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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.36 no.3 Santa Maria June 2006

https://doi.org/10.1590/S0103-84782006000300023 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
MICROBIOLOGIA

 

Teste de tuberculinização em caprinos (Capra hircus) experimentalmente sensibilizados

 

Tuberculin test in experimentally sensitized goats (Capra hircus)

 

 

Paulo Eduardo Gomes da SilvaI; Sônia Regina PinheiroII, 1; Marta Lizandra do Rego LealI; Heloísa Godoi BertagnonI; Pedro Moacyr Pinto Coelho MottaIII; Idércio Luiz SinhoriniIV; Silvio Arruda VasconcellosII; Fernando José BenesiI

IDepartamento de Clinica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, SP, Brasil
IIDepartamento de Medicina Veterinária Preventiva e Saúde Animal, FMVZ, USP. Av. Professor Orlando Marques de Paiva, 87, Cidade Universitária, 05508-000, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: soniapin@usp.br
IIILaboratório de Referência Animal (LARA) – Pedro Leopoldo, MG, Brasil
IVDepartamento de Patologia Animal da FMVZ, USP, São Paulo, SP, Brasil

 

 


RESUMO

Foram estabelecidos critérios de interpretação do teste de tuberculinização aplicado ao diagnóstico da tuberculose em grupos de caprinos experimentalmente sensibilizados. Dos 30 animais utilizados, dez foram sensibilizados com Mycobacterium avium - amostra D4 (grupo A) e dez com Mycobacterium bovis - amostra AN5 (grupo B). Dez caprinos não foram sensibilizados e constituíram o grupo controle (grupo C). No teste cervical simples, realizado com tuberculina bovina (M. bovis) e lido às 72 horas pós-tuberculinização (p.t.), as reações positivas foram aquelas em que houve aumento da espessura da dobra de pele igual ou superior a 3,9mm; reações inconclusivas, quando situadas entre 1,8 e 3,8mm, e negativas quando iguais ou menores que 1,7mm. A análise dos resultados do teste cervical comparativo, realizado com o M. avium e M. bovis e lido às 72 horas p.t., indicou reação positiva quando o aumento da espessura da dobra da pele induzida pela tuberculina bovina superou a reação à aviária em pelo menos 2,5mm; reação inconclusiva quando a diferença entre a reação à tuberculina bovina e à tuberculina aviária ficou situada entre 1,9 e 2,4mm; e negativa quando a reação bovina ultrapassou a aviária em até 1,8mm. Às 96 horas após a injeção da tuberculina, foi efetuada a avaliação histológica do local das reações tuberculínicas colhendo-se amostras de pele de cinco caprinos dos grupos A e B e de quatro animais do grupo controle; os resultados confirmaram a presença, nos grupos sensibilizados, de infiltrado inflamatório, constituído, preferencialmente, por células mononucleares.

Palavras - chave: tuberculose, teste de tuberculina, caprinos.


ABSTRACT

The tuberculin skin test was established with the aim to be applied in the diagnosis of tuberculosis in experimentally sensitized goats. Thirty goats were alocated into three groups with ten animals each. The animals in group A were sensitized with Mycobacterium avium sample D4; group B with Mycobacterium bovis sample AN5; and group C (control) was inoculated with saline solution. The results of the simple cervical test after 72h of bovine tuberculin inoculation was interpreted as follow: positive reaction, when there was an increase in the skin fold thickness greater than 3.9mm; suspicious, when from 1.8 to 3.8mm; and negative when less than 1.7mm. The analysis of the results of the comparative cervical test between M. avium and M. bovis and analysed, 72h after tuberculin, indicated positive reactions, when the increase in skin fold thickness induced by M. bovis was greater than that one induced by the avian tuberculin at least 2.5mm; it was considered suspicious when the difference between the bovine and avian tuberculin reactions was from 1.9 to 2.4mm; and negative when this difference was smaller than 1.8mm. The histological evaluation of the local specific tuberculin response, were performed in skin samples collected from five goats in group A, five in group B, and four in group C, the results were the presence of mononuclear inflammatory infiltrate at 96h after tuberculin inoculation.

Key words: tuberculosis, tuberculin test, goats.


 

 

INTRODUÇÃO

A tuberculose tem sido considerada uma doença rara nos caprinos, o que levou ao conceito de que esta espécie animal fosse naturalmente resistente à infecção pelo gênero Mycobacterium (GUTIÉRREZ et al., 1995; LUKE, 1958; MURRAY et al., 1921; SOLIMAN et al., 1953). No entanto, este fato decorre provavelmente do sistema de manejo a que os caprinos são tradicionalmente submetidos, pois, quando em contato com bovinos infectados, esses pequenos ruminantes podem apresentar um alto índice da doença (RADOSTITS et al., 2002).

