Bakhtiniana: Revista de Estudos do Discurso, Volume: 11, Issue: 1, Published: 2016
  • Introduction Introduction

    Brait, Beth; Pistori, Maria Helena Cruz; Lopes-Dugnani, Bruna; Melo Júnior, Orison Marden Bandeira de
  • Mikhaïl Bakhtin: His Time and Ours Introduction

    Thomson, Clive
  • Bakhtin’s Historical Turn and Its Soviet Antecedents Bakhtin’s Time

    Brandist, Craig

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Baseado em trabalhos anteriores, o artigo oferece uma nova compreensão das ideias de Bakhtin sobre a estratificação e o desenvolvimento histórico da linguagem, apoiado em material de arquivo do Instituto para a História Comparativa das Literaturas e Línguas do Ocidente e Oriente (ILIaZV), não publicado. O foco é o trabalho de Bakhtin do final dos anos 1930, quando ele desvia sua atenção da língua para o desenvolvimento histórico de imagens específicas, séries semânticas e estruturas de enredo. Bakhtin ainda manteve conexões próximas com o trabalho desenvolvido no ILIaZV, mas baseou seu trabalho em diferentes intelectuais, Aleksandr Vesselóvski (1838-1906) e Izrail Frank-Kamenetski (1880-1937), que se tornam influências importantes para ele, especialmente em relação a sua ideia sobre o modo como o ritual sincrético do Carnaval se torna um aspecto estruturador da literatura e em sua análise das estruturas de enredo e metáforas. O artigo oferece algumas informações sobre as assunções por trás das noções bakhtinianas de cronotopo e carnaval e a perspectiva de retomar essas noções, de modo que se tornem ferramentas úteis para pesquisa futura.

    Abstract in English:

    ABSTRACT Based on previous work, the article provides a new understanding of Bakhtin's ideas on the stratification and historical development of language, drawing on unpublished archival materials of the Institute for the Comparative History of the Literatures and Languages of the West and East (ILIaZV). It focuses on Bakhtin's work from the late 1930s, when he shifts his attention from language to the historical development of specific images, semantic clusters, and plot structures. Bakhtin still maintained close connections with the work carried out at ILIaZV, but drew upon the work of different scholars, Aleksandr Veselovskii (1838-1906) and Izrail' Frank-Kamenetskii (1880 - 1937), who become important influences on Bakhtin, especially on his idea of carnival as syncretic pageantry as a structuring feature of literature and on his analysis of plot structures and metaphors. The article provides insight into the assumptions behind Bakhtin's notions of the chronotope and carnival and the prospect of re-grounding these notions, so that they become useful tools for future research.
  • Creative Ways of Not Liking Bakhtin: Lydia Ginzburg and Mikhail Gasparov Bakhtin’s Time

    Emerson, Caryl

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Este artigo contribui para nossa compreensão de como os russos receberam os conceitos de Bakhtin, principalmente dois influentes estudiosos russos, críticos de Bakhtin, cada um a partir de uma perspectiva diferente. O estudo de tais críticas é valioso, uma vez que nos incentiva a reexaminar nossas próprias percepções, por vezes complacentes, das teorias de Bakhtin. Mikhail Gasparov (1937-2005), um importante classicista e preeminente erudito do verso, publicou críticas virulentas contra Bakhtin entre 1979 e 2004. Seu problema com Bakhtin era essencialmente metodológico. Lydia Ginzburg (1902-1990), conhecida por suas Notes of a Blockade Person, e por estudos sobre os gêneros do diário, das memórias, da carta pessoal e do caderno do escritor, questionou os pressupostos psicológicos por trás das teorias bakhtinianas de simpatia e amor. Ginzburg também tinha sérias dúvidas quanto à ideia bakhtiniana do romance polifônico e a respeito do uso que Bakhtin fazia da oposição entre o monológico e o dialógico para caracterizar os romances de Tolstoi e Dostoiévski. Um exame atento das posições de Bakhtin e Ginzburg sobre o amor revela paralelos e diferenças interessantes. O artigo termina com sugestões sobre como as críticas de Ginsburg e de Gasparov podem nos ajudar a ler Bakhtin de maneiras criativas.

