTRODUCTION: The healing process of the gastrointestinal tract is of huge importance in the surgical field history, as well as the search for appropriate types of threads and suture techniques and the many factors that influence it. The use of phytotherapic drugs as accelerators of the healing process has been done for many years and is one of the current objectives of scientific researches trying to prove its therapeutic properties.
PURPOSE: To evaluate the use of Jatropha gossypiifolia L. extract on the healing process of gastrorraphies in rats.
METHODS: Forty wistar male rats were divided in 2 groups of 20 rats, named control and Jatropha groups. Ten animals of each group were killed in the third day post-surgery and were named control and Jatropha groups of the 3rd day. The remaining 10 animals of each group were killed in the seventh day and were named accordingly for the 7th day. In each animal, gastrostomy and gastrorraphy were performed in a single plane using polypropylene thread 6-0 (Prolene). The animals from the Jatropha group were given a single dose of 200 mg/kg of the Jatropha gossypiifolia L. extract intraperitoneally on the same day of the procedure and the ones from the control group were given the same quantity in milliliters (ml), but of saline solution (sodium chloride 0.9%). The following parameters were evaluated: 1) macroscopic alterations; 2) the suture's resistance to atmospheric air insufflation (pressure of rupture); 3) histologic characteristics.
RESULTS: No animal died during the clinical follow-up and optimal healing of the abdominal wall was seen without any signs of infection, dehiscence, abscesses or peritonitis. Healing of the serous surface was considered good in all animals, without occurrence of fistulas; however, intraperitoneal adhesions occurred in 7 rats of the sub-group control and 9 of the sub-group Jatropha on the 3rd day post-operative and in 9 of the sub-group control and 8 of the sub-group Jatropha on the 7th day, but the differences were not statistically significant between the groups. Healing of the mucous surface was classified as good in all the animals. The resistance of the gastrorraphies to the atmospheric air insufflation showed statistically significant increase of the rupture pressure in the Jatropha group during the 3rd day of observation. Histologic evaluation showed differences that were statistically significant, considered the criteria, as well as reduced acute inflammatory reaction and better coaptation of the edges in the sub-group Jatropha of 7th post-surgery, when comparet to the sub-group control of the same period.
CONCLUSION: The raw extract of Jatropha gossypiifolia L. aids the healing on the 3rd day post-surgery, concerning the enhanced resistance of the gastrorraphies to pressure of rupture, and on the 7th day, presenting better coaptation of the edges and reducing acute inflammatory reaction by microscopic analyses.

Key Words: Rats. Jatropha gossypiifolia L. Wound Healing. Insufflation


 

 

Introdução

A relação entre o homem e a planta é de suma importância para a adaptação e evolução da espécie humana. A dependência da raça humana está na alimentação, no ar que respira, na cura de doenças, na habitação, no vestuário e no próprio equilíbrio da natureza. Quanto ao uso de plantas medicinais para a cura de doenças, pode-se observar que desde a antiguidade até nossos dias, existe preocupação de passar para as próximas gerações as informações sobre a fitoterapia. Como exemplo, tem-se os escritos do imperador chinês Shen Nung (3.000 a.C.) que versa sobre este tema. Nessa época a fitoterapia baseava-se em poderes sobrenaturais das plantas, manifestações divinas, magias e rituais religiosos, na observação de animais e na natureza1.

Atualmente sabe-se que o poder de cura de uma planta é devido às moléculas farmacologicamente ativas chamadas de princípios ativos, pesquisados pela indústria farmacêutica. A fitoterapia hoje se fundamenta em técnicas avançadas que levam ao conhecimento profundo do medicamento, justificando seu papel importante dentro do sistema de saúde. A intenção maior é fazer dela forma alternativa de tratamento, confiável para o médico, de fácil acesso à população e sem fazer o seu uso uma panacéia, ou seja, os vegetais não curam tudo. As plantas não substituem os medicamentos sintéticos, mas sim deve se ver na fitoterapia aumento da gama de oportunidades terapêuticas para beneficiar, ao final, o paciente que com ela pode se beneficiar2.

