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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.41 no.12 Santa Maria Dec. 2011  Epub Nov 21, 2011

https://doi.org/10.1590/S0103-84782011005000144 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
MICROBIOLOGIA

 

Caracterização da microbiota por fungos filamentosos no tegumento hígido de bovinos de corte

 

Characterization of filamentous fungal flora from the integument of healthy cattle

 

 

Christiane Duarte Pombo do AmaralI; Daniela Isabel Brayer PereiraII, 1; Mario Carlos Araujo MeirelesIII

IUniversidade Rural da Campanha (URCAMP), Alegrete, RS, Brasil
IIDepartamento de Microbiologia e Parasitologia, Instituto de Biologia, Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Campus Capão do Leão, 96001-970, Pelotas, RS, Brasil. E-mail: danielabrayer@gmail.com
IIIUFPel, Pelotas,RS, Brasil

 

 


RESUMO

O tegumento de bovinos pode albergar uma grande diversidade de fungos filamentosos, potencialmente capazes de causar dermatoses, incluindo fungos do grupo dos dermatófitos. O presente estudo teve por objetivos caracterizar a microbiota de fungos filamentosos do tegumento hígido de bovinos de corte, verificar a presença de dermatófitos como parte integrante da microbiota, assim como avaliar a ocorrência de dermatófitos no solo dos estabelecimentos estudados. Durante o período de um ano, 56 bovinos sadios de quatro propriedades da fronteira Oeste do RS foram submetidos a coletas mensais de pelos e raspado cutâneo. No mesmo período, foram obtidas amostras de solo para pesquisa de dermatófitos. As análises dos resultados indicaram uma microbiota de fungos filamentosos classificada em 30 gêneros, dos quais os mais frequentes foram (nesta ordem): Nigrospora, Fusarium, Curvularia, Alternaria, Epicoccum, Paecilomyces e Trichoderma. Nas amostras de pelame, obteve-se o isolamento de Trichophyton mentagrophytes (0,4%), Microsporum gypseum (0,3%) e Trichophyton verrucosum (0,1%). M. gypseum foi o dermatófito mais frequentemente isolado do solo. Os resultados obtidos evidenciaram que a microbiota fúngica do tegumento hígido de bovinos de corte comporta-se de maneira transitória e que bovinos sadios não atuam como portadores assintomáticos de T. verrucosum, sugerindo que esta espécie de dermatófito é não residente no tegumento dos animais.

Palavras chave: bovinos, dermatófitos, microbiota, fungos filamentosos, solo.


ABSTRACT

The tegument of cattle may harbor a great diversity of filamentous fungi that can potentially cause skin diseases, including fungi belonging to the dermatophyte group. This study aimed to characterize the population of filamentous fungi from a healthy coat of cattle, checking for dermatophytes as part of the microbiota, as well as evaluating the presence of dermatophytes in the soil occupied by the animals. During the period of one year, 56 healthy cattle in four properties in the western boundary of the state of Rio Grande do Sul, Southern Brazil, were subjected to monthly samples of hair and skin scrapings. In the same period soil samples were obtained for the detection of dermatophytes. The results indicated a fungal biota classified into 30 different genera, among which the most frequent were (in order of frequency): Nigrospora, Fusarium, Curvularia, Alternaria, Epicoccum, Paecilomyces and Trichoderma. Isolates of Trichophyton mentagrophytes (0.4%), Microsporun gypseum (0.3%), and T. verrucosum (0.1%) were obtained in the samples of skin scrapings. M. gypseum was the dermatophyte most frequently isolated from soil. The results showed that the fungal biota of the external tegument of healthy cattle is transient. Moreover, it was shown that healthy cattle do not act as asymptomatic carriers of T. verrucosum, suggesting that this species of dermatophytes is not resident in the tegument of animals.

Key words: catlle, dermatophyte, filamentous fungi, soil.


 

 

INTRODUÇÃO

O tegumento externo de bovinos pode albergar uma grande diversidade de fungos filamentosos, potencialmente capazes de causar dermatoses. Dessa forma, o conhecimento do habitat ou do reservatório dos diferentes agentes fúngicos assume especial importância na epidemiologia e profilaxia das micoses dos animais (SIQUEIRA et al., 1990). Relatos de caracterização da microbiota fúngica de animais domésticos sadios são frequentes quando envolvem espécies de pequeno porte como cães e gatos (VALLE et al., 1985; KOMAREK & WURST, 1989; MORIELLO & De BOER, 1991; GAMBALE et al., 1993; CABAÑES et al., 1996; CABAÑES, 2000; NICHITA & MARCUHTTP, 2010). Entretanto, poucos estudos foram desenvolvidos em bovinos e equinos (TAKATORI et al., 1980; SIQUEIRA et al., 1985, 1986, 1990). No Brasil, apenas SIQUEIRA et al. (1985, 1986, 1990) avaliaram a microbiota de bovinos sadios no Estado de São Paulo, identificando a presença de vários gêneros fúngicos, entre eles: Aspergillus, Mucor, Penicillium e Fusarium.