    Abstract in English:

    ABSTRACT This article contributes to our understanding of how Russians received Bakhtin's concepts, primarily two influential Russian scholars critical of Bakhtin, each from a different perspective. The study of such criticisms is valuable, as it encourages us to reexamine our own sometimes complacent perceptions of Bakhtin's theories. Mikhail Gasparov (1937-2005), an important classicist and preeminent scholar of verse, published virulent criticisms of Bakhtin between 1979 and 2004. His problem with Bakhtin was essentially methodological. Lydia Ginzburg (1902-1990), known for her Notes of a Blockade Person and for scholarship on the genres of diary, memoir, personal letter, and writer's notebook, questioned the psychological presuppositions behind Bakhtin's theories of sympathy and love. Ginzburg also had serious doubts about Bakhtin's idea of the polyphonic novel, and his use of the opposition between the monological and the dialogical to characterize the novels of Tolstoi and Dostoevsky. A close examination of the positions of Bakhtin and Ginzburg on love reveals interesting parallels and differences. The article concludes with suggestions about how Gasparov's and Ginsburg's criticisms can help us read Bakhtin in creative ways.
  • Bakhtin and Cassirer: The Event and the Machine Bakhtin’s Time

    Lofts, Steve G.

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO A influência da obra de Cassirer nos escritos de Bakhtin da década de 1930 tem sido estudada em detalhe, mas os estudiosos ainda não examinaram o trabalho inicial de Bakhtin, Para uma filosofia do ato (K filosofii postupka), em relação à filosofia de Cassirer. O artigo primeiramente revela o quão sintonizado Bakhtin estava não somente com o Zeitgeist intelectual de seu próprio tempo, mas também com o do século 20. A intrigante harmonia intelectual entre as ideias de Bakhtin e de Cassirer pode ser vista no início da carreira de Bakhtin. Os dois pensadores estão unidos na sua recepção, transformação e tentativa de conciliar duas posições filosóficas antitéticas dominantes no início do século XX: a filosofia transcendental de Kant, o Neokantismo e o Lebensphilosophie de Simmel, Bergson e Heidegger. Bakhtin e Cassirer ficaram alarmados com o pessimismo cultural e o potencial niilismo inerente à posição da Lebensphilosophie. Em seguida, o autor mostra maneiras como as ideias de Bakhtin e de Cassirer repercutem nas de Jacques Derrida, no final do século XX.

    Abstract in English:

    ABSTRACT The influence of Cassirer's work on Bakhtin's writings from the 1930s has been studied in some detail but scholars have not examined Bakhtin's early work, Toward a Philosophy of the Act (K filosofii postupka), in connection with Cassirer's philosophy. The article first reveals how attuned Bakhtin was with the intellectual Zeitgeist not only of his own times, but also that of the 20th century. The uncanny intellectual harmony between the ideas of Bakhtin and Cassirer can be seen at the very beginning of Bakhtin's career. The two thinkers are united in their reception, transformation, and attempt to reconcile two antithetical philosophical positions dominant at the beginning of the 20th century: the transcendental philosophy of Kant, Neo-Kantianism, and the Lebensphilosophie of Simmel, Bergson, and Heidegger. Bakhtin and Cassirer were alarmed by the cultural pessimism and potential nihilism inherent in the position of Lebensphilosophie. Next, the author shows ways in which Bakhtin's and Cassirer's ideas resonate with those of the later 20th century Jacques Derrida.
  • The Polyphony of the Circle Bakhtin’s Time

    Medvedev, Iuri Pavlovich; Medvedeva, Daria Aleksandrovna; Shepherd, David

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO O autor focaliza materiais de arquivo recentemente descobertos e traça a gênese da polifonia (definida como "múltiplas vozes") e seu desenvolvimento nos trabalhos dos membros do Círculo de Bakhtin. Polifonia é um conceito fundamental elaborado colaborativamente pelos membros do Círculo, especialmente na relação dialógica entre Bakhtin e Medviédev. Os membros do Círculo dividem um campo comum no desenvolvimento de suas ideias, enquanto simultaneamente aderem a diferentes orientações ideológicas e estilos. O modo de discussão intelectual e interação pessoal praticados por Bakhtin e seus amigos pode ser descrito como polifônico. O conceito de polifonia se desenvolveu para além do extenso diálogo entre Bakhtin e Medviédev. A coincidência entre pensamentos pode ser vista após um exame cuidadoso de suas primeiras publicações. Este artigo examina também documentos relacionados à autoria dos "textos disputados" não publicados até o momento. Os autores concluem que não há mais nenhuma base para atribuir esses textos a Bakhtin. O apêndice contém traduções de três artigos publicados por Medviédev em 1911 e 1912.

