SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.28 issue3Strength to compression of fractured mandible fixed with different methods in dogsNormal microflora of the ear canal in healthy cats author indexsubject indexarticles search
Home Pagealphabetic serial listing  

Services on Demand

Journal

Article

  • Portuguese (pdf)
  • Article in xml format
  • How to cite this article
  • SciELO Analytics
  • Curriculum ScienTI
  • Automatic translation

Indicators

Related links

Share


Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.28 no.3 Santa Maria July/Sept. 1998

https://doi.org/10.1590/S0103-84781998000300014 

ROTA VÍRUS DO GRUPO A EM BEZERROS LACTENTES NO ESTADO DE MINAS GERAIS

 

GROUP A ROTA VIRUS IN CALVES IN MINAS GERAIS STATE, BRAZIL

 

Edel Figueiredo Barbosa1 Henrique César Pereira Figueiredo2 Adriana Melo Garcia3 Zélia Inês Portela Lobato4 Andrey Pereira Lage5

 

 

RESUMO

A freqüência de rotavírus do grupo A foi avaliada em 194 amostras, de fezes de bezerros, com idade entre 2 e 60 dias, provenientes de 33 propriedades da bacia leiteira de Pará de Minas, Minas Gerais. Utilizando um sistema de ELISA monoclonal direto, 33 (17%) destas amostras foram positivas para rotavírus do grupo A. Do total de animais positivos para rotavírus do grupo A, 60,6% apresentavam diarréia no momento da coleta. Das 33 propriedades amostradas, a presença de rotavírus foi detectada em 19 (57,6%). Dentre todas as amostras examinadas, somente 7 apresentaram simultaneamente rotavírus e Cryptosporidium spp.

Palavras-chave: Rotavírus do grupo A, Cryptosporidium spp., bezerros, diarréia, Minas Gerais, Brasil.

 

SUMMARY

The frequency of group A rotaviruses was evaluated in 194 calves, 2- to 60-days old, from 33 farms in Pará de Minas, Minas Gerais State, Brazil. One hundred and ninety four fecal specimens were tested in a direct monoclonal ELISA and 33 (17%) were positive to group A rotavirus. Diarrhea was present in 60,6% of rotavirus-infected calves at the time of feces collection. Group A rotaviruses were detected in 19 (5.,6%) of the studied farms. Among all calves tested only seven were infected simultaneously by group A rotavirus and Cryptosporidium spp.

Key words: Group A rotavirus, Cryptosporidium spp, calves, diarrhea. Minas Gerais, Brazil.

 

 

INTRODUÇÃO

A diarréia é considerada um dos mais importantes fatores que contribuem para a morbidade e mortalidade em bezerros recém-nascidos. Recentemente, em estudo realizado no Estado de Minas Gerais, demonstrou-se que a taxa de mortalidade de bezerros está em torno de 14% e com uma tendência histórica de manutenção nos últimos 25 anos (FROIS et al., 1994), sendo a diarréia um importante fator de manutenção destas taxas (LEITE et al., 1982). Embora existam até o momento seis grupos distintos (A-F), identificados através da proteína viral 6 - VP6, (DODET et al. ,1997), o rotavírus pertencente ao grupo A tem sido relatado como o mais freqüente agente etiológico da diarréia dos bezerros (BARRAGRY.1997, BELLINZONI et al., 1990, LIEBLER et al., 1992 ). Apesar dos vários estudos relativos à diarréia em bezerros causada por rotavírus do grupo A, realizados em outros países, e de rotavírus já ter sido identificado como agente causal de diarréia em humanos (GOMES et al., 1991), em frangos de corte (BARBOSA et al .,1992) e em suínos (GOUVEIA et al., 1991) no Brasil, pouco se sabe sobre sua importância na diarréia de bezerros neonatos em nosso meio.

A idade do bezerro à infecção é um importante fator a ser avaliado no estudo da patogênese do rotavírus (DODET et al., 1997, VARSHNEY et al., 1995). Este vírus tem sido associado à diarréia em bezerros jovens, principalmente entre aqueles com até três semanas de vida, podendo estender-se, com uma freqüência decrescente, aos animais mais velhos (SNODGRASS et al 1986, CLARK et al 1996).