Dentre as muitas espécies que fornecem novas substâncias químicas com grande potencial, destaca-se as Euphorbiaceaes, famílias constituída de árvores, arbustos e ervas, que se caracterizam por apresentarem látex e fruto tricoco3. Nesta família encontra-se o gênero Jatropha de grande importância química e farmacológica. Deste gênero já foram isolados terpeno, alcalóides e flavonóides, sendo atribuído a estes agrupamentos químicos várias ações farmacológicas, entre elas as ações hipotensora, diurética, anti-reumática, antidiarréica, imunomoduladora e cicatrizante4,5.

Na cicatrização do trato gastrintestinal estão implicados vários fatores sistêmicos e locais, como exemplo; a oxigenação tecidual, a síntese do colágeno, a atividade da colagenase, a tensão da ferida, a formação cicatricial, a nutrição local e a técnica cirúrgica, dentre outros. Estudos recentes asseguram, que o avanço no campo da cicatrização reside no equilíbrio entre a síntese e o fracionamento do colágeno. Uma cicatrização mais efetiva pode ser conseguida com a introdução de aceleradores da cicatrização das feridas no local da sutura6.

O pião roxo (Jatropha gossyipiifolia L.) é planta de fácil aquisição e usada na medicina popular na cura de ferimentos diversos. A literatura científica já comprovou atividade cicatrizante em outras espécies de Jatrophas7,8. A Universidade Federal do Maranhão – UFMA tem nela objeto de pesquisa, e estudo anterior, já mostrou que a atividade anti-hipertensiva da Jatropha gossypiifolia L é devida à interferência no influxo de cálcio intracelular para o citosol9. Marinho10 determinou que o extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L. apresenta atividade hipotensora em animais normotensos e Abreu, em 200211, estudando a ação relaxante vascular do extrato etanólico de Jatropha gossypiifolia L em artéria mesentérica de ratos, sugere que esta planta pode conter princípio(s) ativo(s) com atividade relaxante vascular. Desta forma, fazem-se necessários estudos científicos para demonstração se o extrato da Jatropha gossypiifolia L. apresenta ou não efetiva atividade cicatrizante.

Assim, este estudo tem como objetivo avaliar comparativamente a influência do extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L. na cicatrização de gastrorrafias realizadas na face ventral do estômago de ratos Wistar.

 

Métodos

Este trabalho foi realizado no Laboratório de Pesquisas do Departamento de Farmacologia e Fisiologia do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), São Luís - MA., após sua aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFMA.

Foram utilizados 40 ratos (Rattus novergicus albinus, Rodentia mammalia), da linhagem Wistar, machos, com peso variando entre 113 a 154 gramas no início do experimento, adquiridos no Centro Multidisciplinar para Investigação Biológica (CEMIB) do Biotério Central da Universidade Estadual de Campinas, São Paulo. Os ratos foram alojados em oito gaiolas com cinco animais, e mantidos em ciclos dia e noite de 12 horas, em condições de temperatura e umidade ambientais, recebendo ração padrão para ratos e água ad libitum durante sete dias para adaptação.

Foram coletadas as partes aéreas da planta (caule e folhas) de Jatropha gossypiifolia L. no mês de agosto. A planta está identificada e catalogada no Herbário Ático Seabra do Departamento de Farmácia da UFMA onde se encontra registrada sob o número 01006. As folhas e caules da planta foram colocados para secar à temperatura ambiente durante cinco dias no Laboratório de Produtos Naturais do Departamento de Química da UFMA. Em seguida, foi retirado o excesso de umidade em estufa de secagem na temperatura de 45-50ºC por 24h. O material seco foi submetido à moagem em moinho elétrico, obtendo-se um pó de coloração esverdeada que foi colocado em recipiente de vidro. Em seguida adicionou-se uma solução hidroalcoólica a 70% na proporção 1:3. Efetuou-se a mistura que permaneceu por 12h em repouso, sendo que a cada 2h agitava-se manualmente por cinco minutos (Figura 1).