    Abstract in English:

    ABSTRACT The author focuses on newly discovered archival materials and traces the genesis of polyphony (defined as “many-voicedness”) and its development in the works of the members of the Bakhtin Circle. Polyphony is a foundational concept elaborated by members of the Circle through collaboration, especially in the dialogical relationship between Bakhtin and Medvedev. The members of the Circle shared common ground in the development of their ideas, while simultaneously adhering to differing ideological orientations and styles. The mode of intellectual discussion and personal interaction practised by Bakhtin and his friends can best be described as polyphonical. The concept of polyphony grew out of the lengthy dialogue between Bakhtin and Medvedev. The coincidence of their thinking can be seen by carefully examining their earliest publications. This article also examines hitherto unpublished documents relating to the authorship of the “disputed texts.” The authors conclude that there is no longer any basis for attributing these texts to Bakhtin. An appendix to the article contains translations of three articles published by Medvedev in 1911 and 1912.
  • Bakhtin and Benjamin: On Goethe and Other Matters Bakhtin And Our Time

    Bubnova, Tatiana

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Este artigo reexamina as afinidades e as diferenças entre o pensamento de Bakhtin e Benjamin. Ambos são importantes para aquele ramo da filosofia contemporânea que analisa os destinos do século XX e pertencem à época atual pós-secular. Ambos compreendem nosso mundo por meio do procedimento de revisão de nossas experiências de vida, a fim de encontrar elementos que nos ajudem a avaliá-la e fornecer uma orientação para nossa situação atual. Há semelhanças na recepção de suas ideias. Na América Latina, Bakhtin e Benjamin são frequentemente interpretados num sentido político e servem como base para se refletir sobre acontecimentos históricos e fatos da cultura contemporânea. Os trabalhos de Benjamin são mais frequentemente publicados, disseminados e comentados do que aqueles de Bakhtin. O foco principal deste artigo é estudar como Goethe serviu de catalizador ou pivô para as iluminações particulares desses dois pensadores. Nessa perspectiva, Bakhtin e Benjamin são vistos como vasos comunicantes, a despeito de suas diferenças em questões de linguagem, do papel que Kant desempenha em seus pensamentos ou dos textos que interessaram a ambos. A concepção materialista de linguagem de Bakhtin opõe-se bastante ao misticismo messiânico de Benjamin.

    Abstract in English:

    ABSTRACT This article re-examines the affinities and differences between the thought of Bakhtin and Benjamin. Both are important to that branch of contemporary philosophy which analyzes the destinies of the 20th century and belong to the present-day post-secular epoch. Both understand our world by reviewing our lived experiences, to find elements that help us evaluate it and provide an orientation for our present situation. There are similarities in the reception of their ideas. In Latin America, Bakhtin and Benjamin are frequently interpreted in a political sense and serve as a basis for thinking about historical events and the facts of contemporary culture. The works of Benjamin are more frequently published, disseminated, and commented upon than those of Bakhtin. The main focus of this article is to study how Goethe served as a catalyst or pivot for the particular illuminations of both thinkers. In this perspective, Bakhtin and Benjamin are seen as two communicating vessels, despite their differences on questions of language, the role that Kant plays in their thinking, or the texts that interested them. Bakhtin’s materialistic conception of language is quite opposed to the messianic mysticism of Benjamin.
  • Bakhtin Against the Darwinists and Cognitivists Bakhtin And Our Time

    Hirschkop, Ken

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Este artigo se inicia com uma crítica à teoria da linguagem defendida pelos cientistas cognitivistas, tal como Steven Pinker (O instinto da linguagem), que descrevem, em termos gramaticais, a complexidade da linguagem humana. Suas explicações sobre a pragmática da linguagem, contudo, são demasiadamente simplistas. Pinker é visto como um idealista, em parte porque imagina o contexto de fala apenas enquanto informação compartilhada, negligenciando, desse modo, a complexidade representada pelas condições enunciativas, bem como por ver a linguagem enquanto dados a serem processados entres duas máquinas computacionais sem corpos. Examinam-se, então, as diferentes posições de Bakhtin sobre a linguagem. Para ele, as pessoas falam com seus corpos e não apenas com seu cérebro. Diferentemente de Pinker ou Saussure, Bakhtin não acreditava que temos dicionários em nossas cabeças, que são consultados quando bem desejarmos. Para Bakhtin, a experiência da linguagem consiste não em uma série de posições tomadas, mas em uma série de tentativas fracassadas para encontrar uma posição, porque não há posição disponível na qual atenderíamos às exigências que são colocadas sobre nós. Ao ressaltar o discurso do outro e a linguagem, Bakhtin é um realista e propicia um contraponto útil para as posições ingênuas e idealistas tomadas por alguns cientistas cognitivistas.

