As pesquisas em perspectiva decolonial caracterizam-se pela subversão aos padrões hegemônicos. Desse modo, o texto “Pelas bruxas de Agnesi no currículo: educabilidades de uma matemática no feminino", de Filipe Santos Fernandes (2018), traz a provocação de uma matemática em valorização à imagem feminina, que serve de referência à criação de nosso artigo. Nesse sentido, “Iemanjá e a matemática: mergulhando em mares decoloniais” trata-se de uma tese voltada à educação matemática decolonial, tendo como orientação Iemanjá, a rainha do mar e mãe de todos os orixás. A Orixá imerge e emerge como possibilidade de fissura epistemológica em uma geografia que gera a decolonização. Assim, na contração dos resquícios coloniais, a proposta visa à reconstrução matemática, tornando-a feminina, decolonial e cosmogônica.
Palavras-chave
Iemanjá; Analogia da concha; Educação matemática decolonial; Gênero; Cosmogonias
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Fonte: elaborada pela autora e autor (2024)
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