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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.23 no.2 Santa Maria May/Aug. 1993

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84781993000200018 

ESTUDO DAS CORRELAÇÕES ENTRE COLORAÇÃO DA LÃ LAVADA (Y-Z) E CARACTERÍSTICAS DA SUARDA1

 

YOLK CHARACTERISTICS AND SCOURED WOOL COLOUR (Y-Z) RELATIONSHIPS

 

Magda Vieira Benavides2 Wanderney Klein3 Paulo Roberto Pires Figueiró4

 

 

RESUMO

Amostras de lã de várias regiões do velo (lombo, paleta, costilhar e quarto) de borregas Ideal e Corriedale foram analisadas com o objetivo de observar dentro de qual metodologia de análise da suarda as características apresentavam melhores coeficientes de correlação com coloração da lã. Os métodos testados foram: extração da cera em primeiro lugar (método Cera + Suor) e extração do suor em primeiro (método Suor + Cera). Os coeficientes de correlação entre as variáveis pH, cor, absorbância e percentagem de suor e porcentagem de cera com brilho e grau de amarelamento da lã mostraram-se superiores no método Cera + Suor (P < 0,01) nas duas raças. Os coeficientes para a raça Corriedale apresentaram valores inferiores aos obtidos com a raça Ideal. As características de pH, cor e absorbância de suor mostraram uma correlação mais estreita com o grau de amarelamento do que a porcentagem do suor em si (r = 0,62; 0,50; 0,61 vs. 0,36, no método Cera + Suor, para a raça Ideal). A porcentagem de cera apresentou um coeficiente de correlação médio com o grau de amarelamento, significativo somente para Ideal, e de valor negativo. Através da análise de regressão múltipla observou-se que a cor e absorbância do suor e a relação cera/suor determinaram 36% das modificações ocorridas em Y-Z.

Palavras-chave: suor e cera de lã, cor da lã lavada, correlações, suarda.

 

SUMMARY

Wool samples from various fleece regions (back, shoulder, britch and mid-side) of Polwarth and Corriedale hogget ewes were analysed in order to observe under which yolk analysis methodology (Wax extraction before Suint or Suint + Wax) the yolk traits showed the best correlation coefficients with scoured wool colour (Y-Z). The correlations between suint pH, colour, absorbancy and percent and wax percent with brightness and scoured wool colour were higher in Wax + Suint method (P < 0.01) to both breeds. The coefficients to Corriedales showed smaller values from those obtained with Polwarths. The suint pH, colour and absorbancy traits recorded stronger relationship with Y-Z than suint percent itself ( r = 0.62, 0.50, 0.61 vs. 0.36 in the Wax + Suint method to Polwarths). Wax percent had a medium coefficient correlation, significantly only to Polwarths, with Y-Z (negative value). Looking multiple regression analysis, it was possible to understand that suint pH and absorbancy and wax/suint ratio determined 36% of variations ocurred with Y-Z.

Key words: suint and wax contents, scoured wool colour, correlation.

 

 

INTRODUÇÃO

A lã é um produto que apresenta uma variada gama de cores, geralmente do branco ao amarelo forte, passando por cores intermediárias. A cor da lã lavada interessa à medida que determina a variedade de cores que poderão ser utilizadas durante seu tingimento. A lã branca permite ser tingida desde cores claras (como "tons pastéis") até o preto, o que não ocorre com as lãs creme/amarelas, as quais somente após o alvejamento poderão ser tingidas com cores claras (envolvendo custos). Tendo em vista este aspecto, as lãs cremes/amarelas são comercialmente menos versáteis e de menor remuneração.

Stewart & Rimington apud BELSCHNER (1937) isolaram do suor de ovinos um pigmento amarelo que denominaram "lanaurina" e o responsabilizaram pela cor da lã. Resultados destas análises mostraram que a intensidade da cor tinha correlação positiva com a quantidade de sólidos solúveis contidos no suor. A mesma mostrou ser uma característica herdável, evidenciando a existência de susceptibilidade de certos animais ao amarelamento. Citaram, finalmente, que variações ambientais como estação do ano, fatores climáticos (temperatura e umidade relativa do ar), nutrição e idade poderiam ainda afetar o aparecimento do amarelo.