A mistura foi filtrada em algodão com auxílio de um funil de vidro. Esse procedimento repetiu-se por mais duas vezes consecutivas, obtendo-se no final dessa filtração extrato hidroalcoólico de Jatropha gossypiifolia L. de coloração verde-escuro. Por meio de um evaporador rotativo (Fisaton®) o extrato hidroalcoólico foi concentrado sob pressão reduzida na temperatura de 60-65ºC para a eliminação total do solvente, obtendo-se o extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L. em forma de pasta.

Para os testes farmacológicos foram retiradas 20g do extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L. diluidos em 100ml da solução cloreto de sódio a 0,9%, o que resultou em concentração de 200mg/ml.

Os animais foram submetidos a jejum pré-operatório de 12 horas e anestesiados inalatoriamente com éter sulfúrico e ventilação espontânea.

A seguir, foram pesados e em seguida posicionados em decúbito dorsal sobre uma mesa cirúrgica e imobilizados por contenção das patas com fita adesiva. Após epilação da região ventral do abdome realizou-se limpeza da região com solução degermante de polivinilpirrolidona-iodo e anti-sepsia da região abdominal e torácica com povinilpirrolidona-iodo. Em seguida, colocou-se um campo fenestrado estéril sobre o animal, delimitando a região abdominal a ser operada. O procedimento cirúrgico foi composto pelos seguintes atos:

a) laparotomia mediana com incisão de 3 cm;

b) inventário da cavidade peritoneal;

c) exposição do estômago;

d) gastrotomia em plano total com incisão de 1cm no corpo gástrico;

e) esvaziamento do resíduo gástrico e gastrorrafia com pontos separados utilizando-se o fio polipropileno 6-0 (Prolene®, Ethicon) com agulha cilíndrica de 1,5 cm tipo plano único total (Figura 2);

 

 

f) após a gastrorrafia, aleatoriamente 20 animais receberam dose única de solução de cloreto de sódio 0,9% na dose de 1ml/kg, administrado via intraperitoneal constituindo o grupo controle (GC); nos outros 20 foi administrado via intra-peritoneal dose única de 200 mg/kg do extrato bruto de Jatropha gossipiifolia L. - grupo Jatropha (GJ); a identificação individual de cada animal foi realizada com marcas de ácido pícrico;

g) a síntese da parede abdominal foi feita em dois planos com sutura contínua músculo-aponeurótica e peritônio, fio de náilon 5-0, e pele com tecido celular subcutâneo em pontos invertidos.

Os animais foram examinados diariamente, anotando-se as condições da ferida e suas complicações, bem como, avaliações clínicas, anotando-se a atividade motora (movimentação dos mesmos nas gaiolas) e se estavam alimentando-se. Todos os dados foram registrados em ficha protocolo.

No dia do sacrifício os animais eram pesados e colocados sob a campânula de vidro contendo éter sulfúrico até que ocorresse o óbito por intoxicação.

Dos 20 animais do grupo controle, 10 foram mortos no 3° dia pós-operatório e denominados subgrupo controle do 3º dia (GC3) e os outros 10 foram mortos no 7° dia pós-operatório e denominados subgrupo controle do 7º dia (GC7). No grupo Jatropha, procedeu-se da mesma maneira.

Depois de constatada a morte do animal, iniciava-se a necropsia com a inspeção da cicatriz cirúrgica na parede abdominal, e abertura da cavidade peritoneal. Nesta, avaliava-se a presença de infecção, as aderências peritoneais, a integridade da sutura do estômago e a presença de fístula. As aderências peritoneais foram classificadas conforme o escore de adesão de Nair em 0 a IV12. Ao final, retirava-se a peça da área cirúrgica.

