Estilo parental, motivação e satisfação de atletas de beisebol: um estudo correlacional

Parenting style, motivation and satisfaction of baseball athletes: a correlation study

Marcus Vinícius Mizoguchi Guilherme Moraes Balbim Lenamar Fiorese Vieira Sobre os autores

Resumos

O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre o estilo parental, a motivação e a satisfação atlética de jogadores de beisebol da categoria juvenil. Oitenta e oito atletas (16,20 anos ±1,18) participantes do campeonato brasileiro da categoria juvenil responderam ao questionário SMS para avaliar a motivação atlética, EMBU-p para os estilos parentais e QSA para a satisfação atlética. Na análise dos dados utilizou-se o teste de Kolmogorov-Smirnov para os dados descritivos, U Mann-Whitney para a comparação de grupos, Spearman para a correlação das variáveis e um modelo de regressão múltipla, adotando p<0,05. Verificou-se que atletas de beisebol são mais intrinsecamente motivados, têm estilos parentais de suporte emocional e estão satisfeitos atleticamente, havendo correlações entre estas três variáveis. Conclui-se que atletas com estilos parentais de suporte emocional são autodeterminados e satisfeitos com seu esporte.

Beisebol; Motivação; Pais


The objective of the present study was to analyze the relationship between parenting style, motivation and athletic satisfaction of baseball players in youth category. Eighty-eight players (16.20 years ±1.18) participants of the national championship of youth category responded the SMS questionnaire to evaluate athletic motivation, EMBU-p for parenting style and QSA for athletic satisfaction. Data analysis was performed by the Kolmogorov-Smirnov test for descriptive data, U Mann-Whitney for group comparison, Spearman for correlation between variables and a multiple regression model, adopting p<0.05. The results indicated that baseball athletes were more intrinsically motivated, have parenting styles of emotional support and are athletically satisfied, with correlations between those three variables. It is concluded that athletes with parenting styles of emotional support are self-determined and satisfied with the sport.

Baseball; Motivation; Parents


ARTIGOS DE OPINIÃO

Estilo parental, motivação e satisfação de atletas de beisebol: um estudo correlacional

Parenting style, motivation and satisfaction of baseball athletes: a correlation study

Marcus Vinícius MizoguchiI; Guilherme Moraes BalbimI; Lenamar Fiorese VieiraII

IMestre. Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá, Maringá-Pr, Brasil

IIDoutora. Professora do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá, Maringá-Pr, Brasil

Endereço para correspondência

RESUMO

O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre o estilo parental, a motivação e a satisfação atlética de jogadores de beisebol da categoria juvenil. Oitenta e oito atletas (16,20 anos ±1,18) participantes do campeonato brasileiro da categoria juvenil responderam ao questionário SMS para avaliar a motivação atlética, EMBU-p para os estilos parentais e QSA para a satisfação atlética. Na análise dos dados utilizou-se o teste de Kolmogorov-Smirnov para os dados descritivos, U Mann-Whitney para a comparação de grupos, Spearman para a correlação das variáveis e um modelo de regressão múltipla, adotando p<0,05. Verificou-se que atletas de beisebol são mais intrinsecamente motivados, têm estilos parentais de suporte emocional e estão satisfeitos atleticamente, havendo correlações entre estas três variáveis. Conclui-se que atletas com estilos parentais de suporte emocional são autodeterminados e satisfeitos com seu esporte.

Palavras-chave: Beisebol. Motivação. Pais.

ABSTRACT

The objective of the present study was to analyze the relationship between parenting style, motivation and athletic satisfaction of baseball players in youth category. Eighty-eight players (16.20 years ±1.18) participants of the national championship of youth category responded the SMS questionnaire to evaluate athletic motivation, EMBU-p for parenting style and QSA for athletic satisfaction. Data analysis was performed by the Kolmogorov-Smirnov test for descriptive data, U Mann-Whitney for group comparison, Spearman for correlation between variables and a multiple regression model, adopting p<0.05. The results indicated that baseball athletes were more intrinsically motivated, have parenting styles of emotional support and are athletically satisfied, with correlations between those three variables. It is concluded that athletes with parenting styles of emotional support are self-determined and satisfied with the sport.