As dermatofitoses causadas por fungos filamentosos do grupo dermatófitos constituem-se nas micoses cutâneas mais frequentes e importantes dos animais domésticos. Os animais podem assumir destaque epidemiológico ao atuar como reservatórios de dermatófitos zoofílicos como Microsporum canis, Trichophyton verrrucosum, Trichophyton mentagrophytes e Trichophyton equinum, os quais podem infectar várias espécies animais, inclusive o homem (CABAÑES, 2000). Assim, a pesquisa de dermatófitos em animais sadios pode contribuir para o conhecimento da frequência de apresentação destes fungos e estabelecer, com maior precisão, sua importância na cadeia epidemiológica (ZAROR & CASAS, 1988). Os estudos já realizados têm encontrado Microsporum gypseum (ALI SHTAYEH et al., 1989; SIQUEIRA et al., 1990), Microsporum nanum (ALI SHTAYEH et al., 1989) e T. mentagrophytes (BARBOSA et al., 1971; SIQUEIRA et al., 1986). T. verrucosum, a espécie mais comumente isolada de casos clínicos e adaptada ao bovino, foi isolado em baixas frequências (LONDERO et al., 1970; SILVEIRA et al., 2003). Todavia, essas frequências aumentam quando há contato com animais doentes ou presença de animais já recuperados da doença, os quais veiculam os conídios do fungo, atuando como disseminadores e perpetuadores da enfermidade (LONDERO et al., 1970; TAKATORI et al., 1993; OLLHOFF, 2003). Surtos de dermatofitose em bovinos, causados por T. verrucosum, têm sido observados no Rio Grande do Sul, afetando tanto animais adultos como jovens, durante os meses de outono e inverno, com prevalências que variam de 7,5% a 42,8% (PEREIRA & MEIRELES, 2007). Embora a enfermidade apresente baixas taxas de mortalidade, constitui-se em grave problema pelas perdas que ocasionam à bovinocultura, aos custos de tratamento e implicações em saúde pública (GUDDING & NAESS, 1986).

Além dos animais atuarem como reservatórios de dermatófitos, o solo pode constituir uma importante fonte de infecção, uma vez que atua como habitat de fungos queratinofílicos (DÍAZ et al., 1984; ABRIL et al., 1991). ABRIL et al. (1991) sugerem que algumas espécies de dermatófitos podem realizar uma fase do seu ciclo no solo, vivendo às custas da queratina existente neste meio. Há muitos anos, pesquisa-se a presença de dermatófitos no solo, sendo que MUENDE & WEBB (1937) foram os primeiros a encontrar T. mentagrophytes em esterco seco de equinos. No Brasil, os primeiros isolamentos de dermatófitos do solo foram comunicados por LONDERO & RAMOS (1961) e MARTINS DE CASTRO (1961) em solos de áreas urbanas. O presente estudo teve como objetivos caracterizar a microbiota de fungos filamentosos e verificar a presença de dermatófitos na pele hígida de bovinos de corte, assim como estudar a participação do solo como possível fonte de contaminação de dermatófitos para os animais.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi realizado no período de um ano, em quatro estabelecimentos produtores de bovinos de corte da fronteira oeste do RS, sem histórico de micoses cutâneas nos últimos 10 anos. Aleatoriamente, 14 bovinos sadios, com idade entre um e dois anos, foram submetidos a coletas mensais de crostas e pelos. Durante o experimento, todos os animais avaliados foram mantidos em regime de pastoreio extensivo em campo nativo. Para caracterizar a microbiota do tegumento hígido, foram coletadas amostras de pelos da região do pescoço utilizando-se a metodologia previamente descrita por MARIAT & ADAN-CAMPOS (1967). Essas amostras foram semeadas em placas de Petri contendo agar Sabouraud dextrose acrescido de cloranfenicol e incubadas à temperatura de 25°C por 21 dias. As amostras para o estudo da presença de dematófitos foram obtidas por meio de raspado cutâneo, também na região do pescoço, com o auxílio de uma lâmina de bisturi esterilizada. As referidas amostras eram semeadas em placas de Petri contendo agar Mycosel acrescido de tiamina e inositol, ficando incubadas em estufa a 37°C, durante 30 dias. Juntamente à coleta de pelame dos animais, coletava-se mensalmente 80 gramas de solo dos potreiros onde os bovinos estudados encontravam-se pastoreando. O isolamento de dermatófitos do solo baseou-se na técnica de isca de cabelo (VANBREUSEGHEM, 1952; ZAMPRONHA et al., 2005), ficando as amostras incubadas à temperatura de 25°C por até 45 dias. Todos os cultivos foram observados diariamente e as colônias obtidas foram submetidas à técnica do microcultivo em lâmina (SIDRIM & ROCHA, 2004). A identificação baseou-se nas características macro e micromorfológicas das colônias fúngicas (BARNETT & HUNTER, 1998; HOOG et al., 2000; LACAZ et al., 2002). Os dados meteorológicos de temperatura e precipitação pluviométrica foram obtidos mensalmente, via Internet, por acesso da página eletrônica da FEPAGRO. Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância. A comparação entre as médias foi realizada pelo teste Tukey com 5% de nível de significância. As análises foram realizadas utilizando-se o programa estatístico SAS versão 6.08 (2001).

