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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.28 no.3 Santa Maria July/Sept. 1998

https://doi.org/10.1590/S0103-84781998000300009 

TRATAMENTO HOMEOPÁTICO DA HEPATOTOXICOSE AGUDA INDUZIDA POR TETRACLORETO DE CARBONO EM COELHOS

 

HOMEOPATIC TREATMENT OF ACUTE CARBON TETRACHLORIDE INDUCED HEPATOTOXICITY IN RABBITS

 

Maria Cecília Ribeiro Moncorvo1 Cândido Fontoura da Silva2 Sônia Terezinha dos Anjos Santos3 Alexander de Oliveira El-Warrak4 Silvana Sebalhos5

 

 

RESUMO

Quinze (15) coelhos (Oryctolagus cuniculus) foram submetidos à intoxicação pelo tetracloreto de carbono na dosagem de 0,5 ml/kg de peso corporal, dose única, administrado por sonda gástrica. Foram realizadas as dosagens de alanina amino transferase (ALT), aspartato amino transferase (AST), fosfatase alcalina (FA) e gama glutamil transferase (GGT) antes e durante o experimento. Vinte e quatro (24) horas após a intoxicação, os coelhos foram divididos aleatoriamente em três grupos de 5 animais. Cada grupo recebeu um tratamento diferente durante 13 dias. O grupo I foi tratado com tetracloreto de carbono diluído na 30ª centesimal hahnemanniana (30 CH), uma vez ao dia. O grupo II recebeu Phosphorus 30 CH, também uma vez ao dia. O grupo III desempenhou o papel de controle, recebendo diariamente uma dose de placebo, pelo mesmo período de tempo que os grupos anteriores. Os resultados das concentrações séricas de ALT, AST, GGT e FA foram submetidos à análise estatística. A variação da concentração de todas as enzimas foi significativa entre os dias, mas nem todas variaram significativamente entre os grupos considerados. O tetracloreto de carbono 30 CH foi capaz de acelerar a recuperação do quadro de hepatite tóxica aguda determinada pela redução dos níveis de ALT. O tratamento com Phosphorus 30 CH mostrou-se incapaz seja de reverter o quadro de hepatite tóxica, seja de acelerar a regeneração hepática.

Palavras-chave: tetracloreto de carbono, hepatotoxicidade, homeopatia.

 

SUMMARY

Fithteen (15) New Zeland and Californian rabbits (Oryctolagus cuniculus) were submitted to intoxication with carbon tethracloride in a dose 0/0.5 ml/kg, once a day, administred by orogastric sonde. Enzimatic parameters: alanine aminotransferase (ALT), aspartate aminotransferase (AST), alkaline phosphatase and gamma-glutamyltransferase of those rabbits were tested before and during the experiment. After the intoxication, the rabbits were divided in three groups of five animals. Each group received differents treatments during 13 days. The animals in group I were treated with carbon tetrachloride 30 CH, once a day. The animals in group II were treated with Phosphorus 30 CH also once a day. The rabbits in group III served as a control receiving the same quantity of placebo with the same protocol of lhe others. The blood samples were obtained by cardiac puncture every 4 days. The seric concentrations of ALT, AST, GGT and FA were submited to estatistic avaliation. The variation of all enzimes tested was significant between the days, but not always between the groups. This study demonstrated thaf carbon tetrachloride 30 CH was efficient in acelerating the recuperation of normal levels of ALT, but the terapy with Phosphorus 30 CH was insufficient for reverting the hepatic intoxication.

Key words: carbon tetrachloride, hepatotoxicity. homeopathy.

 

 

INTRODUÇÃO

Diversas substâncias têm sido experimentalmente utilizadas com função hepatoprotetora ou de estimulação da regeneração hepática. Dentre essas substâncias incluem-se complexos vitamínicos e estimulantes do metabolismo hepático. Drogas hepatoprotetoras, como a silimarina (HAKOVÁ & MISUROVÁ, 1993), vêm sendo amplamente estudadas quanto à sua eficácia. Outras substâncias hepatoprotetoras já estudadas são os extratos de plantas (OSHIMA et al., 1995, KO et al., 1995, SUBRATA DE et al, 1994, LIN et al., 1993, SINGH et al., 1993, SEN et al., 1993) e as drogas anti-oxidantes (MECCA et al., 1993). O efeito hepatoprotetor dessas substâncias foi determinado pela redução significativa dos níveis de transaminases, além de melhor aspecto anátomo-patológico dos animais tratados em relação aos controles. Os animais tratados apresentaram menor grau de necrose hepática. Alguns autores referem-se, ainda, à proteção hepática mediante procedimento cirúrgico como a hepatectomia parcial, que estimularia a regeneração do fígado mediante a proliferação de hepatócitos (BELL et al., 1988).

