Composição florística da Reserva Municipal de Santa Genebra, Campinas, SP

Floristic compositon of "Reserva Municipal de Santa Genebra", Campinas, SP, Brazil

Resumos

O inventário florístico de um fragmento de floresta semidecídua foi conduzido durante o período de maio de 1996 a abril de 1998 em um hectare de floresta localizado na região central da Reserva de Santa Genebra (22º49'45" S e 47º06'33" W) a 580-610 m de altitude. Foram identificadas 201 espécies, distribuídas em 57 famílias e 147 gêneros. Fabaceae e Rubiaceae (18 espécies), Myrtaceae (14 spp.), Rutaceae (11 spp.), Solanaceae e Sapindaceae (nove spp.), Bignoniaceae, Meliaceae e Euphorbiaceae (oito spp.), Malvaceae (sete spp.) foram as famílias mais ricas. Cerca de 70% das espécies foram classificadas como secundárias tardias e secundárias tardias de sub-bosque. A comparação de espécies arbóreas com 25 fragmentos do Estado de São Paulo e Norte do Paraná mostraram que a flora da reserva é mais similar às florestas da região de Campinas. Embora a floresta apresente áreas perturbadas, existem manchas de vegetação relativamente maduras sendo esta área essencial para a conservação da biodiversidade.

floresta semidecídua; florística; grupos sucessionais


We carried out a floristic survey of a fragment of a semideciduous forest from May 1996 to April 1998, within one-hectare in the central area of Santa Genebra Reserve (22º49'45" S and 47º06'33" W, 580-610 m a.s.l). We found 201 species in 57 families and 147 genera. The richest families were Fabaceae and Rubiaceae (18 species), Myrtaceae (14 species), Rutaceae (11 species), Solanaceae and Sapindaceae (nine species), Bignoniaceae, Meliaceae and Euphorbiaceae (eight species) and Malvaceae (seven species). About 70% of the species are late secondary trees and late secondary understory species. Tree species comparison with 25 forests from São Paulo State and northern Paraná State showed that the reserve flora is more similar to forests from Campinas region. Although the forest has disturbed areas there are patch of relatively mature vegetation, thus this area is essential for biodiversity conservation.

floristic; semideciduous forest; successional groups


ARTIGOS

Composição florística da Reserva Municipal de Santa Genebra, Campinas, SP1 1 Parte da tese de doutoramento da primeira autora, Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.

Floristic compositon of "Reserva Municipal de Santa Genebra", Campinas, SP, Brazil

Maria Tereza Grombone GuaratiniI,2 1 Parte da tese de doutoramento da primeira autora, Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Universidade Estadual de Campinas, Campinas. ; Eduardo Pereira Cabral GomesI; Jorge Yoshio TamashiroII; Ricardo Ribeiro RodriguesIII

IInstituto de Botânica, Caixa Postal 3005, 01061-970 São Paulo, SP, Brasil

IIUniversidade Estadual de Campinas, Instituto de Biologia, Departamento de Botânica, Caixa Postal 6109, 13083-970 Campinas, SP, Brasil

IIIUniversidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, Departamento de Ciências Biológicas, Caixa Postal 9, 13418-900 Piracicaba, SP, Brasil

RESUMO

O inventário florístico de um fragmento de floresta semidecídua foi conduzido durante o período de maio de 1996 a abril de 1998 em um hectare de floresta localizado na região central da Reserva de Santa Genebra (22º49'45" S e 47º06'33" W) a 580-610 m de altitude. Foram identificadas 201 espécies, distribuídas em 57 famílias e 147 gêneros. Fabaceae e Rubiaceae (18 espécies), Myrtaceae (14 spp.), Rutaceae (11 spp.), Solanaceae e Sapindaceae (nove spp.), Bignoniaceae, Meliaceae e Euphorbiaceae (oito spp.), Malvaceae (sete spp.) foram as famílias mais ricas. Cerca de 70% das espécies foram classificadas como secundárias tardias e secundárias tardias de sub-bosque. A comparação de espécies arbóreas com 25 fragmentos do Estado de São Paulo e Norte do Paraná mostraram que a flora da reserva é mais similar às florestas da região de Campinas. Embora a floresta apresente áreas perturbadas, existem manchas de vegetação relativamente maduras sendo esta área essencial para a conservação da biodiversidade.

