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Rodriguésia, Volume: 75, Published: 2024
  • Flora and Phytophysiognomies of an Atlantic Forest remnant on the coast of Southeast Brazil Original Paper

    Guimarães, Gabriel Silva; Nunes-Freitas, André Felippe; Baumgratz, José Fernando Andrade

    Abstract in Portuguese:

    Resumo O presente trabalho descreve as fitofisionomias e inventaria a diversidade florística remanescente da Área de Proteção Ambiental das Brisas, que se localiza no litoral da Baía de Sepetiba, no estado do Rio de Janeiro, possuindo cerca de 101 hectares. Foram identificadas e descritas três fitofisionomias, a saber, Restinga, a mais predominante, a Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas e o Manguezal. Para a Restinga pode-se reconhecer diferentes tipos de vegetação, como a de Praias e Dunas, as situadas sobre Cordões Arenosos, neste caso representadas por Florestas Baixa e Alta de Restinga, e a vegetação associada às depressões, como o Brejo de Restinga e a Floresta Paludosa. O levantamento florístico identificou 311 espécies, distribuídas em 231 gêneros e 86 famílias. As plantas herbáceas representam 29,26% da flora, seguido das trepadeiras (27,75%), arbóreas (27,33%), arbustivas (14,46%) e epífitas (4%). A Restinga abriga 81% da flora, seguida pela Floresta Ombrófila Densa de Terras Baixas (28,30%) e o Manguezal (2,25%). As famílias mais representativas foram Fabaceae (38 spp.), Euphorbiaceae (15 spp.), Asteraceae (14 spp.), Sapindaceae (14 spp.) e Malvaceae (13 spp). A área tem baixa similaridade florística com outras áreas do estado do Rio de Janeiro, porém apresenta maior agrupamento com restingas fluminenses.

    Abstract in English:

    Abstract The present work describes the phytophysiognomies and inventories the remaining floristic diversity of the Brisas Environmental Protection Area, which is located on the coast of Sepetiba Bay in the state of Rio de Janeiro, Brazil, covering approximately 101 hectares. Three phytophysiognomies were identified and described, namely Restinga, the Lowland Dense Ombrophylous Forest and the Mangrove. Different types of vegetation can be recognized for Restinga, such as beaches and dunes, those located on sandy ridges, in this case represented by Low and High Restinga forests, and the vegetation associated with depressions, such as the Swampy Restinga and Swampy forest. The floristic survey identified 311 species, distributed in 231 genera and 86 families. Herbaceous plants represent 29.26% of the flora, followed by vines (27.75%), trees (27.33%), shrubs (14.46%) and epiphytes (4%). Restinga is home to 81% of the flora, followed by the Lowland Dense Ombrophylous Forest (28.30%) and the Mangrove (2.25%). The most representative families were Fabaceae (38 spp.), Euphorbiaceae (15 spp.), Asteraceae (14 spp.) and Sapindaceae (14 spp.). The area has low floristic similarity with other areas of the state of Rio de Janeiro, but it has a greater grouping with restingas from the state of Rio de Janeiro.
  • Miscellaneous notes on the fern family Blechnaceae (Polypodiopsida) from Tropical America Original Paper

    Dittrich, Vinícius Antonio de Oliveira; Gasper, André Luís de

    Abstract in Portuguese:

    Resumo São apresentadas novas descobertas em Blechnaceae (Polypodiopsida). Há novos registros em Austroblechnum, Blechnum, Cranfillia e Parablechnum para diferentes unidades políticas e áreas do Neotrópico. Esses (e outros) registros são reportados aqui, juntamente com duas novas combinações em Parablechnum e uma chave atualizada para as espécies brasileiras do gênero. Além disso, foi feita uma atualização da descrição de Blechnum.