Keywords: Baseball. Motivation. Parents.

INTRODUÇÃO

O beisebol é um esporte coletivo que tem ganhado espaço no Brasil nos últimos anos. Segundo a CBBS (2011), existem no país mais de 30.000 praticantes e 120 times distribuídos por todo o território nacional, além de cerca de 55 campeonatos nacionais e internacionais. Observa-se que no contexto esportivo, diversos fatores podem influenciar o comportamento dos atletas, especialmente os jovens, e que os principais mecanismos influenciadores da prática de atividade física incluem os indivíduos que participam de forma direta e indireta nas suas atividades diárias, a escola e a mídia (SALLIS; NADER, 1988). Embora estes sujeitos sejam importantes, o papel da família, mais especificamente dos pais, parece ser o mais significativo (DEMPSEY; KIMIECIK; HORN, 1993).

Apesar do notório crescimento do beisebol no Brasil, a literatura nacional que aborda esta modalidade é escassa e os estudos encontrados são relacionadas à medicina esportiva (MURACHOVSKY et al., 2006; MIYAZAKI, et al., 2011) fisiologia (SANTOS et al., 2009) e nutrição (BATISTA JUNIOR et al., 2005). Desta forma, pelo que se sabe até o momento, poucas pesquisas envolvem a área de Psicologia do Esporte na modalidade, sendo esta uma lacuna a ser preenchida. Sobre esta carência de estudos, Grolnick (2003) aponta a necessidade de examinar a relação do estilo parental com outras variáveis psicológicas no contexto esportivo, como a motivação e a satisfação atlética.

Na prática esportiva entre jovens, o estilo parental constitui-se como importante fator para a permanência no contexto (HOLT et al., 2009). Com relação a isso, Grolnick (2003) elaborou uma teoria relacionando os estilos parentais com a motivação autodeterminada envolvendo três conceitos-chave de estilo parental que influenciam na motivação intrínseca: suporte autônomo x controle, estrutura e envolvimento. Em face da relação direta que realiza com a autodeterminação, esta teoria será utilizada como base teórica para as discussões.

Um aspecto relacionado ao estilo parental que demonstra ser fundamental para a prática de atletas jovens é a motivação. Steinberg e Maurer (1999) afirmam que o aspecto psicológico é um fator importante para a compreensão das diferenças individuais na prática desportiva. Abordada em estudos recentes pela Teoria da Autodeterminação (DECI; RYAN, 1985), a motivação autodeterminada desempenha um papel fundamental no entendimento do exercício no tocante ao comportamento e a satisfação atlética do indivíduo, fatores que levam à melhora da qualidade das experiências.

A satisfação de um atleta pode ser compreendida como uma condição afetiva positiva determinada por uma avaliação complexa das estruturas, processos e resultados relacionados com a experiência esportiva (CHELLADURAI; RIEMER, 1997). Dessa maneira, alguns estudos apontam a importância da satisfação atlética no contexto esportivo e suas relações com outras variáveis psicológicas, como a liderança (RIEMER; CHELLADURAI, 1995, 1998) e a coesão de grupo (NASCIMENTO JUNIOR et al., 2011).

Diante das considerações acima, o presente estudo tem como objetivo analisar a relação entre o suporte parental, a motivação e a satisfação atlética de jogadores de beisebol da categoria juvenil. Tem-se como hipótese: atletas de beisebol demonstrarão que o suporte emocional do pai prevalecerá sobre o da mãe, apresentando altos níveis de motivação intrínseca e níveis adequados de satisfação atlética.

MÉTODOS

População-alvo

Foram convidados a participar do estudo todos os atletas participantes da fase final do campeonato brasileiro da categoria juvenil de beisebol em 2011 (n=90). Utilizou-se como critério de inclusão no estudo os atletas fazerem parte do plantel das equipes participantes do campeonato e seu técnico assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido; e como critério de exclusão, o não preenchimento correto de todos os questionários. Desta forma, a amostra final foi composta de 88 jogadores (16,20 anos ±1,18; tempo de prática 8,95 anos ±2,22).