Experimentos homeopáticos também foram realizados na área da terapia hepática. BILDET et al. (1984c) estudaram a ação do Phosphorus 7 CH e do Phosphorus 15 CH sobre a hepatite tóxica induzida pelo tetracloreto de carbono em ratos. Observaram uma diferença bastante significativa (da ordem de 20% a menos) na evolução das transaminases séricas (alanina amino transferase e aspartato amino transferase) no grupo de animais tratados com Phosphorus 7 CH, em relação aos animais controles. Este trabalho permitiu demonstrar que o tratamento curativo com a ajuda de Phosphorus acarreta uma melhora no metabolismo enzimático em ratos com hepatotoxicidade. Quanto mais a concentração sérica das enzimas retorna a níveis satisfatórios nos animais tratados, mais rapidamente os animais ficam curados.

BILDET et al. (1984a) demonstraram que doses infinitesimais de CC14 são capazes de induzir resistência frente à administração posterior de uma dose tóxica da mesma substância. BILDET et al. (1984b) estudaram, ainda, a ação preventiva do Phosphorus 7 CH e 15 CH, administrados previamente à intoxicação pelo CC14. Os resultados bioquímicos e anatomopatológicos demonstraram que o Phosphorus, nas diluições 7 CH e 15 CH, apresenta real efeito hepatoprotetor. Esses medicamentos são utilizados tanto no sentido de prevenir a instalação de hepatopatia como de tratá-la. A terapia homeopática repousa essencialmente sobre a lei da similitude entre ação tóxica ou patogenética e a ação terapêutica (BILDET et al., 1984a).

As características clínicas das intoxicações agudas e fatais são pouco consistentes, qualquer que seja a origem da toxina. O animal evolui para o óbito após um breve período de vertigem, anorexia e cólicas, além de ampla variedade de distúrbios neurológicos, incluindo-se convulsões atribuídas à encefalopatia hepática (KELLY, 1993).

A dosagem da concentração das enzimas ALT, AST, FA e GGT permite averiguar a presença de alteração da permeabilidade dos hepatócitos pela elevação de ALT e AST, bem como de desordens colestáticas pela elevação de EA e GGT (HUGHES & KING, 1995). Geralmente, a magnitude do aumento da concentração de uma determinada enzima, em particular, está correlacionado com o número de hepatócitos afetados (DUNN, 1992 e DIAL, 1995). A lesão hepatocelular, independentemente da causa (inflamatória, degenerativa ou neoplásica), está geralmente associada a certo grau de colestase, pois os hepatócitos se dilatam, obstruindo os canalículos biliares (DUNN, 1992).

Após necrose hepatocelular difusa, aguda e acentuada, os valores séricos de ALT e AST aumentam bruscamente (CENTER, 1988, CORNELIUS, 1989, BUSH, 1991). A FA é uma enzima ligada à membrana celular, estando presente em diversos tecidos. Na necrose hepatocelular aguda, a FA não é prontamente liberada e a elevação de sua concentração é resultante do aumento de sua síntese (DIAL, 1995). A atividade sérica da GGT se eleva como resultado de colestase intra e extra- hepática. Em cães, as elevações da GGT sérica estão tipicamente associadas à elevação da FA (CENTER, 1988).

Conhecendo-se a similitude existente, tanto no plano clínico-biológico como no anatomo- patológico, entre as intoxicações pelo tetracloreto de carbono e pelo fósforo (BILDET et al., 1984c), pareceu-nos interessante aplicar, nesta pesquisa, a lei de similitude ao produzir hepatite tóxica em coelhos pelo tetracloreto de carbono e tratá-los com o tetracloreto de carbono e o fósforo diluídos.

O presente trabalho teve, como objetivos, induzir hepatite tóxica em coelhos através da administração de tetracloreto de carbono e, posteriormente, avaliar a eficiência do emprego do próprio tetracloreto de carbono e do Phosphorus, diluídos na 30ª centesimal hahnemanniana (30 CH), no seu tratamento. A metodologia utilizada, de que consta a análise de parâmetros bioquímicos séricos, mostra que se trata de pesquisa científica em homeopatia, procurando-se valorizar a aplicabilidade clínica desta especialidade médica, assim como difundir seu conhecimento e torná-la acessível aos médicos veterinários.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Foram utilizados no experimento 15 (quinze) coelhos, sendo oito da raça Nova Zelândia e sete da raça Califórnia; nove machos e seis fêmeas, todos adultos, com a idade variando entre 2 e 4 anos e o peso oscilando entre 2,0 e 4,0kg e provenientes do Biotério Central da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

Foram realizadas as dosagens dos valores enzimáticos séricos (ALT, AST, FA e GGT) antes e no decorrer do experimento. Anteriormente ao experimento, foram realizadas três colheitas, com intervalos semanais entre elas, para a determinação dos valores enzimáticos considerados normais para os animais, que se prestaram como controle deles próprios.