SERRA & MATTOS (1951) incubaram amostras de lã lavada em soluções tampão de pH variando de 7,0 a 10,1 e observaram o aparecimento de coloração amarela, mais intensa à medida que aumentava o pH. Os autores relacionaram a característica com a decomposição parcial da cistina da lã. Em 1964, os mesmos admitiam que a coloração amarela residia na ação de suor mais alcalino sobre a queratina e que a fração cera atuava como fator protetor contra o suor alcalino. Segundo eles, os fatores alimentares seriam decisivos na "produção" do amarelamento (provavelmente por mudanças na produção da fração cera), bem como os fatores climáticos.

FRASER & TRUTER (1960) trabalharam com o amarelo bacteriano e registraram que a população bacteriana no velo aumentava proporcionalmente com a precipitação pluviométrica e que havia diferença entre animais quanto ao tempo de secagem do velo após o término da chuva, denotando assim susceptibilidade ao amarelamento.

Story apud ARBIZA (1964) também observou que o conteúdo de suor era mais elevado nas regiões mais amarelas do velo e que o mesmo era fortemente alcalino (pH 10,0 - 10,5). A lã se apresentava menos resistente e com baixo conteúdo de enxofre, indicando provavelmente uma decomposição da cistina e danos-causados por álcalis. O autor, no entanto, achava que as verdadeiras causas estavam correlacionadas com a secreção de um pigmento anormal da fração suor.

HOARE (1968) classificou as lãs amarelas quanto a permanência de cor após o lavado, denominando-se de laváveis e não laváveis; sendo as primeiras associadas com a fração suor, acentuadas quando os animais se encontram em altos níveis nutricionais e talvez relacionadas com secreção de pigmentos similares aos pigmentos biliares, tal como Stewart & Rimington e Sidey apud HOARE (1968) admitiam. O amarelo não lavável, segundo o autor, era causado por uma "polimerização oxidativa" dos componentes do suor. Lãs armazenadas à elevadas umidades amarelavam devido à proliferação microbiana (produzindo o amarelo bacteriano ou canário). Nesta classificação eram incluídas lãs oriundas de anos de elevada precipitação pluviométrica propiciando velos muito úmidos.

HOARE (1978) concluiu que o elevado pH do suor era um indicativo da predisposição ao amarelamento mas não consistia em sua causa.

WILKINSON (1982/83) cita que várias características do velo podem estar associadas com o amarelamento da lã como sendo: conteúdos de cera e suor, pH do suor, peso de velo sujo, arquitetura do velo, conteúdo de nitrogênio solúvel, comprimento de mecha, toque, variabilidade de diâmetro dentro do velo e relação cera/suor. Em trabalho realizado com borregas Corriedale, pôde observar a susceptibilidade de alguns animais à predisposição ao amarelo e detectou que aqueles resistentes apresentavam, em média, uma relação cera/suor mais elevada em 0,57 unidades.

Este trabalho teve como objetivo avaliar as associações entre as características de interesse e grau de amarelamento nas duas principais raças criadas no Estado do Rio Grande do Sul.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Local e época

As amostras de lã originaram-se de experimentos com 20 animais da raça Ideal e 40 da raça Corriedale nos períodos de novembro/89 a março/90 e janeiro/91 a março/91 em Santa Maria e Uruguaiana (RS) respectivamente.

Amostragem

Amostras de lã foram coletadas de diferentes regiões do velo: lombo, costilhar, quarto e paleta. Na raça Corriedale, contudo, foi amostrada somente a região do costilhar.

Todas as amostras foram analisadas em duplicata com exceção daquelas com peso insuficiente.

Análises laboratoriais das amostras de lã

Local e época

Foram realizados no Laboratório de Lãs do Lanifício Valuruguai da Cooperativa de Lãs Vale do Uruguai LTDA, Uruguaiana, RS no período de 16 de julho de 1990 a 8 de abril de 1991. Os mesmos foram mantidos na cabanha de ovinos durante o período experimental.