    Abstract in English:

    Abstract We present here new discoveries in Blechnaceae (Polypodiopsida). There are new records in Austroblechnum, Blechnum, Cranfillia, and Parablechnum for different political units and areas of the Neotropics. These (and other) records are reported here, alongside with two new necessary combinations in Parablechnum and an updated key to the Brazilian species of the genus. Also, an update of Blechnum description was made.
  • Cr(VI) absorption in Salvinia minima depends of seasonal development and nutrients availability rather than biomass accumulation Original Paper

    Gultemirian, María de Lourdes; Cuéllar, Natalyn Trujillo; Prado, Carolina; Chocobar-Ponce, Silvana; Tabernero, Romina; Pagano, Eduardo; Rolandi, María Laura; Hilal, Mirna; Rosa, Mariana

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Analisamos a capacidade de plantas de Salvinia minima coletadas em diferentes estações do ano em acumular Cr(VI) na presença ou ausência de nutrientes minerais. As plantas foram coletadas em agosto e novembro e cultivadas em água e solução de Hoagland com e sem Cr(VI). As plantas de agosto apresentaram desenvolvimento de novas folhagens, baixo teor de açúcares solúveis e aumento de biomassa. Nas plantas de novembro, observou-se menor número de novas folhas, maior teor de açúcares solúveis e menor aumento de biomassa. As plantas de novembro acumularam mais Cr do que as de agosto e o meio de cultivo apresentou aumento de OD. Esses resultados indicam que um maior acúmulo de biomassa (plantas de agosto) não necessariamente leva a um maior acúmulo de Cr. As plantas de Salvinia não apresentaram demanda por nutrientes minerais, exceto fosfato e magnésio. Mudanças na composição de íons do meio de cultivo durante o ensaio mostram possíveis diferenças na exigência de minerais entre plantas superiores e inferiores. Nossos resultados mostraram que o acúmulo de Cr(VI) em plantas de S. minima depende do estádio de desenvolvimento e da composição de nutrientes minerais do meio de cultivo.

    Abstract in English:

    Abstract We analysed the capacity of Salvinia minima plants collected from different seasons to accumulate Cr(VI) in presence or absence of mineral nutrients. Plants were collected in August and November and they were grown in both water and Hoagland solution with and without Cr(VI). August plants showed development of new fronds, a low content of soluble sugars, and an increase in biomass. In November plants, a lower number of new fronds, a higher content of soluble sugars, and a lower increase in biomass were observed. November plants accumulated more Cr than those from August and the growth media showed an increase in DO. These results would indicate that a greater accumulation of biomass (August plants) does not necessarily lead to a greater Cr accumulation. Salvinia plants did not show demand for mineral nutrients except for phosphate and magnesium. Changes in the ion composition of growing media during the assay show possible differences in mineral requirement between higher and lower plants. Our results showed that Cr(VI) accumulation in S. minima plants depends on the development stage and the mineral nutrients composition of the growth medium.
  • Flora of Anacardiaceae in the Upper Paraná Atlantic Forest Original Paper

    Panizza, Adela María; Temponi, Lívia Godinho; Caxambu, Marcelo Galeazzi; Lima, Laura Cristina Pires

    Abstract in Spanish:

    Resumen El Bosque Atlántico tiene una de las floras más ricas del mundo, siendo los relevamientos florísticos imprescindibles para el conocimiento de su biodiversidad y conservación. Este trabajo tiene como objetivo contribuir al conocimiento florístico de Anacardiaceae del Parque Nacional do Iguaçu (Brasil) y del Parque Nacional de Iguazú (Argentina). Se realizaron colectas mensuales desde 03/2019 a 02/2020 y esporádicas de 11/2020 a 01/2021, en los principales senderos de ambos parques, visitas a herbarios y consultas en las plataformas virtuales. Se encontraron dos especies nativas: Lithraea molleoides y Schinus terebinthifolia, y dos especies exóticas cultivadas: Mangifera indica y Spondias purpurea en el Parque Nacional do Iguaçu y solamente una especie nativa, Schinus terebinthifolia, en el Parque Nacional Iguazú. Se presenta una clave de identificación de las especies, descripciones, fotografías con caracteres diagnósticos, comentarios taxonómicos, distribución geográfica, fenología, nombres comunes, usos y observaciones.