A tuberculose nos caprinos ocorre de forma semelhante à observada nos bovinos no que se refere aos agentes causais, à patogenicidade, à forma clínica de apresentação, à freqüência, aos aspectos patológicos, epidemiológicos e zoonóticos (BERNABÉ et al., 1991a; BERNABÉ et al., 1991b; KAKKAR et al., 1977; LUKE, 1958). A enfermidade já foi relatada na Espanha, Austrália, Índia e Zaire (Tanganica); os diagnósticos foram estabelecidos por achados de necropsia, inspeção em abatedouros, ou pela realização do teste tuberculínico (ANDERSON & KING, 1993; BERNABÉ et al., 1991a; COUSINS et al., 1993; GOLDEN, 1921; KAKKAR et al., 1977; LESSLIE et al., 1960; LUKE, 1958; MILNE, 1955; MOHAN, 1950; SEVA et al., 2002; SHARAN et al., 1988; SOLIMAN et al., 1953; WELLINGTON, 1988).

São raras as pesquisas internacionais que tratam da padronização do teste tuberculínico em caprinos; não há relatos de diferenças na sensibilidade ao teste; no entanto, esta espécie animal é considerada como menos sensível que os bovinos (ARELLANO et al., 1999; WANASINGHE et al., 1973).

No Brasil, não existem padrões estabelecidos para a interpretação do teste tuberculínico efetuado em caprinos, assim como não se dispõe de dados sobre a freqüência da tuberculose nesta espécie animal. Por outro lado, observa-se o hábito do uso de leite caprino “in natura” para o consumo humano. LIÉBANA et al. (1998), SEVA et al. (2002) e THOREL (1980) recomendam a inclusão dos pequenos ruminantes em programas de erradicação da tuberculose e o uso da tuberculinização intradérmica como parte das exigências legais para a garantia de qualidade sanitária do leite produzido por estes animais.

Assim sendo, o presente estudo teve como objetivos a avaliação da resposta alérgica cutânea à tuberculina em caprinos experimentalmente sensibilizados e o estabelecimento dos parâmetros de interpretação do teste intradérmico simples e comparativo nesta espécie animal.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados trinta caprinos sadios, não reagentes ao teste de tuberculinização intradérmico cervical comparativo, executado segundo as orientações adotadas, no Brasil, para a espécie bovina (MAPA, 2001). O grupo foi constituído por 14 machos e 16 fêmeas, com um a seis anos de idade, 16 da raça Parda Alpina, 12 da Saanem e dois mestiços.

Aos quarenta e cinco dias do teste tuberculínico da triagem inicial, os animais foram divididos em três grupos, cada um com dez caprinos, e inoculados via intramuscular com 0,5mL dos inóculos sensibilizantes com a concentração de 4mg/mL: suspensão de M. avium amostra D4 (no grupo A) e suspensão de M. bovis amostra AN5 (no grupo B). O grupo controle (C), não sensibilizado, recebeu 0,5ml de solução fisiológica. Decorridos 35 dias pós-sensibilização, efetuou-se o teste de tuberculina intradérmico cervical comparativo em todos os animais, injetando-se 0,1mL de tuberculina aviária (0,5mg / mL) e 0,1mL de tuberculina bovina (1mg / mL). Utilizando-se seringas calibradas, a tuberculina aviária foi injetada cranialmente e a bovina caudalmente, na tábua do pescoço, em dois pontos distantes entre si em aproximadamente 7cm. A espessura da dobra de pele foi medida com cutímetro de mola, modelo Hauptner n° 33865, no momento imediatamente anterior à aplicação da tuberculina e decorridas 12, 24, 48, 72 e 96 horas pós-tuberculinização (pt).

A avaliação histológica da reação tuberculínica foi efetuada através de biópsias de pele, realizadas às 96 horas pt., colhidas com agulhas de 1,5mm de diâmetro nos locais onde foram provocadas as reações. Foram examinados cinco animais do grupo A, cinco do grupo B e quatro do grupo C. Antes da aplicação das tuberculinas, foram retiradas amostras de pele dos animais do grupo C para controle da pele normal; todos os fragmentos de pele foram fixados em formol a 10 % tamponado e, após a confecção das lâminas, submetidos à coloração de Hematoxilina-Eosina.