Preparação das amostras e técnicas utilizadas

As amostras tiveram suas pontas removidas com tesoura até a linha inferior de penetração de terra para evitar a contaminação das extrações de suor. Após, as amostras foram colocadas em ambiente acondicionado (65 ± 2% de umidade relativa do ar (URA) e 20 ± 2" C) para não haver interferência da umidade contida na amostra de lã na pesagem dos espécimes.

Antes da pesagem, as mesmas foram homogeinizadas em um misturador próprio para amostras de "core-test" e analisadas conforme o fluxograma a seguir.

A extração da cera seguiu a técnica da INTERNATIONAL WOOL TEXTILE ORGANIZATION (IWTO) 10-62 (1966) e a extração do suor pela técnica citada em HOARE (1968). As modificações realizadas, bem como os detalhes das técnicas estão descritos em BENAVIDES (1991). A técnica para determinação do pH do suor é descrita em HOARE (1978) e na Norma do IWTO 2-60 (E) (1966), (revista em 1987).

Após a extração dos teores de cera e suor, procedeu-se à lavagem das amostras de lã, centrifugação, secagem em estufa de ar forçado à 60° C por 2h e colocação em sala climatizada por 12h a 20 ± 2° C e 65 ± 2% de URA. As amostras foram pesadas e passadas duas vezes em carda tipo "Shirley Analyser" para se proceder à leitura de coloração, segundo norma do IWTO 14-88 (E) (1988).

Análise estatística

O delineamento experimental foi o inteiramente casualizado.

A correlação de Pearson foi utilizada com o objetivo de observar o grau de associação entre as características estudadas, juntamente com a análise de regressão múltipla para avaliar o efeito conjunto de variáveis na coloração da lã.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Comparando os coeficientes de correlação das tabelas 1 (Método Cera + Suor) e 2 (Método Suor + Cera), observam-se melhores associações entre as características da suarda e coloração (Y-Z) e brilho (Y) da lã no método Cera + Suor. Tal fato possivelmente esteja relacionado à isenção das frações de cera solúveis em água neste método, possibilitando a determinação das reais qualidades de pH, cor e absorbância do suor, sem qualquer interferência.

 

 

 

 

Stewart & Rimington apud BELSCHNER (1937) mostraram que havia uma correlação positiva entre a intensidade de coloração da suarda (suor + cera) e a porcentagem de suor. Contudo, JACKSON (1973) cita que a cor da suarda não pode ser utilizada como indicativo do conteúdo de suor pois a quantidade de pigmentos contidos no suor é uma pequena parte do mesmo e sua concentração poderia variar independente de outros conteúdos da suarda, como por exemplo a fração cera. Porém os coeficientes de correlação encontrados (Tabela 1) entre cor do suor e % do mesmo mostraram valores de 0,60 (P < 0,001) e 0,44 (P < 0,001) para as raças Ideal e Corriedale respectivamente. Se for feita uma comparação da cor da suarda, visível no Método Suor + Cera (Tabela 2), observar-se-ão valores inferiores aos encontrados na tabela 1 (porém significativos), justamente pela interferência da fração cera na leitura da cor.

A cor da suarda após 7 dias de incubação tem sido utilizada por WILKINSON (1981) para avaliar o grau de susceptibilidade ao amarelamento em velos Corriedale. Este autor observou um coeficiente de correlação de 0.62 (P<0.01) entre tal característica e a determinação da cor do velo na esquila (novembro).

A absorbância mediu a turbidez do extrato aquoso e acreditava-se que guardasse grande relação com a quantidade de sólidos solúveis em água contidos no suor, o que na realidade foi constatado, mostrando ser a melhor correlação das três características do extraio aquoso (pH, cor e absorbância) com a % de suor, r = 0,73 e 0,65 para Ideal e Corriedale, respectivamente, sendo altamente significativas (P < 0,001) para as duas raças. No entanto quando observa-se a mesma associação no Método Suor + Cera, as correlações diminuem sensivelmente e comparativamente temse o pH do extraio aquoso como a característica que melhor se relaciona com a % de suor.

