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Psicologia: Ciência e Profissão, Volume: 40, Issue: spe, Published: 2020
  • Anti-racist Psychology: Epistemological, Methodological and Ethical-Political Challenges Editorial

    Alves, Míriam Cristiane; Costa, Eliane Silvia; Castelar, Marilda
  • Shattering the Mask of Silencing: Movements of (Re)existence of Black Students Artigo

    Rosa, Evellyn Gonçalves da; Alves, Míriam Cristiane

    Abstract in Portuguese:

    Resumo A pesquisa partiu das inquietações e questionamentos gerados a partir da escuta realizada aos estudantes negros e negras da Universidade Federal de Pelotas no setting terapêutico de estágios curriculares obrigatórios do curso de psicologia. Seu objetivo é compreender os movimentos de (re)existência de estudantes negros e negras em meio a invisibilidade e o silenciamento impostos pelo racismo na perspectiva de contribuir para uma escuta psicológica qualificada. O referencial teórico-metodológico parte do pensamento crítico descolonial. Trata-se de um estudo qualitativo, cuja produção do material empírico ocorreu em abril de 2019. A construção do corpus de análise se deu a partir da realização de entrevistas abertas, gravadas em áudio e transcritas. Participaram das entrevistas quatro estudantes negros e negras que receberam atendimento psicológico pelo projeto de extensão “Diz Aí”. A análise foi organizada em cinco etapas para a identificação de narrativas significativas e que permitiram a sistematização de três eixos temáticos: a) violência racista e produção de subjetividade; b) (re)existência, permanência e enfrentamento ao racismo na universidade; c) o “Diz Aí” como estratégia de (re)existência. A permanência de estudantes negros e negras no espaço universitário está relacionada com as possibilidades de (re)existência e de enfrentamento à violência racista. O encontro entre iguais, a constituição de coletivos negros e a escuta clínica figuram como importantes estratégias para permanecer e existir na universidade, estilhaçando a máscara do silenciamento.

    Abstract in Spanish:

    Resumen La elección del tema de la investigación ha partido de las inquietudes y cuestionamientos generados a partir de la escucha realizada a los estudiantes negros y negras de la Universidade Federal de Pelotas en el setting terapéutico de las prácticas curriculares obligatorias del grado de Psicología. Tiene como objetivo comprender los movimientos de (re)existencia de estudiantes negros y negras en medio a la invisibilidad y el silenciamiento impuestos por el racismo, en la expectativa de contribuir a una escucha psicológica calificada. El referente teórico-metodológico parte del pensamiento crítico decolonial. Se trata de un estudio cualitativo, y la recopilación del material se llevó a cabo en abril de 2019. La construcción del corpus de análisis se ha dado a partir de la realización de entrevistas abiertas, grabadas en audio y transcritas. Participaron en las entrevistas cuatro estudiantes negros y negras, que han recibido atendimiento psicológico por el proyecto de extensión “Diz Aí”. El análisis ha sido organizado en cinco etapas para identificar narrativas significativas las cuales han permitido la sistematización en tres ejes temáticos: a) Violencia racista y producción de subjetividad; b) (Re)existencia, permanencia y afrontamiento al racismo en la universidad; y c) El “Diz Aí” como estrategia de (re)existencia. La permanencia de estudiantes negros y negras en el espacio universitario está relacionada con las posibilidades de (re)existencia y de afrontamiento a la violencia racista. El encuentro entre iguales, la constitución de colectivos negros y la escucha clínica figuran como importantes estrategias para permanecer y existir en la universidad, destrozando la máscara del silenciamiento.

    Abstract in English:

    Abstract The choice of the research theme arose from the concerns and questions originated from listening to black students of Federal University of Pelotas in the therapeutic setting of the Psychology Course compulsory curricular internships. This paper analyzes the movements of black student (re)existence amidst the invisibility and silencing imposed by racism so as to contribute to a qualified psychological listening. The theoretical and methodological framework is based on decolonizing critical thinking. This qualitative study used empirical material produced in April 2019. The corpus of analysis selected was recorded and transcribed open interviews applied to four black students who received psychological care by the project ‘Diz Aí’ (Say It). The analysis was organized in five steps to identify meaningful narratives that further allowed systematization into three thematic axes: (i) Racist violence and production of subjectivity; (ii) (Re)existence, permanence and racism fighting in the university; (iii) The project Say It as a strategy of (re)existence. The permanence of black students in the university space is related to the possibilities of (re)existence and fighting against racist violence. Conversion into equals, the building of black collectives and clinical listening are important strategies that must exist and remain in the university as a way to shatter the silencing mask.
  • Psychology and Racism: the Heritage of Clinical Psychology Artigo