Nos últimos anos, demonstrou-se a importância epidemiológica e clínica das infecções mistas no complexo diarréia dos bezerros. Entre as associações mais importantes e prevalentes está a do rotavírus com o Cryptosporidium spp (BRENNER et al. 1993, HALL et al 1988, HALL et al 1994) onde geralmente se observam quadros de diarréia mais graves que os observados em infecções por um só destes agentes. Pouco ainda se conhece sobre a freqüência destes agentes em nosso meio, bem como a importância de sua associação.

Este trabalho teve como objetivo a pesquisa da freqüência de rotavírus do grupo A em bezerros lactentes no Estado de Minas Gerais e da presença de infecções mistas de rotavírus e Cryptosporidium spp.

 

MATERIAIS E MÉTODOS

Neste estudo, foram utilizados 194 bezerros com idade variando de dois a 60 dias. Estes animais estavam distribuídos em 33 fazendas, localizadas na bacia leiteira de Pará de Minas, MG. Os rebanhos utilizados eram constituídos de mestiços da raça Holandesa e criados sob condições semelhantes de manejo. Todos os bezerros de dois a 60 dias, de cada propriedade, foram amostrados, sendo que o número médio de bezerros amostrados por fazenda foi de 5,9.

De janeiro a março de 1991, foram coletadas amostras de fezes de cada um dos 194 bezerros. A coleta foi feita diretamente na ampola retal e as fezes, acondicionadas em sacos plásticos, foram transportadas até o laboratório sob refrigeração. A consistência fecal foi classificada em fezes firmes, pastosas, líqüidas e semilíqüidas, segundo DIRKSEN et al. (1993). Fezes líqüidas e semilíqüidas foram consideradas diarréicas.

A detecção de rotavírus foi feita por um teste de ELISA direto, utilizando anticorpo monoclonal contra rotavírus do grupo A, como descrito por ASHOUR et al. (1990). Amostras fecais foram diluídas a 20% em tampão de estabilização para rotavírus (Tris-HCl, 50 mM; CaCl2, 13 mM; b-mercaptoetanol, l ,5 mM; pH 7,4) e armazenadas a -20°C até o momento do teste. Todas as amostras foram rediluídas 1:10 em PBS e então testadas no sistema de ELISA para detecção de rotavírus do grupo A.

A detecção de Cryptosporidium spp. foi feita pela técnica de Ziehl-Nielsen modificada. A presença de Cryptosporidium spp. já havia sido demonstrada nas amostras fecais utilizadas (GARCIA & LIMA, 1994), sendo somente a associação deste agente ao rotavírus explorada no presente trabalho.

 

RESULTADOS

Das 194 amostras de fezes de bezerros examinadas, 33 (17,0%) foram positivas para rotavírus do grupo A. Do total de amostras testadas (n=294), 103 (53,1%) foram consideradas diarréicas (20 - 10,3% - consistência semilíqüida e 83 - 42,8% - consistência líqüida) e 91 (46,9%) normais (66 - 34,8% - consistência firme e 25 - 12,9% - consistência pastosa).

Das amostras positivas para rotavírus (n = 33), 20 (60,6%) eram diarréicas (4 - 12,1% consistência semilíqüida e 16 - 48,5% - consistência líqüida) e 13 (39,4%) normais (l l - 33,3% - consistência firme e 2 - 6,1% - consistência pastosa) no momento da coleta.

Na faixa etária de 2 a 7 dias foram testados 14 animais, sendo 2 positivos para rotavírus. Na faixa de 8 a 15 dias, de 30 animais testados 2 foram positivos. Dos 62 animais, de 16 a 30 dias de idade, 8 foram positivos e de 88 animais, com 31 a 60 dias de idade, 21 foram positivos. A distribuição percentual, em faixas etárias dos animais, da população total estudada e dos infectados por rotavírus, pode ser observada na Figura l.

