Estudos Avançados, Volume: 16, Issue: 46, Published: 2002
  • Editorial

  • Os Estados Unidos e o comércio mundial: protecionistas ou campeões do livre-comércio? Estados Unidos

    Ricupero, Rubens
  • Os Estados Unidos e o mundo: as torres gêmeas como metáfora Estados Unidos

    Wallerstein, Immanuel
  • Desventuras de um império global Estados Unidos

    Peixoto, Antonio Carlos

    Abstract in Portuguese:

    O OBJETIVO central deste artigo é efetuar uma análise da política exterior norte-americana partindo do paradigma do interesse nacional, e ao mesmo tempo buscando integrar este paradigma com a autopercepção da existência de um fundamento moral embasado na lógica do interesse. Em um segundo momento, procura-se avaliar a configuração do sistema internacional e as condições do exercício da hegemonia dos Estados Unidos, e até que ponto esta hegemonia pode ser ameaçada. Finalmente, discute-se a atual conjuntura criada depois do 11 de setembro, as tomadas de posição do Governo Bush diante do Iraque, e o unilateralismo que atinge seu ponto máximo na recém-anunciada "Doutrina Bush".

    Abstract in English:

    THE MAIN purpose of this article is to analyse the north american foreign policy from the point of view of the national interest, at the same time that is tries to articulate this notion with the self-perception of a moral basis supporting the national interest. In a second moment the article discusses the present shape of the international system and the conditions under which the american hegemony is being exercised, and up to what extent the hegemony can be threntened. Finally, it examines the present trends created after the 11th September and the Bush government attitudes towards Irak, and the unilateralism prevailing in the White House, which reached its highest level in the "Bush Doctrine" recently announced.
  • A política externa dos Estados Unidos: da primazia ao extremismo Estados Unidos

    Guimarães, Cesar

    Abstract in Portuguese:

    O ARTIGO sugere que, com a vitória dos Estados Unidos na Guerra Fria, sua política de expansão adquiriu uma dinâmica mais fácil e mais acelerada. Contudo, a velha noção de "contenção" do comunismo perdeu seu caráter de legitimação da política externa norte-americana. O conceito de "primazia" passou a fazer parte das análises sobre o novo contexto; mas é evidente que a realidade da primazia requeria alguma legitimidade. O governo Clinton foi uma bem-sucedida experiência de primazia. Em comparação, a política externa do atual governo significa um retrocesso, por sua ênfase militar, sua constante demonstração de "arrogância do poder" e pelas conseqüências repressivas internas. Trata-se de um extremismo e é provável que a elite norte-americana não o tolere por muito tempo.

    Abstract in English:

    THE ARTICLE suggests that, with the victory of the United States in the Cold War, its expansion acquired an easier and more vigorous dynamics. The notion of "primacy" entered into the vocabulary of the analysis of the new context. However, it became obvious that the reality of primacy required legitimacy. Clinton's government was a well-succeeded experience of "primacy". By contrast, the foreign policy of George W. Bush implies a retrocession, because of its military policies, its "arrogance of power" and its internal repressive consequences. It is an extremism: the american elite will not tolerate it for a long time.
  • O Brasil e a OPAQ: diplomacia e defesa do sitema multilateral sob ataque Estados Unidos

    Bustani, José Mauricio
  • Política de segurança dos EUA para a América Latina após o final da Guerra Fria Estados Unidos

    Herz, Monica

    Abstract in Portuguese:

    O ARTIGO analisa a política de segurança dos EUA para a América Latina a partir do final da Guerra Fria. São consideradas as principais transformações deste aspecto da política externa norte americana para a região. A tendência à incorporação de novos temas à agenda de segurança, em particular a manutenção de regimes democrático, o narcotráfego e as migrações é investigada, assim como a presença militar norte americana na região. A relevância que a região andina adquire nos anos 90 e a disposição das três primeiras administrações do pós Guerra Fria de incentivar mecanismos multilaterais para a área da segurança também são avaliados.