    Benedito, Maiara de Souza; Fernandes, Maria Inês Assumpção

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Este artigo resulta de pesquisa que investiga como a raça e o racismo afetam a prática dos psicólogos. A partir de uma leitura histórica da construção do que é ser negro no Brasil, discute-se as formas como a Psicologia pode contribuir para o enfrentamento do sofrimento causado pelo racismo. Apoiada na psicanálise e, mais especificamente, no conceito de alianças inconscientes, tal como formulado por René Kaës, investiga-se como profissionais no campo da clínica psicológica identificam (ou não) problemas relacionados ao racismo ao analisar como atuam diante dessa problemática. As entrevistas abertas, baseadas nos pressupostos de Bleger, foram realizadas com três profissionais que atuam com dispositivos clínicos em serviços públicos e privados na região metropolitana de São Paulo. A partir dos registros, discutiu-se como o racismo é transmitido entre as gerações e como opera na clínica. Identificou-se que o sofrimento se expressa por experiências de incerteza ligadas ao corpo, ao desejo, à capacidade profissional em situações que se relacionam com a discriminação, o preconceito e a inferioridade. Observou-se a ambiguidade na diferenciação entre racismo e outros tipos de preconceitos sociais e se destaca o valor da apropriação histórica para que os fenômenos raciais possam ser compreendidos e superados. Este estudo conclui que a atuação da Psicologia se faz necessária de maneira política e social.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Este artículo es el resultado de una investigación que trata cómo la raza y el racismo afectan la práctica de los psicólogos. A partir de una lectura histórica de la construcción de lo que es ser negro en Brasil, discutimos las formas en que la psicología puede contribuir a enfrentar el sufrimiento causado por el racismo. Con el apoyo del psicoanálisis, más específicamente, en el concepto de alianzas inconscientes formulado por René Kaës, investigamos cómo los profesionales en el campo de la clínica psicológica identifican (o no) problemas relacionados con el racismo, analizando cómo actúan frente a ese problema. Las entrevistas abiertas, basadas en los supuestos de Bleger, se realizaron con tres profesionales que trabajan con dispositivos clínicos en servicios públicos y privados en la región metropolitana de São Paulo. De los registros se discutió cómo se transmite el racismo entre generaciones y cómo funciona en la clínica. Se identificó que el sufrimiento se expresa por experiencias de incertidumbre relacionadas con el cuerpo, el deseo, la capacidad profesional en situaciones que se refieren a discriminación, prejuicio e inferioridad. Hay ambigüedad en la diferenciación entre el racismo y otros tipos de prejuicios sociales y se resalta el valor de la apropiación histórica para que los fenómenos raciales puedan ser entendidos y superados. Este estudio concluye que el desempeño de la psicología es necesario política y socialmente.

    Abstract in English:

    Abstract This article is the result of a research that investigates how race and racism affect the practice of psychologists. From a historical interpretation of the construction of what means to be a black person in Brazil, we discuss how Psychology can contribute against the suffering caused by racism. Supported by psychoanalysis and, more specifically, the concept of unconscious alliances as formulated by René Kaës, we investigate how professionals of clinical psychology identify (or not) problems related to racism, analyzing how they act when facing this problem. Open interviews based on Bleger’s assumptions were conducted with three professionals who work with clinical devices in public and private services in the metropolitan region of São Paulo. The records were used to discuss how racism is transmitted between generations and how it operates in the clinic, and how suffering is expressed by experiences of uncertainty related to the body, desire and professional ability in situations that refer to discrimination, prejudice and inferiority. There is ambiguity in the differentiation between racism and other types of social prejudice, and the value of historical appropriation is emphasized so that racial phenomena can be understood and overcome. This study concludes that the performance of Psychology is necessary politically and socially.
  • Body, Culture and Subjectivity: a Psychological Approach on White Normativity Artigo

    Abreu, Márcio de; Lima, Mônica

    Abstract in Portuguese:

    Resumo O presente trabalho tem como objetivo contribuir teoricamente para uma abordagem psicológica das relações raciais. Com base em contribuições das psicologias social e cultural, da sociologia e dos estudos culturais e pós-coloniais pautadas no construcionismo social, este ensaio apresenta uma discussão sobre as relações entre corpo, cultura e subjetividade. Além disso, aborda as maneiras pelas quais essas três dimensões da existência humana são mutuamente construídas, assim como as relações de poder que permeiam tais construções em contextos pós-coloniais. Mais especificamente, utilizamos o corpo humano como ponto de partida para tecer reflexões teóricas acerca dos processos de subjetivação de sujeitos racializados, propondo um movimento de desnaturalização daquilo que nos estudos críticos sobre raça é chamado de “normatividade branca”. A discussão apresentada girou em torno da hipótese de que pessoas que compartilham de um conjunto de pressupostos socioculturais construídos a partir de experiências comuns, como corpos racializados, costumam reproduzir formas de ser, estar e atuar no mundo consistentes com tais pressupostos. Essas formas de ser, estar e atuar, por suas vezes, funcionam como mecanismos de promoção e manutenção de conjuntos particulares de expressões psicológicas. Por fim, consideramos que reconhecer a dimensão subjetiva da existência humana como processos culturalmente situados, assim como a impossibilidade de dissociarmos tais processos dos lugares sociais que ocupamos em virtude dos marcadores sociais personificados por nossos corpos, é reconhecer que sociedades racializadas produzem não apenas corpos racializados mas também subjetividades racializadas.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Este texto tuvo como objetivo contribuir teóricamente con un enfoque psicológico sobre las relaciones raciales. Con base en los aportes de las psicologías social y cultural, de la sociología, de los estudios culturales y poscoloniales, este ensayo presenta una discusión sobre las relaciones entre cuerpo, cultura y subjetividad. Además, aborda las maneras por las cuales esas tres dimensiones de la existencia humana son mutuamente construidas, así como las relaciones de poder que permean tales construcciones en contextos poscoloniales. Específicamente, utilizamos el cuerpo humano como punto de partida para tejer reflexiones teóricas acerca de los procesos de subjetivación de sujetos racializados, proponiendo un movimiento de desnaturalización de aquello que, en los estudios críticos sobre raza, llamamos de “normatividad blanca”. La discusión presentada plantea la hipótesis de que las personas comparten un conjunto de presupuestos socioculturales, construidos en experiencias comunes como cuerpos racializados, que reproducen formas de ser, estar y actuar en el mundo y que son consistentes con tales presupuestos. Esas formas de ser, estar y actuar funcionan como mecanismos de promoción y mantenimiento de conjuntos particulares de expresiones psicológicas. Finalmente, consideramos que reconocer la dimensión subjetiva de la existencia humana como procesos culturalmente situados, así como la imposibilidad de disociarnos tales procesos del lugar social que ocupamos en virtud de los marcadores sociales personificados por nuestros cuerpos, es reconocer que sociedades racializadas producen no solo cuerpos racializados, sino también subjetividades racializadas.

    Abstract in English:

    Abstract This paper provides theoretical contributions to a psychological approach to race relations. Based on social and cultural psychology, sociology, and postcolonial and cultural studies, and adopting a social constructionist perspective, this article discusses the association between body, culture, and subjectivity. It looks at the ways these three dimensions of human existence are mutually constructed, as well as the power dynamics shaping these constructions in postcolonial contexts. More specifically, we use the human body as a starting point to develop theoretical reflections about the subjective processes experienced by racialized bodies, proposing a denaturalization movement regarding the phenomenon of “white normativity”, as is called in critical studies on race. The discussion revolves around the hypothesis that people who share a set of socio-cultural assumptions built as a result of their common experiences as racialized bodies often reproduce ways of being and acting in the world that are consistent with such assumptions. These forms of being and acting in the world, in turn, function as mechanisms to promote and maintain particular sets of psychological expressions. Lastly, we conclude that recognizing the subjective dimension of our existence as culturally situated processes (as well as the impossibility of decoupling such processes from the social space we occupy by virtue of the social markers embodied by our bodies) means to acknowledge that racialized societies produce not only racialized bodies, but also racialized subjectivities.
  • “How to Break Social Standards?”: Racism in the Daily Lives of Young Researchers Artigo

    Miranda, Luciana Lobo; Lavor Filho, Tadeu Lucas de; Souza Filho, José Alves de; Gonçalves, Shirley Dias; Bezerra, Thalia Araújo; Feitosa, Gabrielle Lima

    Abstract in Portuguese:

    Resumo O presente artigo apresenta uma reflexão crítica sobre as questões raciais e o enfrentamento ao racismo na micropolítica do cotidiano escolar. Nosso objetivo foi analisar o processo de construção e execução de uma investigação feita por estudantes do ensino médio sobre a presença e o combate ao racismo institucional em uma escola pública estadual de Fortaleza (CE). Trabalhamos a partir de uma pesquisa-intervenção (PI) articulada ao referencial teórico-metodológico da Critical Participatory Action Research (CPAR), que balizou a construção de uma “pesquisaCOM” com jovens. Desenvolvemos um curso de formação de jovens pesquisadores para construir uma pesquisa com ferramentas metodológicas em que eles fossem protagonistas na construção, aplicação e análise da pesquisa. Percebemos que o tema do enfrentamento ao racismo na micropolítica do cotidiano escolar teve centralidade no processo de pesquisa que os jovens realizaram entre seus pares. Os resultados apontaram que 30,2% dos secundaristas afirmaram ter sofrido algum tipo de preconceito racial, tais como: preconceito em relação ao cabelo por ser cacheado; ter escutado expressões/apelidos pejorativos por ser negro e não ter boas condições financeiras, além de relatarem não se sentir à vontade para falar sobre o preconceito presente na escola. Assim, a pesquisa realizada pelos jovens, intitulada “Como quebrar os padrões sociais?”, contribuiu para a discussão das relações raciais na escola, fomentando deslocamentos na formação de jovens pesquisadores atuantes e implicados no seu cotidiano com a intenção de descolonizar o saber e radicalizar o caráter participativo.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Este artículo presenta una reflexión crítica sobre la temática racial y la confrontación con el racismo en la micropolítica de la vida diaria escolar. Nuestro objetivo fue analizar el proceso de construcción y ejecución de una investigación realizada por estudiantes de secundaria sobre la presencia y la lucha contra el racismo institucional en una escuela pública estadual de Fortaleza, CE. Trabajamos a partir de una Investigación de Intervención (IP) operada con el marco teórico-metodológico de la Investigación de Acción-Participativa Crítica (CPAR), que guio la construcción de una investigaciónCOM con los jóvenes. Desarrollamos un taller de capacitación destinado a jóvenes investigadores para construir investigaciones con herramientas metodológicas en las cuales ellos fueran los protagonistas en la construcción, aplicación y análisis de la investigación. Se observó que confrontar el racismo en la micropolítica de la vida diaria de la escuela fue central en el proceso de investigación que los jóvenes llevaron a cabo entre sus pares. Los resultados mostraron que el 30,2% de los estudiantes de secundaria dijeron haber sufrido algún tipo de prejuicio racial, como: prejuicio contra el cabello porque era rizado; haber escuchado expresiones peyorativas/apodos por ser negro y no tener buenas condiciones financieras, y por no sentirse cómodo hablando sobre el prejuicio presente en la escuela. Por lo tanto, la investigación “¿Cómo romper los estándares sociales?” realizada por jóvenes contribuyó a la discusión sobre las relaciones raciales en la escuela al fomentar las dislocaciones en la formación de jóvenes investigadores activos e implicados en su vida diaria con la intención de descolonizar el conocimiento y radicalizar el carácter participativo.