 

 

A presença de diarréia nos bezerros infectados por rotavírus do grupo A e na população estudada é mostrada na Figura 2. Uma maior freqüência de diarréia foi encontrada entre os bezerros infectados por rotavírus em todas as faixas etárias, sendo que a totalidade dos bezerros infectados, com até 28 dias de idade, apresentavam diarréia.

 


 

Das 33 propriedades amostradas detectou- se a presença de rotavírus em 19 (57,6%).

Dentre todas as amostras examinadas, somente 7 (3,6%) apresentaram simultaneamente rotavírus e Cryptosporidium spp. Destes animais, cinco pertenciam à faixa etária de 31 a 60 dias e 2 à faixa etária de 16 a 30 dias. Dos 7 animais com infecção mista, 6 estavam distribuídos em diferentes propriedades e 3 apresentavam diarréia.

 

DISCUSSÃO

Para verificar a presença de rotavírus em bezerros lactentes no Estado de Minas Gerais, foi utilizado o teste de ELISA direto monoclonal contra VP6 / grupo A, o qual é um teste sensível e específico para a detecção de rotavírus do grupo A (ASHOUR et al. 1990). Embora os rotavírus denominados atípicos (não - grupo A) sejam prevalentes em algumas espécies animais como os suínos (MAGAR et al., 1991, MORILLA et al., 1991, JANKE et al., 1990, LIPRANDI et al., 1987) e pequenos ruminantes (MUNOZ et al., 1995), são raramente observados em bovinos (CHASEY & DA VIS, 1984, SAIF, 1990, SNODGRASS et al., 1984, THEIL & McCLOSKEY, 1989). Portanto, a pesquisa da freqüência de rotavírus do grupo A é, por si, relevante para o estudo epidemiológico das diarréias em bezerros.

A freqüência de rotavírus encontrada nas amostras estudadas foi de 17,0%. Na literatura, os dados relatados sobre a freqüência de rotavírus do grupo A em bezerros são bastante variados. SNODGRASS et al. (1980), investigando um surto de diarréia neonatal na Inglaterra, demonstraram que 46% das amostras estudadas eram positivas para rotavírus. BRENNER et al. (1993), realizando um levantamento em fezes diarréicas de bezerros, em Israel, encontraram 41,4% de positividade para rotavírus. Em outros trabalhos, onde foram amostrados bezerros com e sem diarréia, a freqüência observada de rotavírus do grupo A foi bem mais baixa. ISHIZAKI et al. (1995) encontraram 14,7% de fezes positivas para rotavírus. LUCHELLI et al. (1992), analisando fezes de 450 bezerros, com idade de l a 30 dias, encontraram 16,4% de prevalência para rotavírus. Em um estudo de caso-controle realizado em 300 bezerros de uma propriedade no Canadá, WILSON et al. (1992) encontraram apenas 1,3% de bezerros positivos para este vírus. Portanto, a freqüência de bezerros portadores de rotavírus do grupo A, observada neste trabalho (17%), está dentro da faixa encontrada por autores que estudaram bezerros com e sem diarréia.

Dos 33 bezerros positivos para rotavírus, 39,4% não apresentavam diarréia. Isso pode ser devido ao tipo de amostragem utilizada. Neste estudo foi realizado apenas uma coleta de fezes por bezerro e estes animais podem ter tido diarréia antes ou depois da obtenção destas amostras. O teste utilizado para a detecção de rotavírus é muito sensível, podendo detectar pequenas quantidades de vírus, antes ou depois do aparecimento dos sinais clínicos. De fato, um trabalho realizado por REYNOLDS et al. (1985), onde foi monitorada a excreção diária de rotavírus em 48 bezerros naturalmente infectados, com idades entre 3 dias e 5 semanas, demonstrou que 83% destes animais excretaram o vírus, em média, por 3,6 dias durante o período de monitoramento; e, 50% dos bezerros infectados não apresen- taram sinais clínicos de diarréia durante todo o experimento.

