Efeito de sistemas de poda sobre o rendimento do tomateiro cultivado em estufa de polietileno

Tomato yield affected by prunning systems inside a polyethylene greenholjse

Resumos

Avaliou-se o rendimento de frutos do tomateiro cultivado em estufa de polietileno conduzido em diferentes sistemas de poda em Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Utilizou-se o híbrido Monte Carlo, de hábito de crescimento indeterminado e frutos do grupo salada e pluriloculados. Os tratamentos foram: condução com uma haste e poda após a 3ª (T1), 5ª (T2) e 7ª inflorescência (T3) e condução com duas hastes e poda após a 3ª (T4), 5ª (T5) e 7ª inflorescência (T6). Os frutos foram colhidos uma vez por semana. Para o rendimento precoce de frutos os sistemas de poda não apresentaram diferenças significativas. O número de frutos por planta e o rendimento de frutos comercializáveis foi superior nas plantas conduzidas com duas hastes. Independente do número de hastes, o número de frutos por planta e o rendimento de frutos comercializáveis foi crescente com o número de inflorescências/planta. Quanto ao peso médio dos frutos, os sistemas de poda não apresentaram diferenças significativas para os frutos com diâmetro transversal entre 80 e 120mm. Já as diferenças foram significativas para o peso médio dos frutos com diâmetro transversal entre 50 e 80mm e peso médio geral, sendo estes maiores nas plantas conduzidas com uma haste e nas podadas após a 3ª inflorescência.

tomate; estufa; sistemas de poda


Response of "Monte Carlo" tomato, an indeterminated variety, to prunning systems inside a polyethylene greenhouse was evaluated at Santa Maria, Rio Grande do Sul State, Brazil. Treatments were: one steam with three trusses (T1), one steam with five trusses (T2), one steam with seven trusses (T3), two steams with three trusses (T4), two steams with five trusses (T5), two steams with seven trusses (T6). Fruits were harvested once a week. Early yield was not affected by treatments. Marketable total yield and fruit number per plant were greater in treatments with two steams per plant. Marketable total yield increased with trusses number per plant increase, regardless the number of steams. Average weight of 80-120mm fruit class was similar among treatments. However, the average weight of 50-80mm fruit class and the general average weight was greater in plants with one steam and in plants prunned after the third truss.

tomato; greenhouse; prunning systems


EFEITO DE SISTEMAS DE PODA SOBRE O RENDIMENTO DO TOMATEIRO CULTIVADO EM ESTUFA DE POLIETILENO1 1 Parte da Dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor ao Curso de Pós-graduação em Agronomia - Área de Concentração: Produção Vegetal, Centro de Ciências Rurais (CCR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Trabalho financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e pela Petroquímica Triunfo S.A.

TOMATO YIELD AFFECTED BY PRUNNING SYSTEMS INSIDE A POLYETHYLENE GREENHOLJSE

Paulo Renato Cardoso Poerschke2 1 Parte da Dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor ao Curso de Pós-graduação em Agronomia - Área de Concentração: Produção Vegetal, Centro de Ciências Rurais (CCR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Trabalho financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e pela Petroquímica Triunfo S.A. Galileo Adeli Buriol3 1 Parte da Dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor ao Curso de Pós-graduação em Agronomia - Área de Concentração: Produção Vegetal, Centro de Ciências Rurais (CCR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Trabalho financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e pela Petroquímica Triunfo S.A. Nereu Augusto Streck4 1 Parte da Dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor ao Curso de Pós-graduação em Agronomia - Área de Concentração: Produção Vegetal, Centro de Ciências Rurais (CCR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Trabalho financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e pela Petroquímica Triunfo S.A. Valduino Estefanel5 1 Parte da Dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor ao Curso de Pós-graduação em Agronomia - Área de Concentração: Produção Vegetal, Centro de Ciências Rurais (CCR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Trabalho financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e pela Petroquímica Triunfo S.A.