    Abstract in English:

    THE ARTICLE analyses North American security policy regarding Latin America since the end of the Cold War. The main transformations of this aspect of the US's foreign policy toward the region are considered. The tendency to incorporate new themes to the security agenda, such as the preservation of democracy, drug traffic and production and illegal migration is investigated. The US military presence in the region is also looked into. The importance that the Andean sub region acquired during the 1990s and the desire of the three first post Cold War administrations to stimulate the creation and reconstruction of multilateral mechanisms in the security sphere are evaluated.
  • Stanislavski na cena americana Estados Unidos

    Costa, Iná Camargo
  • A Literatura Comparada e a ilusão do multiculturalismo Estados Unidos

    Figueira, Dorothy
  • O Sivam: uma oportunidade perdida Amazônia Brasileira Ii

    Leite, Rogério Cerqueira
  • Três reflexões sobre segurança nacional na Amazônia Amazônia Brasileira Ii

    Pinto, Lúcio Flávio
  • O futuro da Amazônia: questões críticas, cenários críticos Amazônia Brasileira Ii

    Nitsch, Manfred
  • Zoneamento da Amazônia: uma visão crítica Amazônia Brasileira Ii

    Gutberlet, Jutta
  • Impulsos climáticos da evolução na Amazônia durante o Cenozóico: sobre a teoria dos Refúgios da diferenciação biótica Amazônia Brasileira Ii

    Haffer, J.; Prance, G. T.

    Abstract in Portuguese:

    AS FLUTUAÇÕES climático-vegetacionais causadas pelos ciclos astronômicos de Milan-kovitch provocaram mudanças globais na distribuição de florestas tropicais e demais vegetações não-florestais antes e durante o Cenozóico (Terciário-Quaternário). Os biomas continentais de florestas e vegetações não-florestais mudaram continuamente sua distribuição durante o seu passado geológico, fragmentando-se em blocos isolados, expandindo-se e juntando-se novamente sob condições climáticas alternadas entre secas e úmidas. Entretanto, durante as diversas fases climáticas, comunidades de plantas e animais fragmentaram-se e as espécies mudaram suas distribuições de maneira individual. Existem, para o Quaternário, dados de campo indicando mudanças na vegetação da Amazônia. A teoria dos Refúgios postula a persistência de grandes manchas de florestas tropicais úmidas durante os períodos secos do Terciário e do Quaternário, especialmente aquelas localizadas próximo de superfícies rebaixadas, sobretudo nas porções periféricas da Amazônia. Essas áreas são, provavelmente, a origem de muitas espécies e subespécies de plantas e animais existentes hoje em dia. Os "refúgios" úmidos podem ter sido separados por vários tipos de savana e florestas secas, como também por outros tipos de vegetação intermediária de climas sazonalmente secos. A quantidade e o tamanho dos refúgios durante os diferentes períodos de seca continuam desconhecidos. Indícios biogeográficos da existência de refúgios florestais anteriores incluem áreas de endemismo e zonas de contato entre espécies e subespécies de pássaros e outros animais da floresta amazônica nitidamente definidos. Essas áreas representam zonas de distinta descontinuidade biogeográfica num ambiente florestal contínuo. Modelos alternativos para a formação de barreiras na Amazônia que conduzem à especiação alopátrica incluem as seguintes hipóteses: do Rio, dos Refúgios do Rio, da Densidade do Dossel, da Perturbação da Vicariânia, do Museu e várias hipóteses paleogeográficas, das quais alguns aspectos poderiam ser aplicáveis a certos períodos na evolução da biota.
  • Liberalismo e escravidão Escravismo

  • A África e eu Escravismo

    Costa e Silva, Alberto da
  • Os desafios da área de Humanidades no Brasil e no mundo Depoimento

    Marcovitch, Jacques
  • Uma trajetória particular Criação/cinema

    Andrade, João Batista de
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