O teste de resistência à insuflação de ar atmosférico foi realizado conforme utilizado por Warde e modificado por Czeczko13 obedecendo as seguintes etapas:

a) lavagem interna e preparo da peça cirúrgica, mantendo-se as aderências entre os órgãos vizinhos e a gastrorrafia;

b) oclusão da peça com pinça hemostática no segmento duodenal distal; introdução de uma sonda siliconizada de calibre nº 8 na porção distal do esôfago e ligadura desta sobre a sonda com fio de algodão 0; conexão da sonda ao aparelho de insuflação de ar atmosférico através do manômetro de Pulzin Laborbedarf (Watson Marlow Limited – England) para insuflação de ar de forma contínua e constante ligada a um manômetro eletrônico (GMH 3110 – Greisinger Eletronic Germany) para leitura em milímetro de mercúrio da pressão do ar insuflado (Figura 3A);

c) imersão da peça em um recipiente de vidro com água;

d) insuflação gradativa de ar atmosférico 10mmHg por segundo, até a ocorrência de borbulhamento na água, evidenciando a ruptura da peça com anotação da pressão em milímetro de mercúrio, no momento da ruptura (Figura 3B).

Em continuidade, procedeu-se à abertura da peça cirúrgica pela região posterior do estômago através de uma secção longitudinal e exposição de toda mucosa, observando-se a linha de sutura pela vista interna, analisando-se a mucosa e classificando-a em três categorias segundo Czeczko13:

a) deficiente: quando na presença de deiscência ou fístula;

b) regular: quando na presença de edema, aposição dos bordos de forma irregular, presença de hematoma ou necrose, porém ausência de deiscência ou fístula;

c) boa: quando na presença de pequeno edema, com aposição normal dos bordos anastomóticos ou quando a anastomose não permitia crítica.

Neste tempo realizou-se registro fotográfico de cada peça cirúrgica, em seguida retiraram-se fragmentos teciduais de 1 cm de comprimento por 0,5 cm de largura de cada peça cirúrgica, colocando-as em isopor mergulhadas em frascos com formol a 10% e encaminhadas para estudo histológico.

O processamento histológico e análise das lâminas foram realizados no Laboratório de Anatomia Patológica do Hospital Universitário Presidente Dutra da UFMA. A partir do material fixado em formol 10%, foram retirados cuidadosamente os pontos cirúrgicos para não prejudicar a microtomia na confecção do fragmento histológico de 0,3 cm de espessura e 0,5 cm de comprimento da porção média da ferida cirúrgica e perpendicular a esta. Procedeu-se a técnica histológica de rotina para coloração com Hematoxilina-Eosina (HE) e as lâminas foram codificadas para não serem do conhecimento do patologista a que grupo se tratava. Realizou-se fotomicrografias através de câmara digital acoplada ao microscópio e transferindo-as para o computador.

Os critérios histológicos incluíram: inflamação aguda, inflamação crônica inespecífica, necrose isquêmica, reação gigantocelular do tipo corpo-estranho, proliferação fibroblástica, fibrose (colagenização) e reepitelização e coaptação das bordas da sutura segundo Cotran14. A esses critérios, foram acrescentadas a avaliação da neoformação vascular e extensão em profundidade das camadas envolvidas.

 

Resultados

As avaliações clínicas diárias mostraram recuperação satisfatória, com manutenção do estado geral, presença de atividade motora igual ao pré-operatório e disposição para alimentar-se. Não houve sinais clínicos de infecção ou deiscência de sutura.