    Abstract in English:

    Abstract This article presents a critical reflection on racial issues and the confrontation with racism in the micropolitics of school daily life. Our objective was to analyze the process of construction and execution of an investigation of high school students about the presence and fight against the institutional racism in a state public school of Fortaleza, Ceará. We performed an Intervention Research (IP) in conjunction with the theoretical-methodological framework of Critical Participatory Action Research (CPAR), which guided the construction of a COM research with young people. We created a training course for young researchers to develop research with methodological tools in which they themselves were protagonists in the construction, application and analysis of research. We realize that the theme of confronting racism in the micropolitics of school daily life was central to the research process that the young people conducted among their peers. The results showed that 30.2% of high school students said they had suffered some kind of racial prejudice, such as: prejudice against hair because it was curly; having heard pejorative expressions/nicknames for being black and not having good financial conditions, and reporting not feeling comfortable talking about the prejudice present at school. Thus, the study “How to break social standards?” conducted by young people contributed to the discussion of race relations in school by fostering dislocation in the formation of active young researchers and implicated in their daily lives as an intervention to decolonize knowledge and radicalize participatory character.
  • Sport, Psychology and Racism: Is an Anti-Racist Sports Psychology Possible? Artigo

    Tralci Filho, Marcio Antonio; Santos, Alessandro de Oliveira dos

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Esse artigo é uma resposta possível para a lacuna acadêmica referente à intersecção de três campos: o esporte, a psicologia e as relações raciais. A articulação entre eles se dá a partir de seu objetivo: analisar os limites e possibilidades apresentados à psicologia no enfrentamento da supremacia branca no contexto esportivo. Seu campo empírico é composto por oito entrevistas semiestruturadas realizadas com quatro psicólogos e quatro psicólogas que trabalharam em algum momento de suas carreiras no esporte. O conteúdo delas é analisado a partir do referencial teórico da Teoria Crítica de Raça. Dessa análise de conteúdo resultaram narrativas sobre a atuação profissional em psicologia do esporte e seu papel diante do racismo, questionando se é possível pensar em uma psicologia do esporte antirracista. Assim, os resultados das análises dessas narrativas apontam para uma relação entre as linhas de ação para o enfrentamento do racismo e a maneira como as(os) profissionais encaram a psicologia do esporte: se uma área mais ligada ao esporte, o que acarreta em um enfoque quase que exclusivo no rendimento esportivo, ou à psicologia, o que implica em uma perspectiva de humanização dos atletas.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Este artículo es uno de los posibles resultados de la brecha académica con respecto a la intersección de tres campos: deporte, psicología y relaciones raciales. Su articulación se basa en el objetivo de: analizar los límites y las posibilidades presentadas a la psicología para enfrentar la supremacía blanca en el contexto deportivo. Su campo empírico consiste en ocho entrevistas semiestructuradas realizadas con cuatro psicólogas y cuatro psicólogos que trabajaron con el deporte en algún momento de sus carreras. Para el análisis de contenido, se utilizó el marco teórico sobre la teoría crítica de la raza. Este análisis de contenido dio lugar a narrativas sobre el desempeño profesional en psicología del deporte y su papel frente al racismo, cuestionando si es posible pensar en una psicología del deporte antirracista. Los resultados del análisis de esas narrativas apuntan a una relación entre las líneas de acción para enfrentar el racismo y la forma en que los/las profesionales ven la psicología del deporte: si un área más vinculada al deporte, lo que resulta en un casi exclusivo enfoque en el rendimiento deportivo, o a la psicología, lo que implica una perspectiva de humanización de los atletas.