Fatores como taxa de desafio viral, virulência, imunidade passiva e outras variáveis podem amenizar os sinais clínicos induzidos por infecções por rotavírus em condições de campo (LUCHELLI et al., 1992). Esses fatores possivelmente influenciaram os resultados encontrados no presente estudo, nos quais a porcentagem de animais com fezes diarréicas (semilíqüidas e líqüidas) foi maior no grupo de bezerros positivos para rotavírus, que no grupo de bezerros negativos para o mesmo vírus (Figuras 2a e 2b). É interessante notar que 100% dos animais positivos para rotavírus, com idade inferior a 28 dias, apresentaram diarréia no momento da coleta, comprovando a importância da idade do bezerro à infecção no estudo da rotavirose. Bezerros recém-nascidos possuem lenta reposição de enterócitos, células onde os rotavírus se multiplicam, facilitando a ocorrência do ciclo completo de multiplicação viral e produção de nova progénie para infectar outras células do epitélio intestinal, o que favorece a duração da infecção e lesão das vilosidades intestinais. Em animais mais velhos, há uma competição entre taxa de replicação vírica e a reposição celular; sendo que somente amostras muito virulentas causam diarréia em bezerros acima de 6 semanas de idade (DODET et al., 1997, VARSHNEY et al., 1995).

Oitenta e três (43%) dos bezerros estudados apresentaram diarréia, mas não estavam infectados por rotavírus do grupo A. Deste grupo, 18 (9%) apresentavam Cryptosporidium spp. em suas fezes (GARCIA & LIMA 1994). Vários outros patógenos como E. coli, Salmonella sp e coronavírus também estão associados com diarréia em bezerros de até 60 dias de idade (HALL et al 1994, SNODGRASS et al., 1986). A infecção por estes outros enteropatógenos, não pesquisados no presente estudo, bem como problemas na alimentação dos bezerros, podem explicar a presença de diarréia nos animais negativos para os agentes testados.

Na patogenia da diarréia neonatal de bezerros, as infecções mistas têm sido relatadas como freqüentes e de grande importância clínica (HALL et al 1994). A associação entre rotavírus do grupo A e Cryptosporidium spp. está entre as mais importantes. Estes dois microrganismos apresentam maior infectividade na mesma faixa etária em bezerros (15 a 30 dias) e parecem agir sinergicamente na fisiopatologia da diarréia (ANGUS et al 1990, HALL et al 1994). O rotavírus tem predileção pelo epitélio do jejuno para a sua replicação e o Cryptosporidium spp. se multiplica na mucosa do íleo. Portanto, em infecções mistas, o quadro clínico da diarréia pode ser agravado (ANGUS et al 1990). freqüências de associação destes agentes de 16,5% a 30,8% já foram relatadas (BRENNER et al 1993, HALL et al 1988, SNODGRASS et al 1980). No entanto, dos 194 bezerros examinados no presente experimento somente 3,6% apresentaram infecção simultânea por rotavírus e Cryptosporidium spp., sendo portanto a associação destes patógenos pouco freqüente na amostra estudada.

Estes dados mostram que o rotavírus do grupo A é freqüente agente de diarréia em bezerros neonatos e que a associação entre este vírus e e Cryptosporidium spp. não foi relevante na amostra estudada. Este é o primeiro relato de rotavírus do grupo A em bezerros no estado de Minas Gerais.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos à Fundação de Estudo e Pesquisa em Medicina Veterinária e Zootecnia (FEP-MVZ) - Coordenação Preventiva pelo apoio financeiro e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelas bolsas concedidas (HCPFeAPL).

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANGUS, K.W. Cryptosporidiosis of man and animals; Boca Raton: CRC, 1990. Cryptosporidiosis in ruminants: p. 83-104.         [ Links ]

ASHOUR, A., FERNANDEZ, F.M., RESENDE, M., et al. Preparation and characterization of monoclonal antibodies for bovine rotaviruses. Arq Bras Med Vet Zoot, v.42, n.6, p.499-509, 1990.         [ Links ]

BARBOSA, E.F., RESENDE, M., RESENDE, J.S., et al. Viruses with tri-segmented double-stranded RNA in broiler chicken feces in Brazil. Arq Bras Med Vet Zoot, v.44, n.3, p. 167- 173,1992.         [ Links ]