RESUMO

Avaliou-se o rendimento de frutos do tomateiro cultivado em estufa de polietileno conduzido em diferentes sistemas de poda em Santa Maria, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil. Utilizou-se o híbrido Monte Carlo, de hábito de crescimento indeterminado e frutos do grupo salada e pluriloculados. Os tratamentos foram: condução com uma haste e poda após a 3a (T1), 5a (T2) e 7a inflorescência (T3) e condução com duas hastes e poda após a 3a (T4), 5a (T5) e 7a inflorescência (T6). Os frutos foram colhidos uma vez por semana. Para o rendimento precoce de frutos os sistemas de poda não apresentaram diferenças significativas. O número de frutos por planta e o rendimento de frutos comercializáveis foi superior nas plantas conduzidas com duas hastes. Independente do número de hastes, o número de frutos por planta e o rendimento de frutos comercializáveis foi crescente com o número de inflorescências/planta. Quanto ao peso médio dos frutos, os sistemas de poda não apresentaram diferenças significativas para os frutos com diâmetro transversal entre 80 e 120mm. Já as diferenças foram significativas para o peso médio dos frutos com diâmetro transversal entre 50 e 80mm e peso médio geral, sendo estes maiores nas plantas conduzidas com uma haste e nas podadas após a 3a inflorescência.

Palavras-chave: tomate, estufa, sistemas de poda.

SUMMARY

Response of "Monte Carlo" tomato, an indeterminated variety, to prunning systems inside a polyethylene greenhouse was evaluated at Santa Maria, Rio Grande do Sul State, Brazil. Treatments were: one steam with three trusses (T1), one steam with five trusses (T2), one steam with seven trusses (T3), two steams with three trusses (T4), two steams with five trusses (T5), two steams with seven trusses (T6). Fruits were harvested once a week. Early yield was not affected by treatments. Marketable total yield and fruit number per plant were greater in treatments with two steams per plant. Marketable total yield increased with trusses number per plant increase, regardless the number of steams. Average weight of 80-120mm fruit class was similar among treatments. However, the average weight of 50-80mm fruit class and the general average weight was greater in plants with one steam and in plants prunned after the third truss.

Key words: tomato, greenhouse, prunning systems.

INTRODUÇÃO

A temperatura base de crescimento do tomateiro é considerada 10°C (MARRERO LABRADOR, 1989) sendo que, no período de floração, temperaturas do ar inferiores a 12°C, associadas a umidade relativa do ar acima de 75%, inviabilizam o processo de polinização (COSTES & REY, 1965). Em Santa Maria, localizada na região climática da Depressão Central do Estado do Rio Grande do Sul, é frequente a ocorrência de temperaturas do ar inferiores a estes limites. Em 64,8% dos anos ocorrem temperaturas inferiores a 0°C em pelo menos um dos meses de maio, junho, julho e agosto (BURIOL et al., 1989). Desta forma a temperatura do ar é um fator limitante para o cultivo do tomateiro durante os meses mais frios do ano. Entretanto, com a utilização de estufas e túneis altos de plástico, em função dos mesmos proporcionarem um ganho significativo na soma de graus-dia acima da temperatura base de 10°C, é possível estender o período de cultivo do tomateiro aos meses mais frios do ano.