Os animais foram submetidos à intoxicação pelo tetracloreto de carbonoa na dosagem de 0,5 ml/kg de peso, dose única, administrado por sonda gástrica. Os animais eram sedados 20 minutos antes de serem sondados e de receberem o agente tóxico. Para tal, utilizou-se ketaminab na dosagem de 8 mg/kg de peso, associada à xilazinac na dosagem de 3mg/kg de peso, por via intramuscular. O tetracloreto de carbono foi administrado diluído em óleo de milhod na proporção de 50%.

Vinte e quatro (24) horas após a intoxicação, os coelhos foram divididos aleatoriamente em três grupos. Cada grupo recebeu um tratamento distinto durante 13 dias consecutivos. O grupo I foi tratado com tetracloreto de carbono diluído na 30ª centesimal hahnemaniana (30 CH)e, uma vez ao dia. O grupo II recebeu Phosphorus 30 CHf, também uma vez ao dia. O grupo III desempenhou o papel de controle, recebendo diariamente uma dose de placebof pelo mesmo período de tempo que os grupos anteriores.

As dosagens enzimáticas iniciaram-se no dia seguinte àquele da intoxicação. Foram estas repetidas a cada 4 dias, até o 13° dia. O sangue era colhido mediante punção cardíaca. As dosagens de transaminases (ALT e AST) e fosfatase alcalina (FA) foram realizadas segundo o método colorimétrico, utilizando-se "kits" comerciaisg e a absorbância determinada por espectofotômetro 21h. A dosagem da GGT foi realizada mediante método cinéticoi, utilizando-se enzimômetroj.

Após o experimento, realizou-se a análise estatística de todos os valores obtidos de ALT, AST, GGT e FA. Aplicou-se a análise de Correlação e de Variância entre as variáveis dependentes. Em complemento, avaliou-se o grau de significância entre grupos e dias, bem como a interação entre eles através do teste F.

 

RESULTADOS

O sinal clínico mais evidentemente observado durante o experimento foi anorexia. Todos os animais, no dia seguinte à intoxicação, mostraram-se anoréxicos e alguns estavam, também, deprimidos. O apetite retornou ao normal 48 horas após. À palpação abdominal não se observou hepatomegalia nem sensibilidade. As mucosas mantiveram-se coradas, sem evidência de icterícia ao longo de todo o experimento.

Foi realizada a correlação linear entre as variáveis dependentes (ALT, AST, GGT e FA). Houve correlação significativa entre os valores séricos das variáveis ALT e AST; e entre AST e FA. Após 24 horas de intoxicação, os níveis médios de ALT e AST aumentaram acentuadamente em todos os animais (Tabelas 1 e 2 ).

 

 

 

 

As variações de ALT foram altamente significativas entre os dias (p<0,01) e significativa entre os grupos (p<0,05). A variação (entre dias) foi significativa entre os dias 0, 1 e 5 para os grupos I e II; e entre os dias 0 e 1 para o grupo III. A redução dos valores de ALT mostrou-se mais acelerada no grupo I. A alteração de AST somente foi significativa para os dias 0 e 1 (p<0,01), não sendo significativa entre os grupos (p > 0,05).

Os valores normais de GGT encontrados variaram entre 2 a 15 UI/1. E os de FA variaram entre 27,1 e 127 UI/1. Os valores médios alcançados por estas enzimas ao longo do experimento estão expostos nas tabelas 3 e 4. A variação de GGT, durante os dias, foi significativa (p<0,01) segundo a análise de variância, assim como a variação entre os grupos (p<0,01). A variação da concentração desta enzima, mesmo sendo significativa estatisticamente, só teve relevância do ponto de vista clínico no 9° dia, quando se apresentaram acima dos valores normais, previamente determinados, nos grupos I e II. A FA sofreu variação significativa de acordo com os dias e com relação aos grupos. A fosfatase alcalina teve seus valores médios, elevando-se 24 horas após a intoxicação em todos os grupos. A normalização de sua concentração começou no 5° dia após a administração do tetracloreto de carbono.

 

 

 

 

DISCUSSÃO

A terapia homeopática utilizada, visando ao período após a intoxicação provocada, difere da conduta usual da maioria dos autores que preconizam o tratamento preventivo: BILDET et al. (1984b); KO (1995); BRAIDE (1991); LEXA et al. (1990); SEN et al. (1992); SINGH et al. (1993) e LIN et al. (1993). Optou-se por empregar o próprio tetracloreto de carbono diluído tal como fizeram BILDET et al. (1984a); e o Phosphorus, segundo BILDET et al. (1984c). No entanto, a diluição dos medicamentos 30 CH difere das diluições dos medicamentos utilizados pelos autores antes citados, que foram 7 CH e 15 CH.