BARRAGRY, T.. Calf diarrhoea. Irish Vet J, v.50, n. 1, p. 49-58, 1997.         [ Links ]

BELLINZONI, R.C., BLACKHALL, J., TERZOLO, H.R, et al. Microbiology of diarrhoea in young beef and dairy calves in Argentina. Vet Argent Microbiol, v.22, n.3, p. 130-136, 1990.         [ Links ]

BRENNER, J., ELAD, D., MARKOCICS, A., et al. Epidemiological study of neonatal calf diarrhoea in Israel - A one-year survey of faecal samples. Irs J Vet Med, v.48, 113- 116,1993.         [ Links ]

CHASEY, D., DAVIS, P. Atypical rotaviruses in pigs and cattle. Vet Rec, v. 114, p. 16-17, 1984.         [ Links ]

CLARK, KJ., TAMBORELLO, T.J., ZH1CHANG, X., et al. An unusual group-A rotavirus associated with an epidemic of diarrhea among three-month-old calves. J Am Vet Med Assoe, v.208, n.4: 552-554, 1996.         [ Links ]

DIRKSEN, G.. GRUNDER, H.D., STOBER, M. Rosenberger exame clínico dos bovinos. 3 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. p 204-205,1993.         [ Links ]

DODET, B., HESELTINE, E., MARY, C., et al. Rotaviruses in human and veterinary medicine. Sante, v.7. n.3, 1997.         [ Links ]

FROIS, M.C.M., MODENA, C.M., VIEGAS, D.M., et al. 1994. Tendência histórica dos coeficientes de mortalidade de bezerros em Minas Gerais, 1960 a 1985. Arq Bras Med Vet Zootec, v. 46, n. 6, p. 741-747, 1994.         [ Links ]

GARCIA, A.M., LIMA, J.D.. Prevalência de Cryptosporidium spp. em bezerros leiteiros de Pará de Minas (M.G.) e sua relação com práticas de manejo. Rev Bras Parasitol, v. 3, n. l,p.23-28, 1994.         [ Links ]

GOMES, T.A., RASSI, V.,MAcDONALD, K.L, et al. Entterophatogens associated with acute diarrheal disease in urban infants in São Paulo, Brazil. J Infect Dis, v. 164, n.2, p.331333.1991.         [ Links ]

GOUVEIA, A.M.G., NOZAWA, C.M., ARAÚJO, H. Cell culture propagation of rotavirus from feces of diarrheic piglets. Rev Microbiol, v.22, n.2, p. 108-111, 1991.         [ Links ]

HALL, G.A., REYNOLDS. D.J., PARSONS, K.R., et al. Pathology of calves with diarrhoea in southern Britain. Res Vet Sci, v.45, p. 240-250, 1988.         [ Links ]

HALL, G.A., JONES, P,W., MORGAN, J.H.. Calf diarrhoea. in: ANDREWS, A.H. (ed.) Bovine medicine: diseases and husbandry of cattle. London: Blackwell Scientific. p. 154- 180,1994.         [ Links ]

ISHIZAKI, H., CH1KAKO, O., SHIRAHATA, T., et al. Pesistence of a single electropherotype and serotype (G6P5) of bovine rotavirus in calves on a closed dairy farm from 1990 to 1993. Am J Vet Res ,v.56, n.8, p. 1019-1024, 1995.         [ Links ]

JANKE BH, NELSON JK. BENFIELD DA, NELSON EA. Relative prevalence of typical and atypical strains among rotaviruses from diarrheic pigs in conventional swine herds. J Vet Diagn Invest, v.2, p. 308-311, 1990.         [ Links ]

LEITE, R.C., LIMA, J.D. Fatores sanitários que influenciam na criação de bezerros. Arq Esc Vet UFMG, v.34, p. 485-492, 1982.         [ Links ]

LIEBLER, E.M, KLUVER, S., POHLENZ, J., et al. The significance of bredavirus as a diarrhea agent in calf herds in LowerSaxony. DTW, v.99, n.5. p. 195-200, 1992.         [ Links ]