    Abstract in English:

    ABSTRACT This article begins with a critique of the language theory of cognitive scientists such as Steven Pinker (The Language Instinct), who describe in grammatical terms the complexity of human language. Their account of the pragmatics of language, however, is too simplistic, with Pinker seen as an idealist, in part because he imagines the context of speech only as shared information, neglecting the complexity represented by the conditions of utterance and seeing language as data to be processed between two bodiless computing machines. Bakhtin’s different positions on language are then examined. For him, people speak with their bodies, not only their brains. Bakhtin, unlike Pinker or Saussure, did not believe that we have dictionaries in our heads, which we consult at will. For Bakhtin, the experience of language consists not of a series of positions taken, but a series of failed attempts to find a position, because there is no position available in which to respond to the demands made on us. In underlining the alienness of discourse and language, Bakhtin is a realist and provides a useful counterpoint to the idealistic and naïve positions held by some cognitive scientists.
  • Novelization and Serialization: Or, Forms of Time Otherwise Bakhtin And Our Time

    Hitchcock, Peter

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Este artigo explora a noção bakhtiniana de romancização no que se refere à sua teoria de tempo e serialização. Bakhtin, para quem o romance é histórico, mas sem história, remonta à Grécia antiga para traçar a história do romance. Sem dar a ele uma identidade fixa, compreende-o em termos de tendências e crises. A romancização, para Bakhtin, é um meio de tornar a história literária acessível a uma análise mais dialógica da forma e um modo discursivo para avaliar ideologias criticamente. Ele enfatiza a habilidade desestabilizadora do romance, sua descentralização do discurso e sua acomodação de vozes não oficiais e estrangeiras. Seu sugestivo relato histórico do desenvolvimento do romance nos permite estender seu pensamento e esboçar a romancização mais como uma condição futura do que uma lei genérica. Bakhtin oferece uma versão problemática de modernidade, na qual o romance ativa a influência do tempo sobre o presente; no entanto, por causa da propensão à crise da modernidade, o tempo é suspenso. O artigo também examina um cronotopo do romance sobre o qual Bakhtin tem pouco a dizer: o tempo/espaço da nação. Benedict Anderson e Etienne Balibar, cujos interesses incluem temas relacionados ao comparatismo, ao multiculturalismo e ao pós-colonialismo, questionam a ideia de nação por meio de análises em que o gênero romanesco é privilegiado.

    Abstract in English:

    ABSTRACT This article explores Bakhtin’s notion of novelization in relation to his theory of time and serialization. For Bakhtin, the novel is historical without history. He traces the novel’s history to ancient Greece, without giving it a fixed identity, seeing it in terms of tendencies and crises. Novelization, for Bakhtin, is a means of opening up literary history to a more dialogic analysis of form and a discursive mode to critically assess ideologies. He underlines the novel’s destabilizing ability, its decentralizing of discourse, and its accommodation of unofficial and alien voices. Bakhtin’s suggestive historical account of the novel’s development allows us to extend his thinking and sketch an outline of novelization as a future conditional, rather than a generic law. Bakhtin offers a problematic version of modernity, in which the novel activates time’s purchase on the present. But because of modernity’s propensity for crisis, time is suspended. The article also examines a chronotope of the novel about which Bakhtin has little to say: the time/space of nation. Benedict Anderson and Etienne Balibar, whose interests include the themes of comparatism, multiculturalism, and postcolonialism, question the idea of nation through their analyses that privilege the novel genre.
  • The Review as Bakhtinian Rejoinder: Edward W. Said as Music Reviewer Bakhtin And Our Time

    Hutcheon, Linda

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO O artigo propõe uma leitura do trabalho do teórico pós-colonial Edward Said por meio de um olhar bakhtiniano. Ainda que Said e Bakhtin tenham se engajado de forma diferente na política de suas respectivas épocas e que tivessem ideias distintas sobre a relação entre ética e política, seus escritos abrangentes têm sido adaptados e suas ideias apropriadas por estudiosos em diferentes áreas - com frequência, as mesmas. Eles compartilharam a paixão pelo diálogo, explorando a alteridade e a exotopia, e acreditando na responsa-habilidade. O que o romance era para Bakhtin, o pianismo era para Said, como crítico musical. Said nunca desempenhou o papel de guia do consumidor ou de guardião. Era antes o par crítico ou o professor que atribui menções. A variedade de possíveis respostas do público sempre condicionou as suas. Em toda sua vida musical Said pensou como Bakhtin, talvez sem saber disso. As críticas musicais de Said eram, por definição, respostas ou réplicas. Eram híbridas, narrações e transmissões bivocais, mas também apropriações, como eram os romances aos olhos de Bakhtin. Os escritos de Said sobre música foram analisados à luz de vários conceitos-chaves de Bakhtin: dialogismo, endereçamento, responsa-habilidade e o papel do contexto.