A sintomatologia apresentada pelos animais foi bastante semelhante àquela descrita por KELLY (1993). Os índices de hepatotoxicidade basearam-se nas concentrações séricas das enzimas ALT, AST, GGT e FA, que variaram ao longo do experimento.

A administração do CC14, na dosagem de 0,5 ml/kg, causou lesão hepática que pode ser evidenciada pelo aumento significativo de ALT e AST séricas, concordando com os estudos de ISOGAI et al. (1994), CENTER (1998) e HUGHES & KING (1995). Pode-se afirmar que, de acordo com os níveis séricos das transaminases evidenciados, uma grande quantidade de hepatócitos estavam acometidos, como afirmaram DUNN (1992) e DIAL (1995).

Ocorreu aumento da concentração de FA, a níveis acima do normal, somente no dia seguinte à administração de CC14, podendo-se evidenciar uma colestase branda (DIAL, 1995). Não ocorreu elevação de GGT concomitantemente à elevação da FA, como refere CENTER (1998).

O tratamento com Phosphorus 30 CH não causou redução significativa nos níveis séricos das transaminases, como foi alcançado no estudo de BILDET et al. (1984c) com o uso de Phosphorus 7 CH. No entanto, o resultado obtido com o uso de tetracloreto de carbono 30 CH foi satisfatório quanto à redução das transaminases. O mesmo se observa no trabalho de KO et al. (1995), com terapia hepatoprotetora, utilizando o extrato de Schisandra chinenses, que causou regressão significativa da ALT.

A análise estatística comprovou a existência de variação significativa das enzimas ALT, FA e GGT entre os grupos. No entanto, a variação de FA e GGT não se mostrou muito além de seus valores normais. Todas as enzimas variaram significativamente entre os dias. Esta variação foi mais evidente entre os dias 0 e 1. Somente a redução significativa da enzima ALT no grupo I pode representar um aspecto favorável do uso do tetracloreto de carbono 30 CH no tratamento da hepatotoxicose. O uso do tetracloreto de carbono diluído pode ter acelerado o processo de regeneração hepática.

O presente estudo demonstra que o tetracloreto de carbono, administrado na dosagem de 0,5 ml/kg de peso, por via sonda gástrica, em dose única, em animais em jejum e sob sedação, é capaz de causar acentuada hepatite tóxica aguda em coelhos, enquanto o tratamento com Phosphorus 30 CH não foi capaz de acelerar a reversão do quadro de hepatite tóxica com a redução dos níveis de transaminases. No entanto, o tratamento com tetracloreto de carbono 30 CH foi capaz de acelerar a recuperação dos níveis séricos normais da ALT.

 

FONTES DE AQUISIÇÃO

a - Vetec Química Fina Ltda.; Rua do Rocha, 168 - Rio de Janeiro, RJ.

b - Laboratório Kösing do Brasil; Av. Indianápolis, 2875 - São Paulo, SP.

c - Bayer do Brasil S.ª; Rua Domingos Jorge, 1000 - São Paulo.

d - Refinação de Milho Brasil Ltda.; Av. Prefeito Olavo Gomes, 3701-Pouso Alegre, MG.

e - Farmácia Homeopática de Faria Ltda.; Rua Barata Ribeiro, 550- Rio de Janeiro, RJ.

f - Homeopatia Natural; Rua Artur Bernades, 26-B- Rio, RJ

g - Química Básica Ltda.; Rua Teles Menezes, 92- Belo Horizonte, MG.

h - Milton Roy Co./ Analytical Products Division; 280, Lindon Avenue-Rochester, NY, 4625.

i - Companhia equipadora de Laboratórios Modernos; Al. Amazonas, 764- Barueri, SP.

j - Quick Lab. AD/ Drake; Rua Vicente Ferreira Gomes, 174- Porto Alegre, RS.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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1 Aluna de Mestrado em Clínica Médica da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Rua Soares Cabral, 80/1001, 22240-070 - Rio de Janeiro, RJ. E-mail: seamonc@pcshop.com.br. Autor para correspondência.

2Professor Titular do Departamento de Pequenos Animais da UFSM, Santa Maria, RS.

3 Professor Adjunto do Departamento de Pequenos Animais da UFSM, Santa Maria, RS.

4 Professor Substituto de Clínica Cirúrgica da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Campus Avançado de Palotina, PR.

5 Bolsista da PRAE, aluna da graduação em Medicina Veterinária da UFSM, Santa Maria, RS.

Recebido para publicação em 21.03.97. Aprovado em 04.03.98

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