    Abstract in English:

    Abstract This paper is one of the possible outcomes to fill the academic gap regarding the intersection of three fields: sport, psychology, and race relations. Their articulation is based on their objective: to analyze the limits and possibilities presented to psychology in facing white supremacy in sports. Its empirical field consists of eight semi-structured interviews conducted with psychologists (four women and four men) who worked in sports at some point of their careers. Their content is analyzed based on the theoretical framework of the Critical Race Theory. This content analysis resulted in narratives about professional performance in sports psychology and its role in the face of racism, questioning whether it is possible to think of an anti-racist sport psychology. Thus, the results of the analysis of these narratives point to an association between the means to confront racism and the way professionals view sports psychology: either as a field that is more related to sport, which results in an almost exclusive focus on sports performance, or more related to psychology, which implies a perspective of humanization of athletes.
  • A Law Against the Crime of Slavery and the Abolition’s Discontent Artigo

    Araújo, Renato Sarieddine

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Este ensaio teórico discute alguns fatos ligados à abolição da escravidão no Brasil, o mais importante acontecimento simbólico da história brasileira, visto que representa a principal transformação das regras da sociedade. Os historiadores relatam, entretanto, que essa mudança foi profundamente amargada por antigos senhores: alguns sucumbiram de uma melancolia, culminando muitas vezes em morte para alguns, em loucura para outros e até mesmo em suicídios. Também se constatou uma segunda vertente do mal-estar entre os antigos senhores, este claramente criminoso: violências físicas e instrumentalização das instituições políticas, garantindo a manutenção da perseguição a pessoas de pele negra. O método utilizado neste artigo se inspira da antropologia psicanalítica de S. Freud e pretende analisar fatos históricos tendo como referência principalmente os textos metapsicológicos. Proponho uma leitura da dimensão inconsciente da reação antiabolicionista enraizada nas instituições da República. Em contraposição, discuto a necessidade de se instaurar uma legislação penal adequada que enquadre o escravismo transatlântico na história do Brasil. Para tal, me refiro à “Lei Taubira” promulgada na França em 2001, reconhecendo a escravização transatlântica como um crime contra a humanidade. A leitura do mal-estar e da nostalgia do senhor decaído aponta que o inconsciente criminoso demanda uma legislação adequada, uma ferramenta importante notadamente para o processo de responsabilização dos sujeitos e instituições em relação à história e seu mal-estar subjetivo, ainda atual.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Este ensayo teórico analiza algunos hechos relacionados con la abolición de la esclavitud en Brasil, el evento simbólico más importante de la historia brasileña por representar la principal transformación de las reglas de la sociedad. Sin embargo, los historiadores afirman que este cambio fue profundamente amargado por los antiguos señores: algunos han sucumbido a una melancolía, que culminó muchas veces en la muerte, en la locura e incluso el suicidio. También hubo una segunda línea de malestar entre los viejos señores, que es claramente criminal: las violencias físicas y la instrumentalización de las instituciones políticas, garantizando el mantenimiento de la persecución de los negros. Este artículo usó un método con base en la antropología psicoanalítica de S. Freud el cual pretende analizar los hechos históricos teniendo como referencia principal los textos metapsicológicos. Se propone realizar una lectura de la dimensión inconsciente de la reacción antiabolicionista presente en las instituciones de la República. En contraste, se discute la necesidad de establecer una legislación penal adecuada que considere la esclavitud transatlántica en la historia de Brasil. Para ello, se hace referencia a la “Ley Taubira” promulgada en Francia en 2001, la cual reconoce la esclavitud transatlántica como un crimen contra la humanidad. La lectura del malestar y la nostalgia del señor caído señala que el inconsciente criminal requiere una legislación adecuada, una herramienta importante para el proceso de responsabilización de los sujetos e instituciones ante la historia y su malestar subjetivo, que aún está vigente.

    Abstract in English:

    Abstract This theoretical essay discusses some facts related to the abolition of slavery in Brazil, the most important symbolic event in Brazilian history in that it represents the deepest transformation of social rules in the country. Historians report, nevertheless, that such change profoundly embittered former slave owners, to the extent that some of them succumbed to a state of what I would call melancholia, which led, in many cases, to death, madness and suicide. A second facet of the discontent among former slave owners, clearly a criminal one, was also identified, consisting of physical violence and the instrumentalization of political institutions, which ensured the maintenance of the persecution against dark-skinned people. The method utilized in this article is inspired by Sigmund Freud’s psychoanalytic anthropology, and serves to analyze historical facts, having Freud’s metapsychological texts as a main reference. I provide an interpretation of the unconscious dimension of the anti-abolitionist backlash that grew roots in the institutions of the Republic. In contrast, this essay also discusses the need to introduce an adequate penal law that takes into consideration the transatlantic slavery in Brazilian history. I refer, here, to the “Taubira Law”, promulgated in France in 2001, which acknowledges transatlantic slavery as a crime against humanity. The analysis of discontent and of the nostalgia of decaying slave owners indicates that the criminal unconsciousness demands adequate legislation, a tool that is particularly important for the process of responsibilization of both subjects and institutions regarding history and its subjective discontent.
  • The Impacts of Racism on the Subjectivity of Black Soccer Players Artigo