Coleta de dados

Foi realizado um contato inicial com a Confederação Brasileira de Beisebol e Softbol, a qual autorizou a realização da pesquisa. Posteriormente, foi enviada uma carta de autorização para as equipes participantes da fase final do campeonato brasileiro de beisebol 2011 da categoria juvenil, e todas elas autorizaram a realização da pesquisa. Os técnicos responsáveis assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) e os dados foram coletados durante a realização do campeonato. O estudo foi aprovado pelo Comitê Permanente de Ética em Pesquisas com Seres Humanos (COPEP) da universidade onde foi realizado o estudo (Parecer n.º 339/2011).

Instrumentos

O nível motivacional dos atletas foi avaliado pela Escala de Motivação para o Esporte (SMS – Sport Motivation Scale) (BRIÈRE et al. 1995) validada para a língua portuguesa por Bara Filho et al. (2011). A escala consiste em 28 questões, divididas em sete subescalas avaliadas em uma escala Likert de sete pontos. A Escala de Motivação para o Esporte avalia a motivação de acordo com a teoria da autodeterminação de Ryan e Deci (2000), dividindo-se a escala em desmotivação (sentimento de desesperança e falta de interesse), motivação extrínseca de regulação externa (comportamento motivado por ameaças, recompensas e pressão familiar), motivação extrínseca de introjeção (pressões internas para realizar uma atividade, tal como se sentir culpado por não realizar exercícios físicos), motivação extrínseca de identificação (comportamento percebido como pessoalmente importante e útil, tal como praticar exercícios físicos visando melhorias na saúde), motivação intrínseca para atingir objetivos (relacionados a fatores em que o atleta sente prazer na busca de objetivos e habilidades esportivas), motivação intrínseca para experiências estimulantes (busca de experiências no esporte que possam proporcionar prazer e diversão) e motivação intrínseca para conhecer (ligada à curiosidade e busca de compreender fatores esportivos por desejo próprio). O valor do alfa de Cronbach para todas as dimensões foi considerado aceitável (α=0,81).

Para identificar a satisfação atlética foi utilizado o Questionário de Satisfação do Atleta (QSA), adaptado e validado para a língua portuguesa por Lopes (2006) a partir do questionário desenvolvido originalmente por Riemer e Chelladurai (1998). Este instrumento é constituído de 25 itens que avaliam o nível de satisfação do atleta no esporte, distribuídos em seis dimensões: desempenho individual (satisfação individual com sua própria performance para tarefa), desempenho da equipe (satisfação individual com o nível de performance de sua equipe), tratamento pessoal (satisfação com os comportamentos do técnico que afetam diretamente o indivíduo, e ainda afetam o desenvolvimento da equipe indiretamente), treino/instrução (satisfação com o treinamento e as instruções providenciadas pelo técnico. Satisfação em como as habilidades físicas e mentais são desenvolvidas), utilização da capacidade (satisfação com como o técnico usa e/ou maximiza o talento e as habilidades individual do atleta) e estratégia (satisfação com a decisão de estratégias e táticas). Os itens são respondidos em uma escala do tipo Likert de sete pontos, variando entre "nem um pouco satisfeito" (1, 2 e 3), "moderadamente satisfeito" (4 e 5) e "extremamente satisfeito" (6 e 7). O valor do alfa de Cronbach para todas as dimensões foi considerado aceitável (α=0,85).

Para verificar o estilo parental, os atletas foram avaliados por meio do questionário EMBU-p (Egna Meinnen av Barndoms Uppfostran - PERRIS et al., 1980), validado por Serpa, Alves e Barreiros (2004). O questionário é constituído pelo total de 21 questões, com uma escala Likert de quatro pontos, sendo 1=nunca a 4=sempre. A partir disso, o instrumento observa as dimensões rejeição - comportamentos dos pais que procuram modificar a vontade dos filhos pelo castigo físico, hostilidade, depreciação e desconsidera o ponto de vista e as necessidades cotidianas da criança; suporte emocional - característica que mostra afeto e atenção dos pais a seus filhos, estimulando atividades que são consideradas importantes para o mesmo; e superproteção - comportamentos parentais caracterizados por proteção excessiva relativamente a experiências indutoras de estresse e adversidades, elevado grau de intrusão nas atividades dos filhos, padrões muito elevados de realização em determinadas áreas (desempenho escolar, por exemplo) e imposição de regras rígidas as quais são exigidas total obediência, podendo o atleta responder a questões relacionadas com a diferenciação entre o pai e a mãe. O valor do alfa de Cronbach para todas as dimensões foi considerado moderado (α=0,60).