Na avaliação da parede abdominal, a cicatriz cirúrgica foi considerada boa em todos os animais. Na da cavidade peritoneal, não se observou abscesso localizado, peritonite ou fístula. Dos 20 animais mortos no 3° dia pós-operatório, 16 apresentaram aderência ao nível da sutura gástrica . As estruturas mais envolvidas foram o fígado e o omento maior. Também foram encontradas aderências para o baço, alças intestinais e parede abdominal. Não ocorreu diferença estatisticamente significante na análise da aderência entre os grupos GC E GJ no 3° dia pós-operatório, obtendo-se para o teste de Mann-Whitney p=0,45.

Nos animais mortos no 7° dia pós-operatório, as aderências estavam presentes em nove animais do GC e oito no GJ, sendo em geral por contigüidade. As estruturas envolvidas foram semelhantes as ocorridas no 3° dia pós-operatório. Na análise das aderências entre os grupos GC e GJ não se obteve diferenças estatisticamente significantes no teste de Mann-Whitney (p=0,750).

Não houve diferença significativa entre as aderências peritoneais (Figura 4) pela classificação de Nair entre os dois grupos.

 

 

O teste de resistência à insuflação de ar revelou valores significativamente diferentes no 3°dia pós-operatório sendo maiores no grupo GJ (*p=0,0001). No 7° dia pós-operatório não houve diferenças estatisticamente significantes (p=0,237) (Figura 5).

 

 

Na avaliação da superfície mucosa, os achados de todas as peças cirúrgicas, classificaram a cicatrização dessas superfícies como boas.

No GC, a reação inflamatória aguda ocorreu em todos os animais, sendo de forma moderada em oito (Figura 6) e acentuada em dois. No GJ houve reação inflamatória aguda em nove ratos apresentando-se discreta em dois, moderada em quatro e acentuada em três. A reação inflamatória crônica estava ausente em oito animais e presente em dois de cada grupo. Dos dois ratos GC em que estava presente ela foi do tipo discreta, e nos dois do GJ foi discreta em um e moderada em um. A necrose isquêmica estava presente em todos os animais dos grupos GC e GJ. Apresentou-se de forma discreta em oito animais e moderada em dois do GC, discreta em sete e moderada em três no grupo GJ. A reação gigantocelular no GC estava presente em um rato e foi do tipo discreta. Nos ratos do grupo GJ não ocorreu reação gigantocelular. Notou-se que a proliferação fibroblástica estava presente em dois animais do grupo GC, sendo do tipo discreta, e nos oito restantes não ocorreu essa reação inflamatória. No grupo GJ ocorreu proliferação fibroblástica em apenas um animal, sendo de forma discreta, e a ausência ocorreu em nove ratos. Não houve fibrose e reepitelização em nenhum rato de ambos os grupos. A coaptação das bordas estava ausente em todos os animais do GC e em sete do GJ. Dos três ratos em que estava presente no GJ, a coaptação se apresentou de forma parcial. A extensão das camadas gástricas envolvidas quanto a profundidade alcançou até a serosa em todos os animais dos dois grupos. A neoformação vascular ocorreu em três animais do GC, todos de forma discreta e não houve no GJ.

 

 