Palavras-chave: floresta semidecídua, florística, grupos sucessionais

ABSTRACT

We carried out a floristic survey of a fragment of a semideciduous forest from May 1996 to April 1998, within one-hectare in the central area of Santa Genebra Reserve (22º49'45" S and 47º06'33" W, 580-610 m a.s.l). We found 201 species in 57 families and 147 genera. The richest families were Fabaceae and Rubiaceae (18 species), Myrtaceae (14 species), Rutaceae (11 species), Solanaceae and Sapindaceae (nine species), Bignoniaceae, Meliaceae and Euphorbiaceae (eight species) and Malvaceae (seven species). About 70% of the species are late secondary trees and late secondary understory species. Tree species comparison with 25 forests from São Paulo State and northern Paraná State showed that the reserve flora is more similar to forests from Campinas region. Although the forest has disturbed areas there are patch of relatively mature vegetation, thus this area is essential for biodiversity conservation.

Key words: floristic, semideciduous forest, successional groups

Introdução

A floresta estacional semidecidual, que ocupava solos de grande fertilidade no Estado de São Paulo, foi devastada em função da expansão das fronteiras agrícolas (Durigan et al. 2000), restringindo-se atualmente a fragmentos isolados de diferentes formas, tamanhos e graus de preservação. Tais fragmentos representam papel essencial na manutenção da flora local. A caracterização florística e a estrutura fitossociológica dos remanescentes destas florestas têm sido intensivamente estudadas, disponibilizando informações a respeito do número e distribuição de espécies entre famílias e gêneros (Pagano & Leitão Filho 1987, César & Leitão Filho 1990, Salis et al. 1995, Stranghetti & Ranga 1998, Durigan et al. 2000, Santos & Kinoshita 2003). Além disso, a relação entre a composição florística de espécies arbóreas e os fatores geográficos, climáticos e edáficos também tem sido investigada (Oliveira-Filho & Ratter 1995, Oliveira-Filho & Fontes 2000).

A abordagem de que a fragmentação tem impactos sobre a riqueza de espécies (Laurence & Cochrane 2001, Tabarelli et al. 2004) tem motivado pesquisadores a incorporarem às listagens florísticas a caracterização das espécies arbóreo-arbustivas em grupos sucessionais (Gandolfi et al. 1995, Bernacci & Leitão Filho 1996, Tabarelli & Mantovani 1997, Toniato & Oliveira-Filho 2004). Estas informações são úteis na medida em que fornecem indicações do grau de preservação do ecossistema e são essenciais para o entendimento da dinâmica florestal (Bawa & McDade 1994). Entretanto, a maioria dos levantamentos florísticos foca atenção na vegetação arbóreo-arbustiva, minimizando a importância dos demais hábitos para a caracterização da estrutura da floresta e do nível de complexidade das interações tróficas.

A Reserva Municipal de Santa Genebra é o maior fragmento urbano de floresta estacional semidecidual situado na região de Campinas. Esta floresta, por estar próxima à Universidade Estadual de Campinas, concentra um número grande de trabalhos nas diversas áreas da biologia (Morellato & Leitão Filho 1996, Pizzo 1997, Fonseca et al. 2004). Apesar disso, nenhum estudo amplo sobre a composição florística foi publicado até o momento. Sabe-se que parques e áreas protegidas são essenciais para a conservação da biodiversidade e que se não forem manejados e preservados adequadamente podem tornar susceptível a extinção de várias espécies (Putz et al. 2001).

Os objetivos deste trabalho foram: 1) apresentar a composição florística de todas as formas de vida fanerogâmica em um trecho contínuo de 1 ha de floresta estacional semidecidual da Reserva Municipal de Santa Genebra; 2) caracterizar as espécies arbustivo-arbóreas ocorrentes na área segundo sua categoria sucessional; 3) comparar a flora arbórea encontrada com a de outros fragmentos florestais.

Material e métodos

Local de estudo - O estudo foi realizado na Reserva Municipal de Santa Genebra, pertencente à Fundação José Pedro de Oliveira. Esta Reserva, protegida por legislação municipal e estadual, está situada no distrito de Barão Geraldo, região norte do Município de Campinas, SP (22º49'45" S e 47º06'33" W) em uma área de 251,8 hectares e altitudes que variam de 580 à 610 m. O clima regional é do tipo Cwa de Koeppen (1948). Segundo o padrão climático definido por Setzer (1966) para o Estado de São Paulo, o clima caracteriza-se como quente úmido, com inverno seco e verão quente e chuvoso, sendo que a temperatura média do mês mais quente encontra-se acima de 22 ºC e a do mês mais frio, abaixo de 18 ºC. A formação florestal dominante da Reserva Municipal de Santa Genebra ocorre sobre um relevo suavemente ondulado, sendo que as áreas ocupadas por floresta estacional semidecidual (Veloso et al. 1991) situam-se sobre regiões de cotas altimétricas mais elevadas e ocupam 85% da reserva (Leitão Filho 1995). No interior da floresta são encontradas clareiras, de diferentes idades e tamanhos, originadas tanto da extração seletiva de madeiras nobres, quanto do corte raso para aproveitamento de lenha em alguns trechos restritos (Leitão Filho 1995). A reserva encontra-se inserida em uma matriz agrícola cuja principal atividade é o cultivo de cana-de-açúcar.