    Silva, Fábio Henrique Alves da; Paula, Paula Ângela de Figueiredo e

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Temos visto sucessivos casos de racismo no esporte ao longo dos anos. Essa situação nos possibilita colocar em xeque a ideia de que há uma democracia racial no esporte, justificada pelo fato de que a projeção dos atletas independe de sua cor, pois aconteceria pelo mérito de seu esforço em treinar suas potencialidades. Escolhemos nos concentrar no futebol porque é o esporte que mais converge o sentimento nacionalista em nosso país. O objetivo principal desta pesquisa de conclusão do curso de Psicologia, foi o de investigar se há racismo no futebol brasileiro e se ele afeta a subjetividade dos negros brasileiros que trabalham no futebol. Visamos também investigar como a psicologia tem tratado o sofrimento causado pelo racismo na constituição das subjetividades dos negros. A metodologia escolhida foi a revisão bibliográfica que, percorre o que já foi publicado em livros, sites etc. Constatamos que os negros encontram espaços de trabalho quando são atletas, mas que sua participação é mínima como árbitros, treinadores ou gestores. A pesquisa revelou também que a própria psicologia demorou muito a se pronunciar sobre o sofrimento causado na constituição da subjetividade do negro. Utilizando as orientações técnicas do Centro de Referência em Psicologia e Politicas Publicas (Crepop) do Conselho Federal de Psicologia em 2017, pudemos concluir que, para tratar do sofrimento dos negros no esporte, é necessário ampliar a clínica, escutando o atleta em sua dimensão biopsicossocial.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Han ocurrido muchos casos de racismo en el deporte a lo largo de los años. Esta situación nos permite cuestionar la idea de que existe una democracia racial en el deporte, justificada por el hecho de que la proyección de los deportistas no depende de su color, sino del mérito de su esfuerzo en entrenar sus potenciales. Se eligió el fútbol porque es el deporte que más converge el sentimiento nacionalista en Brasil. El principal objetivo de esta investigatión para concluir el curso de Psicologia, fue investigar se hay racismo en el fútbol brasileño y si afecta la subjetividad de los brasileños negros que trabajan en lo fútbol. Además, se busca investigar cómo la psicología ha tratado el sufrimiento causado por el racismo en la constitución de subjetividades negras. Se optó por hacer una revisión bibliográfica en torno a lo que se ha publicado en libros, internet, etc. Se encontró que los negros encuentran espacios de trabajo cuando son deportistas, pero su participación se reduce a lo mínimo como árbitros, entrenadores o directivos. Además, se reveló que la propia psicología tardó mucho en pronunciarse sobre el sufrimiento causado en la constitución de la subjetividad negra. Con base en los lineamientos técnicos del Centro de Referencia en Psicología y Políticas Públicas del Consejo Federal de Psicología en 2017, se concluye que, para atender el sufrimiento de los negros en el deporte, es necesario ampliar la clínica, escuchando al deportista en su dimensión biopsicosocial.

    Abstract in English:

    Abstract We have seen over the years successive cases of racism in sport. This situation makes us question the idea that there is a racial democracy in sport, justified by the fact that the projection of athletes is independent of their color, given that this is due to the merit of their efforts to train their potentialities. We chose to focus on soccer because it is the sport that most converges the feeling of nationalism in our country. We investigated in this research to conclude psychology course, if there is racism in Brazilian soccer and if it affects the subjectivity of Brazilian black people working in soccer. We also aim to investigate how Psychology has treated the suffering caused by racism in the constitution of black subjectivity. The chosen methodology was the bibliographic review that goes through what has already been published in books, websites and etc, The results show that black people find workspaces when they are still athletes, but their participation is minimal as referees, coaches or managers. The research also revealed that Psychology itself took a long time to take a stance on the suffering caused in the constitution of black subjectivity. Using the technical guidelines of the Reference Center in Psychology and Public Policy of the Federal Council of Psychology in 2017, we conclude that to address the suffering of black people in sports it is necessary to expand the clinic, listening to athletes in their bio-psycho-social dimension.
  • Affects in Quilombola Territory: a Possible Praxis for Psychology Artigo

    Costa, Ana Flávia de Sales; Edmundo, Odair José Câmara

    Abstract in Portuguese:

    Resumo O presente artigo originou-se de uma pesquisa de doutoramento no Programa de Pós-graduação em Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), na qual buscamos compreender de que maneira ampliar a potência de crianças e jovens enquanto sujeitos políticos em uma comunidade quilombola. A vertente teórica que guiou tal estudo foi a psicologia sócio-histórica. A metodologia foi a de pesquisa-intervenção psicossocial, realizada por meio de observações e rodas de conversa com 14 crianças e jovens entre 7 e 18 anos de idade, de Lagoa Trindade, localizada em Jequitibá, interior de Minas Gerais (Brasil). A comunidade quilombola pôde ser compreendida pela lógica dos afetos que circulam no território, levando-se em consideração a interlocução das relações raciais que permeiam os sujeitos políticos. Para além das limitações trazidas por uma desigualdade racial estrutural em nossa sociedade, que reproduz e sustenta lugares de privilégio e de exclusão, é necessário criarmos estratégias de fortalecimento da potência de vida que circula entre os povos negros, advinda de uma história de luta e de perseverança. Tal compreensão da potência política presente no território quilombola mostra-se um caminho privilegiado para atuação da psicologia.