No sétimo dia pós-operatório a reação inflamatória aguda ocorreu em todos os animais. No GC foi discreta em dois e moderada em oito e no GJ discreta em oito e moderada em dois ratos. A inflamação crônica estava presente em todos os animais, sendo discreta em oito e moderada em dois ratos do GC, e discreta em seis e moderada em quatro no GJ. A necrose isquêmica ocorreu em nove animais do GC; a forma discreta estava presente em cinco, a moderada em dois e a acentuada em dois. No GJ estava ausente em dois e presente em oito ratos, a forma discreta ocorreu em cinco, a moderada em dois e a acentuada em um. Nos cortes histológicos, a presença de reação gigantocelular foi registrada em todos os animais. No GC foi discreta em quatro, moderada em quatro e acentuada em dois e no GJ foi discreta em seis e acentuada em quatro. Em todos os ratos dos grupos GC e GJ ocorreram proliferação fibroblástica. No GC foi discreta em sete e moderada em três, e no GJ discreta em quatrro, moderada em cinco e acentuada em um. No GC a fibrose estava ausente em quatro e discreta em todos os seis em que estava presente. No GJ estava ausente em cinco e em todos os cinco que estava presente também foi do tipo discreta. A reepitelização estava ausente em três ratos no GC e presente em sete, sendo parcial em seis e completa em um. Estava ausente em apenas um animal no GJ e foi parcial em todos os nove animais que estava presente. A coaptação das bordas ocorreu em todos os ratos: no GC foi parcial em nove e completa em um. No GJ foi parcial em dois e completa em oito animais. A extensão das camadas gástricas envolvidas quanto a profundidade alcançou até a serosa em todos os animais dos dois grupos e a neoformação vascular ocorreu em todos os animais, sendo cinco discretas, quatro moderadas e uma acentuada no GC e oito discretas, uma moderada e uma acentuada no GJ.

A análise das variáveis dos dados do 7º dia pós-operatório apresentou resultado estatisticamente significante somente para os seguintes parâmetros: menor inflamação aguda (*p=0,009) (Figura 6) e maior coaptação das bordas (*p=0,002) no GJ.

 

Discussão

Não foram encontrados na literatura estudos que versem sobre a atividade cicatrizante do extrato da planta do gênero Jatropha em suturas do trato gastrintestinal. Como citado por Joly15 e Silva2 as espécies da família Euphorbiaceae são ricas em substâncias que podem ter propriedades terapêuticas e, diante da possibilidade de apresentarem componentes com princípios ativos semelhantes entre elas, a discussão deste trabalho versam sobre a atividade cicatrizante da família como um todo.

A avaliação fitoquímica dos extratos hidroalcoólicos das folhas da Jatropha gossypiifolia L., detectou a presença de vários metabólitos tais como: fenóis, taninos, quinonas, resinas, triterpenóides, alcalóides, ácidos ascórbicos e proteínas16.

No presente estudo buscou-se verificar a ação das partes aéreas (caules e folhas) de J. gossypiifolia L. A ação cicatrizante já foi comprovada em uma outra espécie do gênero, Jatropha curcas, em feridas cutâneas realizadas no dorso de ratos8. A propriedade cicatrizante da Jatropha curcas foi pesquisada também, através da aplicação tópica do látex, sem diluir ou diluído, em feridas incisas no dorso de ratos. Em doses únicas na concentração de 10% até o extrato sem diluir acelerou a cicatrização das feridas, aumentando sua resistência à tensão aplicada nos bordos da lesão. A aplicação em doses múltiplas também teve propriedade cicatrizante7.

Para se avaliar comparativamente a influência do extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L. tomando-se como base a qualidade de sua cicatrização analisaram-se as gastrorrafias no 3° e 7° dias do pós-operatório. Estudou-se assim a cicatrização gástrica nas suas fases críticas, onde o processo inflamatório é principalmente agudo e a taxa global de degradação do colágeno é maior do que a taxa de síntese, principalmente até o 5° dia pós-operatório. O 7° dia teve como finalidade avaliar os parâmetros da cicatrização em fase intermediária, em conformidade com Porcides17. Há vários trabalhos na literatura que estudam a cicatrização nos 3°, 7°, 14° e 21° dias pós-operatório.

A evolução dos 40 animais evidenciou-se que todos recuperaram bem da anestesia e do ato operatório. Não se observou complicação da parede abdominal nos dois grupos. A cavidade peritoneal também não apresentou complicações intra-abdominais em ambos os grupos. As aderências intraperitoniais ocorreram em quase todos os animais de ambos os grupos, sendo os tipos I e II do escore de adesão de Nair os mais freqüentes e em sua maioria para estruturas vizinhas como o fígado, baço, alças jejunais, omento maior e parede abdominal.