As características do extraio aquoso, entre si, apresentaram correlações médias-altas, porém todas altamente significativas (P < 0,001) (Tabela 1) para o Método Cera + suor. Podemos observar que à medida que a cor do extrato aquoso se torna mais amarela é acompanhada por um proporcional incremento no pH do suor (r =0,69, P < 0,001) para as duas raças, podendo ser utilizada como medida indireta de pH. De um modo geral, a cor do extrato aquoso e a absorbância apresentam melhores associações com pH e % de suor na raça Ideal, possivelmente, em função do maior número de observações (uma vez que nesta raça foram coletadas regiões do quarto, paleta, costilhar e lombo) e da maior amplitude dos dados, uma vez que trabalhou-se com quatro regiões distintas do velo.

Foi observada baixa correlação entre as porcentagens de suor e cera e apenas na Corriedale um valor médio negativo foi obtido (r = -0,43, P < 0,001). Como a porcentagem de cera está relacionada positivamente com a relação folicular e a porcentagem de suor, negativamente, refletindo-se indiretamente no diâmetro das fibras, acredita-se que a existência desta correlação para a raça Corriedale tenha sido em função da maior variação de diâmetro entre os animais (de 24,8 a 30,4 micra), propiciando relação s/p de maior amplitude. Na raça Ideal, mesmo incluindo as quatro regiões, não foram observadas grandes variações nesta característica (de 20,9 a 24,4 micra).

A relação cera/suor se relacionou negativamente com o pH, cor e com a absorbância do extrato aquoso (Tabela 1). Valores mais elevados foram obtidos nas análises pelo Método de Cera + Suor, para as duas raças, provavelmente por idênticos motivos citados no parágrafo anterior.

Os coeficientes de correlação mostraram que tanto o pH do suor como o da suarda estiveram altamente correlacionados (r = 0,62 e 0,51, para os Métodos Cera + Suor e Suor + Cera, respectivamente, (P < 0,001) com o grau de amarelamento da amostra, a percentagem de suor apresentou correlação média de 0,36 (P < 0,001) nos dados Ideal, conferindo à alcalinidade do suor maiores contribuições do que a percentagem de suor propriamente dita.

A análise de regressão múltipla realizada para quantificação das contribuições de cada característica da suarda no grau de amarelamento determinou que, a cor e absorbância do extrato aquoso, junto com a relação cera/suor, foram responsáveis por 36% das variações em Y-ZD nesta raça (P < 0,05).

Do ponto de vista laboratorial, observou-se que através do método Cera + Suor foi possível obter melhores correlações entre as características de importância, além disso, este método foi realizado com grande praticidade, facilitando sobremaneira o trabalho.

 

CONCLUSÕES

- As características de suarda e coloração de lã mostraram melhores correlações no método Cera + Suor;

- Para a raça Ideal existe uma forte associação entre as características do suor (pH, cor, absorbância) com grau de amarelamento (Y-Z).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1Parte da Dissertação de Mestrado em Zootecnia (UFSM) Produção Animal do primeiro autor apresentada ao Curso de Pós-Graduação em Zootecnia, área de Produção Animal, Universidade Federal de Santa Maria. 97119-900 - Santa Maria, RS.

2Zootecnista. Mestre - Rua Tamandaré. n° 1386 - Santana do Livramento, RS, 97573-531.

3Engenheiro Químico Co-Orientador - Diretor Técnico da Federação das Cooperativas de Lã do Brasil - FECOLÃ - Av. Andradas, n° 1137, 9° andar, Porto Alegre, RS - 90020-007.

4Médico Veterinário. M.Sc. Orientador. Prof. Titular do Departamento de Zootecnia UFSM - Cidade Universitária. Camobi - Santa Maria, RS -97119-900.

Recebido para publicação em 24.01.92 Aprovado para publicação em 23.12.92.

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