LIPRANDI F, GARCIA D, BOTERO L, et al. Characterization of rotaviruses isolated from pigs with diarrhoea in Venezuela. Vet Microbiol, v.3, n. l, p.35-45, 1987.         [ Links ]

LUCHELLI, A., LANCE, S.E., BARTLLET, P.B., et al. Prevalence of bovine group-A rotavirus shedding among dairy calves in Ohio. Am J Vet Res, v.53, n. 2, p. 169-174, 1992.         [ Links ]

MAGAR R, ROBINSON Y, MORIN M. Identification of atypical rotaviruses in outbreaks of preweaning and postweaning diarrhea in Quebec swine herds. Can J Vet Res, v.55, p.260-263, 1991.         [ Links ]

MORILLA A, ARRIAGA C, RUIZ A, et al. Association between diarrhoea and shedding of group A and atypical groups B to E rotaviruses in suckling pigs. Ann Rech Vet, v.22, p. 193-200, 1991.         [ Links ]

MUNOZ M, ALVAREZ M, LANZA I, et al. An outbreak of diarrhoea associated with atypical rotaviruses in goat kids. Res Vet Sci, v.59, p.180-182, 1995.         [ Links ]

REYNOLDS, D.J., HALL, G.A., DEBNEY, T.G., et al. Pathology of natural rotavirus infections in clinically normal calves. Res Vet Sci, v.38, p. 264-269, 1985.         [ Links ]

SAIF.L.J. Non group A rotaviruses. In: SAIF, L.J., THEIL. K.N., (eds). Viral Diarrheas of man and animals. Boca Raton: CRCpress., p 73-95, 1990.         [ Links ]

SNODGRASS, D.R.. Cryptosporidia associated with rotavirus and Escherichia coli in an outbreak of calf scour. Vet Rec , v. 106, n.22, p. 458-460, 1980.         [ Links ]

SNODGRASS, D.R., TERZOLO, H.R., SHERWOOD, D.. Aetilogy of diarrhea in young calves. Vet Rec, v. 119, p. 31- 34,1986.         [ Links ]

SNODGRASS, D.R., HERRING, A.J, CAMPBELL l, et al. Comparison of atypical rotaviruses from calves, piglets, lambs and man. J Gen Virol., v.65, p.909-914, 1984.         [ Links ]

THEIL, K.W., McCLOSKEY, C.M. Molecular epidemiology and subgroup determination of bovine group A rotaviruses associated with diarrhea in dairy and beef calves. J Clin Microbiol, v.27, n. l, p. 126-131, 1989.         [ Links ]

WILSON, J.B., McEWEN. S.A., CLARKE, R.C., et al. A case-control study os selected pathogens including verocytotoxigenie Escherichia coli in calf diarrhea on an Ontario veal farm. Can J Vet Res, v.56, p. 184-188, 1992.         [ Links ]

 

 

1 Médico Veterinário, Professor Adjunto, PhD. Laboratório de Biologia de Microorganismos Intracelulares, Departamento de Microbiologia. Instituto de Ciências Biológicas, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Brasil. Av. António Carlos, 6627, CP 486, 31270-901, Belo Horizonte, Minas Gerais. E-mail: edelfb@mono.icb.ufmg.br. Autor para correspondência.

2 Médico Veterinário, Departamento de Medicina Veterinária Preventiva - Escola de Veterinária - UFMG.

3 M édico Veterinário, Professora Assistente, MSc. Departamento de Medicina Veterinária - Universidade Federal de Lavras (UFLA).

4 Médico Veterinário. Professora Adjunto, MSc, PhD. Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Escola de Veterinária - UFMG.

5 Médico Veterinário. Professor Adjunto, MSc, PhD. Departamento de Medicina Veterinária Preventiva, Escola de Veterinária - UFMG.

Recebido para publicação em 13.08.97. Aprovado em 14.01.98

Creative Commons License All the contents of this journal, except where otherwise noted, is licensed under a Creative Commons Attribution License