Análise dos dados

Para verificar a normalidade dos dados utilizou-se o teste Kolmogorov-Smirnov. Identificada a necessidade de utilizar a estatística não paramétrica, aplicou-se o teste U Mann-Whitney para a comparação de grupos, e para a verificação da correlação das dimensões das variáveis, o coeficiente de correlação de Spearman. Para a comparação das dimensões dos instrumentos utilizou-se a Anova de medidas repetidas. Com o intuito de verificar se os estilos parentais exerceram influência na motivação e na satisfação, um modelo de regressão múltipla foi construído com as variáveis que apresentaram correlação acima de r=0,300 (p<0,05). O valor de significância adotado foi p≤0,05.

RESULTADOS

Na Tabela 1 são apresentados os dados descritivos (mediana, primeiro e terceiro quartis) e a comparação das dimensões da motivação dos jogadores de beisebol da categoria juvenil.

Observa-se na Tabela 1 que a Desmotivação e a Motivação extrínseca - regulação externa - apresentaram menores medianas em comparação com todas as outras dimensões (p≤0,05). Houve aumento gradativo das medianas até a motivação intrínseca – experiências estimulantes, que apresentou a maior mediana em comparação com as outras dimensões (p≤0,05), evidenciando o continuum da autodeterminação.

Nota-se na Tabela 2 que houve diferença significativa no estilo parental de superproteção entre pais e mães (p=0,001) e que as mães apresentaram mais este comportamento, evidenciando a predominância do estilo parental de suporte emocional (p<0,05) entre ambos os responsáveis.

Observa-se Tabela 3 que os atletas apresentaram altos níveis de satisfação atlética, destacando-se as dimensões "treino-instrução" e "estratégia", que apresentaram os valores mais significativos (p<0,05).

Nota-se que houve correlações positivas significativas (Tabela 4) entre Desmotivação e Rejeição do pai (r=0,245); Desmotivação e Rejeição da mãe (r=0,216); Motivação extrínseca – regulação externa e Rejeição do pai (r=0,314); Motivação extrínseca – regulação externa e Rejeição da mãe (r=0,344) e Motivação intrínseca – conhecer e Suporte do pai (r=0,243).

Observam-se na Tabela 5 as correlações positivas: "Motivação extrínseca – identificação" e "Desempenho equipe" (r=0,315); "Motivação extrínseca – identificação" e "Desempenho individual" (r=0,359); "Motivação extrínseca – identificação" e "Utilização da capacidade" (r=0,301); "Motivação intrínseca – atingir objetivos" e "Treino-instrução" (r=0,384); "Motivação intrínseca – atingir objetivos" e "Estratégia" (r=0,305); "Motivação intrínseca – experiências estimulantes" e "Treino-instrução" (r=0,320); "Motivação intrínseca – conhecer" e "Treino-instrução" (r=0,347) e "Motivação intrínseca – conhecer" e "Utilização da capacidade" (r=0,311).

Evidenciam-se correlações positivas (Tabela 6) entre: "Suporte emocional do pai" com "Treino-instrução" (r=0,324), "Tratamento pessoal" (r=0,266), "Desempenho da equipe" (r=0,255), "Desempenho pessoal" (r=0,384), "Utilização da capacidade" (r=0,394) e "Estratégia" (r=0,386); "Suporte emocional da mãe" com "Desempenho pessoal" (r=0,314), "Utilização da capacidade" (r=0,275) e "Estratégia" (r=0,230).

Após a análise da correlação entre o estilo parental dos pais com as dimensões de satisfação atlética e motivação, foi realizada a regressão sequencial múltipla entre as dimensões que apresentaram r>0,300 (Tabela 7) para verificar a influência do estilo parental dos atletas na motivação e na satisfação dos atletas de beisebol da categoria juvenil.