Florística - Para o desenvolvimento desse estudo foi escolhido um trecho localizado na região central da Reserva, ocupado por floresta estacional semidecidual. Neste trecho está demarcada uma parcela permanente de 200 m de comprimento por 50 m de largura, subdividida em 100 parcelas iguais de 10 ×10 m, totalizando uma área amostrada de 1 ha (Santos et al. 1996).

As coletas foram realizadas mensalmente, entre maio de 1996 e abril de 1998, mediante caminhadas sistemáticas por toda a área de estudo, considerando-se também a vegetação encontrada nos limites externos da parcela de 1 ha (entorno imediato). Todos os indivíduos presentes no hectare em estádio reprodutivo (presença de flores, frutos ou soros no caso das pteridófitas) tiveram amostras de seu material coletado, prensado, seco e incorporadas ao Herbário da Universidade Estadual de Campinas (UEC). Foram incluídas na listagem florística as espécies arbóreas com PAP > 15 cm obtidas na amostragem contínua do hectare (Santos et al. 1996) e as espécies ocorrentes no sub-bosque em estádio vegetativo com altura > 0,5 m e PAP < 15 cm também desse trecho (1 ha) de floresta.

As espécies amostradas na área foram consideradas arvoretas quando apresentavam ramificações acima de 30 cm e altura inferior a 4 m; árvores, quando a altura era superior a 4 m; arbustivas, quando lenhosas ou semilenhosas com ramificações originárias do caule até 30 cm acima do solo; herbáceas, com porte e consistência de erva e caule não lenhoso; epífitas quando se desenvolvem sobre outro vegetal com ausência de dependência nutricional (Rizzini 1997), e lianas, as espécies herbáceas ou lenhosas que usam suporte para sustentação (Müller-Dombois & Ellenberg 1974).

As fanerógamas foram classificadas dentro de famílias baseadas no sistema APG II (2003) e as pteridófitas segundo Smith et al. (2006). Foram consultados especialistas para identificar alguns materiais e/ou confirmar a identificação. As espécies arbóreas e arbustivas foram enquadradas em classes sucessionais (Budowski 1965) de acordo com as características ecológicas observadas em campo e segundo dados disponíveis de outros autores (Carvalho 1994, Bernacci & Leitão Filho 1996, Gandolfi et al. 1995, Toniato & Oliveira-Filho 2004). Neste trabalho, as espécies de estádios finais de sucessão foram denominadas como secundárias tardias e não como climácicas, pois em função da deciduidade, praticamente nenhuma espécie arbórea de florestas semideciduais paulistas apresenta as características descritas para as espécies climácicas encontradas nas florestas pluviais tropicais (Gomes et al. 2003). Arvoretas e arbustos de estádios finais de sucessão, com ocorrência característica sob o dossel da floresta, foram classificados como tolerantes à sombra de sub-bosque.

Similaridade Florística - Foram realizadas comparações florísticas entre as espécies arbóreas encontradas na Reserva de Santa Genebra e outros 25 estudos em florestas mesófilas semideciduais e ripárias do interior do Estado de São Paulo e norte do Paraná (tabela 1, figura 1). As listagens florísticas foram sinonimizadas segundo revisões taxonômicas recentes. O número total de espécies difere dos encontrados nos trabalhos originais, uma vez que só foram incluídos os indivíduos identificados até espécie, foram excluídas espécies exóticas e algumas espécies foram reunidas após revisões taxonômicas. A partir da matriz de presença/ausência de espécies arbóreas foi calculado o índice de similaridade de Sørensen e gerada a matriz de similaridade a partir da qual o agrupamento foi feito por média aritmética de grupo não ponderada (UPGMA). Os dados foram tratados com auxílio do programa MVSP 3.12 (Kovach 1999).