 

RESULTADOS

Das 672 amostras de pelo e crostas colhidas, obteve-se 2.759 isolados fúngicos, os quais foram classificados em 30 gêneros. Os fungos mais frequentemente isolados durante o período estudado foram: Nigrospora spp (16%), Fusarium spp (11,3%), Curvularia spp (11,1%), Alternaria spp (10,1%), Epicoccum spp (9,6%), Paecilomyces spp (9,5%) e Trichoderma spp (7,2%) (Tabela 1). Evidenciou-se que no inverno obteve-se o maior número de isolamentos fúngicos, havendo diferença significativa com as estações de primavera e verão (P0,05). Verificou-se também variação na frequência dos gêneros de fungos isolados de acordo com as estações do ano (Tabela 2).

 

 

Em apenas seis (0,89%) amostras de pelo e escamas de pele analisadas, houve o isolamento de dermatófitos, sendo três isolados de T. mentagrophytes, dois de M. gypseum e um de T. verrucosum. Verificou-se que o isolamento desses dermatófitos ocorreu durante os meses de inverno.

Das 48 amostras de solo analisadas, houve o crescimento de dermatófitos em 38 delas, sendo M. gypseum o dermatófito mais frequente, uma vez que foi isolado de 33 amostras de solo, como única espécie ou em associação com outras espécies de dermatófitos. Na sequência, T. ajelloi foi a segunda espécie mais isolada (n=9), seguida do T. mentagrophytes (n=7) e T. verrucosum (n=1). Evidenciou-se que M.gypseum e T. ajelloi foram isolados nas quatro propriedades, independente da variação de temperatura do período estudado.

 

DISCUSSÃO

Estudos com microbiota fúngica do tegumento hígido de bovinos são escassos. No presente estudo, a caracterização da microbiota fúngica de 672 amostras do tegumento hígido de bovinos de corte demonstrou o crescimento de 30 gêneros de fungos, sendo Nigrospora spp, Fusarium spp, Curvularia spp, Alternaria spp, Epicoccum spp, Paecilomyces spp e Trichoderma spp os gêneros mais isolados. Já SIQUEIRA et al. (1986), ao estudar a microbiota de 77 bovinos sadios no estado de São Paulo, encontraram Penicillium, Aspergillus e Mucor como gêneros predominantes na pele dos animais. SIQUEIRA et al. (1990), ao avaliar a frequência de fungos em 360 amostras de pelame de bovinos sadios, durante um período de três anos, isolaram Fusarium spp, Penicillium spp, Aspergillus spp, Curvularia spp e Rhizopus spp. Como previamente sugerido por SIQUEIRA et al. (1990), acredita-se que essas diferenças na frequência dos gêneros fúngicos residentes no tegumento hígido de bovinos provavelmente se devem às diferenças ambientais entre os ecossistemas estudados.

Observou-se que as variações de temperatura, mas não as variações nos índices de precipitações pluviométricas influenciaram na distribuição da microbiota fúngica. No presente estudo, durante os meses de inverno, o isolamento de fungos do pelame dos animais foi significativamente superior aos meses de primavera e verão. Esses resultados foram similares aos encontrados por SIQUEIRA et al. (1990). Segundo estes mesmos autores, este fato está relacionado ao comprimento da pelagem dos animais, que, em temperaturas baixas, torna-se mais longa, criando um microclima favorável à proliferação fúngica. Além disso, a presença de diferentes gêneros fúngicos nas diferentes estações do ano evidencia a transitoriedade da microbiota fúngica no tegumento hígido de bovinos.