    Abstract in English:

    ABSTRACT The article reads the work of the postcolonial theorist Edward Said through a Bakhtinian lens. Although Said and Bakhtin engaged differently with the politics of their time and had different ideas on the relationship between ethics and politics, their wide-ranging writings have been adapted and their ideas appropriated by scholars in many different fields-often the same ones. They shared a passion for dialogue, for exploring otherness and outsidedness, and for believing in response-ability. What the novel was to Bakhtin, pianism was to Said, the music reviewer. Said never played the role of consumer guide or gate-keeper. He was more the peer reviewer or the grade-assigning professor. The multiple possible responses of the audience always conditioned his own. Said thought like Bakhtin all his musical life, perhaps without knowing it. Said's music reviews are, by definition, responses or rejoinders. They are hybrid, double-voiced narrations and transmissions, but also appropriations, as was the novel, in Bakhtin's eyes. Said's writings on music are analyzed in light of several key Bakhtinian concepts: dialogism, addressivity, response-ability, and the role of context.
  • Eavesdropping on Painting Bakhtin And Our Time

    Wall, Anthony

    Abstract in Portuguese:

    RESUMO Este artigo defende que os princípios dialógicos do discurso são aplicáveis tanto a linguagens verbais como a linguagens icônicas, já que compartilham certas funções, como a importantíssima função metalinguística. O artigo estuda detalhadamente, por uma perspectiva bakhtiniana, uma série de seis pinturas criadas pelo artista holandês do Século XVII Nicolaes Maes (1634-1693). Cada pintura representa poses e gestos diferentes de um bisbilhoteiro, de tal maneira que o analista-observador bakhtiniano é obrigado a ver como a pintura desse tipo curioso combina de maneiras surpreendentes linguagens verbais e visuais. As telas de bisbilhoteiros de Maes concernem à curiosidade, reunindo personagens que poderiam ter preferido permanecer independentes umas das outras. As telas apresentam códigos gestuais, corporais, linguísticos e cromáticos, fazendo o material visual funcionar criativamente e permitindo que cada linguagem se beneficie das vantagens expressivas das outras. Combinam-se aí várias perspectivas para mostrar que as capacidades expressivas de toda linguagem dada são necessariamente mais pobres quando recorrem a um único meio. Uma perspectiva bakhtiniana pode derramar nova luz sobre as pinturas de Nicolaes Maes, ao mesmo tempo em que a análise ilumina novas possibilidades semânticas no pensamento de Bakhtin.

    Abstract in English:

    ABSTRACT This article claims that the principles of dialogic discourse are applicable to both verbal and iconic languages, because they share certain functions, such as the all-important metalinguistic one. The article studies in detail, from a Bakhtinian perspective, a series of six paintings created by the 17th century Dutch artist, Nicolaes Maes (1634-93). Each painting depicts different poses and gestures of an eavesdropper, in such a manner that the Bakhtinian analyst-viewer is obliged to see how painting of this curious sort combines surprising verbal and visual languages. Maes' eavesdropper paintings concern curiosity, bringing together characters who might have preferred to remain independent of one another. The paintings deploy gestural, bodily, linguistic, and colour codes and make the visual material work creatively, allowing each language to take advantage of the expressive advantages of other languages. Several vantage points combine to show that the expressive capabilities of any given language are necessarily poorer when they rely on a single medium. A Bakhtinian perspective can shed new light on the paintings of Nicolaes Maes, while the analysis illumines new semantic possibilities in the thought of Bakhtin.
  • BAKHTIN, Mikhail. Teoria do romance I: a estilística [Theory of the Novel I: Stylistics]. Translation, afterword, notes and glossary by Paulo Bezerra; Russian edition organizers Serguei Botcharov and Vadim Kójinov. São Paulo: Editora 34, 2015. 256p. Book Reviews

    Silva, Adriana Pucci Penteado de Faria e
  • BRAIT, Beth; MAGALHÃES, Anderson Salvaterra (Orgs.). Dialogism: theory and/in practice. São Paulo: Terracota, 2014. 322 p. Book Reviews

    Wall, Anthony
LAEL/PUC-SP (Programa de Estudos Pós-Graduados em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) Rua Monte Alegre, 984 , 05014-901 São Paulo - SP, Tel.: (55 11) 3258-4383 - São Paulo - SP - Brazil
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