Resultados e discussão

Florística da área - Foram identificadas 201 espécies, distribuídas em 57 famílias e 147 gêneros (tabela 2). As árvores representaram o hábito mais abundante (53,7% correspondentes a 108 espécies), seguida das lianas (17,4% correspondentes a 35 espécies), arbustos (14,4% correspondentes a 29 espécies), ervas (8,0% correspondentes a 16 espécies), arvoretas (6,0% e 12 espécies) e epífitas (0,5% correspondente a uma espécie). Coffea arabica foi a única espécie exótica presente na área de estudo (0,5%).

Considerando-se exclusivamente a flora arbustivo-arbórea, as famílias mais ricas foram Fabaceae e Rubiaceae (18 spp.), Myrtaceae (14 spp.), Rutaceae (11 spp.), Solanaceae e Sapindaceae (nove spp.), Bignoniaceae, Meliaceae e Euphorbiaceae (oito spp.), Malvaceae (sete spp.), Lauraceae e Salicaceae (quatro spp.). Tais famílias agrupadas totalizaram 105 espécies, correspondendo a 75% das espécies arbustivo-arbóreas, e estão entre as que apresentaram um número maior de espécies em remanescentes na região de Campinas (Bernacci & Leitão Filho 1996, Santos & Kinoshita 2003, Yamamoto et al. 2005) e florestas mesófilas semideciduais baixo montanas (Oliveira-Filho & Fontes 2000). A presença das famílias Malvaceae e Salicaceae, não mencionadas nos trabalhos acima citados, se deve ao sistema de classificação adotado neste trabalho (APG II). A família Malvaceae passou a incluir espécies comuns nas florestas do interior de São Paulo que anteriormente eram classificadas nas famílias Bombacaceae (Ceiba speciosa e Pseudobombax grandiflorum e Tiliaceae (Luehea divaricata e Luehea speciosa). O mesmo ocorre com a família Salicaceae, que passou a incluir espécies do gênero Casearia, comuns em florestas semideciduais, anteriormente classificadas em Flacourtiaceae (Cronquist 1981). Os gêneros arbustivos e arbóreos com maior número de espécies na Floresta de Santa Genebra foram: Psychotria com sete, Solanum e Eugenia com seis, Trichilia e Machaerium com cinco, Zanthoxylum com quatro. Estes seis gêneros, além de Ficus, são os que apresentaram um maior número de espécies no levantamento realizado por Santos & Kinoshita (2003) na região de Campinas.

Entre as lianas, o terceiro hábito mais abundante, as famílias mais ricas foram Bignoniaceae, com seis espécies, Sapindaceae com cinco espécies, Apocynaceae com três espécies e Malpighiaceae com duas espécies. Estas famílias estão entre as mais importantes encontradas em fragmentos florestais (Hora & Soares 2002). Em florestas tropicais a riqueza e abundância de lianas estão correlacionadas negativamente com a precipitação total e positivamente com a sazonalidade (Schinitzer 2005). Segundo o autor, as lianas apresentam maior tolerância ao estresse hídrico em relação às arbóreas, arbustivas, herbáceas e epífitas, apresentando um crescimento relativamente maior na estação seca e ocupando preferencialmente, tanto em abundância total como em biomassa, a borda das florestas onde seu crescimento é favorecido pelo aumento de radiação. Tais aspectos, provavelmente, justificam a ampla ocorrência na Reserva de Santa Genebra, uma floresta sazonal e relativamente perturbada, principalmente nas áreas de borda e onde houve ocorrência de fogo. Nestas áreas, a presença de lianas mais agressivas pode alterar a dinâmica florestal retardando o processo de regeneração natural.

No interior da floresta foram encontradas espécies herbáceas e arbustivas caracterizadas como invasoras de culturas agrícolas, como Ageratum conyzoides, Erechtites valerianifolius, Chromolaena maximilianii, Lasiacis ligulata, Panicum aff. maximum e Solanum americanum. Tais espécies não são componentes da vegetação florestal, sendo, porém, de ocorrência freqüente, na borda de florestas submetidas a alterações naturais ou antrópicas (Bernacci & Leitão Filho 1996), como, por exemplo, a utilização de áreas florestais para descarga de água superficial dos sistemas agrícolas, muito comum em remanescentes circundados por áreas de agricultura. Além disso, os eficientes mecanismos de dispersão dos propágulos das espécies invasoras associados à presença de mecanismos de dormência de suas sementes (Baker 1974) proporcionam um acesso fácil dessas espécies ao interior da floresta mediante sua incorporação e permanência no banco de sementes do solo (Graham & Hopkins 1990, Hopkins et al. 1990). Estas espécies, mediante o surgimento de condições propícias para a germinação, como por exemplo, a abertura de clareiras, parte essencial da dinâmica florestal (Brokaw 1985), passariam a coexistir com a vegetação florestal.