Os resultados obtidos foram analisados quanto à sua homocedasticidade pelo teste de Kolmogorov – Smirnov, e quanto à análise de variância pelo teste F (ANOVA) e, quando significativa esta última análise, realizava-se o contraste entre médias pelo teste de Duncan. O nível de significância adotado foi de 5%. Os intervalos de confiança (95%) das mensurações das espessuras de pele, realizadas às 12, 24, 48 e 72 horas, foram calculados e comparados entre si (SAMPAIO, 1998). As respostas foram consideradas homólogas quando induzidas por tuberculina produzida com a mesma espécie de micobactéria sensibilizante e heterólogas quando induzidas por tuberculina produzida com espécie de micobactéria distinta da cepa sensibilizante. As reações observadas no grupo controle, não sensibilizado, foram avaliadas como sendo decorrentes do efeito mecânico da inoculação intradérmica (ROXO et al., 1998).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nenhum animal apresentou qualquer alteração clínica em seu estado geral durante o experimento e as funções vitais (freqüência respiratória, batimentos cardíacos, movimentos ruminais e temperatura corporal) permaneceram dentro dos limites fisiológicos de variação para a espécie caprina (BIRGEL et al., 1990; SMITH & SHERMAN, 1994). Este fato pode ser explicado, pois o teste tuberculínico estimula uma reação de hipersensibilidade tardia (tipo IV), geralmente sem manifestações sistêmicas, caracterizada por uma resposta inflamatória no local de aplicação da tuberculina (TIZARD, 2000).

Os resultados do teste cervical comparativo em caprinos sensibilizados experimentalmente com M. avium (grupo A), M. bovis (grupo B) e os não sensibilizados do grupo controle (grupo C) estão apresentados na tabela 1. As reações tuberculínicas obtidas com o uso das tuberculinas bovina e aviária apresentaram identidade com o tipo de micobactéria sensibilizante, permitindo a distinção entre reações homólogas e heterólogas.

A reação tuberculínica medida pelo aumento da espessura da dobra de pele atingiu o ponto máximo em 48 horas após a inoculação da tuberculina (Figuras 1 e 2); porém, não houve diferença estatística em relação à magnitude das reações observadas às 72 horas (Tabela 1). Este perfil reacional mostrou-se concordante com o indicado por TIZARD (2000), caracterizado por uma resposta inflamatória que poderia atingir a sua maior intensidade entre 24 e 72 horas. Porém, DOHERTY et al. (1996) determinaram que, em bovinos, a reação de maior intensidade ocorreu entre 48 e 72 horas. Da mesma forma, SUTHER et al. (1974) não encontraram variação nas respostas tuberculínicas, em bovinos, observadas às 48 e 72 horas; contudo, a maioria dos autores que trabalharam com esses espécimes animais utilizaram 72 horas como momento padrão para a leitura deste teste (DUFFIELD et al., 1985; GONZÁLEZ LLAMAZARE et al., 1999; LESSLIE & HEBERTY, 1975; RAGASSA & GOBENA, 2001; WOOD et al., 1992). O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil recomenda que a leitura do teste tuberculínico, em bovinos, deva ser realizada 72 horas (± 6 horas) após a aplicação da tuberculina (MAPA, 2001).

 

 

 

 

Nos caprinos, o momento ideal para a leitura da reação à tuberculina é similar ao dos bovinos. ACOSTA et al. (2000) e WANASHINGHE et al. (1973) realizaram leituras do teste tuberculínico às 48 horas, enquanto ARELLANO et al. (1999), COUSINS et al. (1993), GUTIÉRREZ et al. (1998), LESSLIE et al. (1960), LIÉBANA et al. (1998), SEVA et al. (2002) e THOREL & GAUMONT (1977) adotaram 72 horas como o momento padrão para a leitura.

A existência de antígenos similares, em outras micobactérias e microorganismos do gênero Nocardia e Corynebacterium, podem ocasionar reações cruzadas que interferem no resultado do teste tuberculínico (LILENBAUM, 2000). O teste cervical comparativo é recomendado para a confirmação de positividade em bovinos que apresentaram uma reação inconclusiva ou positiva à tuberculina no teste simples (MAPA, 2001).

GUTIÉRREZ et al. (1998) determinaram uma especificidade de 100% para o teste cervical comparativo em caprinos e LESSLIE & HEBERTY (1975), em bovinos, demonstraram uma especificidade de 99,2%. Tais resultados reforçam a recomendação de uso do teste comparativo quando se deseja avaliar, nessas espécies de ruminantes, a possibilidade de ocorrência de reações inconclusivas ou falso positivas.