Observa-se que as variâncias da satisfação dos atletas de beisebol no treino-instrução (9%), no desempenho individual (11%), na utilização da capacidade (14%) e nas estratégias (12%) foram explicadas pelo suporte emocional do pai (p<0,05).

DISCUSSÃO

Na literatura não foram encontrados estudos que tratassem das variáveis psicológicas no contexto do beisebol. Pode-se observar que os atletas desta modalidade esportiva da categoria juvenil apresentaram maiores medianas nas motivações intrínsecas (Tabela 1), demonstraram receber estilos parentais de suporte emocional por parte dos pais e das mães (Tabela 2) e evidenciaram bons níveis de satisfação atlética, destacando-se as categorias Treino-instrução e Estratégia (Tabela 3).

Nota-se uma lacuna na literatura no que tange às relações entre os aspectos psicológicos de estilos parentais, motivação e satisfação do indivíduo no contexto esportivo. Neste sentido, diversas correlações entre as dimensões destas variáveis foram observadas, destacando-se a desmotivação, a motivação extrínseca com rejeição dos pais e a motivação intrínseca com suporte emocional (Tabela 4). Merecem, ainda, destaque as correlações entre motivação intrínseca com a satisfação atlética (Tabela 5) e satisfação com o suporte emocional dos pais (Tabela 6).

No tocante à motivação dos atletas da categoria juvenil de beisebol (Tabela 1), observou-se que a motivação intrínseca apresentou os maiores valores, o que demonstra que estes atletas, em geral, buscam a prática do beisebol pelo prazer e pelas recompensas inerentes à atividade (DECI; RYAN, 1985). Outros estudos apresentaram resultados similares, em que os atletas adolescentes mostraram níveis de motivação intrínseca mais elevados que os mostrados pela motivação extrínseca, apresentando relações com orientação de metas, burnout e comprometimento (SEIFRIZ; DUDA; CHI, 1992; LEMYRE; ROBERTS; STRAY-GUNDERSEN, 2007; GARCÍA-MAS et al., 2010).

No estilo parental ficou evidenciado o comportamento de estilo de suporte emocional (Tabela 2), que apresentou diferenças significativas (p<0,05) com os outros estilos, tanto nos pais quanto nas mães. Sapieja, Dunn e Holt (2011) observaram que pais de jovens atletas de futebol de campo obtiveram características estimuladoras da autonomia (suporte autônomo), vindo ao encontro do presente estudo. Steinberg et al. (1992) evidenciaram que o estilo que promove autonomia está relacionado com o envolvimento e a supervisão dos pais e mais esforço e performance dos filhos. Steinberg; Elmen e Mounts (1989) argumentam que a autonomia psicológica pode ser um componente importante no estilo parental durante a adolescência, o que permite inferir a importância da presença dos componentes de suporte autônomo, estrutura e envolvimento no estilo parental dos pais (GROLNICK, 2003).

Os atletas de beisebol da categoria juvenil apresentaram os maiores índices de satisfação (Tabela 3) nas dimensões de Treino-instrução e Estratégia, corroborando os achados dos estudos de Chelladurai (1984), Karreman, Dorsche e Riemer (2009), que relacionam liderança e satisfação. Resultados similares foram encontrados por Nascimento Junior et al. (2011) em estudo de satisfação e coesão em atletas de futsal, em que foram encontrados maiores valores nas dimensões relacionadas às decisões dos treinadores (treino/instrução), o que pode dever-se ao fato de a satisfação atlética ser um aspecto relacionado com as ações e a liderança exercida pelos técnicos esportivos (GOMES, 2005).

Na correlação entre a motivação e o estilo parental (Tabela 4), foram encontradas correlações positivas e significativas entre desmotivação (r=0,245 e r=0,314) e motivação extrínseca (r=0,216 e 0,344) com rejeição dos pais, ou seja, quanto maior a rejeição dos pais, mais os filhos irão sentir-se desmotivados ou motivados por recompensas externas para a prática do beisebol. Pode-se relacionar este achado com a teoria de Grolnick (2003), em que crianças que não têm suporte autônomo e envolvimento dos pais e aos quais não são oferecidas estruturas adequadas apresentarão desmotivação no contexto em que estão presentes, podendo abandonar o meio esportivo.