    Abstract in English:

    Abstract The Atlantic Forest has one of the richest floras in the world and floristic surveys are essential to understand its biodiversity and promote its conservation. This study aims to contribute to the floristic understanding of Anacardiaceae in the Iguaçu National Park (Brazil) and the Iguazú National Park (Argentina). Monthly samplings were performed from 03/2019 to 02/2020 and sporadic samplings from 11/2020 to 01/2021 in the main trails from both parks, as well as herbarium review and surveys on virtual platforms. Two native species: Lithraea molleoides and Schinus terebinthifolia, and two exotic cultivated species: Mangifera indica and Spondias purpurea were found in the Iguaçu National Park and only one native species, Schinus terebinthifolia, in the Iguazú National Park. Identification key, descriptions, photographs with diagnostic characters of the taxa, taxonomic comments, geographical distribution, phenology, common names, uses and observations are provided.
  • Fruiting phenology in Aspidosperma discolor and implications for seed dispersal and population distribution Short Communication

    Menezes, Isiara Silva; Santos, Marília Grazielly Mendes dos; Cerqueira, Carlianne Oliveira; Couto-Santos, Ana Paula Lima do; Neves, Sâmia Paula Santos; Rossatto, Davi Rodrigo; Miranda, Lia d’Afonsêca Pedreira de; Funch, Ligia Silveira

    Abstract in Portuguese:

    Resumo Investigamos a frutificação de três subpopulações de Aspidosperma discolor em uma área Mata Atlântica no interior do nordeste do Brasil, para entender melhor como fatores locais e globais (El Niño Southern Oscillation - ENOS) impulsionam a frutificação, e como as características da espécie estão relacionadas aos seus potenciais de dispersão e distribuição espacial. Frutos maduros com sementes em dispersão foram observados entre 1993 e 2012. A dispersão foi avaliada por lançar sementes em duas alturas diferentes. A distribuição foi analisada usando o índice de dispersão padronizado de Morisita. A. discolor apresentou frutificação sazonal durante a estação seca nas três subpopulações com variações de suas datas médias, mas sem variações interanuais nas proporções de indivíduos frutificando. As sementes onduladas evidenciaram distâncias médias de dispersão entre 57,36 e 79,54 m. Encontramos padrão de distribuição aleatório das árvores. O regime sazonal seco/chuvoso influenciou os padrões de frutificação e dispersão, e sementes foram liberadas durante a estação seca (mesmo em anos ENSO). Assim, demonstramos a importância da dispersão anemocórica como fator impulsionador da frutificação, associada a um filtro abiótico (baixa umidade) durante a estação seca. Adicionalmente, a natureza aerodinâmica do diásporo ondulado e seu potencial de dispersão influenciaram a distribuição espacial aleatória de A. discolor.

    Abstract in English:

    Abstract We investigated Aspidosperma discolor fruiting in three subpopulations in the inland Atlantic Forest of Northeastern Brazil, to better understand how local and global factors (such as the El Niño Southern Oscillation - ENSO) drive fruiting, and how functional traits are related to its dispersal potential and spatial distribution. Observations of mature fruits with dispersing seeds were carried out between 1993 and 2012. Dispersal potential was evaluated using seeds released at two different heights. Spatial distribution was analyzed using the Standardized Morisita dispersal index. A. discolor displayed seasonal fruiting during the dry season in all subpopulations, with variations in their average dates but without significant interannual variations in the proportions of fruiting individuals. The undulate seeds had average dispersal distances between 57.36 and 79.54 m. We found a random distribution pattern of the trees. The seasonal dry/rainy regime influenced fruiting and dispersal patterns, and seeds were released during the dry season (even in ENSO years). So, we demonstrate the importance of wind dispersal as a driving factor of fruiting, associated with an abiotic filter (low humidity) during the dry season. Additionally, the aerodynamic nature of the undulate diaspore and its dispersal potential influenced the random pattern of spatial distribution of A. discolor.
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