Atualmente o tomateiro constitui-se na principal espécie em cultivo nas estufas do Estado e os resultados de rendimento têm sido promissores nestes ambientes parcialmente modificados, atingindo até 160t/ha (CAL VETE et al., 1992). As cultivares de tomateiro mais utilizadas na produção de frutos para consumo "in natura", no Brasil, são as de hábito de crescimento indeterminado, exigindo tutoramento, podas, desbastes e amarrações frequentes. A remoção da gema terminal (poda apical) reduz o período útil de vida da planta e sua altura, toma o tutoramento mais econômico, aumenta a eficiência dos tratos culturais e melhora a distribuição da radiação solar no dossel vegetativo (FONTES et al., 1987; CAMPOS et al., 1987; SILVA JÚNIOR et al., 1992). A poda apical consiste em eliminar o ponto de crescimento logo acima da última inflorescência que se deseja para a frutificação, deixando-se geralmente duas ou três folhas acima da mesma. A retirada da brotação axilar (desbrota) é outro tipo de poda necessária no tomateiro devendo ser feita quando a mesma estiver com 4 a 6cm de comprimento (CERMENO, 1978). Além da poda apical e desbrota, existe a possibilidade de conduzir as plantas de tomateiro de hábito de crescimento indeterminado deixando-se uma das brotações axilares com crescimento apical livre juntamente com a haste principal. A prática da poda reduz o rendimento total de frutos ocorrendo, no entanto, um ganho compensatório no peso médio dos frutos e na precocidade (FISCHER, 1977; MENDOZA, 1982; CAMPOS et al., 1987). Neste sentido, OLIVEIRA (1977), em trabalho conduzido a céu aberto, obteve maior número total de frutos e percentual de frutos comercializáveis no sistema de duas hastes. O sistema de uma haste apresentou maior percentagem de frutos rachados e maior peso médio de frutos. Entretanto, ZUBELDIA & GASCO (1978), trabalhando com espaçamentos e sistemas de poda obtiveram o maior rendimento total de frutos com espaçamento de 1,2m x 0,25m e plantas com uma haste, seguido pelo sistema de duas haste com espaçamento de 1,2m x 0,50m.

Segundo BELFORD et al. (1982) a poda após a 5a inflorescência na população de 30.000 plantas/ha e após a 3a inflorescência na população de 40.000 plantas/ha, reduz o crescimento das plantas e o período de produção de frutos, diminuindo os riscos, sendo recomendado para diversas condições climáticas.

CAMPOS et al. (1987) observaram que a poda diminui o período de produção de frutos e as plantas apresentam menor porte e menor número de folhas e área foliar. Essas características facilitam os tratamentos fitossanitários, sendo estas em menor número e mais eficientes, quando comparada com as plantas de maior porte.

Os resultados de rendimento de frutos de tomateiro em função de distintas formas de condução, como anteriormente relatados, apresentam algumas diferenças, evidenciando a necessidade de prosseguir os estudos nesta área. Desta forma o presente trabalho objetiva determinar o rendimento de frutos de tomateiro cultivado em estufa de polietileno considerando diferentes sistemas de poda das plantas.

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi conduzido no interior de uma estufa modelo Capela, de 10m x 25m, com volume aproximado de 687m3, orientada no sentido leste-oeste e coberta com polietileno transparente de baixa densidade, aditivado anti-UV, 100µm de espessura. A estufa estava localizada no Campo Experimental do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Santa Maria, RS (latitude: 29°42'S; longitude: 53°42'W e altitude: 95m), em um solo classificado como Podzólico Acinzentado de textura franca (BRASIL, 1973).

O ensaio foi conduzido no período outono-invemo, de 01/02/94 a 08/07/94. Utilizou-se o híbrido Monte Carlo, com hábito de crescimento indeterminado e frutos do grupo salada e pluriloculados. A semeadura foi realizada em 01/02/94, em copos de jornal de aproximadamente 400cm3 contendo uma mistura de 15% de esterco bovino curtido, 15% de vermiculita e 70% de solo peneirado e o transplante em 24/02/94, com as mudas apresentando quatro a cinco folhas definitivas. O espaçamento entre linhas foi de 1,0m e de 0,33m entre plantas (30.000 plantas/ha).

A adubação química foi baseada na análise de solo, usando-se um fator de correção de 3,5 vezes em função das características do cultivo do tomateiro em estufa. Incorporou-se ao solo 105kg/ha de N, 350 kg/ha de P2O5 e 595kg/ha de K2O.