Ao verificar a presença de dermatófitos nos animais estudados, obteve-se o isolamento de seis dermatófitos, os quais foram classificados em três espécies: T. mentagrophytes, M. gypseum e T. verrucosum. A maioria desses isolamentos ocorreu nos meses de inverno, semelhante aos resultados obtidos por SINGH et al. (1997). ALI SHTAYEH et al. (1989) isolaram T. verrucosum, T. mentagrophytes, M. gypseum e M. nanum de bovinos sadios. O fato de T. verrucosum ter sido isolado em apenas uma amostra, o que foi similar a SILVEIRA et al. (2003), demonstra que bovinos hígidos eventualmente podem carrear esta espécie de dermatófito. Já em outros estudos de microbiota em bovinos sem lesões, T. verrucosum não foi isolado em nenhuma ocasião (BARBOSA et al., 1971; SIQUEIRA et al., 1986, 1990). Embora LONDERO et al. (1970) tenham isolado T. verrucosum da pele hígida de bovinos e afirmem que estes animais sejam os responsáveis pela perpetuação da enfermidade, acreditam, baseados na frequência de isolamento obtida em seus estudos, que esta espécie animal não atue como um portador assintomático deste agente, não albergando este dermatófito na sua microbiota residente. Similarmente, SILVEIRA et al. (2003) afirmam que T. verrucosum na pele de bovinos hígidos é um fungo de transição, ocasional e não residente. Entretanto, essas frequências diferem das encontradas por TAKATORI et al. (1993) e por OLLHOFF (2003), que encontraram, respectivamente, 20,7% e 40% de amostras positivas para este dermatófito na pele hígida de bovinos. Porém, esses autores conduziram seus trabalhos com a presença de animais infectados. Dessa forma, acredita-se que o aumento da frequência de isolamento de T. verrucosum em animais hígidos esteja relacionada com o contato com animais doentes ou já recuperados e que podem veicular os conídios do fungo, atuando como disseminadores, como já previamente sugerido por LONDERO et al. (1970). Em contrapartida, este estudo mostrou que T. mentagrophytes e M. gypseum, embora sejam espécies pouco adaptadas aos bovinos e ocasionalmente implicadas em casos da enfermidade nesta espécie, podem estar presentes transitoriamente na microbiota, como já previamente relatado por LONDERO et al. (1970), BARBOSA et al. (1971), ALI SHTAYEH et al. (1989) e SIQUEIRA et al. (1986, 1990).

De 48 amostras de solo processadas, 38 (79,16%) apresentaram crescimento de M. gypseum, T. ajelloi, T. mentagrophytes e T. verrucosum. No Brasil, há alguns relatos de isolamento de dermatófitos a partir de amostras de solo em áreas urbanas (LONDERO & RAMOS, 1961; MARTINS DE CASTRO, 1961; SEVERO et al., 1989; ZAMPRONHA et al., 2005). Neste estudo, M. gypseum, além de ter sido a espécie mais isolada das amostras de solo, esteve presente em todos os estabelecimentos estudados e em todas as estações do ano avaliadas. Este encontro evidencia que este dermatófito geofílico apresenta-se amplamente distribuído nos solos de áreas rurais do RS. Esse fato pode estar associado à presença de matéria orgânica rica em material queratinizado, principalmente pelos dos animais, uma vez que as amostras foram provenientes daqueles locais onde os bovinos permaneciam por períodos prolongados, o que gera um ambiente propício para a vida saprofítica de fungos queratinofílicos. Segundo GIP & HERSLE (1966), a abundância de conídios de M. gypseum encontrados no solo pode estar relacionado, também, ao aumento na aplicação de fertilizantes queratinofílicos que degradam a queratina da planta, tornando-a disponível para os dermatófitos. Embora o isolamento de dermatófitos do solo e dos animais não tenha tido coincidência, observou-se que nos animais e no solo foram isoladas as mesmas espécies, o que permite sugerir que o solo pode atuar como uma possível fonte de infecção, tendo relevante importância e influência na manutenção dos conídios fúngicos.

 

CONCLUSÃO

Os resultados obtidos no presente estudo evidenciaram que a microbiota fúngica do tegumento hígido de bovinos de corte é transitória, sendo influenciada pela estação do ano. Além disso, demonstrou-se que bovinos sadios não atuam como portadores assintomáticos de T. verrucosum, evidenciando que esta espécie de dermatófito é não residente no tegumento dos animais. O fato de isolarem-se diferentes espécies de dermatófitos a partir de amostras de solo sugere que pode atuar como fonte de contaminação aos animais, mantendo os conídios do fungo no ambiente.

 

AGRADECIMENTO

Os autores agradecem à Drª Luciana Pötter, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Centro de Educação Superior Norte (CESNORS), pela realização da análise estatística.

 

COMITÊ DE ÉTICA E BIOSSEGURANÇA

Processo no 23110.000973/2011-68.

 

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Recebido para publicação 14.01.11
Aprovado em 22.09.11
Devolvido pelo autor 07.10.11
CR-4624

 

 

1 Autor para correspondência.

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