A flora da Reserva Municipal de Santa Genebra apresentou várias espécies não citadas para as florestas estacionais semideciduais do Estado de São Paulo, dentre elas Agonandra excelsa, Coussarea contracta, Myrceugenia campestris, Piper baptisianum, Phyllanthus acuminatus, Psychotria myriantha, P. niveobarbata, Seguieria floribunda, Solanum alternatopinnatum, S. gnaphalocarpon. Fatores como a origem, a intensidade do distúrbio, e o tamanho e grau de preservação do fragmento podem favorecer ou não a perpetuação de espécies em determinadas áreas.

Dentre as arbustivo-arbóreas, 19 espécies (12,7%) foram classificadas como pioneiras, 25 (16,8%) como secundárias iniciais, 58 (38,9%) como secundárias tardias, 43 (28,9%) como secundárias tardias pertencentes ao sub-bosque e quatro (2,7%) permaneceram sem identificação. A floresta da Reserva apresenta-se como um mosaico de fases sucessionais distintas, onde áreas ocupadas por espécies de estádios finais de sucessão (cerca de 70%), são adjacentes a outras muito perturbadas, ocupadas por espécies de estádios iniciais de sucessão, bambus e espécies de plantas daninhas.

A riqueza de espécies de estádios intermediários de sucessão tem sido descrita como uma particularidade das florestas estacionais semideciduais do Estado de São Paulo, fundamentada na deciduidade sazonal de algumas espécies do dossel da floresta e no histórico de perturbação antrópica das áreas. Tanto os distúrbios de origem natural quanto antrópica (a retirada seletiva de espécies arbóreas) ocasionam a formação de pequenas clareiras, que podem ser colonizadas predominantemente por espécies não pioneiras (Brokaw & Scheiner 1989, Whitmore 1989) proporcionando a manutenção de um número maior de espécies desse grupo no interior da floresta. A riqueza e a importância de espécies de estádio intermediário em contraposição ao número reduzido de espécies pioneiras encontradas colonizando pequenas clareiras na Mata Atlântica (Tabarelli & Mantovani 1997) podem acrescentar evidências a esta hipótese. Embora a dependência de grandes clareiras das espécies intolerantes à sombra tenha sido demonstrada, não existem evidências claras a respeito da importância das clareiras para a maioria das espécies tolerantes à sombra (Denslow & Hartshorn 1994). Não existem estudos que avaliem a importância das clareiras sazonais no recrutamento e desenvolvimento das espécies.de florestas estacionais semideciduais.

Similaridade florística - Há um padrão de mudança gradual de sudeste a noroeste com tendência a formação de grupos em escala local, para 12 dos 26 levantamentos, e de encadeamento em escala geral, tendência à ligação com grupos já formados em detrimento a formação de novos grupos. Das 720 espécies registradas para os 26 locais na matriz, 336 (46,7%) ocorreram somente em um local, e apenas 186 (25,8%) em mais de três locais. Por haver poucas espécies comuns entre os levantamentos, os índices de similaridade situaram-se abaixo de 0,50, com exceção dos três primeiros grupos formados.

De maneira geral, os fragmentos mais isolados no dendrograma, com menor similaridade, incluem áreas com características peculiares como Assis (EEAs) que é uma mata ciliar muito próxima ao cerrado e que se distingue das demais por apresentar três espécies de Symplocaceae; Mogi Guaçu (MjGç) e a Floresta em Itatinga (Ittn), respectivamente uma floresta ripária e uma mata de brejo, e áreas perturbadas como em Piracicaba (Pira) que é um fragmento pequeno (9 ha), a Fazenda São Vicente (SVcn) e a Floresta em Bauru (Bau). A flora arbórea da Estação Ecológica de Paulo de Faria (PlFr) apresentou características intermediárias às acima descritas e é a mais isolada geograficamente. Entre as demais áreas, locais próximos tenderam a se agrupar, por exemplo, os três levantamentos no P. E. de Vassununga (Vas1, Vas2 e Vas3) e as matas no oeste paulista (Fazendas Berrante (Brnt), Fazenda Tarumã (Trmã), E. E. Marília (EMr) e P. E. Caetetus (Ctts)) que por sua vez se agruparam com outros locais e/ou grupos menores sem uma clara correlação com a distância geográfica.