A superfície do solo da estufa, com excessão de um corredor central de 1,5m de largura, foi coberta com "mulching" de polietileno opaco branco. O solo foi irrigado por gotejamento, através de tubos plásticos perfurados, sempre que a tensão da água a 20cm de profundidade atingia -0,8atm, medida com auxílio de 2 tensiômetros instalados entre as linhas das plantas. A condução das plantas foi feita por um fio de ráfia vertical em cada haste desde o solo até uma altura de 1,8m. Durante o período experimental foram feitas semanalmente as operações de desbrota axilar e as práticas do manejo da cultura, como tratamentos fitossanitários e amarrio das plantas com o fio de ráfia. A colheita dos frutos foi realizada uma vez por semana, durante o período de 05/05/94 a 08/07/94, sempre ao mesmo dia da semana.

Os frutos foram classificados em três classes de acordo com as normas de padronização vigentes, estabelecidas pelo Ministério da Agricultura: com diâmetro transversal entre 80 e 120mm (P1), entre 50 e 80mm (P2) e inferior a 50mm, que são frutos não comercializáveis.

Os tratamentos foram: condução com uma haste e poda após a 3a (T1), a 5a (T2) e a 7a inflorescência (T3) e condução com duas hastes e poda após a 3a (T4), a 5a (T5) e a 7a inflorescência (T6). Deixou-se duas ou três folhas após a última inflorescência. Nos tratamentos com duas hastes, a segunda haste correspondeu à brotação axilar imediatamente abaixo da 1a inflorescência. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso com quatro repetições. Os tratamentos formaram um fatorial 2x3. Cada parcela de 6,6 m2, foi constituída de 4 linhas com 5 plantas/linha.

Avaliou-se o rendimento precoce de frutos, que correspondeu ao peso da massa fresca dos frutos das três primeiras colheitas, o número e o rendimento total de frutos comercializáveis (diâmetro transversal superior a 50mm), número e rendimento de frutos não comercializáveis (diâmetro transversal menor que 50mm), peso médio de frutos com diâmetro transversal entre 80 e 120mm e entre 50 e 80mm e o peso médio geral dos frutos comercializáveis, número e rendimento de frutos por planta com diâmetro transversal entre 80 e 120mm e entre 50 e 80mm.

Para a análise estatística, foi calculada a análise da variância e comparadas as médias dos níveis dos fatores através do teste Duncan (P = 0,05).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A análise da variância mostrou não haver interação entre o número de hastes e o número de inflorescências para o rendimento precoce de frutos de tomateiro. Não houve diferença significativa para rendimento precoce de frutos entre os tratamentos de poda (Tabela 1). Estes resultados divergem com os obtidos por outros autores que encontraram aumento na precocidade de produção de frutos nas plantas com menos inflorescências (FISCHER, 1977; MENDOZA, 1982; CAMPOS et al., 1987). Atribui-se o resultado deste ensaio ao fato de que nas três primeiras colheitas foram colhidos frutos da primeira e segunda inflorescência e os tratamentos de poda ainda não estavam definidos.

Para o rendimento total de frutos, a análise da variância mostrou também não haver interação entre o número de hastes e o número de inflorescências, com exceção da classe de frutos com diâmetro transversal de 80 a 120mm.

Nas plantas conduzidas com duas hastes o número de frutos/planta foi 17,7% maior em relação aquele nas plantas com uma haste, o que concorda com resultados obtidos por GENTA & GUARINONI (1985). Estes autores, em tomateiro cultivado em estufa, concluíram que o rendimento e o número de frutos depende mais do número de hastes/m2 do que do número de plantas/m2. OLIVEIRA (1977) também obteve resultados semelhantes em tomateiro cultivado a céu aberto. Entretanto, deve-se ressaltar que este sistema acarreta alguns aspectos negativos no manejo operacional da cultura no interior da estufa, como (i) aumento de mão-de-obra nos tratos culturais, principalmente para a desbrota, (ii) uso de dois tutores (fios de ráfia) para a condução das plantas, aumentando o custo e (iii) maior índice de área foliar dificultando as operações no interior da estufa, os tratos culturais e a ventilação da estufa.