A avaliação de uma cicatriz tecidual, mediante determinação de resistência mecânica, pode ser realizada por meio de duas técnicas: resistência à insuflação de ar ou água (bursting streng) ou tração linear (breaking strength ou tensile strength). Um parâmetro de avaliação física de cicatriz tecidual deverá levar em consideração o tipo de forças naturais a que esse tecido está sujeito. Quando o objeto de análise está relacionado a víscera oca, como o tubo gastrintestinal, o teste de resistência à insuflação de ar é fisiológico por reproduzir os vetores de pressão que normalmente se transmitem sobre a parede, aproximando-se da situação clínica real, visto que o rompimento ocorrerá em função da distensão18. Além disso, o teste de resistência à insuflação de ar exerce pressão em toda a circunferência da parede digestiva, e é bom como prova de vedação.

Nos primeiros dias pós-operatório a resistência da cicatrização pela insuflação de ar atmosférico dá idéia da vedação, o que levou a Gottrup19 a classificar a resistência a insuflação de ar como parâmetro imprescindível na avaliação de anastomose. No entanto, conforme ressalta Ballantyne20, esta técnica é útil principalmente nas primeiras duas semanas de pós-operatório, pois após esse período a resistência da anastomose à pressão pode exceder a do tecido intestinal normal, observando-se com freqüência escape gasoso distante da anastomose. Conseqüentemente, as medições tardias não refletem exatamente a resistência da anastomose, mas do intestino. Para avaliações da anastomose no período tardio, após o 14º dia pós-operatório, pode-se utilizar a determinação da resistência à tração linear de uma tira de tecido isolada. Apesar de haver relatos da determinação da resistência à insuflação de ar atmosférico com a anastomose ainda in situ, isto é, dentro da cavidade abdominal e sem manipulação das aderências circunvizinhas5, a ampla maioria dos autores opta pela retirada cuidadosa da peça e seu estudo in vitro. Essa segunda conduta permite a identificação exata do ponto onde ocorre o escape aéreo13,21,22. Ao se procurar deixar as aderências da peça cirúrgica com os órgãos e estruturas contíguas evitando-se manipulações indevidas na sutura frágil em seu estágio inicial, evitando-se descontinuidade acidental da ferida cirúrgica, visou-se obter valores de ruptura o mais próximo do real12,17.

Neste estudo realizou-se a determinação da resistência à insuflação de ar mediante a técnica preconizada inicialmente por Czeczko13. Procurou-se não desfazer as aderências da peça cirúrgica, pois as manipulações indevidas na anastomose frágil em seu estágio inicial poderiam prejudicar a obtenção dos resultados mais próximos do real. Observou-se resistência cicatricial à insuflação de ar atmosférico baixa no 3° dia de pós-operatório para os grupos GC e GJ sendo as médias respectivamente 41,2 e 82,6mmHg, com elevações no 7° dia de pós-operatório (médias 117mmHg, 134,7mmHg, respectivamente). Esse resultado está em consistência com os dados da literatura23,24 e refletem o padrão conhecido de baixa resistência à insuflação de ar no período de maior colagenólise, isto é, 3° dia de pós-operatório. A resistência à insuflação nos grupos estudados foi maior no 7° dia de pós-operatório, observando-se esta tendência ao aumento de resistência.

Ao avaliar-se comparativamente a resistência à insuflação de ar nos grupos GC e GJ no 3° dia pós-operatório, verificou-se que houve aumento da resistência da cicatriz estatisticamente significante (p<0,05) no GJ. Esses resultados sugerem que no 3° dia pós-operatório a Jatropha propiciou atividade cicatrizante pelo ganho da resistência à pressão atmosférica da gastrorrafia. Em outro modelo de estudo da cicatrização com plantas do gênero Jatropha, outros autores7 verificaram aceleração da cicatrização no 3° dia de pós-operatório das feridas cutâneas no dorso de ratos tratados com a aplicação em dose única do látex de Jatropha curcas, ocorrendo aumento da resistência à tensão aplicada nos bordos da lesão8. A atividade cicatrizante após 48 horas de pós-operatório foi demonstrada pelo aumento da força de ruptura da ferida.