Considerando-se os valores obtidos às 72 horas para as reações à tuberculina bovina apresentados na tabela 1, pode-se considerar para caprinos uma reação como: negativa , com a observação de aumento de espessura de pele inferior ou igual a 1,7 mm; inconclusiva, quando o aumento for de 1,8 a 3,8 mm; e positiva quando o aumento for igual ou maior que 3,9 mm. Estes resultados podem ser utilizados na realização do teste cervical simples, sendo similares aos valores encontrados por outros autores, nesta espécie animal (LIÉBANA et al., 1998; THOREL & GAUMONT, 1977).

Os resultados obtidos, às 72 horas, no teste cervical comparativo realizado no grupo B (Tabela 1 e Figura 3) demonstram que a média da reação com a tuberculina bovina foi de 6,2mm (9,0mm - 2,8mm); a reação com a tuberculina aviária foi de 2,6mm (5,4mm - 2,8mm), o que possibilita o estabelecimento da relação entre as duas magnitudes médias de reação de cerca de 2,5 vezes. Os intervalos de confiança, inferior e superior, permaneceram entre 2,0 e 5,2mm. Destes resultados, pode-se afirmar que um animal tem reação considerada negativa quando a resposta à tuberculina bovina for menor ou igual a aviária, ou ultrapassar à aviária em até 1,8mm; inconclusiva, quando a reação à tuberculina bovina for maior que à aviária com aumento entre 1,9 e 2,4mm; e positiva, quando a reação bovina for superior à aviária ao menos em 2,5 mm.

 

 

GUTIÉRREZ et al. (1998) consideraram reação positiva quando a resposta à tuberculina bovina superasse a aviária em pelo menos 3mm, valor este diferente do obtido neste experimento. Tal fato provavelmente pode ter ocorrido, conforme MONAGHAN et al. (1994), em decorrência de variações inerentes ao método: local de aplicação, potência e dose da tuberculina injetada; em decorrência do observador, tendo as variações ocorrido entre as várias leituras realizadas.

Os valores recomendados pelo MAPA (2001), para a leitura e interpretação do teste cervical comparativo em bovinos, são superiores aos encontrados no presente experimento. Talvez esta diferença possa ser explicada pelo fato de bovinos apresentarem reações à tuberculinização mais intensas que os caprinos. Estudo comparativo do teste tuberculínico aplicado ao diagnóstico da tuberculose em bovinos e bubalinos encontrou respostas distintas, as quais foram atribuídas a diferenças na estrutura da pele dos animais (ROXO et al., 1998).

O exame histopatológico de fragmentos de pele de caprinos colhidos na área da aplicação da tuberculina, às 96 horas da inoculação, revelou que os animais sensibilizados apresentaram um infiltrado celular inflamatório constituído predominantemente por células mononucleares. Estes achados são concordantes com os verificados por DOHERTY et al. (1996).

 

CONCLUSÕES

A partir dos resultados encontrados na avaliação do experimento, propõe-se que, no teste cervical simples realizado em caprinos, a reação à tuberculina bovina seja considerada negativa: quando apresentar um aumento menor ou igual a 1,7mm; inconclusiva: quando o aumento situar-se entre 1,8 e 3,8mm; e positiva: quando for igual ou superior a 3,9mm.

Para o teste cervical comparativo, a reação à tuberculina bovina deve ser considerada negativa: quando o aumento da espessura de pele for menor ou igual ao da aviária, ou quando ultrapassar o da aviária em até 1,8 mm; inconclusiva: quando for maior que a aviária e a diferença situar-se entre 1,9 e 2,4mm; positiva: quando for igual ou superior a 2,5mm.

Os valores recomendados pelo MAPA (2001) para a leitura e interpretação do teste tuberculínico cervical comparativo em bovinos e bubalinos não devem ser aplicados para os caprinos.

A resposta dos caprinos ao teste tuberculínico foi mais intensa em animais sensibilizados pelo M. bovis quando comparados ao grupo sensibilizado pelo M. avium. O aumento da espessura da pele induzido pela tuberculina bovina nos caprinos sensibilizados pelo M. bovis foi, em média, duas vezes e meia superior ao aumento induzido pela tuberculina aviária.

 

AGRADECIMENTO

Ao Médico Veterinário Profa. Dra. Anelise de Souza Traldi, do Depto de Reprodução Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia/Universidade de São Paulo (FMVZ/USP), responsável técnica do setor de caprinos e ovinos (Campus de Pirassununga -SP), pela liberação dos animais utilizados neste experimento. O referido trabalho foi aprovado pela Comissão de Ética da FMVZ/USP.

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Recebido para publicação 09.03.05
Aprovado em 01.11.05

 

 

1 Autor para correspondência.

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