O índice de correlação cofenética (CC) que mede o quanto o dendrograma representa os dados originais foi de 0,88, bem acima do mínimo de 0,75, considerado para uma boa representação (McGarigal et al. 2000).

No processo de análise dos dados foi obtida uma correlação cofenética de 0,82 para uma matriz de Similaridade de Sørensen a partir de gêneros e de 0,79 e 0,74 respectivamente para espécies e gêneros em matrizes de similaridade de Sørensen Relativa.

Em todas estas análises a flora arbórea de Santa Genebra, como esperado, apresentou maior similaridade com os levantamentos da região de Campinas (Ribeirão Cachoeira (RCch) e Fazenda Bela Vista em Pedreira (Pdrr)) (figura 2). A similaridade pode ser explicada, pela proximidade, pelo grau de perturbação aos quais as florestas foram submetidas e pela localização altitudinal entre 600 e 850 metros destas florestas, próximas ao limite entre as formações Montana e Alto Montana, definidas por Torres et al. (1997) entre 700 e 750 m.

A altitude e a duração da estação seca foram sugeridas em outros estudos como fatores importantes que explicariam a distribuição de diferentes táxons nas florestas do interior do Estado de São Paulo (Torres et al. 1997, Oliveira Filho & Fontes 2000, Santos & Kinoshita 2003, Yamamoto et al. 2005) e também podem explicar os resultados obtidos. A floresta da Reserva Municipal de Santa Genebra e as florestas mais similares a ela encontram-se a uma altitude maior do que a da maioria dos levantamentos analisados.

O inventário florístico realizado na Reserva Municipal de Santa Genebra amostrou cinco espécies dos gêneros Trichilia (Meliaceae) e Machaerium, (Leguminosae) e quatro do gênero Zanthoxyllum (Rutaceae). Segundo os autores anteriormente citados, as famílias Meliaceae e Rutaceae e os gêneros Machaerium e Trichilia são característicos da formação floresta estacional submontana.

Dos gêneros presentes em ao menos seis localidades na matriz de dados ocorreram ao menos em dois dos três remanescentes na região de Campinas (SGnb, RCch e Pdrr): Ilex (Aquifoliaceae), Pseudobombax e Abutilon (Malvaceae), Luetzelburgia e Senna (Fabaceae), Calycorectes e Gomidesia (Myrtaceae), Seguieria (Phytollacaceae), Alseis, Guettarda e Psychotria (Rubiaceae), e Galipea (Rutaceae).

Das espécies da matriz de dados que ocorreram exclusivamente nesse grupo, ao menos em dois dos três locais, foram registradas no Planalto Atlântico no leste do estado com relativa freqüência: Myrciaria floribunda (Aragaki & Mantovani 1993, Gandolfi et al. 1995, Aragaki 1997, Tomasulo & Cordeiro 2000, Ogata & Gomes 2006), Erythroxylum deciduum (Nastri et al. 1992, Gandolfi et al. 1995 Tomasulo & Cordeiro 2000, Ogata & Gomes 2006), e Eriotheca candolleana (K. Schum.) A. Robyns (Rodrigues et al. 1989, Grombone et al. 1989, Mantovani et al. 1990), além de Solanum granuloso-leprosum (Gandolfi et al. 1995), Eugenia excelsa (Aragaki & Mantovani 1993, Grombone et al. 1989) e Eugenia ligustrina (Aragaki & Mantovani 1993).

Por outro lado, todos os gêneros que ocorreram em pelo menos 13 dos 26 levantamentos (50%), também estiveram presentes nestes remanescentes, mostrando que nesta região são encontrados todos os gêneros freqüentes nas florestas mesófilas semideciduais. Estes dados sugerem que, embora a floresta apresente áreas mais perturbadas, conserva trechos representativos da vegetação nativa de floresta mesófila estacional semidecidual característica de áreas mais elevadas do interior do estado.

(recebido: 22 de março de 2007; aceito: 21 de maio de 2008)

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  • 1
    Parte da tese de doutoramento da primeira autora, Programa de Pós-Graduação em Biologia Vegetal, Universidade Estadual de Campinas, Campinas.
  • 2
    Autor para correspondência:

Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    02 Out 2008
  • Data do Fascículo
    Jun 2008

Histórico

  • Aceito
    21 Maio 2008
  • Recebido
    22 Abr 2007
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