Ocorrência e resistência antimicrobiana de bactérias em especiarias comercializadas no varejo

Milena da Cruz Costa Alexsandra Iarlen Cabral Cruz Aline Simões da Rocha Bispo Mariza Alves Ferreira João Albany Costa Norma Suely Evangelista-Barreto Sobre os autores

RESUMO:

Este estudo teve como objetivo avaliar a qualidade microbiológica e a veiculação de bactérias multirresistentes em diferentes especiarias comercializadas em feiras livres nos municípios do Recôncavo Baiano. Foram analisadas amostras de pimenta-do-reino, orégano e canela durante seis meses e pesquisados coliformes a 45 °C, Staphylococcus spp., Staphylococcus aureus, Bacillus spp., Bacillus cereus, Escherichia coli e Salmonella spp. A contaminação nas amostras de pimenta-do-reino (log 4,66 UFC g-1) foi maior (P>0,05), quando comparado com as amostras de canela (log 2,55 UFC g-1) e orégano (log 2,49 UFC g-1), principalmente para B. cereus. E. coli (89%) e Salmonella spp. (67%) foram isoladas apenas na pimenta-do-reino. B. cereus e S. aureus apresentaram maior resistência aos β-lactâmicos (penicilina, oxacilina e cefepime), com cerca de 40% das cepas com índice MAR de 0,33 (resistência a 3 antimicrobianos). E. coli foi mais resistente a ampicilina e Salmonella spp. ao ácido nalidíxico, ampicilina e ceftriaxona. Salmonella spp. apresentou índice MAR variando de 0,16 a 0,91 (até 11 antimicrobianos), e E. coli até 0,58 (7 antimicrobianos). Com isso, as especiarias comercializadas nas feiras livres do Recôncavo Baiano apresentam baixa qualidade microbiológica, com presença de patógenos e elevada resistência a antimicrobianos comumente usados no tratamento de enfermidades transmitidas por alimentos.

Palavras-chave:
plantas condimentares; atividade antibacteriana; multirresistência

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