O processo de cicatrização é comum a todos os tecidos, com a deposição de colágeno novo e a maturação da cicatriz6. O grau de intensidade da resposta inflamatória pode ser de fundamental importância neste processo. Assim, Miller25 ressalta que certo grau de inflamação é necessário; contudo reação inflamatória intensa é prejudicial, pois pode atrapalhar o adequado suprimento sanguíneo pelo comprometimento da microcirculação e ainda irá dificultar a proliferação celular (fibroblastos).

Balantyne20 salienta que a análise do parâmetro da cicatrização deve ser realizada sob três aspectos principais: a determinação da resistência mecânica da cicatriz, o estudo morfológico da morfologia tecidual e a determinação da sua taxa colágena.

Vários parâmetros histológicos são classicamente utilizados na avaliação da reparação tecidual, tais como reação inflamatória, proliferação fibroblástica, colagenização, coaptação e reepitelização17. No presente estudo foram acrescentados a neoformação vascular e a extensão das camadas envolvidas em sua profundidade na cicatrização da ferida por dar maior fidedignidade aos resultados aqui apresentados. O que aqui se observou foi menor reação inflamatória aguda no grupo GJ avaliado no 7° dia pós-operatório, o que seria favorável à cicatrização. Da mesma forma a melhor coaptação das bordas no GJ como dado isolado não é conclusivo para melhor cicatrização, uma vez que este parâmetro pode estar também associado ao tipo de fio utilizado17.

O trabalho realizado forneceu dados que sugerem que a cicatrização de gastrorrafias foi satisfatória quando se avaliou os parâmetros da pressão de ruptura à insuflação de ar atmosférico e a coaptação das bordas. Estes achados preliminares sugerem a necessidade de se realizar trabalhos que envolvam novos parâmetros, bem como, tempo de tratamento e frações do extrato bruto, a fim de que se possa efetivamente determinar se existe atividade cicatrizante no extrato de Jatropha gossypiifolia L. que justifique seu uso.

É necessário realizar estudos de química e/ou fitoquímica e determinar os constituintes metabólitos produzidos nas partes aéreas (folhas e caule) desta planta e testá-los na cicatrização de lesões, uma vez que, podem conter princípios ativos bem definidos como cicatrizantes que sejam comuns a outras plantas da mesma família.

 

Conclusões

1. Não houve diferenças macroscópicas na cicatrização da superfície serosa e mucosa das gastrorrafias e na ocorrência de aderências peritoneais entre os grupos estudados. 2. O extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L. favoreceu a cicatrização aumentando a resistência das gastrorrafias ao teste de resistência a insuflação de ar atmosférico, no 3º dia pós-operatório; 3. Na análise microscópica, o extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L. favoreceu a cicatrização aumentando a coaptação das bordas e reduzindo a inflamação aguda no 7º dia de observação.

 

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Recebimento: 09/02/2005
Revisão: 01/06/2005
Aprovação: 11/06/2006
Conflito de interesses: nenhum
Fonte de financiamento: Capes

 

 

Como citar este artigo:
Vale JR, Czeczko NG, Aquino JU, Ribas-Filho JM, Bettega L, Vasconcelos PRL, Correa-Neto MA, Nassif PAN, Mazza M, Henriques GS. Estudo comparativo da cicatrização de gastrorrafias com e sem o uso do extrato de Jatropha gossypiifolia L. (pião roxo) em ratos. Acta Cir Bras. [periódico na internet] 2006;21 Supl 3:40-48. Disponível em URL: http://www.scielo.br/acb
1 Trabalho realizado no laboratório de pesquisas do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal do Maranhão - UFMA

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