Os dados evidenciaram (Tabela 4) correlação positiva e significativa entre a motivação intrínseca para conhecer e suporte emocional do pai (r=0,243). Resultados similares foram encontrados por Chircov e Ryan (2001), que associam o suporte autônomo dos pais com a motivação intrínseca de crianças. Este achado também pode ser confirmado pelos resultados observados por Deci et al. (1993), segundo os quais mães controladoras tendem a diminuir a motivação intrínseca dos filhos. Estes achados demonstram a importância, para a autonomia, de adequado suporte, controle e estrutura, componentes presentes quando os pais oferecem suporte emocional para que os filhos sejam motivados intrinsicamente nas tarefas (GROLNICK, 2003).

Na relação entre a motivação e a satisfação atlética (Tabela 5) foram observadas diversas correlações positivas, principalmente entre as motivações intrínsecas e as dimensões de satisfação, com exceção do tratamento pessoal. Dessa forma, nota-se que quanto maior a motivação intrínseca dos jogadores, mais estes se sentem satisfeitos, tanto nas dimensões individuais como nas coletivas. Estudos similares (DECI et al., 2001) relacionaram as necessidades psicológicas básicas citadas pela Teoria da Autodeterminação (DECI; RYAN, 1985) com a satisfação e saúde mental em búlgaros e americanos.

Por fim, foram observadas correlações positivas e significativas entre o suporte emocional dos pais e todas as dimensões da satisfação atlética e do suporte emocional das mães e as dimensões individuais da satisfação (Tabela 6). Este resultado demonstra que quanto maior o suporte emocional dos pais, mais satisfeitos os filhos se sentirão em todas as dimensões, destacando-se a relação do suporte das mães com maiores níveis de satisfação individual, o que demonstra que os pais dos atletas de beisebol juvenil têm maiores influências no esporte como um todo, enquanto as mães estão mais interessadas apenas no próprio filho. Em pesquisa similar com atletas adolescentes de tênis, estes preferiram pais que não dão conselhos técnicos e táticos, mas apenas comentam seu esforço e suas atitudes e dão conselhos práticos (KNIGHT; BODEN; HOLT, 2010), o que corrobora a relação que devem ter os jogadores de beisebol com o suporte da mãe.

CONCLUSÕES

Com base nos resultados encontrados, tendo-se em vista que o objetivo do estudo foi analisar a relação entre a motivação, o suporte parental e a satisfação atlética de jogadores de beisebol da categoria juvenil, considerou-se que o estilo parental de suporte emocional teve relação positiva com a presença de motivação intrínseca e satisfação nos domínios individuais e coletivos. Constatou-se que atletas de beisebol apresentaram altos níveis de motivação intrínseca e bons níveis de autodeterminação, predominando o estilo parental de suporte emocional dos responsáveis com bons níveis de satisfação atlética.

No tocante aos aspectos psicológicos abordados no estudo, houve relações entre o estilo parental de rejeição e desmotivação e motivação extrínseca de regulação externa, indicando que o suporte emocional dos pais interfere no nível motivacional dos filhos, de forma que não apoiar os filhos implica em níveis de motivação mais baixos.

É importante ressaltar que este estudo apresentou algumas limitações, como a avaliação do estilo parental somente do ponto de vista dos filhos e a abordagem quantitativa da pesquisa. Dessa maneira, para melhor compreensão da temática, sugere-se para futuros estudos a utilização da avaliação do estilo parental também pelos pais, bem como o uso de dados qualitativos.

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Recebido em 07/03/2012

Revisado em 05/09/2012

Aceito em 03/12/2012

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  • Endereço para correspondência:
    Marcus Vinicius Mizoguchi.
    Rua Jair do Couto Costa, 340, casa 07, CEP: 87060-625, Maringá-PR, Brasil.
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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    04 Nov 2013
  • Data do Fascículo
    Jun 2013

Histórico

  • Recebido
    07 Mar 2012
  • Aceito
    03 Dez 2012
  • Revisado
    05 Set 2012
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