    Abstract in Spanish:

    Resumen Este artículo se originó de una investigación de doctorado en el Programa de Posgrado en Psicología de la Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas), en la cual buscamos comprender cómo aumentar el poder de los niños y jóvenes en una comunidad de quilombolas como sujetos políticos. El marco teórico empleado en el estudio fue la psicología sociohistórica. La metodología utilizada fue la investigación-intervención psicosocial, realizada por observaciones y ruedas de conversación con 14 niños y jóvenes de entre 7 y 18 años de edad, en Lagoa Trindade, ubicada en Jequitibá (Minas Gerais, Brasil). La comunidad quilombola podría entenderse por la lógica de los afectos presentes en el territorio, teniendo en cuenta la interlocución de las relaciones raciales que afectan a los sujetos políticos. Más allá de las limitaciones ocasionadas por una desigualdad racial estructural en nuestra sociedad que reproduce y mantiene lugares privilegiados y excluyentes, es necesario la creación de estrategias para fortalecer el poder de vida que circula entre la población negra y que proviene de la historia de lucha y perseverancia. Esa comprensión del potencial político presente en el territorio quilombola demuestra ser una forma privilegiada para la actuación de psicología.

    Abstract in English:

    Abstract This article originated from doctoral research in the graduate program in psychology at PUC Minas, in which we sought to understand how to broaden the power of children and young people as political subjects in a quilombola community. The theoretical framework that guided this study was socio-historical psychology. The methodology was the research-psychosocial intervention, conducted through observation and talking circles, with 14 children and young people between 7 and 18 years from Lagoa Trindade, Jequitibá, Minas Gerais, Brazil. The Quilombola community could be understood by the logic of the affects circulating in the territory, taking into account the interlocution of the racial relations that affect the political subjects. In addition to the limitations caused by a structural racial inequality in our society, which reproduces and sustains places of privilege and exclusion, we need to create strategies to strengthen the power of life circulating among black peoples, coming from a story of struggle and perseverance. This understanding of political power present in the quilombola territory shows a privileged path for the performance of psychology.
  • Security Devices and Necrobiopolitics Rationality: Narratives of the Black Youth in Fortaleza Artigo

    Costa, Aldemar Ferreira da; Barros, João Paulo Pereira; Silva, Dagualberto Barboza da; Benicio, Luís Fernando de Souza; Moreira, Marcus Giovani Ribeiro

    Abstract in Portuguese:

    Resumo O artigo problematiza racionalidades ligadas à implantação de um dos principais dispositivos de segurança em funcionamento em periferias da cidade de Fortaleza, as Células de Proteção Comunitária (CPC), a partir de discursos de jovens negros e realizando interfaces da psicologia com a questão das relações raciais numa perspectiva de desnaturalização de preconceitos e discriminações. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, sob a perspectiva da pesquisa-inter(in)venção, operacionalizada por entrevistas semiestruturadas e grupo de discussão com jovens da região onde a primeira CPC foi instalada. Teoricamente, traçam-se diálogos da psicologia com estudos foucaultianos sobre dispositivos de segurança, reflexões de Mbembe sobre necropolítica e discussões sobre a questão racial no Brasil. Os participantes apontam que a CPC promoveu o agravamento de racismos institucionais, expondo os jovens negros a situações de criminalização e violação de direitos. A CPC é percebida pelos jovens como emblema do desinvestimento do Estado em políticas sociais e recrudescimento de um Estado securitário, potencializando processos de precarização e segregação de vidas racializadas em prisões ou nas margens urbanas. Aponta-se que a articulação do dispositivo de segurança ao dispositivo racial se sustenta por uma racionalidade necrobiopolitica, que produz as regiões periferizadas como zonas de morte e espaços heterotópicos e reforçam a estigmatização de juventudes negras como inimigos ficcionais. Conclui-se que a pesquisa em psicologia pode se constituir um potente dispositivo de problematização de relações raciais, enfrentamento ao racismo e construção de uma psicologia Antirracista, capaz de fomentar diálogos e composições conjuntas com segmentos historicamente silenciados e subalternizados.