O número e rendimento de frutos comercializáveis foram crescentes com o aumento do número de inflorescências/planta, não havendo diferença significativa quando conduzidas com 5 e 7 inflorescências (Tabela 1). Resultados semelhantes foram obtidos também por OLIVEIRA (1977), GENTA & GUARINONI (1985) e CAMPOS et al. (1987).

Para a primeira classe de frutos (P1), o peso médio de frutos não apresentou diferenças nem para o número de hastes nem para o número de inflorescências (Tabela 2). Para a segunda classe de frutos (P2), ocorreu diferença significativa no peso médio tanto para o número de haste como para o número de inflorescências. O maior peso médio de frutos desta classe foi observado nas plantas conduzidas com uma haste e com 3 inflorescências, o que está associado ao menor número de frutos por planta e/ou haste nestes tratamentos.

Para o peso médio geral dos frutos comercializáveis (PMG) as diferenças foram maiores. As plantas conduzidas com uma haste apresentaram maior peso médio dos frutos. Estes resultados são semelhantes aos encontrados por OLIVEIRA (1977), em tomateiro cultivado a céu aberto. Nas plantas podadas após a 3a inflorescência o PMG foi significativamente maior em relação às plantas conduzidas com 5 e 7 inflorescências. Resultados semelhantes foram encontrados por FISCHER (1977), MENDONZA (1982), BORELLI (1984) e CAMPOS et al. (1987).

Alguns pesquisadores observaram que a ocorrência de maior peso médio normalmente vem acompanhada de um percentual mais elevado de frutos rachados (OLIVEIRA, 1977; LOPEZ & CHAN, 1974). No presente trabalho esta ocorrência não foi observada.

Nas Tabelas 3 e 4 são apresentados os resultados de rendimento da classe de frutos com diâmetro transversal de 80 a 120 mm e 50 a 80 mm, respectivamente. No primeiro caso (Tabela 3) a interação entre hastes e inflorescências apresentou efeito significativo tanto para o número de frutos por planta como para rendimento de frutos por planta. Plantas conduzidas com uma haste e podadas após a 5a ou 7a inflorescência apresentaram maior número e rendimento de frutos nesta classe.

No segudo caso (Tabela 4) a utilização de duas hastes tanto para o número de frutos como para o rendimento de frutos por planta apresentou os melhores resultados com diferença significativa em relação às plantas conduzidas com uma haste. O maior número e rendimento de frutos por planta foi obtido com 5 e 7 inflorescências.

CONCLUSÕES

As plantas conduzidas com duas hastes apresentam maior rendimento de frutos comercializáveis.

As plantas conduzidas com maior número de inflorescências, independente do número de hastes, apresentam maior rendimento total de frutos comercializáveis.

O peso médio de frutos é maior nas plantas conduzidas com uma haste e nas podadas após a 3a inflorescência.

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2Engenheiro Agrônomo, Extensionista da EMATER/RS, aluno do Curso de Pós-graduação em Agronomia, CCR, UFSM. Bolsista da CAPES.

3Engenheiro Agrônomo, Dr., Professor Titular do Departamento de Fitotecnica, CCR, UFSM. Pesquisador do CNPq. 97119-900, Santa Maria, RS, Brasil. Autor para correspondência.

4Engenheiro Agrônomo, MSc., Professor Assistente, Departamento de Fitotecnia, CCR, UFSM.

5Engenheiro Agrônomo, MSc., Professor Titular do Departamento de Fitotecnia, CCR, UFSM. Pesquisador do CNPq.

Recebido para publicação em 02.03.95. Aprovado em 28.06.95.

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    Parte da Dissertação de Mestrado apresentada pelo primeiro autor ao Curso de Pós-graduação em Agronomia - Área de Concentração: Produção Vegetal, Centro de Ciências Rurais (CCR), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Trabalho financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) e pela Petroquímica Triunfo S.A.

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    16 Out 2009
  • Data do Fascículo
    1995

Histórico

  • Aceito
    28 Jun 1995
  • Recebido
    02 Mar 1995
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