    Abstract in Spanish:

    Resumen El artículo analiza las racionalidades relacionadas con la implantación de uno de los principales dispositivos de seguridad en funcionamiento en las periferias de Fortaleza, las Células de Protección de la Comunidad (CPC), con base en el discurso de jóvenes negros y las interfaces de la psicología con el tema de las relaciones raciales en una perspectiva de desnaturalización del prejuicio y la discriminación. Se trata de una investigación cualitativa, desde la perspectiva de la investigación-intervención, posibilitada por entrevistas semiestructuradas y un grupo de discusión con jóvenes de la región donde se instaló la primera CPC. Teóricamente, se establecen diálogos de la psicología con los estudios foucaultianos acerca de dispositivos de seguridad, las reflexiones de Mbembe sobre la necropolítica y las discusiones sobre el tema racial en Brasil. Los participantes señalan que la CPC promovió el agravamiento del racismo institucional, exponiendo a los jóvenes negros a situaciones de criminalización y violación de derechos. Estos jóvenes perciben la CPC como un emblema de la desinversión del Estado en políticas sociales y el resurgimiento de un estado de seguridad, lo que resulta en la precariedad y el encierro de vidas racializadas en cárceles o en las márgenes urbanas. Se señala que la articulación del dispositivo de seguridad con el dispositivo racial es sostenida por una racionalidad necrobiopolítica que produce márgenes en las periferias como zonas de muerte y espacios heterotópicos, que refuerzan la estigmatización de los jóvenes negros como enemigos ficticios. Se concluye que la investigación en psicología puede ser un poderoso dispositivo para problematizar las relaciones raciales, confrontar el racismo y construir una psicología antirracista, capaz de mejorar los diálogos y composiciones conjuntas con segmentos históricamente silenciados y subordinados.

    Abstract in English:

    Abstract By intertwining Psychology interfaces with questions regarding race relations and based on a perspective of denaturalization of prejudice and discrimination, this article questions rationalities related to the implementation of one of the main functioning security devices in the suburbs of the municipality of Fortaleza, namely the Community Protection Cells (CPC), from a black youth point of view. It is the product of a qualitative research that adopts the research intervention perspective as well as semi-structured interviews and group discussions with young individuals who reside around the first installed CPC. Foucaultian studies regarding security devices, Mbembe’s reflections about necropolitics and discussions about race issues in Brazil are interfaced. The participants point out that CPC has promoved the aggravation of institutional racism, exposing young black individuals to situations of criminalization and violation of rights. The CPC is seen by said youth as an emblem of lack of government investment in social programs and the fortification of a police state, resulting in the precariousness and incarceration of racialized lives, whether in prisons or in urban margins like death zones and heterotopy spaces, reinforcing the stigmatization of black youth as fictional enemies. Research in Psychology is thus shown to be a powerful tool to handle race relations, confronting racism and the creation of an anti-racist psychology capable of fostering discussion and joint compositions with segments of the population who have been historically silenced and excluded.
  • Civilizatory and Colonial Violence from the Standpoint of Frantz Fanon and Sigmund Freud Artigo

    Danfá, Lassana

    Abstract in Portuguese:

    Resumo O presente estudo visa discutir a violência na sua relação com o nascimento da civilização e projeto colonial no pensamento de Freud e Fanon. Na obra freudiana, a violência foi abordada a partir das obras: Futuro de uma Ilusão, O Mal-Estar na Civilização, Por Que a Guerra? e Reflexões para os Tempos de Guerra e Morte. E no pensamento fanoniano a partir de Os Condenados da Terra, mais concretamente no capítulo dedicado à violência. A discussão da obra dos autores foi dividida em três momentos. Primeiramente foi discutido o modo como a construção da civilização europeia e a cultura ocidental têm sido marcadas pela violência aos grupos étnicos externos ao Ocidente. No segundo momento, discorre sobre a violência colonial, articulada com a raça, em que a obra de Fanon teve o seu foco principal. Discute-se ainda, por fim, a “contraviolência” e a violência como meio de se subjetivar diante da subjetividade rechaçada.

    Abstract in Spanish:

    Resumen El presente estudio tiene como objetivo discutir la violencia en su relación con el nacimiento de la civilización y el proyecto colonial en Freud y Fanon. En el trabajo de Freud, se abordaba la violencia desde las obras: El Porvenir de una Ilusión, El Malestar en la Cultura; ¿Por Qué la Guerra? y De Guerra y Muerte: Temas de Actualidad. Y en el pensamiento fanoniano la obra Los Condenados de la Tierra, pero concretamente en el capítulo dedicado a la violencia. La discusión del trabajo de los autores se dividió en tres momentos. En primer lugar, se ha discutido la forma en la cual la construcción de la civilización europea y/o la cultura occidental ha estado marcada por la violencia a los grupos étnicos fuera de Occidente. En segundo trata la violencia colonial, articulada con la raza, en la cual el trabajo de Fanon tenía su enfoque principal. Por último, la “contraviolencia” y la violencia se discuten como un medio de subjetivarse frente a la subjetividad rechazada.

    Abstract in English:

    Abstract This study discusses violence as pertaining to the birth of civilization and colonial project in Freud and Fanon. In Freud’s work, violence was approached in the papers: Future of an Illusion and Civilization and its Discontents; Why War? and Refletion on War and Death. Whereas Fanon thoughts are exposed in the book The Condemned of the Earth, most notably in the chapter dedicated to violence. The discussion of the authors’ work was divided into three sections, namely: how the construction of European civilization and/or Western culture has been marked by violence to ethnic groups outside the West; colonial violence articulated with race, focus of Fanon’s work; and “contraviolence” and violence as a means of self-subjectifying in the face of rejected subjectivity.
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